sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O NASCIMENTO DO REI JESUS


“Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, e eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim” (Lc 1.30-33).
O nascimento de Jesus foi predito pelos profetas do Antigo Testamento. Ele é o menino que estava para nascer, o filho que seria dado, aquele de quem Isaias falara que seria: “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). O evangelista Lucas registra que nos dias de César Augusto, foi publicado um decreto convocando toda a população do Império para alistar-se (Lc 2.1,2). Maria e José, que viviam em Nazaré (cerca de 160 Km de Belém), subiram juntamente com os demais, para que ali cumprissem o que Deus dissera através do profeta Miquéias. “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Deus através de sua soberana vontade, fez com que Roma baixasse um decreto que obrigou Maria e José irem juntos à Belém exatamente quando o menino estava para nascer. Nesta época o Império Romano estava na sua maior glória, dominando todo o mundo de então, tendo César Augusto como seu Imperador e Herodes como governador da Judéia, que nesta época se encontrava subjugado e dominado por Roma. Em Belém, onde Maria se encontrava com José, deu à luz seu filho primogênito e o deitou numa manjedoura (tabuleiro fixo, usado para dar comida aos animais) tendo ela mesmo envolvido seu filho em panos, porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc 2.7).
É do conhecimento de todos que o nascimento do Rei Jesus foi o maior evento de todos os tempos e de toda a história. Porém, quando Jesus nasceu, registra o texto sagrado, “que não havia lugar para ele”. Era este, o prenúncio da maneira como o mundo o receberia. Nunca em toda a história da humanidade houve um nascimento tão real como o de Jesus. Anjos desceram a terra para proclamarem o nascimento do Rei dos reis, com todo o poder nos céus e na terra. Nos campos estavam os pastores que exaustivamente cuidavam dos seus rebanhos. De repente o anjo do Senhor veio sobre eles. Famintos e sedentos, estes pastores foram os primeiros a receber a Glória que chegava para abençoar a humanidade que jazia assentada nas trevas da indiferença e região da sombra da morte. Os magos que de longe vieram, um grupo de gentios, foram os primeiros a procurar o Messias, recém nascido Rei dos Judeus. Enfatizando aqui que, para os judeus, os gentios não eram dignos de receber as bênçãos do Messias, esquecendo-se totalmente da declaração de Abraão que disse: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).
Naturalmente houve grande comoção entre o povo, ao ouvir a notícia do nascimento de um rei que era esperado por longos tempos. Havia também receio, porque segundo as Escrituras o Messias seria, tanto Juiz como Libertador. O recém-nascido era exatamente o Salvador que os judeus devotos e cheios do Espírito Santo aguardavam para a redenção de Israel, e ele não era um homem qualquer, era um descendente da família real, que nascera para exercer o domínio real em nossas vidas, e o seu reinado nunca teria fim (Lc 1.32,33). A palavra de Deus nos mostra de maneira muita precisa o quanto ele tinha de Rei. Tinha um nome real (Mt 1.23); tinha uma posição real (Mt 2.6); foi anunciado como rei (Mt 3.3); foi coroado como rei (Mt 3.7); foi proclamado como rei (Mt 7.29); tinha lealdade de reis (Mt 12.30); tinha glória real (Mt 25.31,34); tinha amor real (Mt 20.28); realizou sacrifício real (Mt 27.35,37);conquistou vitória de rei (Mt 28.6). Ele foi o Rei profetizado no Antigo Testamento. Dos trinta e nove livros que compõem o Cânon Sagrado do Antigo testamento, dezessete destes são dedicados de forma plena à mensagem profética. As profecias que dizem respeito ao surgimento de um rei que havia de vir, estão consubstanciadas nos livros proféticos, mas também em outros livros. Na verdade estas profecias espalham-se em toda a Escritura. Não tenho como comentar passagens proféticas relacionadas ao assunto, mas me contentarei em apenas citar algumas para consulta (Nm 24.17; Sl 72; Ez 37.24; 1Sm 13.14; Jr 23.5; Dn 7.14; todos os textos acima no Evangelho de Mateus).
O Rei que nasceu em Belém foi sumariamente rejeitado por Herodes (Mt 2.16); por seus próprios irmãos naturais (filhos de Maria); por Jerusalém (Mt 23.37,39; Lc 4.16,29), que não o recebeu nem o aceitou como seu rei. Um dia Ele voltará e assentar-se-á sobre o trono de Davi, nesta cidade; enfim, foi rejeitado por todos (Jo 1.11; 18.33; 19.16). Mesmo tendo sido rejeitado por todos, Ele é Rei eternamente.
Olhando para Belém, cidade natal do nascimento do rei Jesus, e para o Calvário, local onde foi crucificado o Reis Jesus, vemos o quanto distavam um do outro. São dois pólos bastante distantes. O primeiro: a graça divina em que se descobre o infinito amor de Deus para com os homens. O segundo: a culpa humana em que se descobre o negro ódio dos homens para com Deus. A “Luz do Mundo” nasceu de noite. Noite material e espiritual. O mundo estava inteiramente mergulhado em trevas, perdido e sem salvação. Jesus se manifestou para trazer ao mundo perdido a maior de todas as esperanças. Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). Este é o sentido do verdadeiro Natal. UM FELIZ NATAL PARA TODOS!

Pr. Nonato Souza.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

BIBLIOLOGIA - UM ESTUDO SOBRE AS ESCRITURAS


É do conhecimento de grande parte, que a revelação bíblica é a fonte principal da Teologia. Daí a importância de estarmos inteirados sobre o assunto. Bibliologia é o estudo sobre as Escrituras Sagradas. Gabriela Mistral disse: “A Bíblia é para mim o Livro. Não vejo como alguém pode viver sem ela, a não ser que se torne pobre, nem como pode ser forte sem este alimento, nem doce sem este mel”.
O propósito principal da revelação não é apenas tornar o homem conhecedor do poder, atributos e propósitos de Deus, mas acima de tudo estabelecer um contato pessoal entre Deus e o homem, advindo daí a experiência religiosa.
Deus tem o desejo de revelar-se às suas criaturas. Ele é um Deus que fala e se manifesta, isto é revelado na criação e ainda através de toda a história bíblica. O texto sagrado nos diz: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias pelo Filho” (Hb 1.1). Foi pois, do agrado de Deus que toda a revelação de si mesmo fosse trazida ao homem por meio de um livro que se chama Bíblia Sagrada.
Chamada “Escrituras Sagradas”, “Sagradas Escrituras”, simplesmente “Escrituras” ou “Palavra de Deus”, a Bíblia se constitui na única regra de fé e de conduta do crente. Suas doutrinas são santas, seus preceitos são leis, suas histórias são verídicas e suas decisões irrevogáveis.
Deus quis, por sua soberana vontade doar à raça humana a bíblia sagrada, Esse maravilhoso livro tem sido semente, arma, alimento, luz e fonte de consolo e refrigério para todos os momentos. A Bíblia é um livro e ao mesmo tempo uma biblioteca. É composta de 66 livros, escritos em hebraico, aramaico e grego e classificados em dois Testamentos: O Antigo e Novo Testamento. Foi escrita por cerca de 40 escritores de distintas raças, nacionalidades, e culturas, o seu autor principal é o próprio Deus.
Os escritores da Bíblia receberam inspiração de Deus durante um período de aproximadamente 15 séculos. A diversidade de escritores resultou na diversidade de estilos, mas a Bíblia conserva uma impressionante harmonia e uma unidade que comprovam sua autoria divina. A própria Bíblia reclama para si autoria divina e sobrenatural inspiração (2Tm 3.15-17; 2Pe 1.21).
A Bíblia como Palavra de Deus, é um compêndio de revelações e informações absolutamente verídicas. O próprio Jesus deu testemunho destas verdades quando disse: “...; a tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).
Sendo dada à Bíblia a condição de veracidade e inerrância, deve esta ser lida, aceita e crida sem dúvidas ou questionamentos. Sendo ela a Palavra de Deus deve ser digna de toda confiança daqueles que diuturnamente se debruçam sobre ela com o propósito de se alimentarem e fortalecer a sua fé. O tema central da Bíblia é a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias de Israel e Salvador de todo o mundo.
O Antigo Testamento ocupa-se de anunciar o caminho daquele que haveria de vir, a sua primeira vinda. O Novo Testamento, mostra com clareza de detalhes aquele que foi profetizado, que veio para salvar o homem dos seus pecados. A Bíblia aponta para a raça humana o caminho da salvação eterna, como fazer para alcançar uma tão grande salvação. Todo aquele que deseja ter o direito de morar no céu eternamente, deve crê em Jesus Cristo (At 16.31). Graças a Deus, pois, por tão precioso livro!

Pr. Nonato Souza