quinta-feira, 30 de junho de 2011

Estamos Experimentando um Avivamento no Brasil?

Por Augustus Nicodemus Lopes


O termo “avivamento” tem sido usado para designar momentos específicos na história da Igreja em que Deus visitou seu povo de maneira especial, pelo Espírito, trazendo quebrantamento espiritual, arrependimento dos pecados, mudança de vidas, renovação da fé e dos compromissos com ele, de tal forma que as igrejas, assim renovadas, produzem um impacto distinto e perceptível no mundo ao seu redor. Entre os exemplos mais conhecidos está o grande avivamento acontecido na Inglaterra e Estados Unidos durante o século XVIII, associado aos nomes de George Whitefield, João Wesley e Jonathan Edwards. Há registros também de poderosos avivamentos ocorridos na Coréia, China, África do Sul. Há vários livros que trazem o histórico dos avivamentos espirituais mais conhecidos.

“Avivamento” é uma palavra muito gasta hoje. Ela está no meio evangélico há alguns séculos. As diferentes tradições empregam-na de várias formas distintas. O termo remonta ao período dos puritanos (séc. XVII), embora o fenômeno em si seja bem mais antigo, dependendo do significado com que empregarmos o termo. O período da Reforma protestante, por exemplo, pode ser considerado como um dos maiores avivamentos espirituais já ocorridos.

Há diversas obras clássicas que tratam do assunto. Elas usam a palavra “avivamento” no mesmo sentido que “reavivamento”, isto é, a revivificação da religião experimental na vida de cristãos individuais ou mesmo coletivamente, em igrejas, cidades e até países inteiros. Vários puritanos escreveram extensas obras sobre o assunto, como Robert Fleming [1630-1694], The Fulfilling of the Scripture, Jonathan Edwards [1703-1758] em várias obras e um dos mais extensos e famosos, John Gillies [1712-1796], Historical Collections Relating to Remarkable Periods of the Success of the Gospel [Coleção de Registros Históricos de Períodos Notáveis do Sucesso do Evangelho].

Mas, não foi por ai que eu comecei. O primeiro livro que li sobre avivamento foi Avivamento: a ciência de um milagre, da Editora Betânia. Eu era recém convertido e o livro me foi doado por um pastor que percebeu meu interesse pelo assunto. O livro tratava do ministério de Charles Finney, que ministrou nos Estados Unidos no século XIX, e registrava eventos extraordinários que acompanhavam as suas pregações, como conversões de cidades inteiras. Além das histórias, o livro trazia extratos de obras do próprio Finney onde ele falava sobre avivamento. Para Finney, um reavivamento espiritual era o resultado do emprego de leis espirituais, tanto quanto uma colheita é o resultado das leis naturais que regem o plantio. Não era, portanto, um milagre, algo sobrenatural. Se os crentes se arrependerem de seus pecados, orarem e jejuarem o suficiente, então Deus necessariamente derramará seu Espírito em poder, para converter os incrédulos e santificar os crentes. Para Finney, avivamento é resultado direto do esforço dos crentes em buscá-lo. Se não vem, é porque não estamos buscando o suficiente.

As idéias de Finney marcaram o início de minha vida cristã. Hoje, muitos anos e muitos outros livros depois, entendo o que não poderia ter entendido à época. Finney era semi-pelagiano e arminiano, e muito do que ele ensinou e praticou nas reuniões de avivamento que realizou era resultado direto da sua compreensão de que o homem não nascia pecador, que era perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo a oferta do Evangelho, sem a ajuda do Espírito Santo. As idéias de Finney sobre avivamento, principalmente o conceito de que o homem é capaz de produzir avivamento espiritual, influenciaram tremendamente setores inteiros do evangelicalismo e do pentecostalismo. Hoje, tenho outra concepção acerca do assunto.

Eu uso o termo avivamento no sentido tradicional usado pelos puritanos. E portanto, creio que é seguro dizer que apesar de toda a agitação em torno do nome, o Brasil ainda não conheceu um verdadeiro avivamento espiritual. Depois de Finney, Billy Graham, do metodismo moderno e do pentecostalismo em geral, “avivamento” tem sido usado para designar cruzadas de evangelização, campanhas de santidade, reuniões onde se realizam curas e expulsões de demônios, ou pregações fervorosas. Mais recentemente, após o neopentecostalismo, avivamento é sinônimo de louvorzão, dançar no Espírito, ministração de louvor, show gospel, cair no Espírito, etc. etc. Nesse sentido, muitos acham que está havendo um grande avivamento no Brasil. Eu não consigo concordar. Continuo orando por um avivamento no Brasil. Acho que ainda precisamos de um, pelos seguintes motivos:

1. Apesar do crescimento numérico, os evangélicos não têm feito muita diferença na sociedade brasileira quanto à ética, usos e costumes, como uma força que influencia a cultura para o bem, para melhor. Historicamente, os avivamentos espirituais foram responsáveis diretos por transformações de cidades inteiras, mudanças de leis e transformação de culturas. Durante o grande avivamento em Northampton, dois séculos atrás, bares, prostíbulos e casernas foram fechados, por falta de clientes e pela conversão dos proprietários. A Inglaterra e a Escócia foram completamente transformadas por avivamentos há 400 anos.

2. Há muito show, muita música, muito louvor – mas pouco ensino bíblico. Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus. Quando o Espírito de Deus está agindo de fato, ele desperta o povo de Deus para a Palavra. Ele gera amor e interesse nos corações pela revelação inspirada e final de Deus. Durante os avivamentos históricos, as multidões se reuniam durante horas para ouvir a pregação da Palavra de Deus, para ler as Escrituras, à semelhança do avivamento acontecido na época de Esdras em Israel, quando o povo de Deus se quedou em pé por horas somente ouvindo a exposição da Palavra de Deus. Não vemos nada parecido hoje. A venda de CDs e DVDs com shows gospel cresce em proporção geométrica no Brasil e ultrapassa em muito a venda de Bíblias.

3. Há muitos suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, olhos fechados e mãos levantadas ao alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade. Faz alguns anos recebi um convite para pregar numa determinada comunidade sobre santidade. O convite dizia em linhas gerais que o povo de Deus no Brasil havia experimentado nas últimas décadas ondas sobre ondas de avivamento. “O vento do Senhor tem soprado renovação sobre nós”, dizia o convite, mencionando em seguida como uma das evidências o surgimento de uma nova onda de louvor e adoração, com bandas diferentes que “conseguem aquecer os nossos ambientes de culto”. O convite reconhecia, porém, que ainda havia muito que alcançar. Existia especialmente um assunto que não tinha recebido muita ênfase, dizia o convite, que era a santidade. E acrescentava: “Sentimos que precisamos batalhar por santidade. Por isto, estamos marcando uma conferência sobre Santidade...” Ou seja, pode haver avivamento sem santidade! Durante um verdadeiro avivamento, contudo, os corações são quebrantados, há profunda convicção de pecado da parte dos crentes, gemidos de angústia por haverem quebrado a lei de Deus, uma profunda consciência da corrupção interior do coração, que acaba por levar os crentes a reformar suas vidas, a se tornarem mais sérios em seus compromissos com Deus, a mudar realmente de vida.

4. Um avivamento promove a união dos verdadeiros crentes em torno dos pontos centrais do Evangelho. Historicamente, durante os avivamentos, diferenças foram esquecidas, brigas antigas foram postas de lado, mágoas passadas foram perdoadas. A consciência da presença de Deus era tão grande que os crentes se uniram para pregar a Palavra aos pecadores, distribuir Bíblias, socorrer os necessitados e enviar missionários. Em pleno apartheid na África do Sul, estive em Kwasizabantu, local onde irrompeu um grande avivamento espiritual em 1966, trazendo a conversão de milhares de zulus, tswanas e africaners. Foi ali que vi pela primeira vez na África do Sul as diferentes tribos negras de mãos dadas com os brancos, em culto e adoração ao Senhor que os havia resgatado.

5. Um avivamento dissipa o nevoeiro moral cinzento em que vivem os cristãos e que lhes impede de ver com clareza o certo e o errado, e a distinguir um do outro. Durante a operação intensa do Espírito de Deus, o pecado é visto em suas verdadeiras cores, suas conseqüências são seriamente avaliadas. A verdade também é reconhecida e abraçada. A diferença entre a Igreja e o mundo se torna visível. Fazem alguns anos experimentei um pouco disso, numa ocasião muito especial. Durante a pregação num domingo à noite de um sermão absolutamente comum em uma grande igreja em Recife fui surpreendido pelo súbito interesse intenso das pessoas presentes pelo assunto, que era a necessidade de colocarmos nossa vida em ordem diante de Deus. Ao final da mensagem, sem que houvesse apelo ou qualquer sugestão nesse sentido, dezenas de pessoas se levantaram e vieram à frente, confessando seus pecados, confissões tremendas entrecortadas por lágrimas e soluços. O culto prolongou-se por mais algumas horas. E era um culto numa igreja presbiteriana! O clima estava saturado pela consciência da presença de Deus e os crentes não podiam fazer outra coisa senão humilhar-se diante da santidade do Senhor.

6. Um avivamento espiritual traz coragem e ousadia para que os cristãos assumam sua postura de crentes e posição firme contra o erro, levantando-se contra a tibieza, frouxidão e covardia moral que marca a nossa época.

7. Um avivamento espiritual desperta os corações dos crentes e os enche de amor pelos perdidos. Muitos dos missionários que no século passado viajaram mundo afora pregando o Evangelho foram despertados em reuniões e pregações ocorridas em tempos de avivamento espiritual. Os avivamentos ocorridos nos Estados Unidos no século XIX produziram centenas e centenas de vocações missionárias e coincidem com o período das chamadas missões de fé. Em meados do século passado houve dezenas de avivamentos espirituais em colégios e universidades americanas. Faz alguns anos ouvi Dr. Russell Shedd dizer que foi chamado para ser missionário durante seu tempo de colégio, quando houve um reavivamento espiritual surpreendente entre os alunos, que durou alguns dias. Naquela época, uma centena de jovens dedicou a vida a Cristo, e entre eles o próprio Shedd.

Não ignoro o outro lado dos avivamentos. Quando Deus começa a agir, o diabo se alevanta com todas as suas forças. Avivamentos são sempre misturados. Há uma mescla de verdade e erro, de emoções genuínas e falsas, de conversões verdadeiras e de imitações, experiências reais com Deus e mero emocionalismo. Em alguns casos, houve rachas, divisões e brigas. Todavia, pesadas todas as coisas, creio que um avivamento ainda vale a pena.

Ao contrário de Finney, não creio que um avivamento possa ser produzido pelos crentes. Todavia, junto com Lloyd-Jones, Spurgeon, Nettleton, Whitefield e os puritanos, acredito que posso clamar a Deus por um, humilhar-me diante dele e pedir que ele comece em mim. Foi isso que fizeram os homens presbiterianos da Coréia em 1906, durante uma longa e grave crise espiritual na Igreja Coreana. Durante uma semana se reuniram para orar, confessar seus pecados, se reconciliarem uns com os outros e com Deus. Durante aquela semana Deus os atendeu e começou o grande avivamento coreano, provocando milhares e milhares de conversões genuínas meses a fio, e dando início ao crescimento espantoso dos evangélicos na Coréia.

Só lamento em tudo isso que os abusos para com o termo “avivamento” tem feito com que os reformados falem pouco desse tema. E pior, que orem pouco por ele.

Fonte: tempora-mores.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Família Sob Ataque

Por Hernandes Dias Lopes

A família brasileira está encurralada por crises medonhas. Há uma orquestração perversa contra essa vetusta instituição divina, com o propósito de solapar seus alicerces e desconstruir seus valores. Abordaremos, aqui, quatro forças poderosas que se voltam contra a família nos dias presentâneo.

1. A mídia televisiva. A televisão é ainda o mais poderoso instrumento de comunicação de massa em nossa nação. É considerada o quarto poder. A televisão brasileira é conhecida em todo o mundo pela sua descompostura moral. As telenovelas brasileiras são as mais imorais do mundo. Talvez nunhum fenômeno exerça mais influência sobre a família brasileira do que as telenovelas da Rede Globo. O argumento usado para essa prática é que a televisão apenas retrata a realidade. Ledo engano. A televisão induz a opinião pública. Ela não informa, mas deforma. Não esclarece, mas deturpa. Agora, de forma desavergonhada a televisão brasileira abraçou a causa homossexual com o propósito de induzir a sociedade a aceitar como opção legítima a relação homoafetiva. Não se trata de um esclarecimento ao povo sobre o referido assunto, mas uma indução tendenciosa. Os programas que tratam da matéria são feitos com a intenção de escarnecer dos valores morais que sempre regeram a família e exaltar a prática homossexual, que a Escritura chama de um erro, uma torpeza, uma abominação, uma disposição mental reprovável, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28).

2. A suprema corte. A suprema corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, legitimou os direitos da relação homoafetiva. A nação brasileira já colocou o pé na estrada do relativismo moral, da absolutização do erro, do desbarrancamento da virtude, da conspiração irremediável contra a família. Os juízes de escol da nossa nação reconheceram como legal e moral a relação de um homem com um homem e de uma mulher com uma mulher. Precisaremos, portanto, redefinir o verbete casamento e criar um novo conceito para família. Estamos colocando os valores morais de ponta cabeça. Estamos desmoronando o que Deus edificou. Estamos nos insurgindo não apenas contra a família, mas contra o próprio Deus que instituiu o casamento e estabeleceu a família. Desta forma, julgamo-nos sábios, tornamo-nos loucos, pois ninguém pode desfazer o que Deus faz e ninguém pode insurgir-se contra Deus e prevalecer.

3. O ministério da educação. Com os recursos suados dos trabalhadores brasileiros que, com dignidade lutam para o progresso da nação, o ministério da educação está lançando um kit gay, para ser distribuído nas escolas públicas, cuja finalidade, mais uma vez, não é esclarecer crianças e adolescentes sobre a sexualidade, mas induzi-los à prática homossexual. Querem tirar das famílias o privilégio de orientar seus filhos. Querem domesticar a consciência das nossas crianças, induzindo-as a essa prática que avilta o ser humano, escarnece da família e afronta ao criador. É preciso tocar a trombeta aos ouvidos da sociedade, para repudiar essa iniciativa infeliz do ministério da educação, que em vez de sair em defesa da família, e promover a educação, lança sobre ela seus dardos mais mortíferos. Em virtude da pressão da bancada evangélica e não por dever de consciência, nestes últimos dias, a presidente mandou suspender o referido kit.
4. O congresso nacional. Está na pauta do congresso nacional um projeto de lei que visa criminalizar aqueles que se manifestarem contra a prática homossexual, contrariando, assim, a constituição federal, que nos faculta a liberdade de consciência e de expressão. Contrariando, outrossim, os preceitos da Palavra de Deus que, considera a relação homossexual como algo contrário à natureza e uma abominação para Deus (Lv 18.22; Rm 1.24-28; 1Co 6.9-11). Essa lei visa não apenas legitimar o ilegítimo, tornar moral o imoral, mas também, punir com os rigores da lei, aqueles que, por dever de consciência, não podem se curvar ao erro. Povo de Deus, não podemos nos calar diante dessas ameaças!

Fonte: Christianpost.com

APÓS OPOSIÇÃO DE EVANGÉLICOS, PL 122 SERÁ ALTERADO

Projeto aprovado anteriormente na Câmara fere a Constituição brasileira quanto às liberdades religiosa e de expressão
Imagem: cpadnews
O projeto de lei que criminaliza a “homofobia” (PLC 122/06) deverá ser descartado para que uma nova proposta seja apresentada - pela bancada evangélica, segundo a senadora Marta Suplicy (PT). O trâmite, assim, volta à estaca zero. O projeto agora precisa tramitar por todas as comissões e voltar a ser votado na Câmara dos Deputados, onde já havia sido aprovado em 2006.

A senadora afirmou que está negociando com evangélicos da Casa - os maiores críticos da proposta - e já houve consenso sobre um novo conteúdo. O texto deverá amenizar exageros na classificação de “homofobia”, para que consiga ser aprovado.

O projeto aprovado anteriormente na Câmara transforma em crime "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito" contra gays, lésbicas e transexuais, considerando qualquer posição contrária à prática como crime. Segundo o seu contexto, um cristão não poderia ter mais direito às suas liberdades religiosa e de expressão, garantida pela Constituição, para pregar o que a Bíblia diz a respeito de “efeminados” e “sodomitas” em 1 Coríntios 6.9, por exemplo, e Romanos 1. Tal ato seria crime e o responsável por expor o que acredita, condenado. Muitos representantes cristãos lembram que a lei não garante direitos à classe, mas, sim, privilégios, já que se qualquer um expressasse opiniões críticas e contrárias aos cristãos ou a qualquer outro grupo social não seriam criminalizados por isso.

Um novo texto a ser acordado com os evangélicos deverá ser reapresentado no Senado determinando que será crime "induzir a violência contra homossexuais". Segundo Marta, a mudança foi aprovada pelos movimentos gays. "Nós conseguimos um meio termo", afirma.

Veja na íntegra alguns trechos da Constituição da República Federativa do Brasil que seriam violados, caso o projeto inicial fosse aprovado:

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Fonte: Redação CPAD News com informações da Agência Estado

sexta-feira, 24 de junho de 2011

REVESTI-VOS DE TODA A ARMADURA DE DEUS (06)

O Capacete da Salvação (Ef 6.17). “Tomai também o capacete da salvação” (Ef 6.17).
O capacete ou elmo era feito de couro e latão, ou, algumas vezes, bronze e ferro. Nenhuma espada conseguia penetrar em um bom capacete. Somos advertidos a tomar, “tomai” (gr. dexasthe), o capacete da nossa salvação. Segundo estudiosos o termo “tomai” deveria ser traduzido por “recebei”. “Recebam a salvação como capacete” (v.17 NTLH).
O capacete foi desenvolvido para trazer proteção para a cabeça que é parte vital do corpo. Uma boa parte de nossas batalhas na guerra espiritual se desenvolve na nossa mente. Só teremos libertação e vitória, neste complexo campo de batalha sobre os espíritos malignos, se tivermos em vigilância constante sobre nossa mente.
O Espírito Santo usa essa figura para mostrar ao crente a proteção que ele tem na esperança da salvação. Da mesma forma como Cristo se equipou para a batalha deve o cristão está equipado (Is 59.17). Champlin diz que este simbolismo é apropriado para mostrar a salvação e a presença inteira do Espírito Santo, conforme se entende através da teologia paulina. Pois um homem não toma e se veste dessas realidades espirituais; antes, recebe-as da parte de Deus. Isso é assim porque a salvação é um “dom gratuito” recebido da parte do Senhor Deus (Champlin. Pg. 647 vl 4).
“Quando o inimigo, o diabo (1Pe 5.8), procura devorar e destruir o povo de Deus, com pensamentos tolos ou pecaminosos, tentando fazer com que duvidemos da nossa salvação, nós podemos confiar na proteção do elmo” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 02).
“A salvação que recebemos de Deus é nossa maior proteção de todos os ideais que valem a pena na vida humana” (Beacon), e será consumada quando Cristo vier buscar os que lhe pertencem. Salvos temos a garantia de que os nossos pensamentos estarão protegidos e podemos resistir a todas investidas de Satanás.
Sabendo, ser nossa mente um campo bastante perigoso, e que precisa ser constantemente protegida (Fp 4.7), tomemos posse do capacete como “a esperança da nossa salvação”.


Pr. Nonato Souza.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

HIPOCRISIA, COMPORTAMENTO CONDENÁVEL POR DEUS EM SUA PALAVRA



Por Nonato Souza

“E deixando-os, saiu da cidade para Betânia e ali passou a noite. E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome. E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. E os discípulos, vendo isso, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a figueira? (Mt 21.17-20).

No texto citado acima, Jesus está voltando de Betânea para Jerusalém, no caminho sente fome, ao observar uma figueira, vai em busca de frutos mas só encontra folhas. Naquele instante, Jesus amaldiçoa a figueira como sinal de sua indignação.

Na verdade, Jesus amaldiçoou a figueira como sinal de desgosto de Deus contra a hipocrisia. No texto de Mateus, temos uma lição muito importante contra a hipocrisia. No texto, Jesus estava ensinando que existem os que têm apenas folhas de uma falsa profissão de fé, quando deveriam, na verdade ter fruto da graça de Deus em sua vida.

A nação de Israel era o típico exemplo desse comportamento hipócrita, pois o povo professava ser filho de Deus, mas negava essa condição através de uma conduta totalmente pecaminosa e distante de Deus.

Vida de hipocrisia é algo trágico. Não existe nada mais crítico na vida de um cristão que viver uma vida de aparência. Os ensinos ministrados por Jesus nos impressionam profundamente, principalmente quando Ele trata sobre os males da hipocrisia condenando a atitude dos líderes religiosos que se comportavam apenas de aparência. “Ai de vós...” (Mt 23). As palavras duras e diretas de Jesus contra a hipocrisia dos líderes religiosos poderiam antes ser atiradas contra aqueles que cometem pecados mais grosseiros (pelo menos é isso que pensamos), mas Jesus não agiu assim. Quando se deparou com a mulher adúltera foi capaz de lhe dizer: “Os teus pecados te são perdoados” (Lc 7.48). Foi capaz de conversar longamente com a mulher samaritana que tinha problemas morais seríssimos à beira do poço de Jacó, por fim transformando-a em uma nova criatura. A Zaqueu cobrador de impostos em Jericó e que certamente se comportava contrário aos princípios da Lei de Deus, perdoou e o chamou de filho de Abraão. Salvou e abençoou um malfeitor arrependido quando na cruz morria pela humanidade. Quando, porém, se deparava com os líderes religiosos hipócritas e suas atitudes, não poupava palavras de dura repreensão e juízo árduo.

Pessoas com atitudes hipócritas continuam a existir e, infelizmente, estão por toda partem inclusive dentro das nossas congregações. Como não são muitos os que estão dispostos a combater esse tipo de praga nos púlpitos de nossas igrejas, como fez Jesus no seu ministério, eles continuam se proliferando terrivelmente. O preço de combater tais males e comportamentos não é pequeno, elevar-nos-á ao patamar de “chatos”, “demasiadamente santos”, “fanáticos” e outros. Eu, porém, estou com aqueles que preferem não concordar com a hipocrisia e mais cedo ou mais tarde ser um hipócrita também. Ora, sabe-se que quem defende um hipócrita é tão hipócrita quando ele.

Os hipócritas abraçam e apunhalam, abraçam e ao mesmo tempo tramam com outros hipócritas contra o seu líder para derrota-lo, levá-lo ao fracasso. Jesus condenou esta atitude. “Ai de vós hipócritas...” (Mt 23).

Os hipócritas são identificados porque gostam de tocar trombetas em função daquilo que fazem e realizam em qualquer lugar. Gostam de ser aplaudidos pelos homens por seus feitos, haja vista serem famintos inveterados por glória (Mt 6.2). Essa classe de gente amam os holofotes, querem está sempre em evidências, desejam está sempre nas manchetes. Professam ter vida de piedade, capricham no visual de um rosto entristecido, adornada pela maquiagem de uma falsa piedade. São verdadeiros hipócritas. Não conseguem orar baixo por que precisam ser ouvidos com a beleza dos seus discursos. Estes para serem ouvidos armam os seus palcos nas esquinas das ruas, pois ali a multidão passa para ouvir os seus discursos e fazer adocicados comentários que inflama o seu ego.

Os hipócritas precisam ser tratados como hipócritas, assim como Jesus que não os tratou como irmãos, discípulos, nem de servos. A verdadeira identidade deles é “hipócritas” mesmo (Lc 22.18). Os hipócritas acabam se constituindo no maior entrave para o desenvolvimento do Reino de Deus na terra. Eles não oram e cobram da igreja oração. Não amam a palavra de Deus, nem vivem de acordo com seus princípios, mas quando assumem o púlpito nas congregações cobram santidade do povo. Não contribuem com os seus dízimos, pois dizem ter sido o mesmo apenas para o tempo da lei, e querem exigir benfeitoria na congregação. São verdadeiros hipócritas, infiéis, avarentos e não amam o Reino de Deus. Além de tudo os hipócritas a ninguém poupam, todos estão debaixo de sua severa e destrutiva crítica. Tem um cuidado exagerado, paixão mesmo, pelo exterior, perdendo a visão pelo realmente sagrado, o interior, o espiritual. Jesus condenou este ato hipócrita dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniquidade” (Mt 23.25).

Na parábola da figueira estéril (Lc 13.6-9), está dito que o proprietário foi à figueira procurar frutos. O proprietário da vinha não encontrou fruto pois, ali estava, uma figueira que não produzia frutos. Porque a figueira não produzia frutos? Ora, é sabido pelo texto que o proprietário deu à figueira tempo para que a mesma produzisse os devidos frutos. Deus dá a cada um de nós o devido tempo para produzirmos algo no seu Reino. O Senhor não quer simples folhas, o que conota apenas aparência, ensaio, palavras, Ele quer produção de fruto. O fruto simboliza o desenvolvimento espiritual, formação do caráter de Cristo em nós (2Co 3.18).

Após o plantio, uma vez plantada a figueira em terreno fértil, começa a frutificar, em seguida vem o Senhor procurar frutos. Normalmente, uma vez que fomos redimidos e tendo a presença do Espírito Santo, comunhão e a Palavra viva e eficaz, estaremos aptos a produzir abundantemente, alegria, paz, justiça, fé, verdade, amor, paciência, boas obras, evangelização, obediência.

A vida de aparência entristece o Senhor, dono da seara. Certamente Deus não tolerará para sempre o pecado de hipocrisia e a negligência de muitos em sua casa. Se uma figueira que não produz fruto for arrancada, outra é plantada em seu lugar (Igreja no lugar de Israel). Estejamos certos, mais cedo ou mais tarde o machado de Deus virá sobra a árvore inútil que está plantada em sua casa. Ele não tolera vida de hipocrisia. “O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos” (Sl 101.7). “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.29).



sábado, 18 de junho de 2011

ASSEMBLEIA DE DEUS DE BRASÍLIA QNO 06 REALIZA CAMPANHA EVANGELÍSTICA COM DISTRIBUIÇÃO DE BÍBLIA NO CENTENÁRIO

Assembleia de Deus de Brasília na QNO 06 em Ceilândia realizou evangelismo noturno em área publica com farta distribuição de Bíblias e outros materiais evangelísticos. O referido evento foi realizado nos dias 17 e 18 de junho quando em todo o Brasil se comemora o Centenário da Assembleia de Deus.
Em cumprimento ao “Ide” de Jesus, membros da igreja saíram às ruas, munidos de material evangelístico objetivando testemunhar das verdades do evangelho de Jesus Cristo, que é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Enquanto era realizado evangelismo pessoal outros irmãos louvavam ao Senhor e ministravam a Palavra de Deus em plena praça pública.
Ao final de dois dias de trabalhos evangelísticos vimos colhidos os frutos da pregação do evangelho e do trabalho realizado pela igreja, sentindo no coração a sensação do dever cumprido.
Não há tarefa mais importante destinada à Igreja do Senhor Jesus que anunciar a salvação através de Cristo a toda humanidade. A Igreja primitiva se ocupou primacialmente desta tarefa. A evangelização foi de tal maneira desenvolvida pelos cristãos primitivos que, em aproximadamente dois anos, a Ásia Menor já havia sido alcançada.
Proclamar a palavra de Deus é responsabilidade de cada crente em particular em cumprimento à ordem do Senhor Jesus: “Ide por todo o mundo pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (16.15,16). Continuar testemunhando acerca do evangelho a toda criatura deve ser o papel primário da igreja, enquanto aqui na terra estiver. Que o Senhor nos ajude.

Pr. Nonato Souza.
Fotos do evento

sexta-feira, 17 de junho de 2011

CENTENÁRIO DA ASSEMBLEIA DE DEUS É NOTÍCIA NO JORNAL NACIONAL - REDE GLOBO




O Centenário da Assembleia de Deus no Brasil, celebrado em Belém do Pará foi notícia no Jornal Nacional - Rede Globo. O telejornal considerado o mais assistido do pais destacou o evento que ora se realiza na Igreja Assembleia de Deus de Belém. Destacou ainda o trabalho de assistência social realizado com ênfase pela igreja, além do destaque social da matéria enfatizando o nascimento desta que se tornou o maior movimento pentecostal do mundo.


Pr. Nonato Souza.

Milhares de fiéis unidos na abertura do centenário

Imagens/gospel Prime
Cerca de 60 mil evangélicos lotaram o Estádio Olímpico Mangueirão, ontem à noite, durante a abertura da programação oficial do Centenário da Assembleia de Deus, que se estende até amanhã, data da fundação da igreja, em Belém, em 1911. A multidão acompanhou pregações e louvores de conferencistas e cantores nacionais e internacionais como Helena Raquel, Marco Feliciano, Pastor Jairinho, Elaine Cristina e Marco Aurélio.
O pastor Enaldo Brito, coordenador do Centenário da Assembleia de Deus, falou da felicidade em participar da “geração do centenário” e da grandiosidade da festa, orçada em R$ 25 milhões, incluindo o Centro de Convenções inaugurado ontem. “Isso mostra a fé do nosso povo, que não mediu forças para realizar essa festa aqui na sua cidade natal. Muito obrigado a todos que fizeram esse momento lindo acontecer”.
Para o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém, momentos como esses refletem a força do povo e a gratidão a Deus por um século de vida da Igreja, que começou com dois homens em Belém e se expandiu por mais 176 países, alcançando 60 milhões de pessoas em todo o mundo.
“Hoje o dia esteve à altura dos cem anos da Assembleia de Deus, mostrando toda a força dos fiéis”. Segundo ele, o Mangueirão teve que ser fechado porque não comportava mais gente e muitos fiéis tiveram que ficar fora do estádio. “A Assembleia de Deus é feita pelos seus fiéis, que são maiores que seus líderes e têm joelhos que oram, mãos que trabalham e corações que vibram. Eu me alimento dessa vibração. Essa é a minha verdadeira inspiração”, afirmou Samuel Câmara na abertura do evento.
O ápice do evento foi a apresentação do grupo paraense Celebrai, que interpretou um dos hinos do Centenário, “Avante Vai!”, levantando a multidão. No momento, houve queima de fogos e apresentação de uma coreografia que simulou a chegada dos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren em Belém.

Hulda Vasconcellos, que é filha de um dos pastores pioneiros da Igreja-Mãe, Alcebíades Pereira Vasconcellos, estava emocionada com a festa: “Foi tudo muito lindo. O momento do louvor com a coreografia e os fogos foi de arrepiar. Estou muito feliz.”
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE HOJE
Hoje a programação começa às 8h, com o Impacto Pentecostal, no Centenário - Centro de Convenções. À noite, os fiéis se reunirão, a partir das 19h, no Mangueirão, para cultos e apresentações com Silas Malafaia, Damares e outros conferencistas .

terça-feira, 14 de junho de 2011

CÂMARA DOS DEPUTADOS HOMENAGEIA CENTENÁRIO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

Sessão solene aconteceu nesta terça feira pela manhã

Na manhã desta terça feira em sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados foi homenageada a Igreja Assembleia de Deus no Brasil pela passagem do seu Centenário celebrado em 18 de junho.
Com o plenário lotado a solenidade teve início pouco depois das 10 horas da manhã, presidida pelo pastor Paulo Freire, proponente da sessão que se fez acompanhar compondo a mesa do pastor João Campos (PSDB – GO), representando a bancada feminina, a deputada Benedita da Silva (PT – SP), o presidente da CGADB – Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor José Wellington Bezerra da Costa, o presidente da CONAMAD – Convenção Nacional de Madureira, bispo Manoel Ferreira, e o presidente da Igreja Assembleia de Deus de Belém do Pará, pastor Samuel Câmara. Parlamentares e líderes de todo o Brasil estiveram presente para prestigiarem o referido evento.
Vários deputados evangélicos usaram da palavra enfatizando a importância do evento, dentre eles o deputado João Campos (PSDB – GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica. “Essa sessão é para glória de Deus, mas é justo que se faça homenagem aos homens de Deus que fizeram parte dessa história”, enfatizou o parlamentar citando em seguida o nome de vários pioneiros como os de Alcebíades Pereira de Vasconcelos, Estevam Ângelo de Souza, Paulo Leivas Macalão.
Fiéis presentes louvaram ao Senhor ao som de hinos cantados por um grupo de crianças e coral feminino formado por membros das Assembleias de Deus, e do louvor tradicional “Canta minha alma” na voz da deputada Lauriete (PR – ES).
Pastor José Welinton, presidente CGADB disse ser esta uma oportunidade para enaltecer e glorificar o nome do Senhor Jesus, conclamando os deputados a permanecerem firmes lutando contra projetos que agridem a família brasileira. O bispo Manoel Ferreira, presidente da CONAMAD falou do desenvolvimento da Assembleia de Deus nestes 100 anos de história, disse que a Igreja Assembleia de Deus tem desenvolvido um grande trabalho, tanto na área espiritual como social.
Pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém do Pará comentou acerca das celebrações que acontecem em todo Brasil e da grande movimentação que se dar em Belém – Pará nestes dias do Centenário. Terminou sua fala fazendo convite a todos para participar da festividade em Belém e homenageando o pioneiro da Assembleia de Deus em Belém, pastor Firmino da Anunciação Golveia.

Pr. Nonato Souza

SENADO FEDERAL REALIZA SEÇÃO ESPECIAL PELA CELEBRAÇÃO DOS 100 ANOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

Solicitação do evento foi feita pelo senador Marcelo Crivella
O Senado tem sessão especial nesta segunda-feira, para comemorar o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, celebrado no dia 18 de junho. A solicitação para o evento é do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).
"Tal comemoração constituirá singelo reconhecimento do Senado a essa organização secular, que não se limita a prestar essencial assistência religiosa, mas que também atua de forma valorosa em várias causas sociais, principalmente aquelas desenvolvidas em prol dos mais desfavorecidos", disse Crivella em seu requerimento solicitando a sessão especial.
A solenidade teve a participação do pastor Samuel Câmara, presidente da AD em Belém (PA); pastor Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad); e do pastor e deputado federal, Paulo Freire, representando o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).
Durante a cerimônia houve a apresentação do Coral das Assembleias de Deus que entoou um hino "História das Assembleias de Deus", de autoria de Guiomar Victor. O senador Marcelo Crivella encerrou a sessão desejando a Paz do Senhor a todos os presentes.

Fonte: Agência Senado / Redação CPAD News

segunda-feira, 13 de junho de 2011

ASSEMBLEIA DE DEUS - CONHEÇA A TRAJETÓRIA DA MAIOR DENOMINAÇÃO PENTECOSTAL DO MUNDO

Vínculos de Vingren e da AD brasileira com os suecos pentecostais dos EUA

Quando Gunnar Vingren chegou a Kansas City (Missouri), Estados Unidos, em 19 de novembro de 1903, ele procurou seu tio Carl Vingren, que havia sido missionário batista na China e que pastoreara a Primeira Igreja Batista Sueca (atual Bemis Park Baptist) de Omaha (Nebraska), no período de 1898 a 1901. Em Kansas City, Vingren pertenceu e assistiu cultos numa igreja batista sueca da cidade.

Em fevereiro de 1904, Vingren viajou para St. Louis (Missouri) e freqüentou a igreja batista sueca local.

De setembro de 1904 a maio de 1909, Vingren cursou Teologia no Seminário Teológico Batista Sueco na Universidade de Chicago, Illinois, (atualmente Bethel University).

Nesse período em que Vingren se encontrava cursando Teologia, o avivamento pentecostal se iniciou em várias igrejas batistas suecas de Chicago, começando pela Segunda Igreja Batista Sueca em 1906, no centro da colônia de imigrantes suecos nas vizinhanças das ruas Vinte e Cinco e Wentworth, lado sul daquela cidade. Foi durante o pastorado de J. W. Hjertstrom (1901-1910) que a Segunda Igreja tornou-se o foco de atenção de toda a denominação batista sueca. Tendo estreita afinidade doutrinária com a fé batista, era natural que o Movimento Pentecostal moderno, que se iniciava nessa época nos EUA viesse afetar seriamente muitas igrejas batistas suecas.

Hjertstrom teve uma experiência de despertamento espiritual semelhante ao que ficou convencionado entre os pentecostais de “batismo no Espírito Santo”. A Segunda Igreja Batista, então, tornou-se pentecostal. Vários crentes foram batizados e falaram em línguas. Este derramamento ocorreu em fevereiro de 1906, portanto dois meses antes do avivamento de Azusa Street, Los Angeles, ter seu início.

O clímax desse movimento na Segunda Igreja Batista em Chicago parece ter ocorrido no grande encontro para aprofundamento da vida espiritual que aconteceu de 11 a 14 de fevereiro de 1909. Não somente de Chicago, mas também de muitos pontos distantes, vinham pessoas à Segunda Igreja para participar de conferências sobre a vida cheia do Espírito.

De junho de 1909 até fevereiro de 1910, Vingren foi pastor da Primeira Igreja Batista Sueca de Menominee, Michigan, atual North Shore Baptist Church. Enquanto pastoreava essa igreja, Vingren participou em novembro de 1909 de uma conferência na Primeira Igreja Batista Sueca de Chicago. Ele revelou em sua autobiografia "Diário do Pioneiro" que foi a essa conferência “com o firme propósito de buscar o batismo com o Espírito Santo”. Isso dá-nos a entender que essa conferência tinha características pentecostais. Cinco dias depois, informa Vingren, ele recebeu o batismo com o Espírito Santo e falou em línguas. Foi nessa época que ele conheceu aquele que seria o seu companheiro de missão no Brasil, o batista sueco Daniel Berg.

Como resultado do movimento pentecostal iniciado entre os batistas suecos de Chicago, surgiram as denominações Scandinavian Independent Assemblies of God (SIAG) – Assembleias de Deus Independentes Escandinavas – e Scandinavian Assemblies of God (SAG) – Assembleias de Deus Escandinavas.

No grupo de pastores batistas suecos que se tornaram pentecostais, estavam Bengt Magnus Johnson e A. A. Holmgren.

Vingren deixou a Primeira Igreja Batista Sueca de Menominee porque os membros que não creram no batismo no Espírito Santo o obrigaram a se retirar do pastorado. Naquela igreja, 31 membros se tornaram pentecostais. Em seguida, Vingren assumiu o pastorado da Primeira Igreja Batista Sueca de South Bend (Indiana) cujos membros aceitaram o ensino do batismo no Espírito Santo, tendo 20 pessoas batizadas.

Foi na igreja de Bengt Magnus Johnson que Vingren e Berg receberam uma oferta que superou os 90 dólares que Vingren havia anteriormente ofertado a William H. Durham para o jornal da Missão da Avenida Norte de Chicago, poucos dias antes de embarcar para o Brasil no dia 5 de novembro de 1910.

Em 1911, o pastor Bengt Magnus Johnson fundou a Lakeview Gospel Church de Chicago.

Entre 1911 e 1912, Gunnar Vingren e Daniel Berg foram sustentados pelos crentes pentecostais suecos dos Estados Unidos por meio dos pastores Bengt Magnus Johnson e A. A. Holmgren.

Em 11 de outubro de 1915, quando empreendeu sua primeira viagem rumo à Suécia, Vingren passou por várias igrejas suecas nos EUA, entre elas a Missão Apostólica Sueca em Mekersport. Em 23 de outubro do mesmo ano, ele foi para Chicago pregar na igreja do pastor Bengt Magnus Johnson. Ali, Vingren participou de uma conferência com muitos pastores e pregadores presentes. Ele pregou num dos cultos da conferência. Os participantes da conferência se interessaram pelo trabalho missionário no Brasil e levantaram uma oferta para Gunnar Vingren comprar um barco para a missão no rio Amazonas.

Em maio de 1917, Vingren, retornando da sua primeira viagem à Suécia, foi a Chicago participar da inauguração de uma igreja do pastor Bengt Magnus Johnson.

Ainda em 1917, Vingren viajou aos Estados de Michigan e Minneápolis, e ali se encontrou com A. A. Holmgren, tendo participado de vários cultos juntos com ele e Bengt Magnus Johnson.

Nels Julius Nelson, missionário sueco entre as Assembleias de Deus a partir de 1921, foi ordenado missionário em 1917 pela Scandinavian Assemblies of God (SAG) e recebeu sustento financeiro dessas igrejas por meio de A. A. Holmgren.

Em 1922, na cidade de St. Paul (Minnesota), cerca de 25 pastores dos grupos SIAG e SAG decidiram se reunir sob uma bandeira comum e informal chamada Independent Assemblies of God (IAG). A base de sua unidade era a crença de que cada igreja local era livre para administrar e direcionar seus próprios negócios, sem responder a qualquer estrutura denominacional.

Ao retornar de sua segunda viagem à Suécia, Vingren permaneceu nos Estados Unidos, de 28 de agosto de 1922 a 20 de janeiro de 1923. Durante esse período, ele pregou em cultos de igrejas batistas suecas pentecostais em cidades como Duluth, Minneápolis, Chicago, Nova Iorque e em vários lugares de Minnesota.

Em 1926, na primeira Convenção dos Missionários das Assembleias de Deus no Brasil, na Assembleia de Deus em São Cristóvão, Rio de Janeiro (RJ), com a presença do doutor A. P. Franklin, secretário de missões estrangeiras da Svenska Fria Missionen (Missão Livre Sueca), os missionários suecos reunidos aprovaram que trabalhariam no Brasil em cooperação com a Svenska Fria Missionen da Suécia. Em troca, a referida missão representaria naquele país escandinavo os interesses do trabalho das Assembleias de Deus no Brasil. O mesmo ficou aprovado em relação à Scandinavian Assemblies of God dos Estados Unidos da América.

Numa carta de 27 de maio de 1932, Vingren revelou que seu sustento financeiro vinha tanto da Igreja Filadélfia de Estocolmo, do pastor Lewi Pethrus, como dos Estados Unidos. Um dos crentes da América do Norte mandava mensalmente uma oferta. Provavelmente, esse crente pertencia a uma das congregações pentecostais suecas com as quais Vingren mantinha laços fraternais.

Portanto, os vínculos dos pioneiros com os EUA nas primeiras décadas da AD no Brasil foram as Assembleias de Deus suecas no solo americano e não com a Assembleia de Deus americana com sede em Springfield, Missouri, como alguns imaginam.

Fonte:  CPAD News

domingo, 12 de junho de 2011

MAIS DE 430 NOVOS MEMBROS DESCEM AS ÁGUAS EM BATISMO REALIZADO PELA AD BRASÍLIA NO CENTENÁRIO

Na tarde do dia 12 de junho de 2011, por ocasião das comemorações do Centenário da Assembleia de Deus no Brasil, desceram às águas batismais cerca de 430 novos membros no templo sede da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Brasília, presidida pelo pastor Orcival Pereira Xavier.
O referido evento aconteceu em clima de muita alegria e gozo espiritual. O pastor presidente se referiu ao evento como algo marcante na história da Assembleia de Deus de Brasília, principalmente por estarmos completando cem anos de história.
Sob os cânticos de gratidão e forte mover espiritual, os novos crentes desciam às águas batismais sendo, muitos destes batizados com o Espírito Santo enquanto eram batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Fica a nossa gratidão a Deus pelo avanço e crescimento da Assembleia de Deus no Brasil. “E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” (At 5.14).
Pr. Nonato Souza.

Fotos do Evento.




sábado, 11 de junho de 2011

Frente Parlamentar Evangélica: Saiba como funciona e quem são os políticos que lutam contra PLC 122, Kit Gay e outras propostas

A Frente Parlamentar Evangélica existe há mais de dez anos e foi criada com a intenção de ajudar na luta em assuntos polêmicos como aborto, união civil gay, liberdade religiosa, entre outros temas que dizem respeito à família e a fé cristã. Atualmente ela é presidida pelo Deputado Federal João Campos do PSDB, partido da oposição.

A maioria dos deputados e senadores que fazem parte da Frente é de partidos governistas, ou seja, a favor do governo e apenas uma pequena parte, dez deputados, faz parte da oposição.

Nos últimos dias, devido à liberação do casamento civil gay e a tentativa da inclusão do kit de combate a homofobia nas escolas públicas a Frente tem se manifestado e ganhado olhar da sociedade não só evangélica.

A Frente Parlamentar Evangélica, apesar de ser formada por mais de setenta políticos, não é um órgão reconhecido oficialmente pelo governo. Ela foi uma forma que parlamentares evangélicos encontraram de se unirem para lutarem por interesses que norteiam a fé de ambos.

Segue abaixo a lista com os nomes, partido, estado e base de todos os deputados e senadores que fazem parte da Frente Parlamentar Evangélica atualmente:

Deputado / Partido / Estado

Antônia Lúcia PSC – AC
Sabino Castelo Branco PTB – AM
Silas Câmara PSC – AM
Henrique Afonso PV – AC (oposição)
Fátima Pelaes PMDB – AP
Erivelton Santana PSC – BA
Marcio Marinho PRB – BA
Sérgio Brito PSC – BA
Ronaldo Fonseca PR – DF
Lauriete Rodrigues PSC – ES
Humberto Mannato PDT – ES
Sueli Vidigal PDT – ES
Audifax Barcelos PSB – ES
Iris de Araújo PMDB – GO
João Campos PSDB – GO (oposição)
Erivelton Santana PRB – MA
José Vieira PR – MA
Edivaldo de Holanda PTC – MA
Lourival Mendes PTdoB – MA
Sétimo Waquim PMDB – MA
George Hilton PRB – MG
Gilmar Machado PT – MG
Leonardo Quintão PMDB – MG
Lincon Portela PR – MG
Rodrigo Grilo PSL – MG
Walter Tosta PMN – MG
Josué Bengston PTB – PA
José Marinho PSC – PA
Francisco Eurico PSB – PE
Anderson Ferreira PR – PE
Aguinaldo Ribeiro PP – PB
André Zacharow PMDB – PR
Fernando Francischini PSDB – PR (oposição)
Edmar Arruda PSC – PR
Hidekazu Takayama PSC – PR
Andreia Zito PSDB – RJ (oposição)
Arolde de Oliveira DEM – RJ (oposição)
Benedita da Silva PT – RJ
Adilson Soares PR – RJ
Eduardo Cunha PMDB – RJ
Felipe Pereira PSC – RJ
Antony Garotinho PR – RJ
Liliam Sá PR – RJ
Neilton Mulim PR – RJ
Vitor Paulo PRB – RJ
Walney Rocha PTB – RJ
Aureo Ribeiro PRTB – RJ
Washington Reis PMDB – RJ
Lindomar alves PV – RO (oposição)
Nilton Balbino PTB – RO
Johnathan de Jesus PRB – RR
Ronaldo Nogueira PTB – RS
Onyx Dornelles DEM – RS (oposição)
Heleno da Silva PRB – SE
Laercio Oliveira PR – SE
Roberto de Lucena PV – SP (oposição)
Antônio Bulhões PRB – SP
Bruna Furlan PSDB – SP (oposição)
Jefferson Campos PSB – SP
Jorge Tadeu DEM – SP (oposição)
Marcelo Aguiar PSC – SP
Marco Feliciano PSC – SP
José Olimpio PP – SP
Otoniel Lima PRB – SP
Paulo Freire PR – SP
Newton Lima PT – SP

Senador / Partido / Estado

Walter Pinheiro PT – BA
Magno Malta PR – ES
Marcelo Crivella PRB – RJ
Presidente: Dep. João Campos
Vice-Presidentes: Dep. Antony Garotinho, Dep. Benedita da Silva, Dep. Paulo Freire, Dep. Roberto de Lucena e Senador Walter Pinheiro.

Fonte: Gospel+

OS PRIMEIROS PASSOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

Em novembro de 1910, os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, batizados no Espírito Santo, chegaram a Belém do Pará.
Em 19 de novembro de 1910, os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, batizados no Espírito Santo, chegaram a Belém do Pará, procedentes dos Estados Unidos da América. Ao crer na doutrina pentecostal pregada pelos dois missionários, em 2 de junho de 1911, na Rua Siqueira Mendes, 67, na cidade de Belém, Celina de Albuquerque, membro da Igreja Batista de Belém, enquanto orava, foi batizada no Espírito Santo.

O fato teve repercussão imediata na Igreja Batista. Havia aqueles que aceitavam o batismo no Espírito Santo e aqueles que eram contrários à nova doutrina. Em 13 de junho, numa terça-feira, foram excluídos 13 membros da igreja: José Plácido da Costa, que ocupara o cargo de moderador da igreja até aquela sessão; Manuel Maria Rodrigues, ex-secretário; José Batista de Carvalho, ex-tesoureiro; Antonio Mendes Garcia, todos estes diáconos; Lourenço Domingos; João Domingos; Maria dos Prazeres Costa; Maria Pinto de Carvalho; Alberta Ribeiro Garcia; Manuel Rodrigues Dias; Jerusa Rodrigues. O secretário da igreja depois de anotar esses nomes, deixou para o fim os nomes de Celina Cardoso de Albuquerque e Maria de Jesus Nazaré, que, ao mencioná-los, fez chamando-as de “as profetisas”, e os de Gunnar Vingren e Daniel Berg.

Sob a liderança dos missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg, os crentes batistas que aceitavam a doutrina pentecostal foram convocados a comparecer à casa onde se instalava a congregação batista na Cidade Velha, à Rua Siqueira Mendes nº1-A, residência da irmã Celina Albuquerque, para se reunir no dia 18 de junho de 1911, num domingo. Presentes estiveram onze irmãos excluídos no dia 13 daquele mês, da Igreja Batista, tendo faltado os irmãos Lourenço Domingos e Alberta Ribeiro Garcia. Compareceram, porém, três membros da igreja que não estavam excluídos, que foram Henrique Albuquerque, esposo de Celina; Maria Piedade da Costa, esposa de Plácido e Emília Dias. Além destes, foram arrolados mais quatro irmãos da referida congregação, cujos nomes são os seguintes: Joaquim Silva, Tereza Silva de Jesus, Izabel Silva e Benvinda Silva, todos de uma mesma família. Os três que ainda eram membros da Igreja Batista só foram excluídos no dia 12 de julho depois de que a mesma tomou conhecimento da posição assumida por eles. Quanto aos quatro congregados, não cabia a igreja discipliná-los porque não eram membros da igreja. Ao todo eram 18 pessoas para o início da Missão da Fé Apostólica, que mais tarde passou a se chamar Assembléia de Deus.

I – Começa a Missão da Fé Apostólica

A partir de 18 de junho de 1911, as igrejas pentecostais que iam sendo iniciadas no Pará, começando pela que se reunia na casa de Henrique e Celina Albuquerque, à Rua Siqueira Mendes 67, Cidade Velha, em Belém, passaram a ser chamadas pelo nome Missão da Fé Apóstolica.

Em 25 de outubro de 1914, chegaram a Belém do Pará os suecos Otto e Adina Nelson, procedentes dos Estados Unidos, para se juntarem a Vingren e Berg.

Em 8 de novembro de 1914, a igreja, que se reunia na Av. São Jerônimo, 224, seu segundo, endereço depois da casa de Celina Albuquerque (nesta casa se reuniram por mais ou menos três meses) se mudou para a Travessa 9 de janeiro, 75.

Em 18 de agosto de 1916, chegaram a Belém os suecos Samuel e Lina Nyström, os primeiros missionários oficialmente enviados pela Igreja Filadélfia de Estocolmo.

Em 3 de julho de 1917, Frida Vingren chegou a Belém, como missionária também enviada pela Igreja Filadélfia de Estocolmo.

II – Registrada a primeira “Assembleia de Deus”

Em 11 de janeiro de 1918, Gunnar Vingren registrou o Estatuto da Igreja no Cartório de Registro de Títulos e Documentos do 1º ofício, em Belém, no Livro A, Nº 2, de Registro Civil de Pessoas Jurídicas e outros papéis, número de ordem 131.448, sob o nome “Estatuto da Sociedade Evangélica Assembléa de Deus”, número de ordem 21.320, do Protocolo Nº 2.

Os extratos do Estatuto foram publicados no Diário Oficial do Estado do Pará, sob nº 766524.

Com esse registro, a igreja começou a existir legalmente como pessoa jurídica adequando-se aos Artigos 16 e 18 do primeiro Código Civil Brasileiro que acabara de entrar em vigor em 1º de janeiro de 1917.

III – Primórdios no Pará

Os primeiros lugares no Pará que receberam a mensagem pentecostal foram: Soure e Mosqueiro, na Ilha de Marajó (Daniel Berg, 1911); Bragança (Daniel Berg, 1912); Xarapucu e Catipuru (Daniel Berg, 1913); Estrada de Ferro Belém-Bragança, Igarapé-Assu, Benevides, Capanema, Timboteua, Peixe-Boi e Bragança (Clímaco Bueno Aza, 1913); Ilha Caviana (Daniel Berg, 1914); Afuá, Ilha de Marajó (Gunnar Vingren e Daniel Berg, 1914); São Luís do Pará (1915); Assaisal (Bonito) (Joaquim Amaro do Nascimento, Francisco Santos Carneiro e João Paraense, 1919); e vários outros lugares foram sendo visitados pelos primeiros missionários e crentes da AD de Belém.

IV – Primórdios fora do Pará

Os primeiros lugares fora do Pará que receberam a mensagem pentecostal foram: Uruburetama, CE (Maria de Nazaré, 1914); Maceió, AL (Gunnar Vingren, 1914; Otto Nelson, 1914); Campina Grande, PB (Manoel Francisco Dubu, 1914; Felipe Nery Fernandes, 1922); Roraima (Cordulino Teixeira Bastos, 1915); Manaus, AM (Severino Moreno de Araújo, 1917); Macapá, AP (Clímaco Bueno Aza, 1916); Recife (Adriano Nobre, 1916); Natal, RN (Pregadores de nomes desconhecidos e Adriano Nobre, 1918); João Pessoa, PB (Francisco Félix e esposa, 1920); Rio de Janeiro, RJ (Gunnar Vingren, 1920, 1923; alguns crentes do Pará, 1923); Santos, SP (Gunnar Vingren, 1920; crentes de Pernambuco,1923; Daniel Berg, 1924); Tubarão, SC (Gunnar Vingren, 1920); Criciúma, SC (Gunnar Vingren, 1920); Itajaí, SC (Gunnar Vingren, 1920); São Paulo, SP (Gunnar Vingren, 1920, 1923; Daniel Berg, 1927); São Bernardo, SP (Gunnar Vingren, 1920); São Luís, MA (Clímaco Bueno Aza, 1921); Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, noroeste de Mato Grosso (Paul John Aenis, 1922; Elói Bispo de Sena, 1923); Porto Velho (RO) (Paul John Aenis, 1922); Vitória, ES (Galdino Sobrinho e esposa, Daniel Berg, 1922); Fortaleza, CE (Antonio Rêgo Barros, 1922); Niterói, RJ (Heráclito de Menezes, 1923); Porto Alegre, RS (Gustav Nordlund, 1924); Canavieiras, BA (Joaquina de Souza Carvalho, 1926); Belo Horizonte, MG (Clímaco Bueno Aza, 1927); Aracaju, SE (Sargento Ormínio, 1927); Teresina, PI (Raimundo Prudente de Almeida, 1927) e Curitiba, PR (Bruno Skolimowski, 1928); Itajaí, SC (André Bernardino da Silva, 1931); Cruzeiro do Sul, AC (Manoel Pirabas, 1932); Goiânia, GO (Um grupo de crentes da AD de Madureira, RJ, deu início à AD de Goiânia em 1936 e Antônio Moreira, então diácono da AD de Madureira, foi enviado por Paulo Leivas Macalão para fundar a igreja.); Cuiabá, MT (Eduardo Pablo Joerck, 1936); Rio Branco, AC (Luís Firmino Câmara, 1943); e Campo Grande, MS (Juvenal Roque de Andrade, 1944).

V – Começa a imprensa pentecostal

As primeiras publicações da AD, que antecederam o jornal Mensageiro da Paz, foram o jornal “Voz da Verdade” (1917 a 1918), por Almeida Sobrinho e João Trigueiro da Silva; o jornal “Boa Semente” (1919 a 1930), por Gunnar Vingren e Samuel Nyström; e o jornal “O Som Alegre” (1929 a 1930), por Gunnar Vingren.

VI – Primeiros hinários

Também em 1917, a AD de Belém (PA) imprimiu o seu primeiro hinário que ficou pronto no dia 6 de outubro e continha 194 hinos e cânticos. Em 1922, era publicada no Recife a primeira edição da Harpa Cristã, que passou a ser o hinário oficial das Assembléias de Deus.

Fonte: Mensageiro da Paz / www.cpadnews.com.br

quarta-feira, 8 de junho de 2011

HOJE - 08.06.2011 - 100 ANOS DO PRIMEIRO BATISMO COM O ESPIRITO SANTO NO BRASIL

Por pastor Carlos Roberto
À uma hora da manhã do dia 8 de junho de 1911, em sua residência na Rua Siqueira Mendes, 79 (atual 161), em Belém - (PA), Celina Albuquerque foi a primeira pessoa, em solo brasileiro, a ser batizada com o Espírito Santo. Estava confirmada a verdade pregada pelos missionários, que anunciavam um novo batismo.
Logo ao amanhecer, a irmã Nazaré apressou-se a ir à casa de José Batista de Carvalho, na av. São Jerônimo, 224, levando consigo a boa nova de que a irmã Celina recebera a promessa conforme a Palavra de Deus. Na casa de José Batista estavam reunidas várias pessoas, entre elas Manoel Maria Rodrigues, diácono da Igreja Batista. Ele declarou mais tarde: “Foi nesse momento que ouvi falar e cri no batismo com o Espírito Santo”.
Maria de Nazaré, no dia seguinte, teve a mesma experiência: era batizada com o Espírito Santo.
Imediatamente, todos os membros da igreja tiveram conhecimento do fato e algumas pessoas resolveram ir à casa de Celina, a fim de averiguarem pessoalmente o que estava acontecendo. Entre os interessados estavam os irmãos José Plácido da Costa, diácono e superintendente da Escola Dominical; Antônio Marcondes Garcia e esposa; Antônio Rodrigues e Raimundo Nobre, seminaristas.
Os dois missionários não silenciaram, continuando a pregar a Palavra de Deus. Realizavam reuniões de oração onde moravam, local agora muito visitado pelos membros da igreja. O clima naquela pequena comunidade evangélica era de tensão. Formaram-se dois grupos: o daqueles que aceitavam a doutrina pregada pelos missionários e se mantinham firmes nas suas opiniões e o grupo daqueles que rejeitavam a doutrina do batismo com o Espírito Santo e não se conformavam com a presença dos missionários no seio da igreja.
Em que pese durante todo o mês de Junho as Assembleias de Deus no Brasil comemorarem o seu centenário de fundação, exatamente hoje, se comemora o fato que gerou a fundação da denominação, ou seja, a primeira experiência do batismo com o Espírito Santo, registrada pela história no Brasil.


Fonte: http://pointrhema.blogspot.com/

REVESTI-VOS DE TODA A ARMADURA DE DEUS (05)

O Escudo da Fé. “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16).


Em tempos de guerras, inimigos tinham por costumes atirarem flechas com pontas de materiais inflamáveis acesas para dentro das cidades, objetivando ferir os inimigos que ali estavam, além, de incendiá-las. Nesses embates, a arma mais importante e poderosa contra essa ação do inimigo é o escudo, que protegia todo o corpo do soldado.
O Comentário Bíblico Pentecostal diz sobre o escudo: “a palavra grega para “escudo” (v.16) está relacionada à palavra “porta”. Assim o escudo que Paulo tem em mente não é aquele pequeno e redondo, porém, um escudo grande e retangular (com aproximadamente 82.5cm de largura por 1 metro e 32cm de cumprimento), feito com camadas alternadas de madeira, bronze e couro de boi. Nas batalhas, ele poderia ser usado lado a lado com os demais e desse modo formar uma barreira de proteção à frente ou uma cobertura acima das cabeças. Antes da batalha, o couro era embebido em água para que as flechas flamejantes, banhadas com pinche, se extinguissem ou caíssem inofensivas no solo” (pg. 1267).
O escudo é uma figura da proteção que Deus proporciona ao crente contra os “dardos inflamados do maligno”. A fé é a arma mais importante e necessária para o salvo. É com o escudo da fé que revertemos todo e qualquer ataque do inimigo de nossas almas (1Jo 5.4). É arma poderosa contra toda e qualquer tentação. O escritor aos hebreus enfatiza sobre a fé: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).
O diabo, inimigo da igreja, lança dardos em nosso coração e mente. Ele atira dardos de tentações com objetivo claro de levar a nossa alma ao fogo do inferno. Acusações, tentações, perseguições, calúnias, mentiras, pensamentos blasfemos, desejos ardentes de pecar, heresias e outras tentativas de derrotar o crente e até de dividir a Igreja de Deus, devem ser contra atacados e apagados com a nossa fé. Alguns dardos de Satanás inflamam a dúvida, outros a lascívia, cobiça, vaidade e inveja. A fé é o escudo que devemos usar para extinguir esses dardos inflamados, tornando-os ineficazes.
Deus é o nosso escudo (Sl 18.2; Dt 33.29). Refugiando-nos em Deus, que tudo pode fazer por nós, estaremos totalmente protegidos dos dardos inflamados do maligno. Mesmo quando a situação é totalmente desesperadora e parece não haver nenhuma porta, ainda assim, Jesus está dizendo: “Não temas; crê somente” (Lc 8.50).
A expressão de Paulo “Tomando sobretudo o escudo da fé” “sugere então uma atitude positiva e deliberada de apoio no Deus revelado pelo evangelho; uma firme e resoluta dependência do Senhor, que extingue as tentativas ardentes do inimigo de ferir e espalhar o pânico” (Comentário Bíblico Pentecostal citando Turner. 1244. pg 1267).
O escudo ilustra: a proteção de Deus (Gn 15.1; Sl 33.20); o favor de Deus para com os seus (Sl 5.12); a verdade de Deus (Sl 91.4); a salvação de Deus (2Sm 22.36; 18.36); e a fé (Ef 6.16). É através da fé que vencemos o mundo (1Jo 5.4). Que o Senhor nos ajude.


Pr. Nonato Souza.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

VOCÊ PRECISA DA PAZ DE JESUS

Por Pr. Eneas Tognini
“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.” (João 14: 27)
Jesus estava no cenáculo emprestado. Até seu túmulo era emprestado. Jesus tinha tudo e, ao mesmo tempo, não tinha nada. Naquele cenáculo, Jesus lavou os pés aos discípulos e lhes deu uma lição de humildade.
Notando que os apóstolos estavam apreensivos, Jesus lhes confortou o coração. Jesus veio trazer a mensagem de Salvação e Paz da parte do Pai. Não há paz entre os homens, nem nos prazeres da vida. Se quisermos saber o valor da paz, precisamos conhecer uma pessoa que não tenha paz. Judas Iscariotes perdeu a paz quando vendeu Jesus por trinta moedas de prata e tramou com o sumo sacerdote o ato de traição de entregar-lhe Jesus. O que lhe adiantava o dinheiro se ele perdeu a paz. Desfez-se do dinheiro e se suicidou.
A humanidade não tem paz. As nações não têm paz. Os países não têm paz porque seus dirigentes não a tem.
Deus fez um pacto com Adão quando o colocou no Jardim do Éden. Ao quebrar o pacto com Deus, Adão perdeu a paz e foi cortado da presença e da comunhão com Deus. O pecado fez o homem inimigo de Deus. Quando o filho de Adão, Caim, matou Abel, a falta de paz ficou evidenciada. A falta de paz é uma coisa muito mais profunda do que se fala. A Palavra de Deus diz que “todos pecaram e separados estão da glória de Deus” (Rm 3.23). O diabo personificado na serpente tentou Eva e esta caiu no pecado da desobediência. Eva levou seu marido a pecar também. Ambos perderam a paz. Por isso, os homens também não têm paz. Dentro de nós há uma guerra: a velha natureza adâmica e a nova natureza de Cristo Jesus em nós. Ao mesmo tempo em que queremos paz, nossa carne está em guerra. Paulo aos romanos disse: “O salário do pecado é a morte, mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Na 2ª carta aos coríntios, Paulo afirma: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (5.17).
Quando veio o poder do Espírito Santo no pentecostes, os apóstolos ficaram cheios de Deus para trabalhar! No primeiro sermão de Pedro, cerca de três mil vidas se converteram a Jesus. Precisamos da natureza espiritual em Cristo.
Os fariseus judeus estavam enfurecidos contra os discípulos de Jesus e os perseguiam. Os discípulos estavam sem paz e se entristeceram. Jesus declarou que deixaria a Sua paz com eles: “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim…” (Jo 14.1). A paz de Jesus nos reconciliou com Deus.
O crente em Jesus precisa anunciar a paz em Jesus e ganhar vidas para o Reino de Deus. A tarefa é para toda a Igreja. Quantas vidas você ganhou para Jesus neste ano?
Há falta de paz nas vidas. Saul era cheio de ódio porque Davi tinha sido ungido rei de Israel. Saul perseguiu Davi por ter perdido a paz. Saul procurou uma feiticeira para lhe trazer paz e o seu fim foi o suicídio.
Há falta de paz em todo lugar, inclusive dentro das igrejas. A humanidade tem conforto mas não tem paz. Precisamos levar a paz de Jesus à humanidade. O Espírito Santo de Deus nos traz a paz de Jesus. Quando pecamos, o Espírito Santo nos ajuda a reconhecer o pecado e confessá-lo a Deus para que haja a restauração da paz.
Os lares estão em guerra e, infelizmente, muitos lares de crentes em Jesus. No lar de Isaque e Rebeca não havia paz. Havia inimizade entre os gêmeos Esaú e Jacó. Não havia paz entre eles.
Quando Jesus enviou os discípulos de dois em dois para anunciar o Evangelho, orientou-os que, se em alguma casa houvesse rejeição, eles deveriam sair dali imediatamente. Aquela casa não queria receber a paz.
A mulher que perdeu a dracma dentro da própria casa; por isso, perdeu a paz. A paz lhe foi restituída quando encontrou sua moeda. Essa moeda pode ser o Espírito Santo que muitos perdem dentro da própria Igreja, mas que pode ser reencontrada e, portanto, devolvida a paz.
Cornélio orava e temia a Deus. Mas ele não conhecia a Jesus. Pedro foi movido pelo Espírito Santo para levar a mensagem de Paz em Jesus à família de Cornélio. O Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviram a Palavra de Deus através de Pedro.
Falta paz nas igrejas. Como pode ser, se todas falam de Jesus? Há invejas, há ciúmes, há ambição e Jesus não pode estar nesse meio. Quando Jesus não está, há falta de paz.
A Igreja de Corinto é exemplo para nós. Havia partidarismos dentro daquela igreja. Isso tira a paz. Busquemos a paz de Jesus. Haverá oportunidade de reconciliação do homem para com Deus? Poderá haver paz nesse relacionamento? Sim, porque Jesus nos trouxe a Paz. Um dia, a cruz foi erguida em Jerusalém e nós fomos crucificados com Cristo. A morte de Jesus nos trouxe paz. O homem continua sendo inimigo de Deus. A cruz proclama que Jesus é a Paz. No Calvário foi celebrado o tratado de Paz entre Deus e a Humanidade! Quando o homem, com o coração quebrantado e arrependido de seus pecados, se aproxima da cruz e aceita o sacrifício de Jesus em seu coração, a paz é restabelecida. Deus lança os pecados perdoados nas profundezas do mar e proíbe pescá-los novamente!
O pacto que Adão quebrou é restabelecido na cruz de Jesus! “…Reconciliem-se com Deus.” (2 Co 5.20). Você é crente, foi batizado, freqüenta a Igreja, mas pode estar lhe faltando a paz por causa do pecado. Você pode se valer do perdão de Jesus e ter a paz de volta. Jesus já matou a inimizade e a iniqüidade em sua vida? Se você tem falta de paz, busque a Deus! O filho pródigo voltou para a casa do pai, depois de ter ido parar num chiqueiro de porcos. Na casa dele havia paz e ele foi recebido com amor por seu pai.
Os bandidos condenados e crucificados ao lado de Jesus tiveram atitudes diferentes. Um deles criticou Jesus porque não estava fazendo nada para livrá-los da morte, mesmo sendo o Filho de Deus. O outro reconheceu Jesus como o Filho de Deus e lhe suplicou que se lembrasse dele quando entrasse no seu Reino. Jesus notou fé em seu coração e o salvou! “Eu lhe garanto que hoje você estará comigo no Paraíso!” (Lc 23.43).
Deus faz isso conosco. Jesus é a nossa Paz. Deus se esquece de nossa iniqüidade e nos perdoa em Cristo Jesus. Em Rm 5.1 e 2, lemos: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.”. Fomos reconciliados com Deus em Cristo e chegaremos na glória!


Jesus pagou o preço de nossa paz.
Que Deus assim nos abençoe.

Fonte: www.estudosgospel.com.br

sexta-feira, 3 de junho de 2011

REVESTI-VOS DE TODA A ARMADURA DE DEUS (04)

Pés calçados na preparação do evangelho da paz. “e calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Ef 6.15).
Na armadura antiga, este calçado era de metal, e cobria desde a planta do pé até o joelho (chamava-se Greva), este calçado dava proteção contra pedras pontiagudas, nos desertos ou campos de batalhas (Sl 91.12,13). Estudiosos informam que os soldados usavam uma sandália com cravos pontiagudos, objetivando lhes dar segurança e agilidade em seus movimentos, caminhadas e corridas em lugares escarpados. Matthew Henry informa que o uso desses sapatos tinha o propósito de defender os pés contra armadilhas de escoriações e gravetos afiados que habitualmente eram colocados secretamente no caminho, para obstruir a macha do inimigo.
É interpretado também como sendo a prontidão dos pés para proclamar o evangelho da paz. O Comentário Bíblico Pentecostal, diz: “Entretanto, o argumento de Paulo envolve uma preparação de nossos pés para nos manter firmes na batalha, e não para divulgar o evangelho”. Continua o comentário: “O apóstolo está enfatizando a importância de um seguro sustentáculo ao enfrentar o inimigo. O soldado romano usava sandálias com cravos e travas para que, mesmo em terrenos escorregadios, pudesse manter-se firmemente e apoiado no combate corpo a corpo”. O comentário enfatiza sobre a tradução citada pela versão NIV dizendo: “A NIV traduz corretamente esse verso, dizendo que nossos pés estão “equipados com a prontidão que vem do evangelho da paz. Não é a prontidão para anunciar o evangelho (embora isso seja importante), porém a prontidão para a batalha”.
Matthew Henry diz que a preparação do evangelho da paz não é outra coisa senão “uma disposição de ânimo preparada e resoluta, ou seja, dedicar-se ao evangelho e ficar fiel a ele, o que nos capacita a andar de passos firmes no caminho da fé, apesar das dificuldades e perigos desse caminho”.
E evangelho é capaz de proporcionar a todo o que crê uma vida de paz. Paz com Deus, paz consigo mesmo e com o próximo. Só o evangelho recebido pela fé em Cristo Jesus pode trazer esta paz e desembaraçar o homem de todo tipo de fardo de pecado (Jo 8.32).
“A convicção de está reconciliado com Deus mediante o sangue de Cristo lhe injeta coragem e zelo para pelejar a boa peleja”. Neste tempo de grandes tensões, muita confusão, escândalos e perseguições, Deus não nos deixará deslizar para a descrença, se estivermos calçados. O salmo 73 fala de Asafe que quase desliza os seus pés em meio a tanta confusão.
O cristão calçado desta maneira estará firme e apto a servir e exercer suas funções dentro do corpo de Cristo. E, não estará batalhando com suas próprias forças, mas, como Davi: “Sairá na força do Senhor Deus...” (Sl 71.16). Está escrito: “Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.19). O cristão deve ter o cuidado para que os seus pés nunca venham andar descalços (Jr 2.25), e que sempre estejam prontos para o serviço (1Ts 1.9).
Estamos envolvidos em um grande conflito espiritual contra o diabo e suas hostes. Nosso adversário tem declarado guerra contra o povo de Deus com objetivo de nos destruir. Precisamos resisti-lhe, e resistindo ficar firmes contra suas astutas ciladas. É tempo de calçarmos os nossos pés com o evangelho da paz.
Que o Deus Eterno nos ajude nesta batalha


Pr. Nonato Souza.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

MANIFESTAÇÃO CONTRA PLC 122/2006 REÚNE MAIS DE 20 MIL EM BRASÍLIA

Uma multidão estimada em mais de 20 mil cristãos fizeram concentração em frente ao Congresso Nacional na tarde desta quarta feira, dia 1 de junho, com objetivo de protestar contra aprovação da lei da homofobia – PLC 122/2006.
O referido evento, foi intitulado Marcha da Família e teve como líder principal o pastor Silas Malafaia (AD Vitória em Cristo). O pastor Silas Malafaia em sua fala disse que “o Supremo Tribunal Federal rasgou a Constituição”, numa referência à aprovação da união homoafetiva pelo STF.
Em entrevista ao Jornal Nacional (Globo), o pastor Silas Malafaia disse que se for aprovado, o projeto vai impedir manifestações religiosas contrárias à homossexualidade. 
"Homofobia já tem lei. Uma pessoa que tentar bater, espancar, matar um homossexual vai para a cadeia. O projeto quer criminalizar a crítica, eu não posso mais criticar porque se um homossexual se sentir ofendido, vexatoriamente, por filosofia, isto é por pensamento, eu posso ir para a cadeia e pegar uma pena de dois a cinco anos. No artigo 5º da nossa Constituição, nós somos livres para expressar opinião, inclusive filosófica, está escrito na carta magna. Eu não sou contra os homossexuais. Cada um tem o direito de ser que quiser. É um direito, agora eu tenho o direito de criticar", declarou.
Em sua fala, o senador Magno Malta disse que o Senado não tem poder para criar "um terceiro sexo" por meio da legislação. "Se Deus criou macho e fêmea, não vai ser o Senado que vai criar um terceiro sexo com uma lei" disse. "É preciso que eles [homossexuais] entendam que o anseio grotesco de uma minoria não vai se fazer engolir", afirmou.

O evento reuniu diversos parlamentares contrários ao projeto de lei, entre eles os deputados federais João Campos (PSDB - GO), Ronaldo Fonseca (PR - DF), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Anthony Garotinho (PR-RJ), e os senadores Marcelo Crivella (PR-RJ) e Walter Pinheiro (PT-BA). A PM estimou em até 20 mil pessoas os presentes na Marcha pela Família. Informou ainda ter sido pacífica a manifestação. 
Pastor Silas Malafaia, parta-voz do evento, entregou no final do mesmo ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), uma abaixo assinado com mais de 1 milhão de assinaturas contra o PL 122/2006.
Veja imagens do pastor Silas Malafaia entregando manifesto evangélico ao presidente do Senado José Sarney.
Pastor Silas Malafaia expressando o repúdio evangélico

ao Pl 122 que pretende por uma mordaça na Igreja e na sociedade.

Pastor Silas Malafaia entregando o Manifesto Evangélico

ao Senador José Sarney, Presidente do Senado Federal

Fonte: http://g1.globo.com / http://noticias.gospelprime.com.br / http://olharcristao.blogspot.com /http://g1.globo.com/jornal-nacional