quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Estamos de fato vivendo um verdadeiro avivamento?


Nonato Souza

"Oro para que, juntamente com suas gloriosas riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder, por meio do Espírito Santo. E que Cristo habite por meio da fé em vosso coração, a fim de que arraigados e fundamentados em amor, vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade, e, assim, entender o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que sejais preenchidos de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.16-19).

O que dizem e pensam alguns sobre avivamento destoa e muito do que ensina a Palavra de Deus sobre este assunto. Primeiro porque avivamento não está nem um pouco relacionado com o que vemos em muitas reuniões elaboradas, criadas com único objetivo de enaltecer o ego de alguns. Avivamento não é fruto de palavras de ordem ou programa bem elaborado. Avivamento é fruto de arrependimento e confissão de pecados. Vem quando nos voltamos para Deus, quando nos dispomos a uma mudança radical em nosso estilo de vida, igreja e ministério.

Quem de fato se encontra com Deus e sofre uma profunda experiência de avivamento, não se esquece disto, três dias depois que encerra o evento, o congresso, a festa, voltando a fazer tudo o que dantes fazia à velha vidinha medíocre de sempre. Avivamento gera em nós mudança plena, completa e duradoura. Avivamento gera vida com Deus.

Alguns homens nos permite seguir os seus passos nesta experiência de avivamento. Quer avivamento? Siga os passos de David Brainerd, ao pregar entre os índios no interior dos Estados Unidos, doente, fervoroso e confessando seus pecados. Siga as pegadas de George Whitefield, que pregava com lágrimas até perder as forças, sendo até ridicularizado nas peças teatrais, e foi excluído da igreja do estado por não se assemelhar a eles. Veja Jonathan Edwards, expulso da igreja por se negar a servir a Ceia a membros não convertidos. Aprenda com Spurgeon e ouça o que disse Leonardo Revenhill sobre avivamento: “o avivamento tarda porque os pregadores e evangelistas de hoje em dia estão mais preocupados com dinheiro, fama e aceitação pessoal do que em levar os perdidos ao arrependimento”.

O evangelho pregado em alguns lugares é um verdadeiro fiasco. Estão deixando de lado a exposição das verdades do Evangelho, para contar uma porção de historietas regadas com boa dose de mentiras mirabolantes, muito emocionalismo com objetivo de levar o povo ao delírio. Isto para alguns é o bastante. Que triste!

Porque não pregamos o Evangelho puro e simples, sem rodeios, falando a verdade, sem medo do que nos possa fazer o homem? Pregar o Evangelho é um prestimoso serviço que prestamos ao Reino de Deus, não podemos reduzi-lo meramente ao entretenimento do povo. Igrejas estão morrendo por falta de alimento espiritual sadio. Estamos trocando o maior de todos os tesouros, a pérola preciosa, por alguns momentos de satisfação carnal, terrena e muito entretenimento.

Oro por um avivamento que comece na minha vida, sim, na minha vida, alcance minha família e a Igreja do Senhor. Oro por um avivamento que me leve servir a Deus sobre todas as coisas, e, servir melhor o meu próximo. Deus tenha misericórdia do seu povo!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O que estamos semeando?


Por Nonato Souza.

"... como fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça" (Ob v. 15).

O texto mencionado nos remete a atitude de Edom quando se negou ajudar seu irmão, vizinho Israel, ao passar este, por momentos angustiantes. Os edomitas seriam julgados por Deus devido seu tratamento cruel dado aos seus irmãos em tempo de tragédia e sofrimento. A hostilidade entre estes dois povos foi duradoura. Incidentes profundos entre as duas nações foi aumentando ainda mais essa hostilidade. Quando a nação de Israel avançava para a terra de Canaã guiada por Moisés, foi proibida pelos edomitas de passar por dentro de suas terras tendo que dar uma grande volta para chegar ao seu destino. Quando Jerusalém estava sendo invadida pelos babilônios, os edomitas não deram nenhum socorro aos refugiados judeus que tentavam escapar. O ódio era tanto contra os seus irmãos que ajudaram a capturar os fugitivos e se alegravam com a terrível calamidade que se abateu sobre os judeus. Juntaram-se aos babilônios para saquear a cidade dos seus próprios irmãos.

A maldade do coração de Edom seria julgada por Deus. Não adianta, a lei da semeadura é infalível. "Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7). As nossas atitudes antagonistas àqueles a quem deveríamos amar nos levarão a julgamento diante do Senhor. Tudo o que fazemos a favor ou contra os nossos irmãos realizamos a favor ou contra o nosso Deus (leia: Mt 25.31-46; 1 Jo 3.10-15). Deus reivindica do seu povo, que é alvo constante de sua ajuda e misericórdia, que sejam misericordiosos, amorosos com o seu próximo.

O crente não deve, jamais, se portar com tamanha indiferença e egocentrismo contra seus próprios irmãos. Se assim fazemos, estejamos certo, o juízo de Deus jaz à nossa porta. Deus retribuirá a cada um o mesmo tratamento dispensado a seu irmão, seu próximo. Este é um principio que nunca falhará.

Edom sentiu prazer na destruição do seu irmão, Israel: "Tu não devias olhar, satisfeito, para o seu mal" (v. 13), foi a repreensão de Deus para Edom. Ele viu o sofrimento do seu irmão e ficou feliz. Ah! Estou feliz por vê-los fracassar, destruídos! Meu Deus, que tipo de sentimento é este? Como posso sentir-me prazeroso com a destruição daqueles que são os meus irmãos? Se assim acontece com alguém que se diz cristão, está ai a prova de não ter, este, nascido de novo. Quem nasce de novo em Jesus Cristo não produz esse tipo de fruto. "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gl 5.22).

O comportamento antagonista de Edom aos seus irmãos trouxe severo castigo de Deus sobre eles. Deus não aceita desculpas diante de tamanha severidade, não haveria escape para Edom.

Deus tenha misericórdia do seu povo e nos ajude a semear a semente do amor e não o sentimento de vingança e discórdia. Não temos o direito de tripudiar sobre o sofrimento dos nossos irmãos e do nosso próximo, pois não sabemos quando algo tão mal poderá também, bater à nossa porta e nos encontrar. Toda inimizade e males praticados contra os nossos irmãos serão retribuídos contra nós. "Como fizestes, assim se fará contigo". O Deus justo dará a retribuição às pessoas segundo suas obras. Vigilância, pois!

Pense nisso.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Soberba, um mal presente nos arraial dos santos.


Por Nonato Souza

"A soberba do teu coração te enganou..." (Ob 1.3,4).

A soberba existe quando alguém procura mostrar-se a si mesmo acima dos outros. No Novo Testamento, quando trabalhada no mau sentido, expressa: arrogância, orgulho, altivo. Alguém desdenhoso que é capaz de depreciar outros. Sentimento contrário à humildade. 

O texto em epígrafe faz referência aos edomitas, descendentes de Esaú, irmão de Jacó. Eram ferrenhos inimigos do povo de Deus, Israel. O seu comportamento altivo levou-o ao fracasso. Eles habitavam numa cordilheira rochosa cuja posição era praticamente impenetrável e inconquistável. Por muito tempo viveram ali, seguros, orgulhando-se de sua capacidade e auto suficiência.

Por seu orgulho, Edom cairia. Deus diz: "dali te derribarei". É sempre assim, o soberbo tem o seu tempo marcado para a queda. "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Pv 16.18). Sim, é isso mesmo. O orgulho, a soberba leva o homem ao engano de si mesmo e consequentemente à queda. A soberba é um sentimentos que têm encontrado lugar no coração de muitos e que Deus aborrece. O crente deve ter cuidado constante uma vez que este mal pode afetar seu relacionamento com Deus e com o seu próximo. "Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes" (Tg 4.6). É tempo de vigilância!


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Recomendação paulina a Evódia e Síntique


Por Nonato Souza.

"Rogo a Evódia, e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor" (Fp 4.2).

Em um mundo onde tudo se distancia cada momento, pessoas vivem sua própria vida sem se preocupar com o seu próximo e a ausência de comunhão entre os irmãos é cada vez maior, sente-se que há um egocentrismo exacerbado presente no coração de muitos que estão em busca de alcançar seus objetivos e cuidar simplesmente de si próprio. Na verdade, estamos comprometidos apenas com a satisfação do nosso bem estar.

É interessante Paulo nomear aqui duas senhoras que estão envolvidas em brigas e fortes desentendimentos dentro da igreja. Normalmente ele não faria isso, e esta é uma das poucas ocasiões em que o faz (1 Tm 1.20). Certamente, Paulo se preocupou com o nível de situação em que se encontrava a coisa. Paulo, certamente considerava estas duas mulheres e a igreja de Filipos suficientemente amadurecidas para lidarem com esta situação publicamente.

Essas mulheres desempenharam um papel importante na igreja de Filipos e agora estavam se desentendendo seriamente o que traria certamente, pela força de liderança que tinham, grande prejuízo ao Reino de Deus. Paulo, então, apela a que mostrem unidade em seus pensamentos e atitudes, que procurem viver bem uma com a outra. Precisavam ter uma disposição de espírito, uma unidade moral, independente das diferenças intelectuais que porventura tivessem. Uma vez que amavam a Deus, precisavam também amar as pessoas.

Sabe-se que ao se distanciar da comunhão do Espírito corre-se o risco de também criarmos barreiras em nossa comunhão com aqueles que nos cercam, os nossos irmãos em Cristo. "A natureza da comunhão fica comprometida quando perdemos a consciência de que é o Espírito Santo quem nos auxilia na quebra do egocentrismo e na recepção dos outros em nossa vida" (Brizotti). Estou convicto de que muitos crentes tem grande dificuldade em seus relacionamentos. Muitos à semelhança dos cristãos da Galácia, vivem se mordendo e se devorando uns aos outros (Gl 5.15). Quando se trata de líderes então, é que a coisa vai ficando mais difícil ainda. Perseguições geradas por invejas, ciúmes, egoísmo e outros que acabam trazendo certo distanciamento e arranham aquilo que se tem de mais importante no seio da igreja, a comunhão. Um verdadeiro prejuízo à igreja e ao Reino de Deus, pois, se os líderes que se utilizam do púlpito sagrado para ensinar a boa Palavra de Deus contra tais comportamentos, agem assim, o que dizer daqueles que os seguem?

Creio que somente o Espírito Santo é capaz de operar o milagre de levar os santos a sentir o mesmo no Senhor. Sim, o Espírito é capaz de levar-nos além dos ajuntamentos coletivos, reuniões solenes, liturgias incrementadas. Se deixarmos ser guiados por Ele, teremos o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Nada fazendo por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente a ponto de considerarmos os outros superiores a nós mesmos e cuidando não somente dos nossos interesses mas também dos interesses dos outros (Fp 2.3,4; NVI).

Se não for assim, as nossas divergências naturais em nossas reuniões ou encontros humanos se transformarão sempre em guerras carnais e destrutivas, sem nenhum proveito, senão para o escândalo de muitos. Sentir o mesmo no Senhor, é abrir mão do senhorio absoluto dos sentimentos, compartilhando e respeitando os sentimentos alheios. Não foi isto que Jesus fez? "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo. sendo obediente até a morte e morte de cruz" (Fp 2.5-8). Às Evódias e às Sítiques existentes hoje na igreja, temos o exemplo de Cristo: Sentir o que ele sente. É bom seguir o Seu exemplo. Que o Senhor nos ajude!

Tempos difíceis!


Estamos vivendo o tempo em que os homens não suportam a sã doutrina. Não tenho dúvida nenhuma disso. O conteúdo bíblico doutrinário tem desaparecido dos púlpitos das igrejas. Não se ama mais a doutrina bíblica, busca-se muitas invenções, sermões que agradam os ouvidos que massageiam o ego, que trás satisfação às mais diversas mentes e, para esses fins, infelizmente, há muitos falsos mestres em nosso meio. Lamentável! Até a Palavra "doutrina" (gr. didaskalia) tem se tornado aborrecível a muitos. Tempos difíceis esses! Deus tenha misericórdia do seu povo.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Por que se busca tão pouco o batismo com o Espírito Santo hoje?


Por Nonato Souza

E aconteceu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões altas, e chegando a Éfeso, encontrou ali alguns discípulos e lhes indagou: “Recebestes o Espírito Santo na época em que crestes?” Ao que eles replicaram: “De forma alguma, nem sequer soubemos que existe o Espírito Santo!” Diante disso, Paulo questionou: “Ora, em que tipo de batismo fostes batizados, então?” E eles declararam: “No batismo de João”. Então Paulo lhes explicou: “O batismo realizado por João foi um batismo de arrependimento. Ele ordenava ao povo que cresse naquele que viria depois dele, ou seja, em Jesus!” E, compreendendo isso, eles foram batizados no Nome do Senhor Jesus. Quando Paulo lhes impôs as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo e começaram a falar em línguas e a profetizar (At 19.1-6).

O batismo com o Espírito Santo é um revestimento de poder para o crente salvo (Lc 24.49) objetivando torná-lo uma testemunha poderosa e eficaz de Jesus em toda a terra. Os vários textos bíblicos mostram que a evidência inicial de que o crente foi batizado com o Espírito Santo é o falar em língua desconhecidas pelo poder sobrenatural de Deus (At 2.4; 10.46; At 19.1-6). Hoje, já existem pessoas e até grupos que negam ser a evidência inicial do batismo no Espírito, as línguas desconhecidas.

A Bíblia nos informa ser o batismo no Espírito Santo uma promessa do Pai (Jl 2.28,29), designada a todo o que crê desde o dia de Pentecostes até o fim da presente dispensação. O crente deve não somente esperar receber esta promessa, mas, buscá-la ardentemente de todo coração.

Estamos vivendo um tempo em que quase não se busca tal promessa, e isto, no meio dos que se dizem pentecostais clássicos. No início da Igreja havia uma preocupação zelosa com o recebimento de poder. Todos os crentes deveriam ser revestidos de poder. Quando aceitei a Jesus, isto tem pouco mais de trinta anos, os pastores perguntavam: já foste batizado com o Espírito Santo? Era uma preocupação que tinham os que estavam à frente da igreja local com os novos conversos. Uma preocupação saudável que gerava frequentes reuniões de oração com objetivo de receber o batismo com Espírito Santo. Hoje não há essa preocupação zelosa por parte dos que lideram a igreja. Verdade é que a preocupação de muitos líderes é outra distante da realidade bíblica e necessidade dos crentes.

As poucas ministrações que há sobre o tema revela o quanto se distanciou de tão importante doutrina bíblica. Raramente se ouve alguém abordar o tema do púlpito de alguma igreja local, em grandes eventos ou até mesmo em pequenas palestras. Pentecostais clássicos estão se distanciando deste importante assunto que sempre foi prioritário em nossas reuniões e igrejas. Por isso, também, temos tão poucos ou quase nenhum batismo em nossas reuniões nas igrejas locais. Estamos mais preocupados em fazer campanhas por alcançar bens materiais e outros que satisfaçam o nosso ego do que em viver na plenitude do Espírito.

O batismo no Espírito Santo solucionou problemas sérios que surgiram na vida dos apóstolos com a morte de Jesus. O medo que se apoderara deles a ponto de evitarem o público, levando-os a ficar atrás das portas fechadas (Jo 20.19,26); a fraqueza que deu lugar a uma coragem surpreendente, para até resistirem às perseguições (At 4.16-21, 33; 5.29-33, 41, 42) e a inatividade que se tornou constante na vida deles. Tudo isso deu lugar a uma vida de atividades com a presença do Espírito, sem precedentes na história.

O batismo com o Espírito Santo leva o crente a este estado de vida plena, alegria espiritual hoje (At 1.8). Tenho visto que há muito movimento em nossas reuniões sem que haja a efusão genuína do Espírito para transformação de vidas e capacitação para fazer testemunhas (gr. martyreo) eficazes dispostas a se possível for sofrer e até morrer pelo evangelho de Jesus Cristo.

Precisamos em nossas igrejas locais de novo mover de Deus com batismos genuínos e não aqueles “batismos” mecânicos, forjados, inventados, ensinados, etc., que nada faz, nada trás e nada muda. O revestimento de poder do alto, se faz necessário hoje, e quando ele acontecer, sempre haverá mudança, transformação. É hora de começar a ensinar nas igrejas locais que os crentes precisam sentir sede, sede, mais sede de está perto de Deus, de comunhão intima, e o batismo com o Espírito Santo gera essa vontade e trás este poder.

Você que ainda não recebeu o batismo com o Espírito Santo com a evidência inicial das línguas estranhas, comece buscar agora, sem perda de tempo, porque “Ele vos batizará com o Espírito Santo” (At 1.5).