quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O dever cristão de orar pelas autoridades

Por Wallace Sousa
Uma palavra minha sobre o assunto:

Wallace quero parabenizá-lo pelo excelente post. Meu Deus que riqueza de texto! Estou maravilhado. Tenho que concordar, apoiar plenamente o que está escrito. Penso, como você, que a solução para as nossas crises existentes está nos joelhos dos cristãos. A podridão moral junto a essa corrupção generalizada existente em nossa nação tem solução sim, se como igreja, nos colocarmos na brecha com súplicas, orações, intercessões e ação de graças.
É lamentável a situação da igreja neste mister. Muitos se preocupam em colocar alguém em cargos políticos objetivando representar o povo de Deus (nem sei se de fato o alvo é esse mesmo ou é outro, algo que me causa indignação), mas se esquecem de orar para Deus fazer a sua vontade.
Ao orarmos pelas autoridades certamente Deus nos dará liberdade para pregarmos o evangelho, não o evangelho da maioria, mas o evangelho da cruz, já tão esquecido por muitas igrejas. Existem igrejas vivendo crises, as piores possíveis. O liberalismo teológico, negando os postulados da fé cristã abarcou em muitos lugares.
O evangelho que vai fazer mudança nesse país, não é o místico, sincrético, de movimentos estranhos à Palavra de Deus. Será a mensagem da cruz. Muitos não oram pelas autoridades porque estão envolvidos até o pescoço em erros e corrupções.
Uma boa quantidade de líderes não consegue ter vida cristã exemplar onde os liderados possam se espelhar. Não conseguem ser sal da terra e luz do mundo. O sal que deveria está preservando, já não consegue fazer o seu trabalho a contento. Estamos sentido cheiro de podridão por todos os lados. A luz que deveria está brilhando no seu maior fulgor, está apagando ou apagada. Existem trevas da desesperança por toda parte.
A solução está em uma Igreja que se preocupa em suplicar, orar e interceder pelas autoridades. É hora de nos conscientizarmos e obedecermos à clara ordem da parte de Deus. Estamos juntos neste ministério. Oremos por nossas autoridades.
Bem, é hora de parar. Leia o belo post do irmão Wallace e coloque em prática esta recomendação bíblica.

Por que devemos orar pelas autoridades?
Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. (ênfases acrescidas)
Hoje fiz mais uma visita ao Congresso Nacional, a casa das leis do Brasil. Uma coisa que chama a atenção é o espelho d’água em volta do sítio legislativo. Chama a atenção a sujeira. Mas, apesar de tão sujo, ainda pude ver vários peixes
chafurdando
nadando em suas águas turvas.
Uma irmã a quem eu acompanhava e ciceroneava comentou que aquela água representava o resultado ou produto de um banho das suas
excrescências
excelências. Todavia, pensando bem, eu disse que aquela água, apesar de tão suja, ainda era melhor do que o subproduto de um banho legislatório, e quer saber por quê? Simples: aquelas águas barrentas e lodosas ainda tinham VIDA, e o mesmo não pode ser dito de muitos de nossos representantes políticos. Estão mortos em seus delitos e pecados, e a fedentina de sua indefecável presença é sentida em todo o território nacional.
Quando eu estava na sala da presidência da Câmara, passando tristemente a mão na cadeira em que o ilustre presidente assenta seu  honorável e impoluto derrière, fiquei questionando qual seria a saída para tirar o Brasil deste lamaçal, desse tremedal horrível em que nos metemos. Muito abatido, fui obrigado a reconhecer que não havia saída para o Brasil, visto que a corrupção desenfreada está em todos os níveis, os que comandam os esquemas têm todas as ferramentas em suas mãos e a seus pés. Nós não temos saída, humanamente falando, essa é a triste realidade que nos choca e abate.
Mas, então me lembrei do texto bíblico da exortação de Paulo a Timóteo, e cheguei à conclusão que o Brasil está na situação que está por culpa da igreja. A igreja tem culpa porque não está fazendo a vontade revelada de Deus: orar pelas autoridades. Ao fazer uma afirmação desse porte, estou ciente de que serei questionado e criticado à vontade, mas vou apresentar as razões que balizarão minha conclusão.

1. Orar pelas autoridades é prioridade

Veja só você o que Paulo disse: “antes de tudo” façam-se orações pelos homens, aqueles investidos de autoridade. Mas, hoje, é comum vermos pessoas orando por quem? Por eles mesmos, pedindo não por seus governantes, mas por bênçãos materiais. Esse é o terrível efeito da teologia da prosperidade: amortecer a consciência cristã e diluir os efeitos do evangelho. Se nossas prioridades estão erradas, a culpa é da liderança que, ao invés de ensinar o correto e repreender o erro, deixa os membros embrenharem-se nesse precipício espiritual.

2. Devemos interceder de várias formas

Às vezes, somos tentados a pensar que devemos interceder pelas autoridades de uma única forma, mas isso é um erro banal. Paulo nos orienta a fazer “súplicas, orações, intercessões, e ações de graças“. O que seria súplica? Seria uma petição insistente e confiante na boa vontade do Senhor, uma oração perseverante, cheia de fé e respeito. E a oração? A oração pode ser descrita como uma conversa regular, constante entre o homem e Deus, ou seja, uma prática cotidiana, símbolo de que não podemos parar de orar pelas autoridades. Você tem orado de forma constante pelas autoridades? Se não, está pecando…
Mas, mesmo essas atitudes ainda carecem de complemento: devemos também interceder. E o que é interceder? É colocar-se no lugar do outro, orar como se estivesse no lugar do outro, conhecendo seus problemas e suas necessidades. Devemos interceder por nossas autoridades pedindo ao Senhor que os ajude a vencer seus obstáculos e dificuldades. Pergunte a alguma autoridade se ela precisa de oração e por qual motivo você deve interceder que você estará cumprindo parte de seu papel no Reino.
E, por fim, ações de graças. Confesso: não é fácil agradecer pelos políticos que temos, e alguns deles tornam essa tarefa ainda mais difícil, mas podemos agradecer ao Senhor pelos bons políticos (Jesus, faça com que eles existam, por favor!). Ore e peça que o Senhor lhe mostre por qual autoridade você deve dar graças e por qual motivo, e você verá como se tornará mais fácil louvar ao Senhor pela vida de alguém, ao invés de apenas ficar reclamando e se desanimando sem achar que existe saída.

3. Para termos uma vida tranquila

Tranquilidade advém de vários fatores, mas posso citar um em especial e muito em voga hoje: a tranquilidade financeira. Não é uma grande ironia que a teologia da prosperidade, que vende uma falsa tranquilidade, na verdade traz a intranquilidade? Pois é a mais pura verdade, visto que nos desvia de orar pelas autoridades, para que Deus as abençoe com sabedoria e decisões acertadas que nos livrem de entrarmos em situações calamitosas, vide a crise mundial de 2008.
Muitos especialistas bradavam que as decisões tomadas levariam, inevitavelmente, à crise mundial em breve, todavia, os líderes continuavam a agir de modo temerário e inconsequente, empurrando com a barriga uma situação que não se sustentaria por muito tempo. E deu no que deu. Se a igreja brasileira não orar por seus governantes, a economia nacional pode descambar em bancarrota como já ocorreu nos anos idos, pelas péssimas decisões de governantes pretéritos. Devemos orar pelas autoridades, sem olhar para as cores partidárias, pois para isso fomos chamados.
Eu me lembro que, no começo de 2008, se não me falha a memória, o irmão Jossy comentou na sala dos jovens da escola dominical da sede em Cuiabá, onde morei: “estive recentemente no Nordeste e o Senhor usou uma irmã dizendo que orássemos pelo Brasil, pois havia muitas reuniões em países para saquear este país, roubar nossas riquezas”. É necessário dizer que vemos isso acontecer, na verdade ser desvelado ante nossos olhos?

4. Para termos uma vida com sossego

Sossego não significa “sombra e água fresca” não, você está enganado. Sossego aqui significa segurança. Você já se deu conta que o país inteiro vive uma crise de segurança? A bandidagem está cada vez mais ousada, mais violenta e agindo à luz do dia. As autoridades parecem estar sem saber o que fazer para conter a onda de criminalidade e violência. Mas nós, igreja, sabemos o que devemos fazer. Só que não estamos fazendo, por isso não há sossego!
Estamos vendo bandidos assaltarem, fazerem pouco caso da polícia e sendo filmados como se fosse um filme e eles fossem intocáveis. Vemos magistrados que querem colocar os bandidos na cadeia serem mortos em pleno dia, e outros se deixando intimidar. Igreja, ore! A solução não está nas mãos dos políticos e governantes, está em seus joelhos! Oremos para que Deus nos dê sossego, senão viveremos nesse clima eterno de insegurança e medo. #fato

5. Para podermos viver em santidade

Existem muitas leis, projetos de leis na verdade, tramitando nos corredores do congresso, aquele lugar onde o fosso que o cerca é mais limpo que a fossa, digo sala onde as excelências se reúnem, que intentam tolher a moral e a ética cristã. São iniciativas como as de Marta Suplicy que pretendem que exerçamos nossa fé intramuros, ou seja, apenas dentro dos templos. Ora, mas e sal serve para alguma coisa se ficar apenas DENTRO do saleiro?
Existem outras propostas que pretendem castrar nossa liberdade de anunciar o evangelho, vide aquela decisão judicial que obrigou a retirada de um outdoor com versículos bíblicos que condenam o homossexualismo. Existem países onde não se pode viver e expressar abertamente sua fé em Cristo, notadamente aqueles muçulmanos e os de ideologia marxista. Se nós não orarmos hoje, talvez não possamos praticar nossa fé em público no futuro, ou seja, viver uma vida piedosa, segundo a Palavra de Deus. Ore pelas autoridades, se você quiser que seus filhos possam viver sua fé em Cristo livremente.

6. Para que possamos viver honestamente

Como trabalho em um órgão de controle (auditoria), é com tristeza que vejo nosso país mergulhado nesse mar de lama e corrupção. Às vezes, não sei se fico revoltado, se fico deprimido, se choro ou grito ao ver tantos bandidos se empanturrando de recursos públicos e rindo da população arrotando impunidade. Mas, a solução não é se indignar (apenas), se revoltar, ficar deprimido, chorando ou gritando feito louco. A solução é orar.
O Brasil é um país muito rico, muito mal administrado e muito bem roubado. Precisamos mudar esse quadro, mas não são os caras-pintadas que derrubaram o Collor – que, aliás, está de volta – que vão dar jeito nessa onda de corrupção que varre o dinheiro público para debaixo do tapete dos larápios. A solução está nas súplicas, orações, intercessões e ações de graças dos santos. Se nós orarmos, Deus vai mover céus e terra e vai nos tirar desse beco sem saída. Deus faz, mas está faltando nós fazermos nossa parte.

7. Porque Deus se agrada disso

Precisamos orar por nossas autoridades porque estaremos fazendo a vontade de Deus e agradando-o. Ao não orar pelas autoridades, você está desobedecendo a Deus e pecando, além de O estar desagradando. Já havia parado parado para pensar nisso, sabichão? Talvez você não goste das “balaústres otoridades” pelas quais Deus lhe chamou para orar, mas isso tudo é uma questão de ser objetivo e obediente: você vai fazer a vontade de Deus ou não?
Temos que entender e acreditar em algo bem simples: que nossa oração tem valor e que Deus faz questão de ouvi-la, principalmente no que diz respeito àquelas feitas pelas autoridades. Você já havia parado para refletir que sua oração pode mudar os rumos de uma cidade, região ou mesmo de uma nação? Pois comece a pensar, e talvez esteja faltando apenas Deus ouvir as suas para começar a agir em favor do povo pelo qual você foi convocado pelo Senhor a interceder.

8. Para que mais pessoas sejam salvas e libertas

Aposto que você nunca pensou nisso, não é mesmo? Deixar de orar pelas autoridades prejudica o avanço do evangelho e, consequentemente, da conversão de almas. Você já parou para se perguntar por que, muitas vezes, pesados investimentos e iniciativas evangelísticas bem planejadas não obtiveram o sucesso previsto? Às vezes, foi a decisão de uma autoridade que colocou todo o trabalho a perder. E por quê? Talvez tenha faltado oração por ela… #triste_realidade
Nós precisamos acordar e despertar a igreja a orar pelas autoridades, e não é nada difícil fazer isso, senão observe.
Qualquer um de nós pode fazer uma simples tabela com uma autoridade por dia da semana para interceder por ela: domingo pelo(a) presidente, segunda pelo(a) governador(a), terça pelos senadores, quarta pelos deputados federais, quinta pelos deputados estaduais, sexta pelo(a) prefeito(a) e sábado pelos vereadores. É apenas uma sugestão, e você pode adaptá-la a seu gosto e critério, o importante é que você ore.
Talvez você ache que deva incluir os juízes, tanto os das instâncias superiores como os das inferiores, os juízes eleitorais. Outros ainda colocariam nessa relação os procuradores e promotores, que apresentam as denúncias para que a justiça julgue. Ainda poderíamos colocar os ministros de Estado, ao orar pelo presidente, e os secretários ao orarmos pelos governadores e prefeitos, e assim substantivamente, como diz um professor meu (risos).

Conclusão

Devemos orar por nossas autoridades, mas orar da forma que Deus quer que oremos.
Quando eu estava para concluir este post, em minha mente pude ver aquela cena de Gideão cercando o arraial midianita com seus soldados. Por meio de Gideão, auxiliado por poucos homens, Deus deu uma grande vitória à nação de Israel, e a nação que pilhava (roubava) Israel foi derrotada. Eu vejo, pelos olhos da fé, Deus levantando intercessores pelas diversas regiões do Brasil, em lugares estratégicos, para orar por nossas autoridades.
Eu posso sentir uma convicção de que Deus vai realizar um grande milagre no Brasil, e está esperando apenas nossa oração para realizar tal obra. Gideão, ao ser chamado, fez poucas coisas, mas com a direção do Senhor, foram mais que suficientes: ele acendeu a candeia, levou um vaso, uma buzina (corneta) e assumiu posições estratégicas ao redor do acampamento inimigo. E fez isso de modo discreto. Você foi convocado pelo Senhor dos exércitos para ser um guerreiro de oração pelo Brasil.
Faça como fez Gideão: acenda sua candeia, quebre seu vaso e toque a buzina bem alto. Tão somente fique na sua posição e veja o rebuliço que Deus vai fazer no arraial inimigo. Deus tem te chamado para fazer diferença, e suas orações serão esse diferencial para colocar o país nos eixos da vontade de Deus. Eu creio nisso, você não crê?
Pode ser que você esteja se perguntando: mas fulano é um grande bandido, e eu ainda vou orar para que Deus o abençoe ainda mais? Você não entendeu o versículo de Paulo. Percebe como a teologia da prosperidade anuvia nosso entendimento? Quer dizer que só existe oração por bênção? Leia de novo os versos e minhas explicações e eu vou dar-lhe um exemplo de como orar, p.ex., pelo(a) presidente:
“Senhor, abençoe nosso(a) presidente, de modo que suas decisões sejam acertadas e a economia de nosso país vá bem (vida tranquila). Abençoe o ministro da Justiça e o das Forças Armadas para que possamos viver em segurança, diminuindo a violência urbana e os assaltos (vida sossegada). Abençoe nosso presidente para que as leis que ele for assinar não venham a nos impedir de pregar a tua Palavra nem restringir nossa liberdade de cultuar o Teu nome publicamente (vida em piedade). Abençoe, Senhor, nossos líderes de modo que a corrupção seja debelada, que os corruptos sejam desmascarados e e presos, e que os juízes julguem corretamente e com justiça, condenando o culpado e livrando o inocente, para que o dinheiro de nossos impostos sejam direcionados à educação, saúde, segurança, etc. (viver com honestidade).
Senhor, eu te peço essas bênçãos por nossas autoridades e governantes para que as pessoas não sejam impedidas de conhecer a tua Palavra, para que elas possam ser tocadas pelo Teu poder e serem libertas pela Verdade e alcançarem a salvação por meio de Jesus Cristo. Em nome de Jesus eu peço. Amém”.
Viu como é fácil orar segundo a vontade do Senhor e aplicando o que Paulo disse à nossa realidade? Ok, agora é a sua vez.
=¬)
Soli Deo gloria.
Por favor, comente, avalie, divulgue, espalhe, republique, mas acima de tudo: ORE!

Fonte: Desafiando Limites e Vencendo Barreiras


domingo, 25 de setembro de 2011

Unção com azeite em nome do Senhor

Por Pr. Nonato Souza
Sabe-se que este é um tema polêmico para muitos. Abordaremos o assunto neste post objetivando esclarecer à luz da palavra de Deus o assunto. O que vamos dizer cremos, ser suficiente para o entendimento de muitos acerca desta prática antiga e universal.

O texto base para o assunto é o que está em Tiago 5.14,15 “Está alguém entre vos doente? Chama os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor”.

Tiago parece está falando aqui de alguma doença física, onde a pessoa está sofrendo de algum mal, precisando de tratamento. Um ponto importante na Igreja do princípio era sua preocupação com aqueles que estavam enfermos, doentes. Estes são estimulados pelas sagradas Escrituras a chamarem os presbíteros da igreja em busca de ajuda espiritual para suas vidas.

Os presbíteros eram pessoas idôneas, espiritualmente amadurecida, responsáveis pela supervisão de igrejas locais (1Pe 5.1-4). Estes ao serem chamados deveriam ir onde está o doente, orar sobre a pessoa pedindo a cura ao Senhor.

Observe que no Novo Testamento, os principais líderes da igreja eram chamados de presbíteros, normalmente traduzido por “anciãos” (gr. presbyteros) e bispos (gr. espiskopos). As Escrituras dão a entender que esses títulos dizem respeito ao mesmo ofício de pastor (gr. poimen). Quando fala aos líderes da igreja de Éfeso, Paulo os chama de “anciãos” (presbyteros), e lhes diz: “Olhai.....todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com o seu próprio sangue” (At 20.17,28; o grifo é meu).

O texto dar a entender que eram as mesmas pessoas, “presbíteros” e “bispos” com função de pastor. Os títulos de presbítero, bispo e pastor são também sinônimos em 1Pe 5.1,2, onde no texto os presbíteros são admoestados a apascentarem o rebanho de Deus. Neste texto os deveres pastorais são atribuídos aos presbíteros. Os termos “presbítero” e “bispo”, são usados intercambiavelmente em Tt 1.5-9, dando a entender Paulo que o presbítero e o bispo identificam uma única função.

Aos presbíteros, também era dada a oportunidade de ungirem com azeite em nome do Senhor. Ao orarem deveria pronunciar claramente que o poder da cura estava no nome de Jesus n não no azeite. “A unção era frequentemente usada pela igreja primitiva quando oravam pelos enfermos pedindo cura. Nas Escrituras o azeite era tanto usado como um remédio (veja a parábola do bom samaritano, em Lucas 10.30-37) como um símbolo do Espírito Santo (como quando usado para ungir reis; veja 1Sm 16.1-13). Desta forma, o azeite pode ter sido um sinal do poder da oração, e pode ter simbolizado a separação da pessoa enferma para a atenção especial de Deus” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal, pg. 691, CPAD).

No Antigo Testamento havia a prática da unção sobre sacerdotes e sumos sacerdotes (Ex 28.41; 29.7,36), reis (1Sm 9.16; 16.3,12,13; 2Sm 2.4) e as vezes profetas eram ungidos (1Rs 19.16). No Tabernáculo, sua mobília e utensílios eram ungidos (Ex 30.26-28), objetivando a separação para Deus e seu serviço.

Encontramos no Novo Testamento duas passagens que abordam a unção com óleo. O texto de Marcos 6.13, que reporta ao ministério de cura realizado pelos discípulos de Cristo. O texto diz: “e expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam”, e ainda Tiago 5.14, que esboça a prática da unção com óleo àqueles que se encontravam enfermos pelos presbíteros: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor”.

Em ambos os textos, o Novo Testamento, associa a unção com óleo à cura física, acreditamos, como enfatizamos acima, que o azeite é símbolo do Espírito Santo e seu poder curador que é capaz de vivificar o nosso corpo mortal (Rm 8.11), e que a ênfase maior não está sobre a unção com azeite, mas sobre a oração, o azeite serve simplesmente como símbolo da ação de Deus (Mc 6.3).

Atualmente, preocupa-nos o comportamento de muitos, quando estão voltando a práticas e cerimônias do período veterotestamentário. No movimento neo-pentecostal e porque não dizer até em igrejas consideradas tradicionais, estão ungindo objetos, vestes, chaves de carros e carros, carteiras de pessoas, etc, não entendendo que tais rituais eram simplesmente sombras das coisas que haviam de vir (Cl 2.16,17), tendo, portanto, cessado com o sacrifício expiatório de Cristo Jesus (Hb 10.11-14).

Outro problema grave, existente em nosso meio, é a forma indiscriminada de se fazer unção sobre aqueles que se posicionam à frente objetivando receber a oração da fé. Os que assim fazem, o fazem, na maioria das vezes, sem saber quem são os que ali estão o que tem, e porque vieram à frente.

Ora, não temos apóio bíblico no Novo Testamento para assim procedermos. Não temos menção no texto neotestamentário para este tipo de unção, feita de forma indiscriminada. Estamos vendo um comportamento totalmente contrário ao que nos ensina a Palavra de Deus acerca de tão importante ensino.

Outrossim, são os presbíteros que estão autorizados a fazer unção com azeite. A estes, e somente a estes e mais ninguém está autorizado fazer unção com azeite àqueles que estão doentes, sendo aplicado sobre o enfermo e não sobre a enfermidade o azeite.

O costume entre os ministros, principalmente nas igrejas tradicionais que ainda praticam este ato, é aplicar o azeite sobre a testa daquele que se acha doente.

Concluímos, pois, dizendo que a unção com óleo é atual, porém, não é a unção com azeite nos textos em referência não tem poder curador, mas a oração da fé pronunciada em nome de Jesus que salvará o doente e o Senhor o levantará. Que o Senhor nos ajude!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cartas às Sete Igrejas da Ásia – Esmirna (Ap 2.8-11)

Por Nonato Souza
Fontes nos dão informações de ter sido Esmirna destruída por uma catástrofe por volta de 600 a.C., quando Alyattes, da Líbia, a destruiu deixando-a devastada por três séculos , sendo depois reconstruída como uma das cidades mais belas do mundo. Era uma cidade próspera, talvez a mais próspera da Ásia Menor. Estudiosos concordam que Esmirna (moderna Izmir) chegava a concorrer com Éfeso no comércio, cultura e influência romana. Desde 195 a. C., Esmirna venerava o espírito de Roma. Havia na cidade o templo de Tibério onde se assegurava essa tarefa histórica.

Não se conhece a história da chegada do cristianismo em Esmirna. Não temos nenhuma menção da referida igreja em nenhuma passagem do Novo Testamento, sabe-se que era uma comunidade cristã importante no segundo século. Estudiosos dão informações de que o evangelho chegou ali como resultado da atividade evangelística de Paulo na cidade de Éfeso. Judeus devotos, também, estiveram em Jerusalém por ocasião do Pentecostes (At 2.9), e alguns deles poderiam ter vindo de Esmirna e na volta levado o evangelho à sua cidade natal.

A firmeza dos cristãos de Esmirna os levou a resistir os turcos e foi uma das últimas a sucumbir ao Islã . “Essa resistência teve uma participação na história. A ação tardia dos remanescentes do Império no Oriente concedeu tempo à Europa para emergir da Idade Média e receber com mãos criativas os benefícios que trouxeram a renascença e o surgir do mundo moderno” .

Esmirna é conhecida como a igreja perseguida (100 a 312). Foi encorajada pelo Senhor Jesus a permanecer fiel apesar das perseguições. A igreja vivia em estado de pobreza abjeta, o que contrastava com a riqueza material da cidade, suas riquezas eram espirituais. O tema predominante da carta é a perseguição sofrida por estes santos.

“Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (v. 8).
Jesus se identifica como “o primeiro e o Último” (1.17; 22.13), aquele que é igual ao Pai em poder e autoridade (Is 44.6) e, que é vencedor sobre a morte (Ap 1.18).

“Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás” (v. 9).
Jesus conhece as obras da igreja e de cada membro da mesma, além, de ter ciência da tribulação enfrentada pelos cristãos daquela igreja que eram perseguidos pelas autoridades romanas e também os judeus. A pobreza dos cristãos de Esmirna veio em razão da grande perseguição por eles sofrida. Os seus bens eram espoliados, destruídos e muitos deles eram encarcerados pelo imperador Domiciano (Hb 10.34). Foram capazes de suportar como verdadeiros heróis, por isso o texto enfatiza, “mas tu és rico”, um contraste com a igreja de Laodicéia que era “rica” em relação às riquezas materiais, mas inteiramente pobre quanto às riquezas espirituais (Ap 3.17).

A blasfêmia é uma ênfase aos judeus que eram ferrenhos inimigos dos cristãos e que, certamente se aliaram aos romanos para perseguí-los. Pode ser também que a blasfêmia dos judeus seja dirigida contra Cristo, quando acerca dele proferiam palavras insultuosas além de o rejeitarem como o seu Messias prometido.

Esses religiosos judeus perseguidores estavam desqualificados pelo Senhor Jesus, como verdadeiros judeus, seguidores de Deus, e foram caracterizados como “sinagoga de Satanás”, pois se tornaram acusadores, caluniadores. Esses judeus perseguidores estavam próximo da natureza de Satanás. “Isso reflete a profundidade de apostasia à qual essa congregação tinha afundado.”

“Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (v. 10).

Embora vivamos um cristianismo autêntico, vida de oração, dedicação a Deus, não estamos isentos do sofrimento, este às vezes é inevitável. Quando menos esperamos, ele chega. Jesus disse: “No mundo tereis aflições” (Jo 16.33). Àqueles crentes, Jesus lhes diz que alguns irão padecer perseguições. Satanás por meio de seus instrumentos lhes levaria à prisão, e a perseguição que iam sofrer duraria dez dias. Daquela prisão, onde passariam poucos dias, certamente eles seriam sentenciados para trabalhos forçados ou iriam ser deportados para a morte.

Os sofrimentos deste tempo presente finalmente redundarão em glória. Paulo expressa sobre isso dizendo: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18) e ainda: “... a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2Co 4.17).

Os habitantes de Esmirna eram fiéis a Roma, a igreja, porém, é chamada a ser fiel a Jesus. Policarpo, bispo daquela igreja, discípulo de João, morreu martirizado em 155 d. C. Algozes o apanharam e o arrastaram para a arena. De toda forma tentaram intimidá-lo com as feras, fogo, mas ele respondeu: “Eu sirvo a Jesus há 86 anos e Ele sempre me fez bem. Como posso blasfemar contra o meu Salvador e Senhor, que me salvou?”. Os seus inimigos o queimaram vivo em uma pira, enquanto ele orava e agradecia a Jesus o privilégio de morrer como mártir.

A fidelidade de cada crente até a morte lhe trará recompensa das mãos do Senhor. O Senhor espera da parte de cada crente fidelidade em toda sua vida. “Não venda o seu Senhor por dinheiro como Judas. Não troque o seu Senhor, por um prato de lentilha como Esaú. Não venda a sua consciência por uma barra de ouro como Acã. Seja fiel a Jesus, ainda que isso lhe custe seu namoro, seu emprego, seu sucesso, seu casamento, sua vida. Jesus diz que aqueles que são perseguidos por causa da justiça são bem-aventurados (Mt 5.10-12)” .

Jesus está dizendo ao fiel: “Dar-te-ei a coroa da vida”. Esta será a recompensa para os que são fiéis até a morte, que são fiéis até morrerem e que se separam de tudo neste mundo, por amor a Cristo.

“Quem tem ouvidos ouçam o que o espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano de segunda morte” (v. 11).

Essa é uma interjeição comum a todas as cartas e está relacionada com aqueles que têm dificuldade de obedecer a Deus e dar ouvidos à sua voz.

Observe que o texto sagrado diz, haverá a “segunda morte”. Essa é uma morte indescritivelmente pior que a primeira. Trata-se da “morte eterna”, separação eterna de Deus. Os santos não estão isentos de sofrer morte física nas mãos dos seus perseguidores, tais como os crentes de Esmirna. Estes porém, não sofrerão a morte eterna tal qual os homens descrentes que viveram sempre afastados de Deus. Estes serão lançados no Lago de Fogo (Ap 20.14) e sofrerão morte eterna ou seja, castigo que jamais terá fim. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Bibliografia
Carson, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. Vida Nova, São Paulo – SP
Lopes, Hernandes Dias. Apocalipse, o futuro chegou. Hagnos, São Paulo – SP
Tenney, Merrill C. Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã. Vl 02. Cultura Cristã, São Paulo - SP

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mover de Deus marca congresso da União Feminina da AD Brasília

Sob o tema:”Semeando com lágrimas em tempos difíceis”, baseado no texto do Salmo 126.5, realizou-se nos dias 09 a 11 de setembro do ano em curso o XXV congresso da UFADEB (União Feminina das Assembleias de Deus de Brasília). O referido evento se realizou em clima festivo, onde o mover de Deus marcou de forma profunda o encontro.
O congresso da UFADEB, coordenada pela irmã Aparecida Faria e sua equipe, realizou-se no templo sede da AD Brasília, presidida pelo pastor Orcival Pereira Xavier, sob forte manifestação do poder de Deus.

Os três dias foram marcados pela presença de milhares de pessoas que estiveram ali, lotando completamente as dependências do templo, obrigando os organizadores a colocarem telões em toda a área externa do santuário objetivando acomodar de forma mais tranqüila a grande multidão que concorreu ao local do conclave.

Algo que marcou profundamente o evento foi salvação de almas, as diversas pessoas que foram curadas de várias enfermidades, os muitos batismos no Espírito Santo e a grande manifestação do poder de Deus. Um verdadeiro pentecostes! A cada instante, expressões de gratidão e louvor a Deus, saiam dos lábios de cada crente, presente no santuário.

Ministraram a Palavra de Deus os pastores: Elson de Assis (RJ), Claudio Caetano (PR), Antonio Ribeiro (PB), Cleudiram Alves (DF), que sob a ação do Espírito falaram com autoridade de Deus ao coração do povo presente. Os louvores ficaram com os cantores: Shirley Carvalhaes (RJ), Nani Azevedo (RJ), Danielle Cristina (RJ), Adriany Oliveira (DF), grande conjunto da UFADMEGO (União Feminina da Assembleia de Deus de Gioânia) e grande conjunto da UFADEB.

Foram dias abençoados e de comunhão desfrutada por aqueles que ali estiveram. Estejamos certos que todos os que com lágrimas semeiam segarão com alegria. “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126.6). Que o Senhor abençoe grandemente a nossa querida UFADEB, verdadeiras guerreiras em oração pelo Reino de Deus.

Veja mais fotos:
Pr. Antonio Faria e Aparecida Faria (Líder UFADEB)















quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Divórcio e Recasamento

Uma palavra minha sobre o assunto.


O divórcio é um dos temas mais difíceis no meio evangélico. Existem os que radicalmente se posicionam contrário ao mesmo em qualquer hipótese, por entenderem ser o casamento indissolúvel. Existe, também, os que o aceitam sob determinadas circunstâncias, buscando para isso, base nas Sagradas Escrituras.


Aqui está um assunto complicado e polêmico, que tem gerado no meio cristão, grande preocupação para a família e líderes em geral. Atualmente, já é elevado o número de divórcios no meio cristão. A legalização do divórcio no Brasil tem contribuído para este crescimento, uma vez que muitos ao enfrentarem desajustes no seu matrimônio, buscam no divórcio a solução de tais problemas. 


A matéria abaixo é do pastor Ron Riff, e estou postando a mesma em meu blog por entender a importância do assunto na atualidade e a necessidade de esclarecimento sobre o mesmo. Espero que leia a matéria, e lendo, analise a mesma, pois trás uma ampla visão sobre o tema divórcio e recasamento à luz da Palavra de Deus.

Por Pr. Ron Riff

Um leitor perguntou se tínhamos algum artigo sobre aquilo que caracterizou como "casamento-divórcio-recasamento". Em outras palavras, ensinos referentes à tendência cada vez mais crescente dos ministros de Deus minimizarem a séria natureza do divórcio e suas implicações espirituais. Minha resposta foi que nunca havíamos abordado o assunto, mas que provavelmente deveríamos fazer isso. Portanto, para não ser acusado de medroso, colocarei minha cabeça na cova do leão e darei algumas opiniões.

Aparentemente o divórcio era um costume irrestrito entre os judeus na época de Cristo e, em pelo menos duas ocasiões distintas, pediram-lhe que desse Sua opinião a respeito. Suas respostas estão registradas em Mateus 5:31-32; Mateus 19:1-9; Marcos 10:2-12 e Lucas 16:18. Em cada caso, o Senhor deixa claro que a fornicação cometida por qualquer das partes é a única base permissível para o divórcio — havendo a inferência de que, nesses casos, o cônjuge inocente tem direito ao divórcio e ao novo casamento. Entretanto, caso o divórcio ocorra sem que haja a prática de fornicação, ambas as partes serão culpadas de adultério caso venham a se casar novamente. Em outras palavras, uma nova união sexual — ainda que sob o vínculo de um casamento juridicamente legal — será considerada fornicação aos olhos de Deus.

Tudo isso parece tão claro e simples que alguém poderia perguntar o porquê de tanta polêmica! Mas sendo a natureza humana como é, sempre somos confrontados por problemas neste particular que testariam até a sabedoria de Salomão! Os pastores são abordados continuamente por indivíduos com os corações partidos em busca de conselhos com relação ao seu caso em particular. Recentemente conversei por telefone com um homem que está convencido de seu chamado para pregar, mas que se divorciou e recasou antes da conversão — uma situação que não é inteiramente incomum entre os pregadores. Isso o tornaria inapto para o ministério? Muitos outros — vítimas inocentes do divórcio — compreensivelmente desejam amor e felicidade em suas vidas, mas estão dominados pela culpa porque voltaram a se casar e estão "vivendo em adultério". Outros perguntam sobre circunstâncias atenuantes — brechas que possam absolvê-los da culpa. Há alguma validade possível para essas circunstâncias atenuantes à luz de um assunto aparentemente definido em termos tão restritos? Creio que sim, e tentarei explicar o que quero dizer.

Entretanto, antes de olharmos as várias situações nas quais a culpa pode ou não estar envolvida, quero falar aos cristãos que definitivamente cometeram um erro grave. Ambos os cônjuges eram salvos quando se casaram e, por algum motivo, simplesmente não conseguiram solucionar suas diferenças e a tensão fez com que os corações feridos prevalecessem sobre a razão, resultando na dissolução do casamento. Ambos agora estão casados novamente e não há dúvida de que o pecado foi cometido. Com muita freqüência, há um sentimento de culpa que permanece logo abaixo da superfície e que Satanás simplesmente adora atiçar e trazer à mente. Certo? Bem, para aqueles que se enquadram nesse exemplo, meu conselho é que reivindiquem 1 João 1:9 e prossigam com suas vidas! Você pecou ao se divorciar? Sim! Deus perdoará esse pecado se você verdadeiramente se arrepender e pedir o perdão? Sim! Se Deus perdoa (como diz em 1 João 1:9), deveria o espectro de "viver em adultério" pairar sobre sua cabeça pelo resto da vida? NÃO!!! O fato de ser um adúltero não pode ser mudado mais do que o fato de ser um assassino, ou um mentiroso, ou um ladrão, ou... seja o que for, mas uma vez que Deus perdoa o pecado — Ele o esquece, como vemos nos seguintes versos:

"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro." [Isaías 43:25].

"Não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados." [Jeremias 31:34].

Destarte, uma vez que o pecado foi perdoado e Deus o esqueceu, você também deve fazer o mesmo. Mas para aqueles que tendem a discordar e dizer que isso parece muito fácil e que encoraja as pessoas a errar porque podem pecar sem serem punidos, permitam-me dizer que Deus corrige aqueles a quem ama, como vemos nos seguintes versos:

"Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos." [Hebreus 12:6-8].

Portanto, se você realmente é um filho de Deus — o pecado resultará em punição durante esta vida e você pode contar com isso. No entanto, não deve passar o resto de sua vida afligido pela culpa, após o pecado ter sido perdoado.

O divórcio é sempre pecado, independente das circunstâncias? Quando ambos os cônjuges são cristãos nascidos de novo na época do casamento, parece não haver dúvidas a respeito. Os votos que fizeram foram uma aliança que só pode ser quebrada pela morte. Eles foram unidos por Deus pelos laços sagrados do matrimônio, como vemos da declaração do Senhor:

"Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." [Mateus 19:4-6].

Entretanto, creio que as Escrituras permitem uma exceção no caso em que estão em consideração "casamentos mistos" — nos quais um dos indivíduos não é cristão. Encontramos esse ensino do apóstolo Paulo nos seguintes versos:

"Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não esta sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz." [1 Coríntios 7:12-15; ênfase adicionada].

Um cristão nunca deve de forma consciente se casar com uma pessoa incrédula. A Bíblia refere-se a isso como jugo desigual (2 Coríntios 6:14) e deve ser evitado por causa dos problemas óbvios que trará no casamento. Imagine um lavrador tentando arar um campo com um boi e um burro atados um ao outro. O resultado seria cômico se não fosse tão sério! Infelizmente, um grande número de cristãos com o coração partido pode testificar da devastação criada por causa dos valores espirituais desiguais de tal relacionamento. Se você é um cristão solteiro, poupe a si mesmo dessa agonia de alma afastando-se de qualquer pessoa que não conheça a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Se você está apaixonado, isso será doloroso — mas não será nada perto do quanto doerá mais tarde caso você se enrede casando-se com tal pessoa! Caso você duvide da verdade dessa afirmação, apenas converse com aqueles que já passaram por isso. Muitos na verdade se encontram nessa exata situação. Seus maridos/mulheres não são cristãos nascidos de novo e o casamento é insuportável. O que eles devem fazer? Bem, os versos referidos anteriormente ensinam que o cônjuge cristão deve fazer todo o esforço para manter o casamento, mas caso a pessoa esteja determinada a obter o divórcio — deixe-a partir. A aliança do casamento sob o padrão divino de Deus não pode ser forçada sobre uma pessoa não-regenerada. Caso ela entre com o pedido de divórcio, a maior parte dos pregadores conservadores — com base no verso 15 — acredita que o cristão está limpo com relação ao assunto e pode se casar de novo sem cometer adultério.

Mas e quanto à situação na qual o cristão sofre abuso (verbal ou físico) do cônjuge incrédulo e não há indicação de que o cônjuge que pratica o abuso deseja dar fim ao casamento? Deveria o cristão suportar passivamente a tortura, ou existe alguma alternativa possível? Esse cenário atinge muito de perto meu próprio lar, porque minha filha mais velha passou por isso. Quando ela fez os votos de casamento foi com a firme convicção de que seu noivo era não somente um filho de Deus nascido de novo, mas também alguém chamado para o ministério. Ela o conheceu em uma universidade cristã e estava convencida que o casamento era a vontade de Deus para sua vida — após ter orado durante anos que o Senhor a orientasse na escolha do cônjuge. Imagine então o choque e o horror que ela experimentou na lua-de-mel quando o abuso verbal começou! Durante os cinco anos seguintes — e após o nascimento de uma criança — o abuso tornou-se físico à medida que gritos, empurrões e safanões se repetiam. Mas a gota d'água foi quando ela descobriu pornografia da pesada na maleta dele e o confrontou. Somente a esta altura fui informado do problema, porque minha filha estava determinada a solucionar as coisas sozinha e manteve o assunto escondido de mim. A situação tornou-se infinitamente pior, pelo fato de que meu genro era Pastor da Mocidade em minha igreja. Somente mais tarde tomei conhecimento de que ele havia tentado tocar uma das adolescentes de maneira totalmente imprópria e que tivera atitudes profanas na presença de alguns dos rapazes. Eu o demiti imediatamente, mas por causa da total falta de arrependimento após repetidos aconselhamentos — alguns na presença de seus pais — fui forçado a levar o assunto ao conhecimento da igreja, conforme as instruções do Senhor em Mateus 18:17. Mas mesmo após medidas tão severas, a conduta dele não se modificou e o casamento tornou-se intolerável para minha filha. Ela veio a mim em lágrimas pedindo aconselhamento. Por aquela época, as atitudes e ações dele haviam tornado dolorosamente óbvio a todos os envolvidos que ele era um falso cristão — um joio no meio do trigo. Então meu conselho a ela — e a qualquer pessoa presa em situação semelhante — foi que buscasse a separação judicial com separação de corpos. Isso oferece certo grau de proteção à vítima de abuso, sem afetar os vínculos do casamento — deixando a porta aberta para uma reconciliação. Nesse caso em particular, a resposta imediata do rapaz foi entrar com o pedido de divórcio e, dadas as circunstâncias, não o contestamos. Depois disso, ele se casou e se divorciou duas vezes, e atualmente vive com outra pessoa! Os votos de minha filha foram feitos de boa fé, porém ela foi intencionalmente enganada por um instrumento do Diabo para casar-se com alguém que era outra pessoa e não quem aparentava ser. Por essas razões, creio que o casamento subseqüente (e muito feliz) de minha filha não constitui adultério. Seu novo marido passou por situação semelhante em seu primeiro casamento, no qual a mulher demonstrou por suas ações ser uma falsa cristã. Embora eu sinceramente cresse que ambos estavam livres de culpa, impeli-os fortemente a orar e a pedir perdão a Deus por qualquer possível pecado envolvido na questão, e a nunca mais olharem para trás! Desde então eles foram abençoados com gêmeos (menino e menina) e estão servindo fielmente ao Senhor. É possível que eu tenha errado e que ambos tenham cometido adultério? Certamente. Mas nesse caso, o pecado é perdoável? Você conhece a resposta.

Antes que me esqueça, quero tocar no assunto do homem chamado para pregar que divorciou-se e recasou antes de ser salvo. Aquele divórcio e recasamento — ainda que seja visto por Deus como adultério — o tornam inapto para o ministério? Amados, se o pecado tornasse o homem inapto para o serviço, não haveria pregadores! Todos somos pecadores por natureza e por prática — e isso inclui cada cristão. A salvação não põe um fim ao pecado nesta vida — apenas evita a penalidade. Não podemos ser sem pecado na prática real (apesar de que Deus nos vê assim porque fomos justificados e declarados justos aos Seus olhos), mas devemos constantemente nos esforçar para pecar menos como testemunho do que Cristo fez por nós. Destarte, embora a maioria dos pregadores conservadores creia e ensine que um homem divorciado não possa exercer o cargo de bispo ou pastor, por causa do requisito "marido de uma mulher" de 1 Timóteo 3:2 (que outros vêem como sendo "uma mulher de cada vez" — uma proibição contra a poligamia), isso de forma alguma proíbe um homem de pregar o evangelho de Jesus Cristo! Na pior das hipóteses, apenas significaria que ele estaria desqualificado para servir como pastor de uma igreja. O ofício de evangelista não tem tal proibição e os missionários não são necessariamente pastores. Se Deus o chamou para pregar e você está preocupado com seu divórcio e segundo casamento — coloque-se sob o sangue de Cristo e então comece a proclamar as boas novas da salvação a todos que queiram ouvir.

Finalmente, existem aqueles que são vítimas inocentes do divórcio — as esposas que, independente de qualquer culpa, são colocadas de lado por outra mulher. São elas consideradas adúlteras caso venham a recasar? Vejamos o que o Senhor diz em Mateus 5:32:

"Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério."

A frase "faz que ela cometa adultério" é interpretada por muitos como se a mulher inocente (ou o homem) se casar novamente — algo quase que necessário para a sobrevivência da mulher naqueles dias — estaria cometendo adultério. No entanto, creio, como muitos outros também, que o que o Senhor está dizendo aqui tem a ver com a opinião pública. A responsabilidade pelo divórcio está claramente colocada sobre aquele que deu razão para ele e, ao se divorciar, esse indivíduo estaria fazendo com que o cônjuge inocente fosse visto pelos outros como infiel. Essa percepção de infidelidade então se estenderia a quem se casasse com o cônjuge abandonado e o rotularia como adúltero também. Mas não queremos ignorar a possibilidade de o cônjuge que deu causa ao divórcio casar-se novamente primeiro — a causa mais comum para o divórcio em primeiro lugar — sendo assim infiel e cometendo fornicação/adultério. Isso dá então ao cônjuge inocente base inquestionável para o divórcio e, da forma como entendo as Escrituras, o novo casamento dessa pessoa não constitui adultério.

O adultério é pecado e não deve ser encarado com leviandade. O casamento é uma instituição estabelecida por Deus e objetiva que um homem e uma mulher vivam em amor e harmonia por toda a vida. Quando uma sociedade começa a degenerar, sempre começa a se desintegrar com a dissolução dos casamentos e das famílias, causando grande sofrimento a todos os envolvidos. Assim, se você estiver pensando em se casar, faça a si mesmo um grande favor e certifique-se que a pessoa que é objeto do seu amor é realmente sua melhor amiga. Se seu namoro é tempestuoso, a probabilidade de que o casamento venha a acalmar o vento e amansar a força das ondas é pequena ou nenhuma! O casamento sempre pressiona um relacionamento porque duas vontades precisam ser fundidas em uma, a fim de que ele funcione como deve para que ambos estejam felizes, contentes e satisfeitos. As expectativas irrealistas e a lascívia são as principais responsáveis pelo fracasso dos casamentos. Olhe muito bem antes de dar o mergulho, pois pode ser que não haja água na piscina.

Fonte: estudosgospel

sábado, 3 de setembro de 2011

O Batismo no Espírito Santo, uma promessa para hoje

Por Nonato Souza
O batismo no Espírito Santo é uma promessa do Pai (Jl 2.28,29), e foi designada por Deus para todos os crentes desde o dia de Pentecostes até o fim da presente dispensação. A promessa desse batismo pertence ao crente por direito. Por isso deve, não somente, esperar receber tal promessa, mas, buscá-la ardentemente de todo o coração. No tempo presente, muitos estão vivendo de forma descuidada, despercebida e já não buscam o revestimento de poder. Este batismo que, repito, é promessa a todos os salvos, é um revestimento de poder, e capacita o crente viver para Deus, servido-o de maneira poderosa.

O batismo no Espírito Santo já estava predito desde os tempos do Antigo Testamento, era, uma bênção já prometida e estava relacionada com o plano da salvação em Cristo. Todos quantos recebem a Cristo como seu Senhor e salvador, têm a oportunidade de também, alcançar a promessa do glorioso batismo.

Joel foi um dos profetas menores, tem sido chamado de “profeta do Pentecostes”, devido suas profecias relacionadas ao derramamento do Espírito Santo. Vejamos o que disse o referido profeta: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, e os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Jl 2.28,29).

Isaias, João Batista predisseram acerca desta promessa (Is 44.3; Mt 3.11). O Senhor Jesus Cristo não somente predisse, mas também prometeu que enviaria o Espírito Santo (Jo 14.16,17; Lc 24.49; At 1.5).

Àqueles que desejam receber o glorioso batismo, deve pedir perseverantemente, aguardando o cumprimento da promessa, pois, certamente no tempo certo se realizará. (Lc 11.9-13; Lc 24.49; Lc 1.4)

Os discípulos em obediência ao mandamento do Senhor Jesus permaneceram em Jerusalém por vários dias aguardando a promessa do Pai, até o dia de Pentecostes, quando veio do céu o Consolador sobre eles, passando desde então a habitar com a igreja.

Não é preciso haver dúvidas, a promessa é para hoje e para todos. “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.38,39). O batismo no Espírito Santo é para todos. Em todas as eras, que crêem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor e vieram a ser filhos de Deus através dele.

O texto acima mostra com clareza a extensão e o alcance da promessa:

“A promessa é para vós” – Os judeus ali presentes, representando os demais contemporâneos ou a nação com quem Deus fizera a aliança.
“Para vossos filhos” - Os que existiam então e as gerações sucessivas.
“Para todos os que ainda estão longe” – Estar expressando tanto com relação ao espaço como ao tempo, e significa ou, para aqueles que habitam em lugares remotos ou descendentes distantes.
“Para quantos o Senhor nosso Deus chamar” – Todos universalmente, para qualquer indivíduo que responda à chamada de Deus através do Evangelho para a salvação em Jesus Cristo.

Esse glorioso batismo, promessa para todos salvos, às vezes pode não haver demora. Pode acontecer no momento em que estivermos ouvindo a palavra, assim aconteceu com a família gentia de Cornélio quando ouviam e receberam a Palavra com fé (At 10.44-48). Deve o crente deve esperar receber logo esta promessa, pois aprendemos que o Espírito Santo está disposto a encher-nos no momento em que abrimos para Ele os nossos corações. Muitas vezes os fatores causadores da demora para o recebimento da promessa é: fé débil, vida impura, falta de consagração, motivos egocêntricos etc.

O sinal claro e distinto que comprova ter sido o crente batizado no Espírito Santo é as línguas estranhas (At 2.4). Línguas que podem ser conhecidas (At 2.5-11), e línguas totalmente desconhecidas (1Co 14.2). Hoje, já existem pessoas e até grupos que negam ser a evidência inicial do batismo no Espírito, as línguas estranhas

Sabe-se, entretanto, que o falar em outras línguas, era entre os crentes do Novo Testamento um sinal da parte de Deus para evidenciar o batismo no Espírito Santo. Os casos de batismos no Espírito Santo em Atos dos apóstolos, se tornam em uma base para a afirmação de que o falar em línguas estranhas é a evidência física inicial de que o crente foi batizado no Espírito Santo. Cremos, que esse padrão bíblico, continua o mesmo para os dias atuais. Podemos observar isto verificando as seguintes referências no livro de Atos dos apóstolos

Dia de Pentecostes. “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4). A evidência física inicial de que todos os presentes no Cenáculo foram cheios do Espírito Santo, é, que todos falaram em outras línguas pelo poder sobrenatural de Deus. “Falar noutras línguas é uma expressão verbal inspirada, mediante a qual o espírito do crente e o Espírito Santo se unem no louvor e ou profecia. Desde o início, Deus vinculou o falar noutras línguas ao batismo no Espírito Santo (At 2.4), de modo que os primeiros 120 crentes no dia de Pentecostes, e os demais batizados a partir de então, tivessem uma confirmação física de que realmente receberam o batismo com o Espírito Santo (At 10.45,46). Desse modo, essa experiência podia ser comprovada quanto a tempo e local de recebimento” (A Bíblia de Estudo Pentecostal. p. 1631).

Entre os Crentes em Samaria. “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.) Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo” (At 8.14-17).

Embora o texto bíblico citado não mostre explicitamente que os samaritanos tenham falado em línguas estranhas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo, estudiosos da Bíblia são da opinião de que a descida do Espírito Santo sobre os samaritanos, foi acompanhada de manifestações externas visíveis notadas até por Simão, o mágico. É portanto razoável concluir que, as manifestações visíveis eram igualmente semelhantes às dos primeiros discípulos no dia de Pentecostes, isto é, falar em outras línguas.

Sobre Saulo em Damasco. “E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo” (At 9.17 ).

Ora, se o texto diz que ele foi cheio do Espírito Santo naquele momento, porque duvidar que ele tenha falado em línguas estranhas? Vemos também que o padrão do Novo Testamento é que toda pessoa que recebe a plenitude do Espírito Santo começa a falar em outras línguas. Veja os seguintes textos: (At 2.4; 10.45,46; 19.6). O próprio Paulo falando a seu respeito diz: “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos” (1Co 14.18 ).

Na Casa do Centurião Cornélio. “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fieis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus” ( At 10.44-46 ). Mais uma vez nós observamos neste texto a manifestação do falar em outras línguas como evidência do batismo no Espírito Santo. Isto é, assim como Deus confirmou o acontecimento do dia de Pentecostes (At 2.4), Ele faz os gentios que estão na casa de Cornélio falarem em línguas estranhas como sinal convincente do batismo com Espírito Santo para Pedro e os demais crentes judeus que ali se encontravam (At 10.47).

Sobre os Crentes em Éfeso. Observemos o que diz o texto bíblico: “E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam” (At 19.1-6).

Assim, neste como em todos os demais casos, em que crentes foram batizados no Espírito Santo em Atos dos apóstolos, fica nitidamente demonstrado ou fortemente subentendido que os que receberam o batismo no Espírito Santo, falaram em outras línguas.

Arrepender-se de todo coração, é um passo importante para o recebimento da promessa, pois o Espírito não opera onde predomina o pecado. Crê conforme as Escrituras, também é necessário (Jo 7.37-39), além de pedir com fé (Lc 11.13; Tg 1.6), orar com perseverança em inteira submissão à vontade de Deus, e obedecer de todo coração.

Busque sempre uma oportunidade. Tenha sede (Is 44.3), louvando e glorificando sempre a Deus. Estes elementos e uma entrega total a Cristo, certamente ajudará aquele que deseja receber a bendita promessa do glorioso batismo no Espírito.

É importante enfatizar que a finalidade principal do batismo no espírito é o recebimento de poder. Aliás foi sobre este poder que Jesus falou aos seus discípulos antes de ser assunto ao céu (Lc 24.49), que este poder era a maior necessidade deles.

O batismo no Espírito Santo solucionou problemas sérios que surgiram na vida dos apóstolos com a morte de Jesus. O medo que se apoderara deles a ponto de evitarem o público e, ficarem atrás das portas fechadas (Jo 20.19,26), a fraqueza que deu lugar a uma coragem extraordinária para até, resistirem às perseguições que encontravam (At 4.16-21,33;5.29-33,41,42) e a inatividade que se tornou constante na vida deles, deu lugar a uma vida de atividades sem precedentes na história. O batismo no Espírito Santo faz isso ainda hoje (At 1.8).

É possível ao crente manter-se cheio do Espírito, depois do batismo? O batismo no Espírito não é um fim em si, podemos, certamente, conservar-nos cheios. Isto se dará através de uma vida de oração, adoração e comunhão constante e diária com Deus. Se assim vivermos, certamente a plenitude do Espírito será constante em nossas vidas. Que o Senhor nos ajude!