Por Rev. Hernandes Dias Lopes
A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:
Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.
Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.
Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.
Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.
Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!
Fonte: hernandesdiaslopes
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O princípio do amor
Por: Rev. Martorelli Dantas
"Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para te condenar? Nem Eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais.”. (João 8.11)
Com estas palavras Jesus despediu uma mulher trazida até a Sua presença por fariseus e mestres da lei no pátio do Templo. Este encontro, registrado no capítulo oito de João, é fonte de muitas lições sobre uma espiritualidade fundamentada no Princípio do Amor, manifesto através de atos de compreensão e misericórdia.
Quando a mulher chegou até a presença de Jesus, já estava sentenciada e praticamente executada. Os homens que a levaram àquela situação queriam apenas usá-la para incriminar Jesus por Suas próprias palavras. E como Ele age?
Primeiro, ignora a chegada dos religiosos, sempre tão prestigiados pela população em geral. É necessário que insistam muito para que Jesus dirija-lhes a palavra. É como se Ele estivesse dizendo que aquele tipo de pessoa não lhe atraía – hodiernamente, correspondem exatamente aos representantes eclesiásticos que nós mais tememos e veneramos, aqueles que têm o poder de arrastar e julgar os pecadores em praça pública - Jesus parecia estar mais interessado num desenho na areia.
Quando resolve quebrar o silêncio, dirige-se aos religiosos e diz: "Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher" (v. xx) - e volta a escrever no chão. Estas palavras invertem as posições. De algozes, os religiosos passam a réus de suas próprias consciências, e começando pelos mais velhos até os mais novos, todos, emudecidos, deixam o local. A espiritualidade do amor é aquela que nos faz soltar as pedras, que nos faz voltar para dentro de nós mesmos tomados pela consciência de que também precisamos de perdão e restauração.
Num segundo momento lindíssimo desse texto, Jesus pergunta à mulher onde estavam os seus acusadores, e se alguém a havia condenado.
Vemos nestas questões um ato terapêutico profundo. Jesus se dirige a uma mulher que se sabia pecadora e pergunta-lhe onde estavam os puros que a condenavam e a julgavam. Onde estavam os perfeitos que, diferentemente dela, não cometiam pecados? A mulher responde que eles haviam-se ido embora sem condená-la.
A resposta da pecadora era necessária no processo da cura. Era necessário que ela dissesse com os seus próprios lábios: "Não, ninguém me condenou", para ouvir, em seguida, de Jesus: "Nem Eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais".
É isso que o amor faz: dá novas oportunidades, estende a mão para curar a alma, a ferida, revela a semelhança de todos os homens em sua miserabilidade e carência da bendita e surpreendente misericórdia do Pai...
Fonte: estudogospel
"Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para te condenar? Nem Eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais.”. (João 8.11)
Com estas palavras Jesus despediu uma mulher trazida até a Sua presença por fariseus e mestres da lei no pátio do Templo. Este encontro, registrado no capítulo oito de João, é fonte de muitas lições sobre uma espiritualidade fundamentada no Princípio do Amor, manifesto através de atos de compreensão e misericórdia.
Quando a mulher chegou até a presença de Jesus, já estava sentenciada e praticamente executada. Os homens que a levaram àquela situação queriam apenas usá-la para incriminar Jesus por Suas próprias palavras. E como Ele age?
Primeiro, ignora a chegada dos religiosos, sempre tão prestigiados pela população em geral. É necessário que insistam muito para que Jesus dirija-lhes a palavra. É como se Ele estivesse dizendo que aquele tipo de pessoa não lhe atraía – hodiernamente, correspondem exatamente aos representantes eclesiásticos que nós mais tememos e veneramos, aqueles que têm o poder de arrastar e julgar os pecadores em praça pública - Jesus parecia estar mais interessado num desenho na areia.
Quando resolve quebrar o silêncio, dirige-se aos religiosos e diz: "Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher" (v. xx) - e volta a escrever no chão. Estas palavras invertem as posições. De algozes, os religiosos passam a réus de suas próprias consciências, e começando pelos mais velhos até os mais novos, todos, emudecidos, deixam o local. A espiritualidade do amor é aquela que nos faz soltar as pedras, que nos faz voltar para dentro de nós mesmos tomados pela consciência de que também precisamos de perdão e restauração.
Num segundo momento lindíssimo desse texto, Jesus pergunta à mulher onde estavam os seus acusadores, e se alguém a havia condenado.
Vemos nestas questões um ato terapêutico profundo. Jesus se dirige a uma mulher que se sabia pecadora e pergunta-lhe onde estavam os puros que a condenavam e a julgavam. Onde estavam os perfeitos que, diferentemente dela, não cometiam pecados? A mulher responde que eles haviam-se ido embora sem condená-la.
A resposta da pecadora era necessária no processo da cura. Era necessário que ela dissesse com os seus próprios lábios: "Não, ninguém me condenou", para ouvir, em seguida, de Jesus: "Nem Eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais".
É isso que o amor faz: dá novas oportunidades, estende a mão para curar a alma, a ferida, revela a semelhança de todos os homens em sua miserabilidade e carência da bendita e surpreendente misericórdia do Pai...
Fonte: estudogospel
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Meditação em Efésios 5.3-5
Por Pr. Nonato Souza
"Sede imitadores de Deus, [...] andai em amor, como também Cristo vos amou [...]. Mas a prostituição e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém a santos";
"nem torpeza, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convém; mas, antes, ações de graças". Porque bem sabeis que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.3,4,5).
Aqui, Paulo cita uma lista de pecados que são graves e prejudiciais á vida cristã. Na verdade Paulo vê nesses pecados a perversão do amor, o inverso do amor de Cristo. É bom definir os termos.
Fornicação (gr. porneia). É todo tipo de imoralidade e perversão sexual, incluindo ainda relações sexuais ilícitas
Impureza (gr. akattharsia). Está em foco aqui a impureza e imundície relacionada à porneia, não apenas em atos, mas também em palavras, pensamentos, intenções do coração, desejos e paixões.
Avareza (gr. pleonexia). Uma referência a desejos excessivos por qualquer coisa. Desejo exagerado por querer conseguir alguma coisa a ponto de sacrificar algo para alcançar tal objetivo. O texto acima está certamente se referindo à questão da imoralidade e o prazer sexual, a ganância de ter aquilo que não se deve ter. Tais desejos podem ser considerados como idolatria. Está relacionado às duas palavras anteriores.
Torpezas (aischrotes) ou conversação torpe. O termo significa “feiura”, “iniquidade” e não apenas o que venha envolver meras palavras. Não estaremos forçando o texto se dissermos que se trata de conversa sujas, palavras indecentes, inclinação para a luxúria, lascívia. Parece que Paulo prossegue aqui no seu ataque a pecados sexuais e à conduta imoral e desavergonhada de alguns.
Parvoíces ( gr. morologia). Trata-se de conversas tolas. “O tipo de conversa que viria de um bêbado” (Beacon). Linguagem imprópria que não deveria ter lugar na vida de um cristão. O termo inclui piadas indecentes, imorais, um tipo de “humor negro”, idiotice, tolice, e até mesmo conversações sem nenhum propósito, inútil, na expressão de Jesus (Mt 12.36).
Chocarrices (gr. eutrapelia). Tipo de conversações que chega às raias da indecência. Comentário jocoso, zombeteiro, desrespeitoso. Pessoa espirituosa para o lado da obscenidade. Pessoas dadas a esse comportamento parece “ter uma mente tipo “lata de lixo”, e cada assunto sério de conversação os faz lembrar de uma pilhéria inconveniente ou anedota. Portanto, a palavra usada em 5.4 chegou a significar gracejos vulgares, habilidade em contar “piadas” grosseiras” (William Handriksen), o que Paulo diz que deve ser evitado pelos crentes.
“Que não convém”. Ao crente, é claro, estas coisas não são apropriadas devendo estes se livrar de tais atitudes e comportamentos.
Não tirar, porém, conclusões de que esta passagem bíblica tira do cristão a alegria espontânea e o senso de humor, mas, entender que a mesma nos ensina a não nos entregar a um comportamento frívolo que nenhuma edificação trás ao salvo.
Apóstolo Paulo exorta a todos dizendo: "Porque bem sabeis isto; que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.5; ênfase minha). Que o Senhor tenha misericórdia do seu povo!
"Sede imitadores de Deus, [...] andai em amor, como também Cristo vos amou [...]. Mas a prostituição e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém a santos";
"nem torpeza, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convém; mas, antes, ações de graças". Porque bem sabeis que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.3,4,5).
Aqui, Paulo cita uma lista de pecados que são graves e prejudiciais á vida cristã. Na verdade Paulo vê nesses pecados a perversão do amor, o inverso do amor de Cristo. É bom definir os termos.
Fornicação (gr. porneia). É todo tipo de imoralidade e perversão sexual, incluindo ainda relações sexuais ilícitas
Impureza (gr. akattharsia). Está em foco aqui a impureza e imundície relacionada à porneia, não apenas em atos, mas também em palavras, pensamentos, intenções do coração, desejos e paixões.
Avareza (gr. pleonexia). Uma referência a desejos excessivos por qualquer coisa. Desejo exagerado por querer conseguir alguma coisa a ponto de sacrificar algo para alcançar tal objetivo. O texto acima está certamente se referindo à questão da imoralidade e o prazer sexual, a ganância de ter aquilo que não se deve ter. Tais desejos podem ser considerados como idolatria. Está relacionado às duas palavras anteriores.
Torpezas (aischrotes) ou conversação torpe. O termo significa “feiura”, “iniquidade” e não apenas o que venha envolver meras palavras. Não estaremos forçando o texto se dissermos que se trata de conversa sujas, palavras indecentes, inclinação para a luxúria, lascívia. Parece que Paulo prossegue aqui no seu ataque a pecados sexuais e à conduta imoral e desavergonhada de alguns.
Parvoíces ( gr. morologia). Trata-se de conversas tolas. “O tipo de conversa que viria de um bêbado” (Beacon). Linguagem imprópria que não deveria ter lugar na vida de um cristão. O termo inclui piadas indecentes, imorais, um tipo de “humor negro”, idiotice, tolice, e até mesmo conversações sem nenhum propósito, inútil, na expressão de Jesus (Mt 12.36).
Chocarrices (gr. eutrapelia). Tipo de conversações que chega às raias da indecência. Comentário jocoso, zombeteiro, desrespeitoso. Pessoa espirituosa para o lado da obscenidade. Pessoas dadas a esse comportamento parece “ter uma mente tipo “lata de lixo”, e cada assunto sério de conversação os faz lembrar de uma pilhéria inconveniente ou anedota. Portanto, a palavra usada em 5.4 chegou a significar gracejos vulgares, habilidade em contar “piadas” grosseiras” (William Handriksen), o que Paulo diz que deve ser evitado pelos crentes.
“Que não convém”. Ao crente, é claro, estas coisas não são apropriadas devendo estes se livrar de tais atitudes e comportamentos.
Não tirar, porém, conclusões de que esta passagem bíblica tira do cristão a alegria espontânea e o senso de humor, mas, entender que a mesma nos ensina a não nos entregar a um comportamento frívolo que nenhuma edificação trás ao salvo.
Apóstolo Paulo exorta a todos dizendo: "Porque bem sabeis isto; que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.5; ênfase minha). Que o Senhor tenha misericórdia do seu povo!
sábado, 28 de abril de 2012
Somos guardados pelo Senhor
Por Pr. Nonato Souza
“E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, [...]” (Jo 17.11-21).
No capítulo 17 vemos a conhecida oração final de Jesus por seus discípulos. A oração de Jesus é para que o Pai os guardasse e cuidasse deles. Devemos está consciente que pelo nome do Pai, somos guardados e protegidos. Ele é poderoso e capaz de guardar os seus filhos em quaisquer circunstâncias. Objetivava que o Pai os guardasse do mundo mal envolvido em práticas pecaminosas e de Satanás com suas astutas ciladas.
Neste mundo atravessamos desertos, mares bravios, vencemos obstáculos e adversidades, tudo guardados pelo Senhor. Se não fora o Senhor, há muito teríamos sidos consumidos por nossos inimigos. O salmista grita em audível som dizendo: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria. Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e aprender no seu templo. Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-á sobre uma rocha.” (Sl 27.1,3,4,5). Os salvos são guardados pelo Senhor. Sobre o assunto observemos o seguinte:
Somos guardados em nome do Pai. Jesus diz: “[...] guarda em teu nome aqueles que me destes [...]” (17.11). Jesus, tendo conhecimento que prestes estava de subir para o Pai, os entrega ao seu cuidado para que não houvesse temor em seus corações. Certamente para os discípulos era um consolo indescritível saber que estavam sendo entregues aos cuidados de Deus pelo próprio Cristo. “Não podem deixar de está seguros aqueles a quem o Deus Todo-poderoso guarda, e Ele não pode deixar de guardar àqueles a quem o Filho do seu amor lhe entrega, e em virtude disto nós podemos, com fé, entregar a guarda de nossas almas a Deus” (1Pe 4.19; 2Tm 1.12; Matthew Henry).
Somos guardados, separados do mundo mal. Jesus enfatiza: “Não são do mundo, como eu do mundo não sou” (Jo 17.16). É fato que os salvos não têm nenhum compromisso com este mundo pecaminoso. Fomos chamados para fora deste mundo com objetivo de nunca sermos participantes de suas maldades, corrupções e pecados. O crente vive em antagonismo com a maldade deste mundo. Fomos salvos através do sacrifício expiatório de nosso Senhor Jesus Cristo para não pertencermos mais a este mundo e suas glórias passageiras. Aqui neste torrão, somos apenas estrangeiros e peregrinos e muitas vezes gememos em nosso interior desejando sair para habitar em nossa pátria celestial (Rm 8.23; 2Co 5.2; 5.4).
Este mundo é um inimigo que se mostra tão cruel e terrível que devemos resisti-lo e rejeitá-lo a todo custo. Quando colocamos o mundo, como uma extensão da carne e Satanás, vamos entender que ambos tem parte vital na formação deste sistema pecaminoso. Apóstolo João torna esta visão ainda mais clara quando diz: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1Jo 2.16). O texto acima mostra que este mundo tem um sistema totalmente corrompido, sendo uma expressão mais ampla da natureza interior depravada do homem. Bubeck diz que “o homem, através de sua natureza decaída, tem um problema compulsivo interno com prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes”. Os problemas do pecado da carne tomam maior volume quando o mundo fornece uma atmosfera apropriada a estes pecados.
O sistema pecaminoso deste mundo é ainda uma extensão do conflito de Satanás contra os planos de Deus para o crente. Satanás é chamado pelo Senhor Jesus de o “príncipe deste mundo” (Jo 12.31). É certo, que Satanás tem um reino muito bem organizado e, através deste procura governar todo este sistema. Entendemos que existem formas de mundanismo, estas são armadilhas e ciladas disfarçadas da parte de Satanás que estão a rodear a igreja do Senhor, levando os crentes a uma religião mista, mornidão e finalmente ao desvio espiritual.
Dentre algumas formas de mundanismo na atualidade, podemos destacar: as diversões ímpias, os passatempos pecaminosos, linguagem imunda, imoralidade, bebidas embriagantes, drogas, vícios, vestes imodestas, companhias impróprias, conceitos humanista, artifícios perversos para com isto chegar ao poder, corrupção de todas as formas, invejas, cobiças, ganância, egoísmo, oportunismo, ódio, vingança, etc. Tudo isso são na atualidade formas de mundanismos.
Diante deste grande desafio, o crente deve enfrentar as tentações do mundo colocando-se diante de Deus em posição de vitória sobre o mesmo. A vitória sobre o mundo é mediante a nossa fé (1Jo 5.4-5). Jesus Cristo declarou a sua vitória sobre este mundo quando disse: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo” (Jo 16.33).
Os discípulos tinham esperança de vencerem as tribulações deste mundo, pois o seu Senhor o venceu. Com a sua morte na cruz do Calvário o destino do mundo ficou estabelecido. Todo aquele que está em Cristo vence o mundo. Nossa vitória é através daquele que está em nós (1Jo 4.4). É o Espírito Santo que nos dar forças para vencermos. Dele recebemos um novo apetite e um desejo que está acima do mundo e seus engodos. O que precisamos, é está em total dependência do Espírito, que colocará em nós desejos e valores que estejam acima dos que o mundo oferece. O crente cheio do Espírito Santo, tem sempre um desejo interior que o leva a gostar de fazer coisas que o mundo acha estúpido e enfadonho. Com uma vida cheia do Espírito Santo, e apropriando-nos da nossa vitória sobre este sistema pecaminoso, pela fé, caminharemos firmes, vencendo sempre, em direção ao céu, nossa habitação.
Somos guardados em santificação através da Palavra. “santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). A ideia do texto é de separação para Deus, para o que é reto, sendo, portanto, separados do que é errado, mal, imundo, imoral, etc. O meio que o crente tem para receber esta graça é através da Palavra. Jesus deseja que os que lhe serve sejam apartados, separados para o Pai e para o seu serviço. Em seu ministério terreno que veio realizar, Jesus se apartou completamente à sua tarefa, em especial ao oferecer-se a Deus sem mácula pelo Espírito eterno. Entende-se então que “a verdadeira santidade de todos os verdadeiros cristãos é fruto da morte e ressurreição de Cristo, pela qual o dom do Espírito Santo foi adquirido” (Matthew Henry). Foi por sua Igreja que ele se ofereceu para santificá-la (Ef 5.25,26).
Hendriksen diz que essa santificação só poderá ocorrer se a pessoa nutrir o desejo de ser governado pela verdade, isto é, por meio da revelação redentora de Deus em Cristo, como o mais elevado padrão de vida e doutrina (João – Comentário do Novo Testamento, pg. 769). Não temos dúvida que somente a verdade encontrada na Palavra de Deus irá nos tornar puros e santos.
Somos guardados em unidade perfeita. “[...] para que todos sejam um [...]” (Jo 17.20,21). No texto acima Jesus faz oração para que haja união entre os crentes. Essa união deveria ser baseada na união entre Jesus e o Pai. Sabe-se que o amor é a mais bela expressão do cristianismo. Não passa de mero formalismo e está destituída de qualquer importância uma relação fraternal desacompanhada de amor. Ora, é o amor capaz de diferençar o grupo de cristãos dos demais existentes.
A comunhão existente entre os cristãos vai além de um abraço formal, um aperto de mão, um tapinha nas costas; significa está ligado em amor um ao outro como um corpo sob uma só cabeça, animado por uma única alma, por meio do Espírito Santo que neles habita.
Na vida cristã, cada crente deve esforçar-se para manter a unidade do Espírito no vínculo da paz, unindo-se num só propósito e critério. Carson acrescenta que “da mesma forma, os crentes, ainda que distintos, devem ser um em propósito, em amor, em ação empreendida com todos e um pelos outros, unidos na submissão à revelação recebida”. Ele continua abordando que “assim como a demonstração do genuíno amor entre os crentes certifica que eles são discípulos de Jesus, assim também essa demonstração de unidade é de tal forma irresistível e não-mundana, que o testemunho deles acerca de quem Jesus é torna-se explicável somente se Jesus, de fato for o revelador que o Pai enviou” (O comentário de João – D. A. Carson, pg. 569).
As características desta unidade que foi alvo da oração de Jesus se baseiam no objetivo principal pelo qual Cristo foi enviado ao mundo e deu a sua vida – a redenção do homem (Jo 17.21).
Concluímos rogando ao Senhor que guarde de tropeçar os seus filhos na caminhada cristã, principalmente quando se observa a maneira como vivem alguns no tempo atual. Observa-se que há um grande abismo entre o que se professa e o que se vive; entre o que se diz e o que se faz; entre a profissão de fé e prática de vida; entre o que se chama de cristianismo teórico e aquilo que se entende ser cristianismo prático. Esse abismo entre verdades inseparáveis, essa falta de consistência e coerência, dá a luz a uma religião esquizofrênica e farisaica. Ainda que cercados por todos os lados por inimigos, creia que o Senhor cuida dos seus filhos. Não duvide, somos guardados pelo Senhor.
“E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, [...]” (Jo 17.11-21).
No capítulo 17 vemos a conhecida oração final de Jesus por seus discípulos. A oração de Jesus é para que o Pai os guardasse e cuidasse deles. Devemos está consciente que pelo nome do Pai, somos guardados e protegidos. Ele é poderoso e capaz de guardar os seus filhos em quaisquer circunstâncias. Objetivava que o Pai os guardasse do mundo mal envolvido em práticas pecaminosas e de Satanás com suas astutas ciladas.
Neste mundo atravessamos desertos, mares bravios, vencemos obstáculos e adversidades, tudo guardados pelo Senhor. Se não fora o Senhor, há muito teríamos sidos consumidos por nossos inimigos. O salmista grita em audível som dizendo: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria. Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e aprender no seu templo. Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-á sobre uma rocha.” (Sl 27.1,3,4,5). Os salvos são guardados pelo Senhor. Sobre o assunto observemos o seguinte:
Somos guardados em nome do Pai. Jesus diz: “[...] guarda em teu nome aqueles que me destes [...]” (17.11). Jesus, tendo conhecimento que prestes estava de subir para o Pai, os entrega ao seu cuidado para que não houvesse temor em seus corações. Certamente para os discípulos era um consolo indescritível saber que estavam sendo entregues aos cuidados de Deus pelo próprio Cristo. “Não podem deixar de está seguros aqueles a quem o Deus Todo-poderoso guarda, e Ele não pode deixar de guardar àqueles a quem o Filho do seu amor lhe entrega, e em virtude disto nós podemos, com fé, entregar a guarda de nossas almas a Deus” (1Pe 4.19; 2Tm 1.12; Matthew Henry).
Somos guardados, separados do mundo mal. Jesus enfatiza: “Não são do mundo, como eu do mundo não sou” (Jo 17.16). É fato que os salvos não têm nenhum compromisso com este mundo pecaminoso. Fomos chamados para fora deste mundo com objetivo de nunca sermos participantes de suas maldades, corrupções e pecados. O crente vive em antagonismo com a maldade deste mundo. Fomos salvos através do sacrifício expiatório de nosso Senhor Jesus Cristo para não pertencermos mais a este mundo e suas glórias passageiras. Aqui neste torrão, somos apenas estrangeiros e peregrinos e muitas vezes gememos em nosso interior desejando sair para habitar em nossa pátria celestial (Rm 8.23; 2Co 5.2; 5.4).
Este mundo é um inimigo que se mostra tão cruel e terrível que devemos resisti-lo e rejeitá-lo a todo custo. Quando colocamos o mundo, como uma extensão da carne e Satanás, vamos entender que ambos tem parte vital na formação deste sistema pecaminoso. Apóstolo João torna esta visão ainda mais clara quando diz: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1Jo 2.16). O texto acima mostra que este mundo tem um sistema totalmente corrompido, sendo uma expressão mais ampla da natureza interior depravada do homem. Bubeck diz que “o homem, através de sua natureza decaída, tem um problema compulsivo interno com prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes”. Os problemas do pecado da carne tomam maior volume quando o mundo fornece uma atmosfera apropriada a estes pecados.
O sistema pecaminoso deste mundo é ainda uma extensão do conflito de Satanás contra os planos de Deus para o crente. Satanás é chamado pelo Senhor Jesus de o “príncipe deste mundo” (Jo 12.31). É certo, que Satanás tem um reino muito bem organizado e, através deste procura governar todo este sistema. Entendemos que existem formas de mundanismo, estas são armadilhas e ciladas disfarçadas da parte de Satanás que estão a rodear a igreja do Senhor, levando os crentes a uma religião mista, mornidão e finalmente ao desvio espiritual.
Dentre algumas formas de mundanismo na atualidade, podemos destacar: as diversões ímpias, os passatempos pecaminosos, linguagem imunda, imoralidade, bebidas embriagantes, drogas, vícios, vestes imodestas, companhias impróprias, conceitos humanista, artifícios perversos para com isto chegar ao poder, corrupção de todas as formas, invejas, cobiças, ganância, egoísmo, oportunismo, ódio, vingança, etc. Tudo isso são na atualidade formas de mundanismos.
Diante deste grande desafio, o crente deve enfrentar as tentações do mundo colocando-se diante de Deus em posição de vitória sobre o mesmo. A vitória sobre o mundo é mediante a nossa fé (1Jo 5.4-5). Jesus Cristo declarou a sua vitória sobre este mundo quando disse: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo” (Jo 16.33).
Os discípulos tinham esperança de vencerem as tribulações deste mundo, pois o seu Senhor o venceu. Com a sua morte na cruz do Calvário o destino do mundo ficou estabelecido. Todo aquele que está em Cristo vence o mundo. Nossa vitória é através daquele que está em nós (1Jo 4.4). É o Espírito Santo que nos dar forças para vencermos. Dele recebemos um novo apetite e um desejo que está acima do mundo e seus engodos. O que precisamos, é está em total dependência do Espírito, que colocará em nós desejos e valores que estejam acima dos que o mundo oferece. O crente cheio do Espírito Santo, tem sempre um desejo interior que o leva a gostar de fazer coisas que o mundo acha estúpido e enfadonho. Com uma vida cheia do Espírito Santo, e apropriando-nos da nossa vitória sobre este sistema pecaminoso, pela fé, caminharemos firmes, vencendo sempre, em direção ao céu, nossa habitação.
Somos guardados em santificação através da Palavra. “santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). A ideia do texto é de separação para Deus, para o que é reto, sendo, portanto, separados do que é errado, mal, imundo, imoral, etc. O meio que o crente tem para receber esta graça é através da Palavra. Jesus deseja que os que lhe serve sejam apartados, separados para o Pai e para o seu serviço. Em seu ministério terreno que veio realizar, Jesus se apartou completamente à sua tarefa, em especial ao oferecer-se a Deus sem mácula pelo Espírito eterno. Entende-se então que “a verdadeira santidade de todos os verdadeiros cristãos é fruto da morte e ressurreição de Cristo, pela qual o dom do Espírito Santo foi adquirido” (Matthew Henry). Foi por sua Igreja que ele se ofereceu para santificá-la (Ef 5.25,26).
Hendriksen diz que essa santificação só poderá ocorrer se a pessoa nutrir o desejo de ser governado pela verdade, isto é, por meio da revelação redentora de Deus em Cristo, como o mais elevado padrão de vida e doutrina (João – Comentário do Novo Testamento, pg. 769). Não temos dúvida que somente a verdade encontrada na Palavra de Deus irá nos tornar puros e santos.
Somos guardados em unidade perfeita. “[...] para que todos sejam um [...]” (Jo 17.20,21). No texto acima Jesus faz oração para que haja união entre os crentes. Essa união deveria ser baseada na união entre Jesus e o Pai. Sabe-se que o amor é a mais bela expressão do cristianismo. Não passa de mero formalismo e está destituída de qualquer importância uma relação fraternal desacompanhada de amor. Ora, é o amor capaz de diferençar o grupo de cristãos dos demais existentes.
A comunhão existente entre os cristãos vai além de um abraço formal, um aperto de mão, um tapinha nas costas; significa está ligado em amor um ao outro como um corpo sob uma só cabeça, animado por uma única alma, por meio do Espírito Santo que neles habita.
Na vida cristã, cada crente deve esforçar-se para manter a unidade do Espírito no vínculo da paz, unindo-se num só propósito e critério. Carson acrescenta que “da mesma forma, os crentes, ainda que distintos, devem ser um em propósito, em amor, em ação empreendida com todos e um pelos outros, unidos na submissão à revelação recebida”. Ele continua abordando que “assim como a demonstração do genuíno amor entre os crentes certifica que eles são discípulos de Jesus, assim também essa demonstração de unidade é de tal forma irresistível e não-mundana, que o testemunho deles acerca de quem Jesus é torna-se explicável somente se Jesus, de fato for o revelador que o Pai enviou” (O comentário de João – D. A. Carson, pg. 569).
As características desta unidade que foi alvo da oração de Jesus se baseiam no objetivo principal pelo qual Cristo foi enviado ao mundo e deu a sua vida – a redenção do homem (Jo 17.21).
Concluímos rogando ao Senhor que guarde de tropeçar os seus filhos na caminhada cristã, principalmente quando se observa a maneira como vivem alguns no tempo atual. Observa-se que há um grande abismo entre o que se professa e o que se vive; entre o que se diz e o que se faz; entre a profissão de fé e prática de vida; entre o que se chama de cristianismo teórico e aquilo que se entende ser cristianismo prático. Esse abismo entre verdades inseparáveis, essa falta de consistência e coerência, dá a luz a uma religião esquizofrênica e farisaica. Ainda que cercados por todos os lados por inimigos, creia que o Senhor cuida dos seus filhos. Não duvide, somos guardados pelo Senhor.
sábado, 14 de abril de 2012
Impedidos de obedecer à verdade
Por Pr. Nonato Souza
“Corríeis bem; quem vos impediu para que não obedeçais à verdade?” (Gl 5.7).
Meditando no capítulo 5 da carta de Paulo aos gálatas pude observar que os cristãos da Galácia, que haviam começado tão bem, estavam agora sendo impedidos de prosseguir em sua caminhada cristã por falsos mestres que queriam a todo custo levá-los a práticas contrárias à livre graça de Deus em Cristo Jesus.
Usando as suas conhecidas metáforas da vida cristã, as competições atléticas (1Co 9.24-26), o apóstolo enfatiza que os crentes da galácia corriam de forma desembaraçada a carreira cristã visando sobretudo alcançar o prêmio. Repentinamente, estes irmãos são impedidos de prosseguir. Paulo está preocupado em saber quem os impediu de continuar a carreira a eles proposta, é claro que o apóstolo não busca aqui uma identidade, mas o caráter daquele que os impedia de prosseguir. Evidentemente, se deixaram seduzir pelos aparatos do legalismo judaizante e foram impedidos em sua carreira.
Agora, eles, estavam se desviando da verdade do evangelho proclamado por Paulo e demais apóstolos e seguindo "outro evangelho" anunciado por mestres judaizantes, o que provocara tristeza profunda no coração de Paulo. Eles estavam entrando por um caminho que os conduziria à perdição. Havia interrompido sua obediência á verdade
A verdade a que Paulo se refere e que os crentes da galácia havia deixando, não é outro senão o evangelho por ele pregado, as boas novas da graça de Cristo, recebido mediante a fé. Essa verdade relaciona-se tanto com a doutrina ensinada como com a vida. Objetiva ensinar aos homens acerca da sua fé, como também a maneira como devem se conduzir.
Assim têm acontecido durante a história da igreja, falsos mestres tem levado muitos a abandonarem a graça livre de Deus em Cristo Jesus para seguir rudimentos fracos e pobres que não levam a lugar nenhum, senão à perdição. Aqueles que se utiliza de falsos ensinos nas igrejas, têm a tendência ordinária de negar as verdades fundamentais da fé cristã ou então, ensinam que a graça de Deus não nós é suficiente, tentando levar-nos para além dos ensinos apostólicos.
O que ensinamos nos púlpitos de nossas igrejas hoje não pode ir além daquilo que é a mensagem original de Cristo e dos apóstolos. Não temos autoridade para omitir nada e ou acrescentar. Não podemos permitir que nossos sentimentos, experiências, milagres, sim, eu falei, milagres e ou quaisquer outras coisas, estejam acima do Livro dos livros, a Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada é o padrão supremo da verdade. Muitos novos convertidos, crentes em geral tem sido engodados, mal orientados, mal formados por falsos mestres que nos púlpitos das igrejas, classes de Escolas Dominicais e outros, ministram heresias de perdição como se verdades bíblicas fossem. Estejamos vigilantes, ensinemos sistematicamente a Palavra de Deus para edificação e crescimento espiritual do rebanho do Senhor sob o nosso cuidado.
Senhores, pregadores e mestres, acautelai-vos acerca de alguns ensinamentos que estão surgindo em nosso meio tais como, a Bíblia, a Palavra de Deus, não é mais suficiente para trazer respostas aos problemas da humanidade. A igreja precisa de ciência, filosofia, psicologia e outras revelações para cumprir seu papel na terra. Para estes pensadores pós-modernos mostrar aos crentes a suficiência que há em Cristo ou das Escrituras, é algo vazio e não basta. Até onde vamos com isso!
Ora, fiquemos com a Palavra de Deus, ela nos é suficiente para alcançarmos a maturidade e edificação que precisamos até chegar ao céu. Não nos deixemos envolver-nos com falsos ensinos que fatalmente nos impedirá de continuar nossa carreira cristã. Que o Senhor nos ajude!
“Corríeis bem; quem vos impediu para que não obedeçais à verdade?” (Gl 5.7).
Meditando no capítulo 5 da carta de Paulo aos gálatas pude observar que os cristãos da Galácia, que haviam começado tão bem, estavam agora sendo impedidos de prosseguir em sua caminhada cristã por falsos mestres que queriam a todo custo levá-los a práticas contrárias à livre graça de Deus em Cristo Jesus.
Usando as suas conhecidas metáforas da vida cristã, as competições atléticas (1Co 9.24-26), o apóstolo enfatiza que os crentes da galácia corriam de forma desembaraçada a carreira cristã visando sobretudo alcançar o prêmio. Repentinamente, estes irmãos são impedidos de prosseguir. Paulo está preocupado em saber quem os impediu de continuar a carreira a eles proposta, é claro que o apóstolo não busca aqui uma identidade, mas o caráter daquele que os impedia de prosseguir. Evidentemente, se deixaram seduzir pelos aparatos do legalismo judaizante e foram impedidos em sua carreira.
Agora, eles, estavam se desviando da verdade do evangelho proclamado por Paulo e demais apóstolos e seguindo "outro evangelho" anunciado por mestres judaizantes, o que provocara tristeza profunda no coração de Paulo. Eles estavam entrando por um caminho que os conduziria à perdição. Havia interrompido sua obediência á verdade
A verdade a que Paulo se refere e que os crentes da galácia havia deixando, não é outro senão o evangelho por ele pregado, as boas novas da graça de Cristo, recebido mediante a fé. Essa verdade relaciona-se tanto com a doutrina ensinada como com a vida. Objetiva ensinar aos homens acerca da sua fé, como também a maneira como devem se conduzir.
Assim têm acontecido durante a história da igreja, falsos mestres tem levado muitos a abandonarem a graça livre de Deus em Cristo Jesus para seguir rudimentos fracos e pobres que não levam a lugar nenhum, senão à perdição. Aqueles que se utiliza de falsos ensinos nas igrejas, têm a tendência ordinária de negar as verdades fundamentais da fé cristã ou então, ensinam que a graça de Deus não nós é suficiente, tentando levar-nos para além dos ensinos apostólicos.
O que ensinamos nos púlpitos de nossas igrejas hoje não pode ir além daquilo que é a mensagem original de Cristo e dos apóstolos. Não temos autoridade para omitir nada e ou acrescentar. Não podemos permitir que nossos sentimentos, experiências, milagres, sim, eu falei, milagres e ou quaisquer outras coisas, estejam acima do Livro dos livros, a Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada é o padrão supremo da verdade. Muitos novos convertidos, crentes em geral tem sido engodados, mal orientados, mal formados por falsos mestres que nos púlpitos das igrejas, classes de Escolas Dominicais e outros, ministram heresias de perdição como se verdades bíblicas fossem. Estejamos vigilantes, ensinemos sistematicamente a Palavra de Deus para edificação e crescimento espiritual do rebanho do Senhor sob o nosso cuidado.
Senhores, pregadores e mestres, acautelai-vos acerca de alguns ensinamentos que estão surgindo em nosso meio tais como, a Bíblia, a Palavra de Deus, não é mais suficiente para trazer respostas aos problemas da humanidade. A igreja precisa de ciência, filosofia, psicologia e outras revelações para cumprir seu papel na terra. Para estes pensadores pós-modernos mostrar aos crentes a suficiência que há em Cristo ou das Escrituras, é algo vazio e não basta. Até onde vamos com isso!
Ora, fiquemos com a Palavra de Deus, ela nos é suficiente para alcançarmos a maturidade e edificação que precisamos até chegar ao céu. Não nos deixemos envolver-nos com falsos ensinos que fatalmente nos impedirá de continuar nossa carreira cristã. Que o Senhor nos ajude!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A importância da pregação expositiva para o crescimento sadio da igreja
Por Rev. Hernandes Dias Lopes
Referência: Neemias 8.1-18
INTRODUÇÃO
1. O crescimento da igreja é um dos temas mais discutidos na atualidade
Todo pastor anseia ver sua igreja crescer. A igreja deve crescer, precisa crescer. Se ela não cresce é porque está enferma.
Rick Warren diz: Pergunta errada: o que devo fazer para a minha igreja crescer. Pergunta certa: o que está impedindo a minha igreja de crescer.
2. Há dois extremos perigosos quanto ao crescimento da igreja
a) Numerolatria – É a idolatração dos números. É crescimento como um fim em si mesmo. É o crescimento a qualquer preço. Hoje vemos muita adesão e pouca conversão. Muita ajuntamento e pouco quebrantamento. A pregação da fé sem o arrependimento e da salvação sem conversão.
b) Numerofobia – É o medo dos números. É desculpa infundada da qualidade sem quantidade. A qualidade gera quantidade. A igreja é um organismo vivo. Quando ela prega a Palavra com integridade e vive em santidade Deus dá o crescimento. Não há colheita sem semeadura.
3. A sedução do pragmatismo na busca do crescimento da igreja
O Movimento de Crescimento de Igreja começou em 1930 com Donald McGavran, quando deixou a sede das Missões na Índia e passou 17 anos plantando igrejas e fazendo uma pergunta: Por que algumas igrejas crescem e outras não?
Ele começou um Instituto de Crescimento de Igreja em Oregon com um aluno boliviano. Depois foi para o Seminário de Fuller na Califórnia. Foi o missionário que mais influenciou a igreja no século XX.
Davi Eby diz que o que espanta é que nas teses e dissertações dos estudantes do MCI não há quase nenhuma ênfase na pregação como instrumento para conduzir a igreja ao crescimento. Ao contrário, seguem as técnicas do pragmatismo: se funciona, use.
O Pragmatismo não está preocupado com a verdade, mas com o que funciona. Não pergunta o que é certo, mas o que dá certo.
4. O testemunho irrefutável dos fatos
Tom Rainer fez uma exaustiva pesquisa entre 576 igrejas batistas do Sul nos Estados Unidos e chegou a uma conclusão contrária ao MCI. A pesquisa identificou que o maior fator para o crescimento saudável da igreja foi a pregação expositiva.
5. Os grandes perigos que atentam contra o crescimento da igreja
a) Liberalismo teológico – Onde ele chega, mata a igreja. Ele começa nas cátegras, desce aos púlpitos e daí mata as igrejas. Há muitas igrejas mortas na Europa e América do Norte. Exemplo: minha experiência no Seminário de Princeton.
b) Sincretismo religioso – Nossa cultura mística: pajelança, idolatria, kardecismo, cultos afros. Hoje muitas igrejas mudaram o rótulo, mas mantém o povo preso ao mesmo misticismo: sal grosso, copo dágua em cima da televisão.
c) Ortodoxia morta – E. M. Bounds disse que homens mortos, tiram de si sermões mortos e sermões mortos, matam. Lutero dizia que sermão sem unção endurece o coração. Antonio Vieira diz que devemos pregar aos ouvidos e aos olhos. Precisamos ser boca de Deus.
d) Superficialidade no Púlpito – Muitos pastores são preguiçosos, não estudam, não alimentam o povo com a Palavra.
6. Vejamos um modelo bíblico de pregação expositiva para o crescimento saudável:
Neemias 8 é um grande modelo da pregação expositiva que produz o verdadeiro crescimento espiritual.
Martin Lloyd-Jones disse que a pregação é a tarefa mais importante do mundo. A maior necessidade da igreja e a maior necessidade do mundo.
Calvino entendia que o púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
I. O AJUNTAMENTO PARA OUVIR A PALAVRA DE DEUS – v. 1-2
1. É espontâneo – v. 1
Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados, coisas, benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não Deus. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.
2. É coletivo – v. 2,3
Todo o povo: homens e mulheres reuniram-se para bsucar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora. Pobres e ricos, agricultores e nobres, homens e mulheres. Eles tinham um alvo em comum, buscar a Palavra de Deus. Precisamos ter vontade de nos reunir não apenas para ouvirmos cantores famosos ou pregadores conhecidos, mas reunirmo-nos para ouvirmos a Palavra de Deus. O centro do culto é a pregação da Palavra de Deus.
3. É pontual – v. 3
O povo todo estava presente desde o nascer do sol. Eles se preparam para aquele grande dia. Havia expectativa no coração deles para ouvir a lei de Deus. A Palavra precisa ser prioridade para sermos pontuais.
James Hunter diz que uma pessoa que se atrasa sistematicamente para um compromisso transmite várias mensagens: 1) O tempo dela é mais importante do que o dos outros; 2) As outras pessoas que ela vai encontrar não são muitos importantes para ela; 3) Ela não tem o cuidado de cumprir compromissos.
4. É harmonioso – v. 1
“Todo o povo se ajuntou como um só homem” (v.1). Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Não apenas estavam pertos, mas eram unidos de alma. A união deles não era em torno de encontros sociais, mas em todo da Palavra de Deus.
5. É proposital – v. 1
“e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (v. 1). O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era qualquer novidade que os atraía, mas a Palavra de Deus.
II. A SUPREMACIA DA PALAVRA DE DEUS
1. O pregador precisa estar comprometido com as Escrituras – v. 2,4,5
Esdras era um homem comprometido com a Palavra (Esdras 7:10). Eles não buscam alguém para lhes contar bonitas experiências, mas eles procuram um fiel expositor das Escrituras.
A maior necessidade da igreja é de homens que conheçam, vivam e preguem a Palavra de Deus com fidelidade. A pregação é a maior necessidade da igreja e do mundo. A pregação é a tarefa mais importante que existe no mundo.
O impacto causado pela leitura da Palavra de Deus por Esdras é comparado ao impacto da Bíblia na época da Reforma do século XVI.
Precisamos nos tornar o povo “do livro”, “da Palavra”. Não há reavimamento sem a restauração da autoridade da Palavra.
Exemplo: Milagres X Palavra – Atos 2.
2. O pregador precisa estar comprometido com o Deus das Escrituras
a) Piedade – A vida do pregador é a vida da sua mensagem. Só prevalece em público, quem prevele em oração na intimidade. David Larsen disse que é mais importante ensinar um pregador a orar do que a pregar. Sem oração não há pregação de poder.
b) Fome de Deus – oração e jejum – o pregador é um homem em fogo. Se ele não arder no púlpito o povo não poder. Moody disse que deveríamos acender uma fogueira no púlpito. O pregador precisa ter mais fome de Deus do que de livros.
c) Fome da Palavra – O pregador precisa ser um estudioso. Quem não gosta de ler, certamente não deve ter o chamado para o ministério. Paulo fala que precisamos nos afadigar na Palavra.
d) Paixão – O pregador é um homem diz como Paulo (At 20:24). É como John Bunyan que prefere a prisão ao silêncio. O pregador e o ator Magready. David Hume e George Whitefield.
3. O povo precisa estar sedento das Escrituras – v. 1,3
A Bíblia é o anseio do povo. Eles se reúnem como um só homem (v. 1), com os ouvidos atentos (v. 3), reverentes (v. 6), chorando (v. 9) e alegrando (v. 12) e prontos a obedecer (v. 17).
Eles querem não farelo, mas trigo. Eles querem pão do céu. Eles querem a verdade de Deus. Eles buscaram pão onde havia pão.
Muitos buscam a Casa do Pão e não encontram pão. São como Noemi e sua família que saíram de Belém e foram para Moabe, porque não havia pão na Casa do Pão. Quando as pessoas deixam a Casa do Pão encontram a morte. Há muita propaganda enganosa nas igrejas: prometem pão, mas só há fornos frios, prateleiras vazias e algum farelo de pão.
4. Atitudes do povo em relação às Escrituras
a) Ouvidos atentos (v.3) – O povo permaneceu desde a alva até ao meio-dia, sem sair do lugar (v. 7), com os ouvidos atentos. Não havia dispersão, distração, enfado. Eles estavam atentos não ao pregador, mas ao livro da lei. Não havia esnobismo nem tietagem, mas fome da Palavra.
b) Mente desperta (v. 2,,3,8) – A explicação era lógica, para que todos entendessem. O reavimento não foi um apelo às emoções, mas um apelo ao entendimento. A superstição irracional era a marca do paganismo. Oséias 4:6: “O povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”.
c) Reverência (v.5) – “Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé”. Essa era uma atitude de reverência e respeito à Palavra de Deus. Esse púlpito elevado não era para revelar a infalibidade do pregador, mas a supremacia da Palavra.
d) Adoração (v.6) – Esdras ora, o povo responde com um sonoro amém, levanta as mãos e se prostra para adorar. Onde há oração e exposição da Palavra, o povo exalta a Deus e o adora.
III. A PRIMAZIA DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Ler o texto das Escrituras – v. 2,3,5
A leitura do texto é a parte mais importante do sermão. O texto é a fonte da mensagem e a autoridade do mensageiro. O sermão só é sermão se ele se propõe a explicar o texto.
2. Explicar o texto das Escrituras – v. 7,8
O Cristianismo é a religião do entendimento. Ele não nos rouba o cérebro. O sincretismo religioso anula a razão.
Pregar é explicar o texto. A mensagem é baseada na exegese, ou seja, tirar do texto, o que está no texto. Não podemos impor ao texto, nossas idéias. Isso é eixegese.
Calvino dizia que pregação é a explicação do texto. O púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
Lutero dizia que existe a Palavra de Deus escrita, a Palavra encarnada e a Palavra pregada.
Muitos hoje dizem: “Eu já tenho o sermão, só falta o texto”. Isso não é pregação. Deus não tem nenhum compromisso com a Palavra do pregador, e sim com a sua Palavra. É a Palavra de Deus que não volta vazia e não a Palavra do pregador.
3. Aplicar o texto das Escrituras – v. 9-12
O sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto e o ouvinte. Precisamos ler o texto e ler o povo. Não pregamos diante da congregação, mas à congregação. Onde começa a aplicação, começa o sermão.
Há um grande perigo da chamada heresia da aplicação. Se não interpretamos o texto corretamente, vamos aplicá-lo distorcidamente. Vamos prometer o que Deus não está prometendo e corrigir quando Deus não está corrigindo. Exemplo: o mel de Sansão.
A exposição e a aplicação da Palavra de Deus produziu na vida do povo vários resultados gloriosos.
IV. OS EFEITOS DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Atinge o Intelecto – v. 8
A pregação é diriga à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar ao entendimento (v. 2, 3,,8,12). John Stott disse que crer é também pensar. Nada empolga tanto como estudar teologia. O conhecimento da verdade encha a nossa cabeça de luz. O povo que conhece a Deus é forte e ativo (Dn 11:32).
2. Atinge a Emoção – v. 9-12
a) Choro pelo pecado (v. 9) – A Palavra de Deus produz quebrantamento, arrependimento, choro pelo pecado. O verdadeiro conhecimento nos leva às lágrimas. Quanto mais perto de Deus você está, mais tem consciência de que é pecador, mais chora pelo pecado. O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida pelo entendimento é parte do Critianismo. É impossível compreender a verdade sem ser tocado por ela.
b) A alegria da restauração (v. 10) – As festas deviam ser celebradas com alegria (Dt 16:11,14)). A Alegria tem três aspectos importantes: 1) Uma origem divina – “A alegria do Senhor”. Essa não é uma alegria circunstancial, momentânea, sentimental. É a alegria de Deus, indizível e cheia de glória. 2) Um conteúdo bendito – Deus não é apenas a origem, mas o conteúdo dessa alegria. O povo regozija-se não apenas por causa de Deus, mas em Deus: sua graça, seu amor, seus dons. É na presença de Deus que há plenitude de alegria. 3) Um efeito glorioso – “A alegria do Senhor é a nossa força”. Quem conhece esta alegria não olha para trás como a mulher de Ló. Quem bebe da fonte das delícias de Deus não vive cavando cisternas rotas. Quem bebe das delícias de Deus não sente saudades do Egito. Essa alegria é a nossa força. Foi essa alegria que Paulo e Silas sentiram na prisão. Essa é a alegria que os mártires sentiram na hora da morte.
3. Atinge a vontade – v. 11-12
a) Obediência a Deus (v. 12) – O povo obedeceu a voz de Deus e deixou o choro e começou a regozijar-se.
b) Solidariedade ao próximo (v. 12) – O povo começou não apenas a alegrar-se em Deus, mas a manifestar seu amor ao próximo, enviando porções àqueles que nada tinham. Não podemos separar a dimensão vertical da horizontal no culto.
V. A OBSERVÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS – v. 13-18
1. A liderança toma a iniciativa de observar a Palavra de Deus – v. 13-15
Esdras no dia seguinte organiza um estudo bíblico mais profundo para a liderança (8:13). Um grande reavivamento está acontecendo como resultado da observância e obediência à Palavra de Deus. Essa mudança é iniciada pelos líderes do povo.
Havia práticas que haviam caído no esquecimento. Eles voltaram à Palavra e começaram a perceber que precisavam ser regidos pela Palavra. A Escritura deve guiar a igreja sempre!
A primeira tentação do diabo não foi sobre sexo ou dinheiro, mas suscitar dúvidas acerca da Palavra de Deus.
2. Os liderados obedecem a orientação da Palavra de Deus – v. 16-18
Toda a liderança e todo o povo se mobiliza para acertar a vida de acordo com a Palavra. Havia uma unanimidade em buscar a Palavra e em obedecê-la.
Esse reavivamento espiritual foi tão extraordinário que desde Josué, ou seja, há 1.000 anos que a Festa dos Tabernáculos nunca tinha sido realizado com tanta fidelidade ao ensino das Escrituras. Essa festa lembrava a colheita (Ex 34:22) e a peregrinação no deserto (Lv 23:43). Em ambas as situações o povo era totalmente dependentes de Deus.
Se queremos restauração para a igreja, precisamos buscar não as novidades, mas voltarmo-nos para as Escrituras.
3. A alegria de Deus sempre vem sobre o povo quando este obedece a Palavra de Deus – v. 10,17b
“A alegria do Senhor é a vossa força” (v.10) e “…e houve mui grande alegria” (v.17b). O mundo está atrás da alegria, mas ela é resultado da obediência à Palavra de Deus. O pecado entristece, adoece, cansa. Mas, a obediência à Palavra de Deus traz uma alegria indizível e cheia de glória.
Um povo alegre é um povo forte. A alegria do Senhor é a nossa força. Quando você está alegre, a força de Deus o entusiasma!
CONCLUSÃO
Resultados gloriosos são colhidos quando o povo se volta para a Palavra de Deus:
a) Confissão de Pecado – NO capítulo 9 vemos uma das mais profundas orações da Bíblia onde Neemias confessa o seu pecado e o pecado do seu povo. Sempre que a Palavra é exposta há choro pelo pecado e abandono do pecado.
b) Aliança com Deus e reavimento – No capítulo 10, os líderes e o povo fazem uma aliança com Deus de quem deixariam seus pecados e andariam com Deus. E então, houve um grande reavivamento espiritual que levantou a nação.
Fonte: hernandesdiaslopes
Referência: Neemias 8.1-18
INTRODUÇÃO
1. O crescimento da igreja é um dos temas mais discutidos na atualidade
Todo pastor anseia ver sua igreja crescer. A igreja deve crescer, precisa crescer. Se ela não cresce é porque está enferma.
Rick Warren diz: Pergunta errada: o que devo fazer para a minha igreja crescer. Pergunta certa: o que está impedindo a minha igreja de crescer.
2. Há dois extremos perigosos quanto ao crescimento da igreja
a) Numerolatria – É a idolatração dos números. É crescimento como um fim em si mesmo. É o crescimento a qualquer preço. Hoje vemos muita adesão e pouca conversão. Muita ajuntamento e pouco quebrantamento. A pregação da fé sem o arrependimento e da salvação sem conversão.
b) Numerofobia – É o medo dos números. É desculpa infundada da qualidade sem quantidade. A qualidade gera quantidade. A igreja é um organismo vivo. Quando ela prega a Palavra com integridade e vive em santidade Deus dá o crescimento. Não há colheita sem semeadura.
3. A sedução do pragmatismo na busca do crescimento da igreja
O Movimento de Crescimento de Igreja começou em 1930 com Donald McGavran, quando deixou a sede das Missões na Índia e passou 17 anos plantando igrejas e fazendo uma pergunta: Por que algumas igrejas crescem e outras não?
Ele começou um Instituto de Crescimento de Igreja em Oregon com um aluno boliviano. Depois foi para o Seminário de Fuller na Califórnia. Foi o missionário que mais influenciou a igreja no século XX.
Davi Eby diz que o que espanta é que nas teses e dissertações dos estudantes do MCI não há quase nenhuma ênfase na pregação como instrumento para conduzir a igreja ao crescimento. Ao contrário, seguem as técnicas do pragmatismo: se funciona, use.
O Pragmatismo não está preocupado com a verdade, mas com o que funciona. Não pergunta o que é certo, mas o que dá certo.
4. O testemunho irrefutável dos fatos
Tom Rainer fez uma exaustiva pesquisa entre 576 igrejas batistas do Sul nos Estados Unidos e chegou a uma conclusão contrária ao MCI. A pesquisa identificou que o maior fator para o crescimento saudável da igreja foi a pregação expositiva.
5. Os grandes perigos que atentam contra o crescimento da igreja
a) Liberalismo teológico – Onde ele chega, mata a igreja. Ele começa nas cátegras, desce aos púlpitos e daí mata as igrejas. Há muitas igrejas mortas na Europa e América do Norte. Exemplo: minha experiência no Seminário de Princeton.
b) Sincretismo religioso – Nossa cultura mística: pajelança, idolatria, kardecismo, cultos afros. Hoje muitas igrejas mudaram o rótulo, mas mantém o povo preso ao mesmo misticismo: sal grosso, copo dágua em cima da televisão.
c) Ortodoxia morta – E. M. Bounds disse que homens mortos, tiram de si sermões mortos e sermões mortos, matam. Lutero dizia que sermão sem unção endurece o coração. Antonio Vieira diz que devemos pregar aos ouvidos e aos olhos. Precisamos ser boca de Deus.
d) Superficialidade no Púlpito – Muitos pastores são preguiçosos, não estudam, não alimentam o povo com a Palavra.
6. Vejamos um modelo bíblico de pregação expositiva para o crescimento saudável:
Neemias 8 é um grande modelo da pregação expositiva que produz o verdadeiro crescimento espiritual.
Martin Lloyd-Jones disse que a pregação é a tarefa mais importante do mundo. A maior necessidade da igreja e a maior necessidade do mundo.
Calvino entendia que o púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
I. O AJUNTAMENTO PARA OUVIR A PALAVRA DE DEUS – v. 1-2
1. É espontâneo – v. 1
Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados, coisas, benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não Deus. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.
2. É coletivo – v. 2,3
Todo o povo: homens e mulheres reuniram-se para bsucar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora. Pobres e ricos, agricultores e nobres, homens e mulheres. Eles tinham um alvo em comum, buscar a Palavra de Deus. Precisamos ter vontade de nos reunir não apenas para ouvirmos cantores famosos ou pregadores conhecidos, mas reunirmo-nos para ouvirmos a Palavra de Deus. O centro do culto é a pregação da Palavra de Deus.
3. É pontual – v. 3
O povo todo estava presente desde o nascer do sol. Eles se preparam para aquele grande dia. Havia expectativa no coração deles para ouvir a lei de Deus. A Palavra precisa ser prioridade para sermos pontuais.
James Hunter diz que uma pessoa que se atrasa sistematicamente para um compromisso transmite várias mensagens: 1) O tempo dela é mais importante do que o dos outros; 2) As outras pessoas que ela vai encontrar não são muitos importantes para ela; 3) Ela não tem o cuidado de cumprir compromissos.
4. É harmonioso – v. 1
“Todo o povo se ajuntou como um só homem” (v.1). Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Não apenas estavam pertos, mas eram unidos de alma. A união deles não era em torno de encontros sociais, mas em todo da Palavra de Deus.
5. É proposital – v. 1
“e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (v. 1). O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era qualquer novidade que os atraía, mas a Palavra de Deus.
II. A SUPREMACIA DA PALAVRA DE DEUS
1. O pregador precisa estar comprometido com as Escrituras – v. 2,4,5
Esdras era um homem comprometido com a Palavra (Esdras 7:10). Eles não buscam alguém para lhes contar bonitas experiências, mas eles procuram um fiel expositor das Escrituras.
A maior necessidade da igreja é de homens que conheçam, vivam e preguem a Palavra de Deus com fidelidade. A pregação é a maior necessidade da igreja e do mundo. A pregação é a tarefa mais importante que existe no mundo.
O impacto causado pela leitura da Palavra de Deus por Esdras é comparado ao impacto da Bíblia na época da Reforma do século XVI.
Precisamos nos tornar o povo “do livro”, “da Palavra”. Não há reavimamento sem a restauração da autoridade da Palavra.
Exemplo: Milagres X Palavra – Atos 2.
2. O pregador precisa estar comprometido com o Deus das Escrituras
a) Piedade – A vida do pregador é a vida da sua mensagem. Só prevalece em público, quem prevele em oração na intimidade. David Larsen disse que é mais importante ensinar um pregador a orar do que a pregar. Sem oração não há pregação de poder.
b) Fome de Deus – oração e jejum – o pregador é um homem em fogo. Se ele não arder no púlpito o povo não poder. Moody disse que deveríamos acender uma fogueira no púlpito. O pregador precisa ter mais fome de Deus do que de livros.
c) Fome da Palavra – O pregador precisa ser um estudioso. Quem não gosta de ler, certamente não deve ter o chamado para o ministério. Paulo fala que precisamos nos afadigar na Palavra.
d) Paixão – O pregador é um homem diz como Paulo (At 20:24). É como John Bunyan que prefere a prisão ao silêncio. O pregador e o ator Magready. David Hume e George Whitefield.
3. O povo precisa estar sedento das Escrituras – v. 1,3
A Bíblia é o anseio do povo. Eles se reúnem como um só homem (v. 1), com os ouvidos atentos (v. 3), reverentes (v. 6), chorando (v. 9) e alegrando (v. 12) e prontos a obedecer (v. 17).
Eles querem não farelo, mas trigo. Eles querem pão do céu. Eles querem a verdade de Deus. Eles buscaram pão onde havia pão.
Muitos buscam a Casa do Pão e não encontram pão. São como Noemi e sua família que saíram de Belém e foram para Moabe, porque não havia pão na Casa do Pão. Quando as pessoas deixam a Casa do Pão encontram a morte. Há muita propaganda enganosa nas igrejas: prometem pão, mas só há fornos frios, prateleiras vazias e algum farelo de pão.
4. Atitudes do povo em relação às Escrituras
a) Ouvidos atentos (v.3) – O povo permaneceu desde a alva até ao meio-dia, sem sair do lugar (v. 7), com os ouvidos atentos. Não havia dispersão, distração, enfado. Eles estavam atentos não ao pregador, mas ao livro da lei. Não havia esnobismo nem tietagem, mas fome da Palavra.
b) Mente desperta (v. 2,,3,8) – A explicação era lógica, para que todos entendessem. O reavimento não foi um apelo às emoções, mas um apelo ao entendimento. A superstição irracional era a marca do paganismo. Oséias 4:6: “O povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”.
c) Reverência (v.5) – “Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé”. Essa era uma atitude de reverência e respeito à Palavra de Deus. Esse púlpito elevado não era para revelar a infalibidade do pregador, mas a supremacia da Palavra.
d) Adoração (v.6) – Esdras ora, o povo responde com um sonoro amém, levanta as mãos e se prostra para adorar. Onde há oração e exposição da Palavra, o povo exalta a Deus e o adora.
III. A PRIMAZIA DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Ler o texto das Escrituras – v. 2,3,5
A leitura do texto é a parte mais importante do sermão. O texto é a fonte da mensagem e a autoridade do mensageiro. O sermão só é sermão se ele se propõe a explicar o texto.
2. Explicar o texto das Escrituras – v. 7,8
O Cristianismo é a religião do entendimento. Ele não nos rouba o cérebro. O sincretismo religioso anula a razão.
Pregar é explicar o texto. A mensagem é baseada na exegese, ou seja, tirar do texto, o que está no texto. Não podemos impor ao texto, nossas idéias. Isso é eixegese.
Calvino dizia que pregação é a explicação do texto. O púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
Lutero dizia que existe a Palavra de Deus escrita, a Palavra encarnada e a Palavra pregada.
Muitos hoje dizem: “Eu já tenho o sermão, só falta o texto”. Isso não é pregação. Deus não tem nenhum compromisso com a Palavra do pregador, e sim com a sua Palavra. É a Palavra de Deus que não volta vazia e não a Palavra do pregador.
3. Aplicar o texto das Escrituras – v. 9-12
O sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto e o ouvinte. Precisamos ler o texto e ler o povo. Não pregamos diante da congregação, mas à congregação. Onde começa a aplicação, começa o sermão.
Há um grande perigo da chamada heresia da aplicação. Se não interpretamos o texto corretamente, vamos aplicá-lo distorcidamente. Vamos prometer o que Deus não está prometendo e corrigir quando Deus não está corrigindo. Exemplo: o mel de Sansão.
A exposição e a aplicação da Palavra de Deus produziu na vida do povo vários resultados gloriosos.
IV. OS EFEITOS DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Atinge o Intelecto – v. 8
A pregação é diriga à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar ao entendimento (v. 2, 3,,8,12). John Stott disse que crer é também pensar. Nada empolga tanto como estudar teologia. O conhecimento da verdade encha a nossa cabeça de luz. O povo que conhece a Deus é forte e ativo (Dn 11:32).
2. Atinge a Emoção – v. 9-12
a) Choro pelo pecado (v. 9) – A Palavra de Deus produz quebrantamento, arrependimento, choro pelo pecado. O verdadeiro conhecimento nos leva às lágrimas. Quanto mais perto de Deus você está, mais tem consciência de que é pecador, mais chora pelo pecado. O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida pelo entendimento é parte do Critianismo. É impossível compreender a verdade sem ser tocado por ela.
b) A alegria da restauração (v. 10) – As festas deviam ser celebradas com alegria (Dt 16:11,14)). A Alegria tem três aspectos importantes: 1) Uma origem divina – “A alegria do Senhor”. Essa não é uma alegria circunstancial, momentânea, sentimental. É a alegria de Deus, indizível e cheia de glória. 2) Um conteúdo bendito – Deus não é apenas a origem, mas o conteúdo dessa alegria. O povo regozija-se não apenas por causa de Deus, mas em Deus: sua graça, seu amor, seus dons. É na presença de Deus que há plenitude de alegria. 3) Um efeito glorioso – “A alegria do Senhor é a nossa força”. Quem conhece esta alegria não olha para trás como a mulher de Ló. Quem bebe da fonte das delícias de Deus não vive cavando cisternas rotas. Quem bebe das delícias de Deus não sente saudades do Egito. Essa alegria é a nossa força. Foi essa alegria que Paulo e Silas sentiram na prisão. Essa é a alegria que os mártires sentiram na hora da morte.
3. Atinge a vontade – v. 11-12
a) Obediência a Deus (v. 12) – O povo obedeceu a voz de Deus e deixou o choro e começou a regozijar-se.
b) Solidariedade ao próximo (v. 12) – O povo começou não apenas a alegrar-se em Deus, mas a manifestar seu amor ao próximo, enviando porções àqueles que nada tinham. Não podemos separar a dimensão vertical da horizontal no culto.
V. A OBSERVÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS – v. 13-18
1. A liderança toma a iniciativa de observar a Palavra de Deus – v. 13-15
Esdras no dia seguinte organiza um estudo bíblico mais profundo para a liderança (8:13). Um grande reavivamento está acontecendo como resultado da observância e obediência à Palavra de Deus. Essa mudança é iniciada pelos líderes do povo.
Havia práticas que haviam caído no esquecimento. Eles voltaram à Palavra e começaram a perceber que precisavam ser regidos pela Palavra. A Escritura deve guiar a igreja sempre!
A primeira tentação do diabo não foi sobre sexo ou dinheiro, mas suscitar dúvidas acerca da Palavra de Deus.
2. Os liderados obedecem a orientação da Palavra de Deus – v. 16-18
Toda a liderança e todo o povo se mobiliza para acertar a vida de acordo com a Palavra. Havia uma unanimidade em buscar a Palavra e em obedecê-la.
Esse reavivamento espiritual foi tão extraordinário que desde Josué, ou seja, há 1.000 anos que a Festa dos Tabernáculos nunca tinha sido realizado com tanta fidelidade ao ensino das Escrituras. Essa festa lembrava a colheita (Ex 34:22) e a peregrinação no deserto (Lv 23:43). Em ambas as situações o povo era totalmente dependentes de Deus.
Se queremos restauração para a igreja, precisamos buscar não as novidades, mas voltarmo-nos para as Escrituras.
3. A alegria de Deus sempre vem sobre o povo quando este obedece a Palavra de Deus – v. 10,17b
“A alegria do Senhor é a vossa força” (v.10) e “…e houve mui grande alegria” (v.17b). O mundo está atrás da alegria, mas ela é resultado da obediência à Palavra de Deus. O pecado entristece, adoece, cansa. Mas, a obediência à Palavra de Deus traz uma alegria indizível e cheia de glória.
Um povo alegre é um povo forte. A alegria do Senhor é a nossa força. Quando você está alegre, a força de Deus o entusiasma!
CONCLUSÃO
Resultados gloriosos são colhidos quando o povo se volta para a Palavra de Deus:
a) Confissão de Pecado – NO capítulo 9 vemos uma das mais profundas orações da Bíblia onde Neemias confessa o seu pecado e o pecado do seu povo. Sempre que a Palavra é exposta há choro pelo pecado e abandono do pecado.
b) Aliança com Deus e reavimento – No capítulo 10, os líderes e o povo fazem uma aliança com Deus de quem deixariam seus pecados e andariam com Deus. E então, houve um grande reavivamento espiritual que levantou a nação.
Fonte: hernandesdiaslopes
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