sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Por Pr. Nonato Souza
Estamos vivendo as últimas horas do ano de 2011 e adentrando 2012. Aos fiéis leitores deste humilde blog, Semeando Boas Novas desejo que o ano de 2012 seja agraciado pelo Senhor com uma vida cristã próspera e aproximada do Senhor cada momento.

Sei perfeitamente, que um novo ano sempre trás novas esperanças e boa vontade de continuar avançando sempre. Os dias passam numa rapidez fantástica e nessa correria normal do dia a dia, somos instados a planejar olhando com expectativas para o ano que estamos adentrando, desejando em nosso coração realizar algo mais para Deus e seu Reino aqui na terra.

É possível sim, com a bênção de Deus, planejamento e cuidado conquistarmos mais. O segredo é estarmos firmes no Senhor sem esmorecermos um só momento, mesmo quando por dificuldades (e elas virão em 2012), passarmos.

É bom que nos lembremos que há um Deus no céu, que domina sobre todo o Universo, o Seu braço forte e estendido cerca a todos os que lhe pertencem. Este é um dos motivos pelo qual estarei na virada, juntamente com minha família na Casa de Deus, na presença de Deus para que juntos possamos agradecer-Lhe pelo ano que se finda, onde fomos grandemente abençoados e rogar-Lhe ajuda do alto para 2012.

Sou agradecido ao Senhor Jesus Cristo, por todas as vitórias que tenho alcançado. Ele é o Senhor da minha vida, tudo o que sou (se é que sou) e tudo que tenho (se é que tenho) devo a Ele. Agradeço a minha querida família em especial a esposa Elinete Portela dos Santos, filhas Naete Portela dos Santos e Nádissa Portela dos Santos e genros Elias Jones e Jefferson Nunes. Vai também minha gratidão a Antonio Vieira dos Santos (meu pai), Delzuita Souza dos Santos (minha mãe) e todos os meus manos e manas.

Agradeço também o meu pastor presidente Orcival Pereira Xavier, companheiro sempre, pessoa que tem marcado o meu ministério nesses últimos anos. Manoel Pereira Xavier, meu coordenador. À igreja Assembleia de Deus de Brasília na QNO 06, rebanho que tenho a satisfação de pastorear. Vocês são bênçãos de Deus em minha vida.

Sou grato ao evangelista Ademar de Sena Sampaio, amigo e companheiro sempre presente nas minhas horas difíceis e de alegrias. O Senhor te recompense homem de Deus. A todos companheiros pelo grande apóio. O Senhor recompense a cada um. A todos desejo um

Feliz 2012!




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ouro, Incenso e Mirra

Por Wilma Rejane
A palavra Natal, significa nascimento, do latim: Natalis, no sentido de "ser posto no mundo". Muitas pessoas, foram postas no mundo. Apenas uma perpétuou seu nascimento, Jesus. Ele foi o bebê mais ilustre de toda face da terra, seu nascimento até dividiu a história: Antes de Cristo (a.c) e Depois de Cristo (d.c).

É bem verdade que muitos não descobriram ainda o real sentido da data e comemoram-na de forma consumista e desumana. Desumana porque: Papai Noel não veio para todos. Muitas crianças têm-no ainda como uma fábula bem distante de sua realidade. Enquanto muitas famílias banqueteam, outras não teem sequer um pedaço de pão. A dramaticidade do dia a dia, se torna mais latente. Poderíamos, então dizer que o Natal não é para todos? De forma alguma!

Natal, não se vive apenas em uma determinada época do ano, mas o ano inteiro. Ele, é Cristo Jesus, reinando no coração dos homens de bem. Homens, que são como aqueles reis magos que presentearam a Jesus. Reconhecendo-O como Rei dos reis. Que em suas ofertas revelaram o ato profético da ascensão do Salvador. Na representação do ouro, do incenso e da mirra, o nascimento, a morte e a ressureição de Cristo. A símbologia, profética, deve ser uma constante em nossas vidas. Devemos oferta-la diariamente aos nossos semelhantes. Sim, porque nestes elementos estão traduzidos o amor. Do homem para com Deus e de Deus para com o homem.

De que forma, poderemos ofertar a Cristo, ouro, incenso e mirra? Como ofertar ao mundo?

O ouro, traduz realeza e pureza:

"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (Pe 2:9).

Ao anunciar a Salvação somos ouro. Ao reluzirmos, sendo luz para a escuridão, somos ouro. Somos, preciosos tesouro ao distribuir as riquezas escondidas em Cristo Jesus, de forma voluntária. Por amor. sem nada cobrar. É oferta de ouro.

O Incenso, representa o aroma agradável diante de Deus. Os vapores de incenso eram considerados símbolos de oração

"Suba a minha oração perante ti como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde".(Sl 141:2)

Mirra: Existe uma àrvore chamada mirra. Quando ferida (em seu tronco), ela produz uma substância perfumada. Representa a dor e o sofrimento, vividos por Jesus, na cruz.

"Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados" (Is 53:5).

A árvore, marcada pela dor, é a mesma que irá curar feridas. A substância, chamada mirra, serve de remédio para aliviar doentes. É como um bálsamo. Existem cristãos que podem ser comparados a esta mirra. Têm um perfume tão precioso, que se tornam alvos de "caçadores" impiedosos. São perseguidos e feridos. Ainda assim, e justamente nesta "raspagem de tronco", é que exalam o perfume de Cristo. Retribuem com amor, aos que lhes causam dor.

Natal é tempo de festa, de alegria, ofertemos ouro, incenso e mirra e louvemos a Jesus porque Ele É o Salvador.

Fonte: estudosgospel

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Conclusões que cheguei sobre alguns dos evangélicos.

Por Renato Vargens
Os últimos acontecimentos no meio evangélico brasileiro onde o evangelho de Cristo foi relativizado por alguns, me levaram as seguintes conclusões:

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais as doutrinas da graça, preferem prosperidade a qualquer preço.

Infelizmente alguns dos evangélicos não não querem mais adorar a Deus, querem shows.

Infelizmente alguns dos evangélicos abandonaram as verdades do evangelho, preferem promessas!

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais pregar sobre arrependimento, querem vitória a qualquer preço.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais viver uma vida de quebrantamento, querem determinar as bênçãos de Deus.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais as Escrituras Sagradas, preferem "o reteté de Jeová".

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais pregar o evangelho, preferem um cristianismo "cabalistico" cheio de números.

Infelizmentealguns dos evangélicos não querem mais ser chamados de servos, preferem o titulo de apóstolo.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais viver uma vida simples, querem ser apóstolos.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a mensagem libertadora da Cruz de Cristo, querem quebrar maldições hereditárias.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a previdência divina, querem primicias.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais a graça, querem vender indulgências.

Infelizmente alguns dos evangélicos não querem mais servir a Deus como mordomos, querem fazer de Deus o seu gênio da lâmpada mágica.

Dias dificeis os nossos!

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (II Pedro 2 :3)

Pense nisso!

Fonte: renatovargens


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cartas às Sete Igrejas da Ásia – Tiatira (Ap 2.12-17)

Por Pr. Nonato Souza
Tiatira (moderna Akhisar) era uma cidade rica e bem fortificada. Estava situada a cerca de 40 km ao sudeste de Pérgamo, numa estrada principal que ligava os vales dos rios Caicus e Hermus. Tinha excelente posição geográfica por ficar no caminho por onde viajava o correio imperial. Era por este caminho que se fazia todo o intercâmbio comercial entre Europa e Ásia. [1]

Era uma cidade da Lídia, perto da fronteira com a Mísia. Foi fundada por Seleuco I, um dos generais de Alexande, que dos seus quatro sucessores, herdou a maior área. “O reino de Seleuco estendia-se de Antioquia da Síria até o vale de Hermus onde suas fronteiras pressionaram fortemente as de Lisímaco, que retinha parte do velho litoral jônico da Ásia Menor”. [2]

Embora tivesse um centro comercial forte e próspero, estava aquém de Sardes e Pérgamo. Passou para o domínio romano em cerca de 190 a. C, depois que Roma toma Antioquia da Síria.

Tiatira ficava junto às maiores rotas, o que acabava por estimular o seu crescimento econômico. “Além disso, os artesãos locais produziam uma variedade de mercadoria, porquanto eram padeiros, pintores, curtidores, marinheiros, oleiros e obreiros em lã, linho e metal (principalmente cobre); e havia escravos revendedores”. [3] Os judeus eram atraídos a Tiatira por causa da prosperidade comercial da cidade. Na referida cidade havia um "centro industrial controlado por associações, isto é, uniões comerciais” [4].
Kistemaker [5] enfatiza que essas associações prestavam culto aos deuses pagãos Apolo e Artemis, e adoravam no santuário de Sabbathe. E que os cristãos como membros da associação eram obrigados a assistir a festa em honra dessas divindades, comer carnes em seus templos e transigir em promiscuidade sexual. Aborda ainda Kistemake que o não cumprimento de tais regras culminaria na expulsão da união comercial, falta de emprego e pobreza. Sendo assim, aqueles que recusassem honrar deuses pagãos, comer carnes sacrificadas e envolver-se em imoralidade sexual, comprometiam suas necessidades materiais. Eram considerados como proscritos da sociedade.

Observe que quando apóstolo Paulo escreve cartas à igreja de Corinto objetivando combater tais comportamentos, há uma conotação clara de que “as associações comerciais, com suas vidas sociais determinadas, seus rituais pagãos e seus banquetes periódicos eram um problema sério para o membro cristão, obrigado pela consciência a se abster da libertinagem do mundo em que vivia.” [6]

Estudiosos concordam em que esta é a mais extensa carta, sendo escrita a menos importante das sete cidades. A importância de Tiatira não era política nem religiosa, senão comercial. Lídia, uma vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, que provavelmente representava sua corporação em Filipos (At 16.14), foi alcançada pelo Evangelho de Cristo através da pregação de Paulo.

A igreja de Tiatira está dentro de uma cultura que se comportava totalmente fora dos padrões estabelecidos pala Palavra de Deus. Sendo assim como se comportar diante de tal situação? Hernandes Dias [7] comenta sobre o problema em que viviam os crentes de Tiatira: “O que os cristãos deviam fazer nessas circunstâncias: transigir ou progredir? Manter a consciência pura ou entrar no esquema para não perder dinheiro? Ser santo ou ser esperto? Qual a posição do cristão: se sair do grêmio perde sua posição, reputação e lucro financeiro. Se permanece nessa festa nega a Jesus. Nessa situação Jezabel fingiu saber a solução. Disse ela: para vencer a Satanás é preciso conhecer as cousas profundas de Satanás. O ensino de Jezabel enfatiza que não se pode vencer o pecado sem conhecer profundamente o pecado pela experiência”.

A igreja em Tiatira, era uma igreja pequena. Historiadores dizem ter esta igreja desaparecido no fim de segundo século. Vamos ao comentário da carta à igreja de Tiatira.

“E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente” (Ap 2.18).

Inicialmente, podemos observar que o autor da carta se identifica à igreja de Tiatira como sendo o Filho de Deus, que tem a mesma natureza do Pai. Eterno, divino e que tem os olhos como chama de fogo, portanto conhece a igreja profundamente.
Cremos que Jesus se apresenta assim, devido à prática de pecados grosseiros estarem sendo toleradas dentro da igreja. O seu olhar penetrante e perfeito vê tudo e todos, não permitido que ninguém e nada seja capaz de esconder-se. O Senhor é capaz de esquadrinhar mentes e corações (v. 23). Com olhos penetrantes, Ele é capaz de descobrir todo engano de hipocrisia. Paulo diz: “no dia em que Deus julgará o segredo dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (Rm 2.16; o grifo é meu). Os pés semelhantes a latão reluzente, fala de sua posição firme para julgar as obras da igreja de Tiatira e suas práticas, bem como a igreja atual.

“Eu conheço as tuas obras, e a tua caridade, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras” (v. 19).

Em outras cartas o Senhor Jesus enfatiza conhecer os feitos da igreja. Não será isso que Ele deseja ver em cada um de nós? Uma vida capaz de produzir fruto prático cada dia?

Jesus está familiarizado com os vários trabalhos realizados por aquela igreja. As obras de amor (gr. ágape) daqueles irmãos de Tiatira em prol do Reino de Deus e do seu próximo. Estamos nós fazendo como os irmãos de Tiatira? O serviço (gr. diakonia), realizado com amor genuíno era também presente naquela igreja. Fé (gr. pistis) é outra obra presente na vida daqueles abnegados irmãos. Eles demonstravam confiança plena em Deus e sua Palavra. A paciência (gr. hypomone) presente, mostra a capacidade que tinham esses crentes de suportar privações e provações em momentos difíceis com constância ou persistência. Apesar de todas essas qualidades, Gilberto [8] diz está aqui uma igreja profana. Sua decadência espiritual é patente nos versículos 20, 22 e 24.

A igreja de Tiatira era crescente em suas obras a Cristo, por isso recebe da parte do Senhor Jesus, palavras de louvor “as tuas últimas obras são mais do que as primeiras”, mesmo sendo tolerante com práticas contrárias ao ensino da Palavra. Wesley de Souza [9] diz que “existe, sim, enorme possibilidade de que uma igreja venha crescer sendo séria no amor, na fé, no serviço e na perseverança, enquanto se deixa seduzir e induzir ao desmoronamento da dignidade de sua vocação pelas escolhas enganosas que faz de um estilo de vida sem pureza e sem santidade”.

“Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria” (v. 20).

De elogiada para censurada bruscamente. A pesada censura se deu devido sua tolerância por aceitar que uma auto-indicada profetiza fosse capaz de induzir os crentes ao pecado. É provável que este não seja o nome legítimo desta mulher. O nome Jezabel é tomado emprestado da famigerada esposa de Acabe, rei de Israel, que foi capaz de introduzir em Israel o culto a Baal (1Rs 16.31).

Se auto-intitulando profetiza, a tal mulher era detentora de forte influência dentro da igreja. Tida como mestra orientava a igreja com seus falsos ensinos a envolver-se em relações sexuais ilícitas nos templos pagãos bem como, a comer alimento oferecido a ídolos. Matthew Henry [10] diz sobre o trabalho daqueles que tentam seduzir o povo de Deus: “Esses perversos sedutores são comparados a Jezabel, e chamados pelo seu nome. Jezabel foi uma perseguidora dos profetas do Senhor, e uma grande patrocinadora dos idólatras e falsos profetas. Os pecados desses sedutores era que eles tentavam desviar os servos de Deus para a fornicação, e a sacrificarem aos ídolos; eles se autodenominavam profetas, e assim reivindicavam autoridade e consideração superiores pelos ministros da igreja.”

Jezabel estava conseguindo induzir o povo de Deus ao pecado. Ensinava abertamente que os pecados da carne podiam ser tolerados sem nenhum problema, o que levava os cristãos a uma vida de escravidão. Havia um mal instalado dentro da igreja de Tiatira, ela abrira suas portas para os falsos mestres induzires os crentes ao pecado, e isto, Jesus não podia mais suportar. A tolerância da igreja acerca dos falsos ensinos provocou a ira do Senhor.

Hernandes Dias [11] comenta: “Uma planta venenosa estava vicejando naquele precioso canteiro, chamado igreja de Tiatira. Naquele corpo saudável um câncer maligno começou a formar-se. Um inimigo estava encontrando guarida no meio da comunidade. Havia transigência moral dentro da igreja. Aqui não era o lobo que veio de fora, mas o lobo que estava enrustido dentro da igreja”.

A tolerância com o pecado traz grande prejuízo ao reino de Deus. Permitir que a libertinagem cresça dentro da igreja trazendo destruição e morte ao invés de purificá-la mediante a Palavra é querer macular a integralidade do evangelho do Reino. Não se pode permitir que a imoralidade e o desvio doutrinário se perpetuem dentro da igreja trazendo escândalo, destruição e morte. O prejuízo é enorme e indescritível.

Quando a igreja tolera de forma irresponsável o pecado, portas para o mal se abrem, gerando prejuízos irreparáveis. Observe o que diz Luis Wesley de Souza [12] em um comentário sobre a igreja de Tiatira: “Quando Jesus diz àquela igreja: “contra você tenho isso: você tolera a Jezabel, aquele mulher que se diz profetiza” (v. 20), ele não está sugerindo que Tiatira deveria desenvolver uma impaciente intolerância ou mesmo criar uma espécie de inquisição comunitária. Os líderes, de modo geral, estavam errados por não tomarem a iniciativa de advertir Jezabel e seus seguidores e, acima de tudo, por não exortá-los nem chamá-los ao arrependimento. Aqueles que estavam em posição e em condição de fazê-lo optaram por permitir que o mal se instalasse em etapas, sem nada fazer e sem medir as conseqüências de seus desdobramentos. Quando os líderes têm medo de dizer alguma coisa, geram a vulnerabilidade de que a igreja precisa para abraçar e cair em qualquer coisa”.

“Eu dei-lhes tempo para que arrependa-se da sua prostituição; e não se arrependeu” (v. 21).

Evidentemente uma advertência fora dada a esta Jezabel, ela, porém, não se arrependeu continuando nas mesmas práticas, andando no mesmo caminho. O Senhor passa a tratar com ela severamente. Deus sempre age pacientemente. Ele é o Deus das misericórdias que não tem prazer na morte de ninguém, mas quer que todos se arrependam e vivam (Ez 18.30-32). Como Jezabel rejeitou o conselho do Senhor, a sentença veio de forma terrível.

“Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras” (v. 22).

Ela seria colocada numa cama de dor. A punição seria com enfermidades e sofrimento. Adulterar aqui provavelmente se refira a adultério espiritual, o envolvimento com práticas ilícitas de imoralidade sexual e idolatria advinda do ensino pernicioso de Jezabel. Estes que assim se comportavam cairiam em grande tribulação, caso não se arrependesse dos seus pecados. Deus sempre trabalha objetivando o arrependimento daqueles que transgridem caso não se arrependam, o castigo virá com maior severidade.

“E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras” (v. 23).

Filhos que seriam feridos de morte, provavelmente sejam os filhos espirituais de Jezabel, os que foram enganados por ela, fazendo concessões com o mundo pagão e suas práticas. Segue uma advertência para todas as igrejas da parte do Senhor, como o que “sonda mentes e corações”. O comentário bíblico Beacon [13] explica: “Mentes (palavra grega somente encontrada aqui no NT) literalmente significa “os rins”; isto é, “os movimentos da vontade e afeições”. Corações na psicologia hebraica referia-se especialmente aos pensamentos. O olhar do Onisciente penetra até o mais profundo do intelecto, emoções e vontade do homem”. Aquele que conhece todas as coisas, pois nada há no ser humano que possa está escondido aos olhos de Deus, dará a cada um segundo os seus feitos.

“Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não tem esta doutrina e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Mas o que tendes, retende-o até que eu venha” (vs. 24, 25).

Aqui segue uma palavra confortadora de Jesus aos que permaneceram fiéis e não aceitaram a doutrina de Jezabel, bem como seu estilo de vida, mas aderiram e permaneceram no ensino das Escrituras. Jezabel e seus seguidores acreditavam e também proclamavam que tinham conhecimento profundo dos segredos de Deus. Cristo, porém, revela que o conhecimento deles, eram na verdade, os segredos das profundezas de Satanás. A inspiração que Jezabel recebia não era de Deus, senão do inferno. Suas práticas não condizem com os ensinamentos da Palavra de Deus e nem conduziam as pessoas a uma vida pautada na Palavra de Deus, senão a práticas totalmente demoníacas.

Comentário bíblico Beacon [14] comenta sobre o assunto: “Esses falsos mestres entendiam que o homem espiritual deveria conhecer as coisas profundas de Satanás e que ele deveria tomar parte da voda pagã da comunidade. Duas das características mais salientes dessa vida pagã eram suas festas sacrificiais e suas práticas imorais. Muitos gnósticos de épocas posteriores afirmavam que, visto que toda matéria é má e somente o espírito é bom, não importa o que alguém faça com o seu corpo; sua alma continua pura.” Assim, acreditavam não haver nenhum problema em aceitar práticas pagãs, pois, a partir dai, eles teriam, pela experiência, conhecimento do mal.

Luis Wesley [15] explica: “Esse é o tipo de lógica que considera que, se queremos conhecer o inferno, temos de ir até ele e experimentá-lo no mais profundo. Ocorre que as únicas coisas profundas que a igreja deve querer conhecer para desenvolver o propósito da pureza e da santidade são as profundas coisas de Deus (1Co 2.9,19 e Ef 3.18). Se, por um lado, muitos caminhos de Deus são insondáveis (Rm 11.33-36), por outro lado, o que o Senhor revelou ou manifestou é absolutamente suficiente “para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.19). O mistério cristão “que esteve oculto durante épocas e gerações” é este: “Cristo em vocês, a esperança da glória (Rm 1.26,27). Este profundo segredo revelado – Cristo em nós! – está à disposição da Igreja para que ela cresça e se desenvolva sem necessidade alguma de aprender e de experimentar os profundos segredos de Satanás (v. 24)”.

Não virá sobre os crentes nenhuma outra admoestação além da que já foi posta, Tão somente, mantenham-se firmes, afastando-se de toda perversidade moral que praticam, até a vinda do Senhor.

“E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhes darei poder sobre as nações” (v. 26).

O vencedor deve viver uma vida de pureza e santidade mesmo em um ambiente de impureza moral e idolatria, que são obras de Jezabel. Jesus Cristo promete que dará autoridade aos seus seguidores fiéis sobre as nações da terra.

“E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vaso de oleiro; como também recebi de meu Pai. Dar-lhe-ei a estrela da manhã” (v. 27,28).

O termo “regerá” significa literalmente “pastorear pois o trabalho do pastor é cuidar das suas ovelhas. Os santos vão se assentar no trono e julgar o mundo (1Co 6.2). Quanto aos ímpios, no dia do juízo serão quebrados como um vaso de barro (Sl 2.8,9). Receberão a estrela da manhã. “Os salvos terão parte não apenas na autoridade de Cristo de governar o mundo, mas também na sua glória”.

Parte da igreja de Tiatira se envolveu com práticas pecaminosas condenadas por Cristo. A vida sem Deus leva o homem ao fracasso pleno e a distanciar-se de Deus cada momento. A existência da igreja objetiva a glorificação do Senhor, “e é aos olhos do Senhor e da sociedade que ela precisa apresentar-se pura e santa”. Que o Senhor tenha misericórdia de sua Igreja!


Notas bibliográficas

[1] Willian Barclay. Apocalipsis. pg. 118
[2]Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã. Vl. 05, pg. 953
[3] Comentário do Novo Testamento Apocalipse. Simon Kistemaker, pg. 184. Ed. Mundo Cristão.
[4] Idem
[5] Idem
[6] Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã. Vl. 05, pg. 954
[7] Apocalipse, o Futuro chegou. Hernandes Dias Lopes, pg. 102
[8] Daniel e Apocalipse. Antonio Gilberto, pg. 110, CPAD
[9] Uma Igreja Sem Propósito. Jorge Henrique Barros, pg. 80, Ed. Mundo Cristão
[10] Comentário Bíblico do Novo Testamento Atos a Apocalipse. Matthew Henry, pg. 968. CPAD.
[11] Apocalipse, o Futuro chegou. Hernandes Dias Lopes, pg. 105.
[12] Uma Igreja Sem Propósito. Jorge Henrique Barros, pg. 84, Ed. Mundo Cristão
[13] Comentário Bíblico Beacon Hebreus a Apocalipse, vl. 10, pg. 422. CPAD
[14] Idem, pg. 423
[15] Uma Igreja Sem Propósito. Jorge Henrique Barros, pg. 91,92, Ed. Mundo Cristão


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Use a Palavra na Criação de Filhos

Por Thabiti Anyabwile
Thaibiti Anyabwile – é o pastor da Primeira Igreja Batista, nas Ilhas Grand Cayman. Ele possui bacharelado e mestrado em psicologia obtidos na North Carolina State University. Serviu como pastor assistente na Capitol Hill Baptist Church, em Washington D.C. Thabiti tem sido convidado como preletor em diversas conferências e seminários nos Estados Unidos e em outros países, é autor de artigos teológicos e livros, um deles, "O que é um membro de Igreja Saudável?", está no prelo pela Editora Fiel. Ele e sua esposa, Kristie, têm três filhos.

Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus (Salmos 78.5-8).

O Senhor Deus do céu proveu graciosamente sua Palavra (seu "testemunho" e "lei") como uma estratégia e conteúdo fundamental para a criação de filhos (v. 5). Ele "ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos". Vemos o mesmo propósito em Deuteronômio 6.

Por que Deus manda seu povo ensinar sua Palavra, em vez de alguma outra metodologia ou assunto, para instruir a descendência piedosa que ele promete (Ml 2.15)? Por que não vídeo games? Por que não escolas públicas ou particulares? Por que não a aplicação das últimas descobertas da psicologia, sociologia, teoria educacional ou auto-ajuda? Por que os pais não devem simplesmente delegar isso aos mais bem preparados, mais bem educados, mais bem vestidos e mais requintados?

Parece que Deus designa sua Palavra e, especificamente, a paternidade realizada sob a direção de sua Palavra para cumprirem vários objetivos:

1) Para que gerações de famílias – e não apenas indivíduos – conheçam seu testemunho e sua lei (v. 6). Deus tem uma visão de que nossas famílias conheçam e andem em sua Palavras, de geração em geração. Deus planejou a família como a única instituição que deve levar avante esse propósito que inclui múltiplas gerações. O único conjunto consistente de relacionamentos que alcança as gerações são os relacionamentos de avós-pais-filhos-netos. Timóteo é nosso exemplo: "Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti... Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2 Timóteo 1.5; 3.14-15).

2) Para que nossos filhos ponham sua confiança em Deus (v. 7a). Como pais cristãos, "temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis" (1 Tm 4.10). Não temos "maior alegria do que esta, a de ouvir que" nossos "filhos andam na verdade" (3 Jo 4). É a Palavra de Deus que pode tornar nossos filhos sábios para a salvação, por meio da fé em Jesus Cristo. As Escrituras dão testemunho de Cristo e nelas está a vida eterna. Se o alvo de nossa criação de filhos se conforma com o alvo de Deus para a nossa criação de filhos, então devemos usar a Palavra de Deus resoluta e fielmente para incentivar nossos filhos a colocarem sua esperança em Deus. As escolas ensinam nossos filhos a terem esperança na educação. Música e entretenimento ensinam nossos filhos a terem esperança na popularidade e serem "legais". Os gurus de auto-ajuda ensinam nossos filhos a terem esperança em si mesmos. Mas nós proclamamos: alguns confiam em carros, outros, em cavalos, nós, porém, confiamos em o nome do Senhor, nosso Deus! Isso é a chave da paternidade bíblica e da esperança de cada pai e mãe crente. Portanto, devemos ensinar aos nossos filhos a Palavra de Deus em e como nossa paternidade.

3) Para que nossos filhos não esqueçam as obras de Deus (v. 7b). Em Salmos 78.9-10, logo depois da grande afirmação do desejo de Deus nos versículos 5 a 8, a Palavra de Deus nos diz que os efraimitas "não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei; esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara". Esquecer a Deus é a coisa mais perigosa na desobediência. Que obras grandiosas Deus havia realizado na criação e libertação! É uma coisa surpreendente que essa Realidade fosse esquecida! Mas nós esquecemos. Nossos filhos esquecem. Retemos coisas triviais (brincadeiras favoritas, listas de compras, etc.), enquanto temos pensamentos vagos sobre Deus. Nosso esquecimento é nossa reversão pecaminosa à bestialidade. Mas nossa lembrança é nosso esforço ativo em direção à piedade. Lembrar é uma obra capacitada e impulsionada pela graça de Deus, por meio de sua Palavra. Se nossos filhos devem lembrar-se de Deus, o que ele ordena e deseja, eles precisam manter os registros da obra e da pessoa de Deus gravados em sua mente. Portanto, devemos exercer a paternidade pelo ensino das Escrituras Sagradas aos nossos filhos, para que eles não esqueçam.

4) Para que nossos filhos guardem os mandamentos de Deus (v. 7c). A Bíblia mantém uma forte conexão entre o lembrar e o obedecer (ver, por exemplo, Dt 8.11-20). Não podemos obedecer o que esquecemos habitualmente. Há uma afirmação óbvia na psicologia organizacional que diz: "O que é medido é feito". Medir auxilia a lembrança, que, por sua vez, impele a realização. Os evangélicos ficam nervosos sempre que a obediência entra na discussão espiritual. Mas não devemos. Tão naturalmente quanto esperamos que nossos filhos nos obedecem, devemos esperar que obedeçam a Deus e exortá-los a isso – não por causa de justiça, mas por causa de amor. Três vezes o Senhor disse aos seus discípulos: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (Jo 14.15, 21, 23). A obediência é o fruto excelente de um raiz de amor. Havendo ensinado nossos filhos a colocarem sua confiança no Senhor, por meio da fé em Cristo, não ousamos torná-los pequenos antinomianos, negando o lugar do mandamento, da lei e da obediência em seguir o Salvador. Queremos que eles sejam santificados na verdade – a Palavra de Deus é a verdade. Queremos que eles sejam conformados, pela graça de Deus, mediante a fé, à semelhança do Salvador. Precisamente porque o Senhor Jesus Cristo é a nossa santidade (Hb 10.14), queremos que nossos filhos sigam a santidade por meio da fé e da obediência motivadas por graça.

5) Para que nossos filhos não sejam obstinados e rebeldes, e sim firmes e fiéis (v. 8). Oh! que vejamos nossos filhos andando na verdade, e nunca se desviem para a esquerda ou para a direita, nunca tenham um coração frio, nunca sejam tentados pelas canções sedutoras do mundo ou caiam no laço do Diabo! Oramos assim. Mas devemos, também, ensinar a Palavra de Deus com esta esperança e visão de firmeza e fidelidade. A exortação de Hebreus 3.12-14 se aplica muito bem à criação de filhos: "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos". Substitua a palavra "irmãos" por "pais" ou substitua "mutuamente" por "filhos", e assim temos ordens para encorajar nossos filhos diariamente na Palavra de Deus.

Que o Senhor nos torne fiéis no ensino de sua Palavra aos filhos que ele confiou ao nosso cuidado. A Palavra de Deus não volta vazia. Creiamos nela e a usemos no criar os nossos filhos!

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Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright© Thabiti Anyabwile 2011
Copyright© Editora Fiel 2011

Traduzido do original em inglês: Use the Word in your Parenting – Extraído do Blog The Gospel Coalition.

Fonte: editorafiel

sábado, 3 de dezembro de 2011

Precisamos Novamente de Homens de Deus

Por A. W. Tozer
A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.

Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...

Fonte: editorafiel