quarta-feira, 27 de julho de 2011

Arrependimento, a manchete do evangelho

Por Hernandes Dias Lopes
João Batista foi o precursor de Jesus, para preparar o caminho de sua chegada. Brandindo a espada do Espírito, conclamou o povo a arrepender-se e a produzir frutos de arrependimento. Não se trata de arrepender e novamente se arrepender, mas de arrepender e dar frutos de arrependimento. Arrependimento significa mudar de mente e de direção. Implica em mudança. Exige transformação. Impõe um novo rumo com novas atitudes. Aqueles que permanecem no erro, mesmo que se desmanchem em lágrimas, não dão provas de arrependimento nem demonstram seus frutos. Arrependimento é um tema ausente na maioria dos púlpitos contemporâneos. Nossa geração prefere entreter os pecadores a chamá-los ao arrependimento. Prefere mantê-los sorrindo caminhando para a morte, do que levá-los ao choro do arrependimento para a vida.

O arrependimento exige mudanças em três áreas vitais da vida:

1. A razão. Arrependimento significa mudar de mente. O arrependimento verdadeiro é conceitual. Traz uma nova luz para a mente e faz brotar um novo entendimento da vida e dos valores que a governam. Uma pessoa arrependida compreende que o pecado é maligníssimo. Uma rebelião contra Deus. Portanto, foge não apenas das consequências do pecado, mas, sobretudo, do pecado. Aqueles que se deleitam no pecado e se refestelam nos prazeres da vida, mesmo que derramem lágrimas amargas quando recebem o merecido salário do seu pecado não demonstram um genuíno arrependimento. Os frutos do arrependimento só podem ser produzidos por alguém que recebeu a luz da verdade na mente, a convicção do pecado no coração e, consciente e deliberadamente se aparta do pecado como o maior de todos os males.

2. A emoção. Arrependimento significa sentir tristeza segundo Deus pelo pecado. É demonstrar um profundo pesar por ofender a santidade de Deus. É afastar-se do pecado como uma coisa abominável aos olhos daquele que é puro. A tristeza segundo Deus produz vida e não morte. Conduz o homem pelas veredas da salvação e não pelos abismos da condenação. A tristeza do mundo esmaga, atormenta e mata. A tristeza do mundo produz culpa e remorso, mas não alivia a consciência, porém a tristeza segundo Deus abre a ferida, mas também cura. Convence de pecado, mas também conduz à fonte do perdão. Arrependimento não é remorso que leva à morte, mas é choro pelo pecado que conduz à vida. Aqueles que se arrependem choram não porque foram flagrados no pecado e agora estão sofrendo as consequências do seu erro, mas choram porque o pecado é mau aos olhos de Deus.

3. A vontade. Arrependimento significa dar meia volta, mudar de direção e adotar um novo comportamento. Não é arrependimento e novamente arrependimento, mas arrependimento e frutos de arrependimento. Aqueles que verdadeiramente se arrependem não vivem mais na prática do pecado. Não são mais escravos do pecado. Não vivem mais com o pescoço na coleira do diabo. Arrependimento significa abandonar o pecado para deleitar-se na santidade. Significa deixar o reino das trevas e ser transportado para o reino da luz. Arrependimento, mais do que sentimento, é atitude. Não é aquilo que falamos apenas, mas aquilo que fazemos. Não é discurso diante dos homens, é mudança de vida diante de Deus. Não é um desempenho teatral para impressionar as pessoas, mas um quebrantamento sincero diante de Deus. Não é rasgar as vestes, mas o coração. O arrependimento é a manchete do evangelho, a porta de entrada no reino de Deus, uma exigência inegociável para a salvação.

Fonte: hernandesdiaslopes.com.br

terça-feira, 19 de julho de 2011

ARREBATAMENTO, A MAIOR ESPERANÇA DA IGREJA

Por Pr. Nonato Souza
“Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.15-17).

Vivemos em um mundo sem esperança, afastado de Deus e sem paz. Todos quantos vivem sem esperança não podem se considerar pessoas felizes (Jó 27.8). O homem adquire sua maior felicidade quando tem um encontro pessoal com Jesus, o perdão dos pecados pela fé no sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Jo 1.29). Esse ato de felicidade se completa, com a maior de todas as esperanças do salvo, a certeza plena da volta de Jesus Cristo.

A esperança da sua vinda trás ao crente motivação para a prática da vida cristã dia a dia (1Co 15.19). Se Jesus não vai voltar novamente, qual a importância de cultuá-lo, crê nele, viver para Ele, fazer parte de sua igreja? “Se Jesus jamais voltará a esta terra, que tipo de esperança podemos alimentar no tocante a um futuro encontro com Ele? Se não temos esperança de que Ele voltará, como podemos está certos de que iremos para Ele?” (Geziel Gomes. O Rei Está Voltando, pg. 89). Mas, graças a Deus, que temos esta promessa (Jo 14.3; Ap 22.12; At 1.11; 1Ts 4.16-18).
Enquanto aguardamos nosso salvador, Cristo o Senhor, fortaleçamos a nossa fé, para continuarmos caminhando neste mundo turbado e cheio de dores, conscientes que nossa esperança é viva (1Pe 1.3).

O Arrebatamento da Igreja.

O termo significa retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que se encontre com o Senhor Jesus nos ares, por ocasião de sua segunda vinda (Claudionor Corrêa de Andrade. Dicionário Teológico com definições etimológicas e locuções latinas, pg. 62).

A palavra “arrebatamento” vem da palavra latina “raptus”, significando transportar de um lugar para o outro. Os tradutores da Bíblia latina usaram ainda a palavra “rapere”, que é uma raiz da palavra “rapto”. Equivale ao grego arpazo (Jo 10.28,29; At 8.39), usada cerca de 14 vezes no Novo Testamento. A idéia básica é “remover ou arrebatar repentinamente”. O arrebatamento é caracterizado como uma “vinda para traslado” (1Co 15.51,52; 1Ts 4.15-17), na qual Cristo vem para Sua Igreja.

Acredita-se que a humanidade estar prestes a passar por um período de Tribulação, mas Cristo Jesus querendo livrar aqueles que aceitaram a sua palavra irá arrebatá-los deste mundo antes que qualquer mal lhes aconteça. Esta é a promessa de Cristo através do apostolo Paulo, livrar os seus escolhidos da grande tribulação, que é a ira futura (ITs 1:10).

Assim como Deus arrebatou a Enoque, livrando-o da tribulação e dos horrores do dilúvio, irá livrar a igreja deste período horrendo de tribulação que se abaterá sobre a terra. A única maneira de livrar a igreja deste tempo terrível é tirando-a deste mundo antes que o período tribulacional tenha início. Isto também é o que defende a escatologia pré-tribulacionista e pré-milenista.

O Arrebatamento Pré-Tribulacional da Igreja.

Há os que crêem no arrebatamento pré-tribulacional. Estes, crêem que antes do período de sete anos, conhecido como Tribulação, todos os santos (tanto os vivos quanto os mortos) serão arrebatados para o encontro do Senhor nos ares, sendo em seguida levados ao céu. O arrebatamento pré-tribulacional compreende a primeira fase da segunda vinda de Cristo. Podemos dizer que este é o mais comovente e empolgante evento profético da Bíblia. Apóstolo Paulo ensina claramente sobre o assunto em 1 Tessalonicenses 4.15-18, o texto citado como base para esta meditação.

Temos conhecimento pela Palavra do Senhor, que todos os crentes mortos desde o dia de Pentecostes, repentinamente, sem nenhum aviso serão transformados em corpos ressurretos para estarem sempre com o Senhor. Apóstolo Paulo volta a citar sobre o assunto em 1Coríntios 15.51-53. “Eis que vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista de incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista de imortalidade”.

LaHaye cita sobre aqueles que haverão de ressuscitar e conseqüentemente passar por esta transformação para em seguida subir ao encontro do Senhor nos ares. Ele diz:
“Mesmo aqueles cujos corpos há muito tempo se decompuseram, ou cujas cinzas foram espalhadas sobre os oceanos, receberão um novo corpo. Este novo corpo se reunirá com o espírito da pessoa, que Jesus trará consigo. Então os corpos daqueles que igualmente aceitaram a Cristo como o Salvador e que estiverem vivos na ocasião também serão instantaneamente transformados em novos corpos imortais. Juntos, todos os crentes serão transportados subitamente aos céus para encontrarem o Senhor. (Tim LaHaye e Ed Hindison. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD. pg. 83).

O fato da segunda vinda de Cristo é mencionado cerca de 321 vezes no Novo Testamento. Paulo se refere ao evento mais de 50 vezes, epístolas inteiras e capítulos inteiros dos evangelhos são dedicados ao assunto.

A segunda vinda de Cristo acontecerá de acordo com o que podemos depreender das Escrituras do Novo Testamento, em duas fases distintas. Na primeira fase, Ele virá arrebatar os santos (1Ts 4.13-17). Será uma surpresa, pois Ele virá secretamente (Mt 24.39-44; 1Co 15.52; 1Ts 5.2). Na segunda fase de sua vinda, virá com os santos em glória. É a sua revelação pública, sua manifestação ou aparecimento visível a Israel e às demais nações (gr. epifanéia), para destruir o sistema criado pelo Anticristo, libertar Israel dos seus adversários e implantar o Reino Milenar de Cristo (Ap 20.2-7).

Para podermos compreender melhor a segunda vinda de Cristo, precisamos perceber que esta possui fases distintas. A primeira, invisível aos olhos do mundo, é o arrebatamento; e a segunda fase, é a manifestação pessoal de Cristo em glória.

“Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus! (Ap 22.20).

Novo PLC 122 sobre homofobia ganha nome de ´Lei Alexandre Ivo'

Senador evangélico reforça que não é certo priorizar as minorias de forma isolada

Além de algumas alterações, o PLC 122, já tem novo nome: “Lei Alexandre Ivo”. Segundo a assessoria da senadora Marta Suplicy (PT-SP), o nome, a exemplo da Lei Maria da Penha, que tornou mais rigoroso o tratamento de crimes cometidos contra a mulher, é uma homenagem ao adolescente que foi assassinado “supostamente” por ser homossexual.

novo texto do projeto foi elaborado em um trabalho conjunto com os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e com o presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALGBT), Toni Reis.

Agora o projeto está sob análise dos integrantes da Frente Parlamentar Mista LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). O texto substitui o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, de autoria da ex-deputada Iara Bernardi, do qual Marta é relatora.

A iniciativa surgiu depois de várias tentativas para aprovar o PLC 122 que foram frustradas pela Frente em Defesa da Família, representada pelo senador Magno Malta (PL). 

Problema do texto inicial

O impasse anterior era que o projeto transformaria em crime "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito" contra gays, lésbicas e transexuais, considerando crime qualquer posição contrária à prática homossexual. Isto é, segundo o seu contexto, um cristão não poderia ter mais direito às suas liberdades religiosas e de expressão, garantida pela Constituição, para pregar, por exemplo, o que a Bíblia diz a respeito de “efeminados” e “sodomitas” em 1 Coríntios 6:9 e Romanos 1. Tal ato seria crime e o responsável por expor o que acredita, condenado.
Muitos representantes cristãos ressaltaram que a lei não garantia direitos à classe, mas, sim, privilégios, já que se qualquer um expressasse opiniões críticas e contrárias aos cristãos ou a qualquer outro grupo social não seriam criminalizados por isso.

Novo projeto

Sobre o novo projeto, o senador Magno Malta ainda enfatiza que não se deve priorizar as minorias de forma isolada, como exigem os homossexuais.

“Devemos ter ações para enfrentar os preconceitos étnico-racial, o social – de rico contra pobre – estético – principalmente as crianças obesas que sofrem bullying, em relação à sexualidade, a intolerância religiosa, a discriminação contra o idoso, contra o excepcional e a cruel violência contra a mulher”, ressaltou Magno, segundo sua assessoria de imprensa.

E ele acrescenta: “Estão confundindo a opinião pública. Homofobia é violência física, assassinato, crueldade, barbaridades, já o texto apresentado pela senadora Marta Suplicy, também com novo nome, agora, batizado de Lei Alexandre Ivo, é uma tentativa de não enfrentar a intolerância, o preconceito e a discriminação no mais amplo sentido e não apenas em favor dos homossexuais, mas também na questão racial, estética, social, religiosa e contra o machismo que humilha as mulheres”, disse o senador.

Sem o desejo de arquivar o PLC 122, Marta Suplicy reconhece que se houver um acordo com as bancadas ligadas a Igrejas cristãs, ficará mais fácil conseguir a aprovação de uma legislação que considere a homofobia como crime.

“Nunca falei em arquivar o PLC 122. Disse que, como fruto das discussões do PLC 122, um novo projeto é discutido no momento, com acompanhamento de Toni Reis, presidente da ABGLT, e também tendo eu relatado a mais lideranças do movimento LGBT o andamento de cada conversa feita entre senadores”, declarou a senadora em uma nota de esclarecimento.

O que o novo projeto faz é definir “crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação”. Um desses crimes seria o de “induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”.

Os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Manuela D’ávila (PCdoB-RS) serão responsáveis por apresentar o novo texto à bancada evangélica da Câmara dos Deputados e representantes do movimento LGBT.

Fonte:  The Christian Post / Redação CPAD News

quarta-feira, 13 de julho de 2011

HOMEM ESPIRITUAL, O HOMEM PERFEITO

“Pelo que todos quantos já somos perfeitos sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos andemos segundo a mesma regra e sintamos o mesmo” (Fp 3.15,16)

Homem (gr. anthropos), de modo geral significa “ser humano, macho ou fêmea”, sem referência a sexo ou nacionalidade. O texto sagrado menciona o homem natural, sendo este literalmente controlado por sua alma (1Co 2.14). É irregenerado; pois vive segundo o velho homem. Homem carnal, literalmente controlado por sua natureza carnal (1Co 3.3). Paulo identifica este tipo de crentes como “meninos em Cristo” (1Co 3.1), são imaturas e agem como crianças, nunca chegando ao estado de maturidade, sendo sempre dependentes (Nm 11.12), necessitados (Pv 22.15), inconstantes (Ef 4.14), ignorantes (Hb 5.12), tendo, portanto, uma vida mista, dividida e fracassada. Homem espiritual que é controlado pelo Espírito Santo (1Co 2.15). A marca do homem espiritual é: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20
O homem espiritual é considerado o homem perfeito. Não se trata aqui de perfeição total, absoluta, que é alcançada somente com o arrebatamento, a redenção e glorificação do corpo. Referimo-nos à “perfeição relativa”, que se trata da maturidade espiritual (Fp 3.15,16).

O homem espiritual tem consciência iluminada pelo Espírito. Com relação a este assunto, há os que se acomodam no erro, alegando questão de consciência. Na Bíblia podemos identificar alguns tipos de consciências:

Consciência escravizada à idolatria. “Quanto mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” (Hb 9.14). O sangue de Jesus é capaz de purificar a consciência do crente a fim de que ele possa servir a Deus sem culpa e com toda a certeza.

Consciência cauterizada. “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1Tm 4.2). O termo significa tornar insensível, indiferente; anestesiar, neutralizar. Indica que a cauterização destruiu a capacidade de discernir a verdade da falsidade.

Consciência má. “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10.22). O texto diz: “tendo o coração purificado da má consciência”. Esta é condição precípua para nos aproximarmos de Deus. “O termo “purificado” deriva-se da Lei do Antigo Testamento, que envolvia a aplicação exterior do sangue de animais sobre o adorador (Ex 24.8; 29.21). No texto de Hebreus se refere à limpeza interior, do coração, pelo sangue de Cristo, que livra a consciência da culpa, habilitando o adorador da nova aliança a se aproximar de Deus com sinceridade” (Comentário Pentecostal Novo Testamento, pg. 1602).

Consciência no Espírito Santo. “O que eu digo é verdade. Sou de Cristo e não minto; pois a minha consciência, que é controlada pelo Espírito Santo, também me afirma que não estou mentindo” (Rm 9.1; NTLH). Acerca deste último tipo de consciência, entendemos que a mesma deve ser produzida e influenciada pelo Espírito Santo e conferida à luz da Palavra de Deus. No texto Paulo conclama o testemunho do Espírito Santo acerca da verdade por ele declarada, é semelhante ao que é expresso em Romanos 8.16, “o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.

O Homem Espiritual é dotado de características importantes destacadas na Palavra de Deus, julga todas as coisas naturais e sobrenaturais, humanas e divinas. Ele porém, não é julgado por ninguém. Sobre o homem espiritual podemos observar o seguinte:

É capaz de discernir bem todas as coisas (1Co 2.15; Ef 4.17). O homem espiritual é capaz de julgar e avaliar as coisas pelo Espírito que nele habita e que certamente o dirige em suas tomadas de decisões. Não se trata de infalibilidade ao se julgar, pois Paulo nos ensina que em se tratando de expressões verbais inspiradas, devem estas ser julgadas pelos crentes (1Co 14.29), destaca porém, que em se tratando de assuntos espirituais, tal pessoa entra em uma esfera completamente diferente da existente na pessoa natural. A Bíblia diz sobre o salvo, que ele tem a “mente de Cristo” (1Co 2.16). Ter a mente de Cristo significa avaliar e considerar as coisas da mesma maneira que Deus as vê, atribuir-lhes a importância que Deus lhes atribui, amar o que Ele ama e detestar o que Ele detesta.

Cheio de fé (At 11.24). A Bíblia fala de Barnabé como homem útil na obra de Deus. “Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor” (At 11.24). O texto mostra que Barnabé era um verdadeiro exemplo de firmeza e perseverança no Senhor.

Cheio de sabedoria (At 6.3,10). “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, ...” e ainda: “E não podiam resistir à sabedoria e ao espírito com que falava. (At 6.3,10). Estes que foram escolhidos, precisavam ser poderoso em obras e em palavras, ter bom senso prático e capacidade para lidar com delicados problemas, além de capacitação divina para falar segundo o impulso do Espírito Santo. Precisamos de sabedoria:

a) Para realizar (Ex 35.30-33); ). O texto citado é uma referência a Bezalel, homem que foi escolhido por Deus, cujo Espírito o encheu de sabedoria e entendimento e ciência em todo o artifício para inventar invenções. Este Bezalel, não era apenas um artífice, mas um homem espiritualmente qualificado. Pela grandeza de suas atribuições o seu conhecimento foi colocado a serviço de um trabalho espiritual.
b) Para ensinar (Ex 35.34,35; 2Tm 2.2); Além de sua habilidade como artífice, o Senhor lhe deu também o impulso de ensinar a sua arte a outros (1Tm 2.2).
c) Para julgar retamente (1Rs 3.16-27). Este texto citado é uma narrativa que mostra como Salomão foi capaz de decidir sobre o caso com grande sabedoria revelando como o Espírito operava sobre a sua mente e sua alma para o bem de Israel. Tamanha era sua sabedoria.

Cheio de poder. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” (At 1.8).

a) O poder vem de Deus e opera naquele que reconhece as suas próprias fraquezas (2Co 12.9). O texto citado refere-se a um “espinho na carne” que foi dado a Paulo, acerca do qual, Ele orou três vezes ao Senhor que lhe disse: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

b) Poder para vencer as forças do inimigo (Ef 6.10-13). O Senhor Jesus prometeu poder (gr. dunamus), aos seus discípulos em todo o tempo através do batismo no Espírito Santo (Lc 24.49).

c) Poder para protestar contra o erro, pecado (Mq 3.8). “Miquéias era um profeta do campo, pregava contra a injustiça, a opressão, a avareza, a imoralidade e a idolatria. Durante o tempo de seu ministério, advertiu sobre as severas conseqüências de o povo e seus líderes persistirem em seus maus caminhos. Predisse a queda de Israel e de sua capital Samaria, bem como a de Judá e sua capital Jerusalém. Era profeta que falava sob o poder e inspiração do Espírito Santo (Jr 20.9; Ef 3.7), que o levava a condenar o pecado na casa do Senhor. Sua missão era revelar o coração de Deus, encorajar a prática do bem e desencorajar a injustiça. Os pastores e profetas de hoje tem a mesma missão. Não devem curvar-se às pressões dos crentes falsos e mundanos, nem se conformarem com o mundo. Devem sim, ser a voz de Deus em favor da verdade, da piedade e da justiça” (BEP – pg. 1324)

d) Poder para testemunhar de Jesus (At 1.8). O Espírito Santo não somente outorga poder para pregar Jesus como Senhor e Salvador, como também, aumenta a eficácia do testemunho do crente fortalecido e aprofundado pelo relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O poder do Espírito Santo em nós nos outorga poder para testemunhar de Cristo e produz nos pecadores convicção do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

Cheio de amor. “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5).

a) Amor para obedecer (Lc 10.27a ; 2Co 5.14). Aos que crêem em Cristo, Ele exige que lhe tenha amor devotado. Este amor requer uma atitude de coração pela qual lhe atribuímos valor e estima, verdadeiramente ansiamos por uma comunhão com Ele, nos esforçando para obedecê-lo, e sinceramente nos importamos com sua glória e vontade na terra.
b) Amor ao próximo (Lc 10.27b; Rm 13.10; Lc 10.29-33). Um filho de Deus deve amar a todos (Gl 6.10; 1Ts 3.12), inclusive os seus inimigos (Mt 5.44).

Cheio de alegria. “E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo” (At 13.52; Rm 14.17). Refiro-me à alegria da salvação (Sl 51.12).

Concluímos dizendo que as qualidades do homem espiritual mencionadas constituem o estado de uma profunda convicção e são recursos divinos suficientes para o crente vencer em todos os aspectos da vida e em qualquer atividade. Isto significa viver na dependência do Espírito Santo (Zc 4.6). Todos os demais aspectos da pessoa e da vida humana estão incluídos nestes princípios bíblicos espirituais.

Pr. Nonato Souza.

terça-feira, 12 de julho de 2011

UMA PALAVRA AOS CÔNJUGES

“Vos maridos, amai a vossa mulher” (Cl 3.19). O texto citado enfatiza o amor que o marido deve dedicar à sua esposa. Onde não há amor, o marido pode abusar de sua autoridade, levando a esposa a sofrer e até ao complexo de inferioridade, conduzindo-a a aflições e amarguras.
É o amor a base peculiar das afeições, da confiança e da fidelidade (Ef 5.25; 1Pe 3.7). As esposas precisam ser amadas e tratadas com carinho, pois são sensíveis aos motivos. O marido precisa reconfirmar o seu amor por sua esposa, faça isso cada dia. Reforce a sua fidelidade à sua esposa com ações não apenas com palavras.
É o amor que o marido dedica à esposa que compensa a submissão que ele exige dela. À medida que a mulher se sente amada, submete-se ao marido como recompensa desse amor. Esta deve está presa ao marido não pelo temor ou ameaças, mas pelo amor e por sua gentileza.
Às mulheres, a Palavra de Deus recomenda: “amarem seus maridos” (Tt 2.4). Por amor a esposa sábia se submete alegremente ao marido. Por amor cuida dele com delicadeza e respeito. Por amor, o estima de modo distinto e lhe dedica todo o seu afeto sincero e leal. Por amor tudo faz para agradá-lo ajudando-o na administração do lar (Pv 12.4). A mulher sábia que realmente ama seu marido coopera com a harmonia do casamento, entregando-se ao esposo com carinho e prazer.
Havendo amor mútuo e respeito entre os cônjuges, o casamento terá alicerces e permanecerá até que a morte os separe. Este é o desejo de Deus para a vida do casal. Que o Senhor tenha misericórdia dos cônjuges.

Pr. Nonato Souza

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A cruz - a base de toda a nossa glória

Por John Piper
... longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.
Gaiatas 6.14

Parece um absurdo: gloriar-se somente na cruz! Mesmo? Literalmente, somente na cruz? A Bíblia fala a respeito de outras coisas das quais nos gloriamos. Gloriar-nos na glória de Deus (Rm 5.2). Gloriar-nos em nossas tribulações (2Co 12.9). Gloriar-nos no povo de Cristo (lTs 2.19,20). Por que o "só" aqui?

Significa que todas as demais jactâncias ainda devem se gloriar na cruz. Se nos gabamos da esperança da glória, isso deve ser glória da cruz de Cristo. Se nos orgulhamos do povo de Cristo, esse orgulho deve ser na cruz. Gloriar-se apenas na cruz significa que somente a cruz capacita para outros motivos legítimos de glória, e todo orgulho legítimo deve, portanto, honrar a cruz.

Por quê? Porque toda boa dádiva - na verdade, até mesmo as coisas ruins que Deus permite e transforma em bem - foi obtida para nós pela cruz de Cristo. Sem fé em Cristo, os pecadores obtêm somente julgamento. Sim, existem muitas coisas agradáveis que acontecem com os descrentes. Mas a Bíblia ensina que mesmo essas bênçãos naturais da vida apenas aumentarão a severidade do julgamento de Deus no final, se não forem recebidas com gratidão na base do sofrimento de Cristo (Rm 2.4,5).

Sendo assim, tudo em que temos prazer, como povo de Cristo, é devido a sua morte. Seu sofrimento absorveu todo o julgamento merecido por pecadores culpados e comprou todo o bem que desfrutam os pecadores perdoados. Assim, toda a glória nessas coisas deve ser gloriar-se na cruz de Cristo. Não somos tão centrados em Cristo quanto deveríamos ser, nem amamos tanto a cruz quanto deveríamos, porque não ponderamos a verdade que todo bem, e tudo que é mau que Deus transforma em bem, foi comprado pelo sofrimento de Cristo.

Como passar a focalizar de modo radical a cruz? Devemos despertar para a verdade de que, quando Cristo morreu sobre a cruz, nós morremos juntos (ver capítulo 31). Quando aconteceu isso ao apóstolo Paulo, ele disse:"... o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gl 6.14). É esta a chave do gloriar-se na cruz de Cristo.

Quando se confia em Cristo, as fortes atrações do mundo se quebram. Você é, para o mundo, um cadáver, e o mundo, um morto para você. Em termos positivos, você é "nova criatura" (Gl 6.15). A velha morreu. Um novo você está vivo - o você da fé em Cristo. O que marca essa fé é que ela considera Cristo como maior tesouro que qualquer outra coisa do mundo. Morreu o poder do mundo de seduzi-lo.

Estar morto para o mundo quer dizer que todo prazer legítimo do mundo toma-se evidência, comprada por sangue, do amor de Cristo e razão para gloriar-se na cruz. Quando nosso coração traça o caminho de volta do brilho da bênção até sua origem na cruz, o mundanismo daquela bênção morre e Cristo crucificado é tudo.

Fonte: ocristaohedonista

Após PL 122 ser´engavetado`, é apresentado novo texto feito com evangélicos

Na nova proposta, discursos contra a homossexualidade não são condenados - esse era o maior impasse, já que fere a Constituição.
Como o CPAD News noticiou nas últimas semanas, o PLC 122, Projeto de Lei que criminalizava a "homofobia" no Brasil, foi "paralisado". A senadora Marta Suplicy explicou que “não se trata de arquivar o PLC 122, mas preparar um substitutivo para ele”.

O novo texto foi criado pelos senadores Demóstenes Torres, Marcelo Crivella e pela própria Marta Suplicy. Apesar de não assinar como um dos autores, o senador evangélico Magno Malta também participou de reuniões sobre o projeto de lei que será apresentado nos próximos dias ao Senado. Representantes da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) também integraram reuniões.

Nesta nova proposta, discursos que condenam a homossexualidade não entraram no texto - esse era o maior impasse, já que fere a Constituição brasileira quanto às liberdades religiosa e de expressão. O texto atual condena crimes homofóbicos violentos, discriminação no trabalho, em ambientes comerciais ou repartições públicas e violência doméstica. O mesmo também penaliza com maior rigor gangues que pratiquem ou incitem a violência contra homossexuais e transexuais. Porém, o artigo 3 ainda causa alguma polêmica, pois condena a um a três anos de prisão quem "deixar de contratar alguém ou dificultar a sua contratação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero".


Leia o novo texto na íntegra:

Emenda CDH (Substitutivo)

Projeto de Lei da Câmara 122, de 2006

Criminaliza condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero e altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal para punir, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Esta Lei define crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.

Art. 2º Para efeito desta Lei, o termo sexo é utilizado para distinguir homens e mulheres, o termo orientação sexual refere-se à heterossexualidade, à homossexualidade e à bissexualidade, e o termo identidade de gênero a transexualidade e travestilidade.

Discriminação no mercado de trabalho

Art. 3º Deixar de contratar alguém ou dificultar a sua contratação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

Pena – reclusão, de um a três anos.

§ 1º A pena é aumentada de um terço se a discriminação se dá no acesso aos cargos, funções e contratos da Administração Pública.

§ 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Discriminação nas relações de consumo

Art. 4º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

Pena – reclusão, de um a três anos.

Indução à violência

Art. 5º Induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

Pena – reclusão, de um a três anos, além da pena aplicada à violência.

Art. 6º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 61..................................................................................
II.............................................................................................
m) motivado por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”

Art. 121.........................................................................................

§ 2º................................................................................................

......................................................................................................

VI - em decorrência de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 129.......................................................................................

....................................................................................................

§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade ou em motivada por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 140.........................................................................................

“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

...............................................................” (NR)

“Art. 288.......................................................................................

......................................................................................................

Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado ou se a associação destina-se a cometer crimes por motivo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Art. 7º Suprima-se o nomem iuris violência doméstica que antecede o § 9º, do art. 129, do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão,
Presidente"

Fonte: Uol / cpadnews

terça-feira, 5 de julho de 2011

Novo PLC 122 de Marta Suplicy e Grupos Gays

Por Rodrigo L. Albuquerque

O projeto de lei 122/06 que visa criminalizar a homofobia foi “sepultado” pela senadora Marta Suplicy mas já tem “outro na manga” com as “mesmas diretrizes”.

Em conversa com o senador Magno Malta (PR-ES), a senadora Marta Suplicy (PT/SP), relatora do PLC 122, teria reconhecido que o projeto não seria aprovado. Marta Suplicy propôs modificar a proposta “no conceito e no contexto”. Entretanto, o plano da senadora é criar um novo projeto que tenha o mesmo foco do PLC 122, como ela informou em seu site.
“Em proposta minha, e já acordada há algumas semanas, com Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), e os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Demóstenes Torres (DEM-GO), chegamos à conclusão que devido à demonização do PLC 122, ocorrida ao longo da última década, deveríamos apresentar um novo projeto de lei, mantendo as principais diretrizes no combate à homofobia”, explicou a senadora.
Os membros da bancada religiosa e grupos pró-família justificaram que o PLC 122, não pode ser aprovado porque é inconstitucional, mostrando que o preconceito não existe somente contra os homossexuais, não podendo assim apenas contemplar um segmento na lei.
O novo projeto segundo a publicação de noíticias aos homossexuais Revista Lado A o novo projeto será apresentado esta semana no Senado com um número próprio.
Segundo a publicação, que disse ter tido acesso ao texto do novo projeto, ele não criminaliza a agressão verbal aos homossexuais, mas cria dentro da legislação existente “agravantes” e a “tipificação de crimes por preconceito”.
O novo projeto, ainda segundo a mesma revista, altera o artigo 61 do Código penal incluindo “orientação sexual” dentro dos agravantes de crimes. A tipificação entra nos artigos de lesão corporal e Injúria.
Além de tipificar a homofobia em crimes já existentes, diz a matéria, o projeto criminaliza ainda a discriminação no mercado de trabalho por não contratação ou dificultar a contratação por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
Segundo os ativistas LGBT e a senadora Marta Suplicy o PLC 122 foi “demonizado” e que por isso eles deveriam criar um novo projeto. Apesar do pronunciamento de “sepultamento” do PL 122, ele ainda não foi oficialmente arquivado pela senadora.

Fonte: christianpost

PL 122 acabou: Marta Suplicy decide encerrar projeto após reunião com bancada evangélica

Relatora do Projeto de Lei 122/10 e a Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira querem um novo texto para focar no combate ao preconceito no país.

O polêmico projeto de lei 122, conhecido erroneamente como lei anti-homofobia, foi sepultado de forma definitiva pela própria relatora, senadora Marta Suplicy (PT/SP) durante almoço no gabinete do senador Magno Malta (PR/ES), presidente da Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira. Participaram também da reunião o senador Walter Pinheiro (PT/BA), deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), deputado federal Lauriete Almeida (PSC/ES) e o deputado Gilmar Machado (PT/MG).

Para o Senador Magno Malta “o projeto que criminaliza a homofobia, da ex-senadora Iara Bernardi, é eivado de inconstitucionalidade e vai contra a família. A Própria relatora percebeu a insatisfação da maioria em virtude do contexto da PL 122, que só contempla um segmento e o preconceito é enraizado no Brasil e criminosamente atinge todas as classes sociais e segmentos da comunidade”, explicou Magno Malta.

Para o senador, não se trata de um debate entre evangélicos e homossexuais, mas que deve envolver todos os segmentos da sociedade que querem se manifestar sobre o assunto. “Pobres, deficientes, povos de várias raças, nômades, religiosos e idosos sofrem preconceito. É importante conscientizar a sociedade e criar leis para acabar com todo o tipo de preconceito no Brasil”, falou Magno Malta.

Durante a Manifestação do Orgulho Gay, em São Paulo, a senadora Marta Suplicy falou pela primeira vez em modificar a proposta, começando pelo nome. “A PL 122 não passa, precisa de uma mudança profunda no conceito e no contexto”, disse a senadora para os homossexuais.

Coerente na luta em defesa da família, Magno Malta também tinha convicção de que o PL 122 não seria aprovado. Ele declarou para a revista Comunhão, que até renunciaria. “Não foi bravata, só deixei claro que a maioria dos brasileiros, segundo pesquisa do próprio governo, não aceita mudanças de comportamento impostas por qualquer setor. Não tenho preconceito contra homossexuais, mas também não aceito alguns comportamentos que ferem princípios, explicou Magno Malta.

Fonte:  Assessoria Magno Malta / gospel10

segunda-feira, 4 de julho de 2011

REVESTI-VOS DE TODA A ARMADURA DE DEUS (07)

A Espada do Espírito (Ef 6.17b). “... e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.17,18).

As armas mencionadas na armadura de Deus eram defensivas, porém, a espada é uma arma tanto defensiva quanto ofensiva para uso do crente na guerra contra o poder do mal. A palavra de Deus é uma espada penetrante. Segundo o comentário Bíblico Pentecostal a palavra usada para “espada” (machaira) denota a pequena espada ou adaga (que media entre 30 35 cm) que o soldado usava para repelir o inimigo em combates corpo a corpo, e não a espada longa usada para matá-lo (rhomphaia). Com esta espada o soldado não apenas defendia, mas também irrompia as fileiras inimiga, em busca da vitória.

Esta é uma arma poderosa que a igreja recebe não apenas para se defender, mas, contra-atacar os poderes do mal. Somos vencedores sobre os ataques do diabo por meio da Palavra. Pela Palavra saqueamos o reino das trevas, a casa do valente, e libertamos os cativos que se encontram encarcerados.

Usemos a palavra para “contra-atacar com a verdade quando somos tentados ao mal; contra-atacar com a verdade quando a igreja é atacada por falsos ensinamentos; contra-atacar cm a verdade quando os poderes tentam impregnar o mundo à nossa volta com estranhas filosofias e ensinos éticos discrepantes; e finalmente lançar golpes vigorosos pela liberdade com a destemida proclamação da verdade cristã tal como Paulo nos encoraja nos v. 19,20” (D. A. Carson).

Na tentação do deserto, Jesus usou o poder da Palavra e Satanás foi derrotado (Mt 4.10,11). É através do uso da palavra que podemos repelir todo e qualquer ataque de Satanás e seus demônios. Seja qual for, a forma de tentação que nos sobrevenha com objetivo de nos levar ao desespero, fracasso, descrença, cobiça, orgulho, mundanismo, pode ser destruída pelo poder da Palavra de Deus.

A espada do Espírito é ainda uma arma poderosa para a salvação dos pecadores, pois a mesma revela Cristo, e liberta o homem do poder do pecado (Jo 8.32).

Vigilância através da oração, uma advertência para nossos dias (Ef 6.18). Apóstolo Paulo deixa, ao concluir este ensino sobre a armadura de Deus, uma recomendação muito importante aos santos que militam, e à igreja: “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18). Esta recomendação de Paulo sobre a oração tem sido motivo de muitos debates. Para alguns, esta é a última arma da guerra espiritual. “Não se deve entender que a oração é a sétima parte da armadura, nem especificamente que a oração é o meio de vestir as seis, mas que a oração está proximamente associada a elas” (D. A. Carson).

Se deixarmos de lado a oração e a vigilância, segundo nos ensina Paulo, estaremos sujeitos ao fracasso total. Não seremos capazes de vencer as aflições do tempo presente. Orar no Espírito significa ser guiado e fortalecido pelo Espírito Santo em oração. Recorrendo novamente ao Comentário Bíblico Pentecostal, encontramos o seguinte: “uma frágil vida de oração e de súplicas ocasionais “como uma lista de supermercado”, certamente não será eficiente na guerra espiritual. Precisamos nos inclinar mais intensamente á oração no Espírito e pelo Espírito, em nossas orações e intercessões pessoais ou comunitárias. Paulo tem um “foco duplamente dirigido” para que os crentes perseverem em oração: Ele exorta cada indivíduo e a igreja a orar a favor de todos os santos envolvidos na guerra espiritual. No verso 18, a palavra “todos” ocorre quatro vezes em grego (a terceira vez é interpretada como “sempre” na NIV) – orar “em todo tempo” (regular e constantemente), “com toda perseverança e súplica” (indicando intensidade e eficácia), “vigiando nisso com toda perseverança” (demonstrando persistência e vigilância) e “por tidos os santos” (por causa dos ataques de Satanás contra a Igreja)” (Comentário Bíblico Pentecostal pg 1268,1269).

Por fim, precisamos orar intensamente com o objetivo de que o evangelho seja anunciado de maneira destemida. É isso que Paulo pede aos crentes efésios (Ef 6.19) e é disso que precisamos com urgência em nossos dias.

Concluímos enfatizando que estamos envolvidos numa guerra espiritual, somos atacados a cada momento por nossos inimigos. Satanás sempre está ao nosso derredor rugindo como Leão buscando a quem possa tragar. Os desejos corruptos dentro do próprio homem, os prazeres ímpios do mundo e todos os tipos de tentações que nos cercam, enfim, são ataques os mais grosseiros e sutis possíveis, tentações, opressões, obsessões, depressões, etc. A luta contra os nossos inimigos é ferrenha, e muitas vezes somos atraídos pelas ofertas deste mundo, que nos querem tirar de nossa posição em Cristo. Sendo assim precisamos urgentemente do revestimento da armadura de Deus, para podermos lutar e vencer. Somos exortados pelo apóstolo Paulo a tomarmos toda armadura de Deus para que possamos resistir no dia mal e havendo feito tudo ficar firme.
Que o Senhor nos ajude a vencermos sempre por Jesus Cristo, nosso Senhor.

Pr. Nonato Souza.

domingo, 3 de julho de 2011

ADULTÉRIO - O CRENTE EM CRISTO CAI NESSE PECADO?

Por: Haroldo Reimer
Várias pesquisas realizadas no Brasil indicam que a grande maioria dos homens e 50 a 60% das mulheres têm praticado ou praticam o adultério ou, como se diz na linguagem mais em uso, “transam” com pessoas que não são sua esposa ou seu marido. Com a ênfase dada ao sexo na TV, no cinema, na literatura, e até nas instituições de ensino, chegando ao extremo da obsessão, não é de se admirar que o homem secular, sem a convicção espiritual e os princípios da Palavra de Deus, caia nesse pecado.

O crente em Cristo, porém, não cai nesse pecado. Ele entra nele aos pouquinhos. Isso porque não observa a sinalização que o adverte do perigo. Faz vista grossa a esses sinais porque, embora não deseje precipitar-se no abismo da desgraça da imoralidade, quer sentir pelo menos um pouco a gostosura dos seus prazeres. Assim, avançando sinal após sinal, deixa a vida pegar embalo no caminho errado até ao ponto de não conseguir mais fazer a manobra de frear para evitar o desastre. Diz, então, que “caiu no pecado”, quando este, de fato, há tempo já estava no seu caminho.

O primeiro sinal é falta de carinho e afeto na conversa e relacionamento cotidianos com o cônjuge. A comunicação começa a limitar-se a frases como: “Tive um péssimo dia no escritório hoje”; “Já pagou a conta do dentista?”, ou, pior ainda: “Você já gastou todo o dinheiro que lhe dei no mês passado?”; “Se você não comprar logo uma geladeira nova, eu simplesmente vou parar de cozinhar”.

Quando você percebe que é difícil conversar com sua esposa ou seu marido com aquela linguagem carinhosa que usava durante o namoro, tome cuidado – é um dos primeiros sinais de perigo.

Perto desse sinal vem outro: a falta de conversa sobre assuntos espirituais, a leitura da Bíblia em conjunto e a oração com a esposa. Quando essas coisas não fazem parte da vida conjugal, é um sinal de alerta. Prosseguindo nesse caminho pode haver adultério mais adiante.

Há mais sinais. Quando você começa a compartilhar os problemas de relacionamento no lar com algum amigo ou amiga do sexo oposto, você está aproximando-se mais do perigo. Freqüentemente essa outra pessoa tem problemas também, e está disposta a ouvir, a conversar e demonstrar simpatia, o que gera ainda mais intimidade.

Não demora muito para que aconteça o “toque inocente”. O patrão põe a mão no ombro da sua secretária ao pedir que ela digite uma carta; ela encosta seu corpo ligeiramente no dele ao entregar a carta pronta, depois um abraço fraternal, um beijinho no rosto. Você argumenta que não há nada de errado nisso, que é apenas amizade.

Aos poucos vocês estão gastando mais tempo juntos. “Acontece” que saem para o almoço na mesma hora e “por que não almoçarem juntos”? Ela precisa pegar o metrô para ir para casa; “por que não levá-la no seu carro?” Você precisa trabalhar duas horas extras para terminar o projeto, e ela, sendo boa amiga, fica também para ajudar. Se parar um pouco para pensar, você perceberá que tem prazer na companhia dela ou dele. Não, vocês não estão dormindo juntos mas estão em grande perigo. Nessa altura, o sinal é um luminoso vermelho piscando a todo vapor.

Se você não retroceder, haverá um envolvimento emocional que provavelmente o arrastará para a fossa fatal do adultério. E com amargura de coração você dirá – “Caí no pecado”. Não, você não caiu... você entrou nele aos pouquinhos.

O pastor Charles Mylander, num artigo publicado no periódico “Moody Monthly”, sugere três áreas onde é preciso aumentar o controle para evitar ser arrastado ao pecado do adultério:

Primeiro: Controle da mente
Adultério, como a maioria dos pecados, começa na mente. O crente em Cristo precisa levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5). O apóstolo Paulo exorta o cristão a uma transformação “pela renovação da... mente” (Rm 12.2), e Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, disse: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28).

A porta principal da mente são os olhos. E nessa área de imoralidade o homem, muito mais que a mulher, precisa desenvolver o controle a fim de ter uma mente pura. O homem que permite aos seus olhos o prazer de assistir aos programas de TV que apelam para sexo a fim de obter mais IBOPE (e são muitos); que toma tempo para folhear revistas como “Playboy”, que deixa seus olhos analisarem o corpo das mulheres para uma avaliação sexual, logo vai perder a primeira batalha contra a tentação. Sua mente vai QUERER o adultério, e este querer só espera a oportunidade para se realizar com a experiência.

A mulher também precisa praticar o controle. Talvez mais na maneira de vestir-se do que pelo olhar. É interessante que a Bíblia exorta a mulher a vestir-se com modéstia, bom senso, etc., e não o homem, isso porque a mulher não é tão facilmente levada à tentação sexual pelos olhos como o homem. Mas a mulher que é indiscreta na maneira de vestir-se, sem dúvida, é cúmplice do diabo na tentação ao homem. A admoestação da Bíblia de “glorificar a Deus no vosso corpo” (1 Co 6.20), com toda a certeza inclui o cuidado que cada mulher precisa ter em não provocar a concupiscência, revelando a beleza do seu corpo, seja por falta de roupa adequada ou pelo uso de roupa colante. Argumentar que “está na moda” não mudará em nada a opinião do Autor das Sagradas Escrituras.

Segundo: Controle de palavras
O homem casado, ou a mulher casada, jamais devem usar as palavras carinhosas de amor no trato com outras pessoas além do cônjuge. Nunca compartilhe problemas de casa com amigos do sexo oposto. E não procure conselho com alguém que tenha seus próprios problemas. Quem é perdedor dificilmente ajudará outro a ganhar. Ao encontrar problemas sem solução, procure conselho com alguém que descobriu a fórmula para constituir uma família feliz e vive essa felicidade no lar. Muitos adultérios tiveram o seu início na intimidade da “sala de aconselhamento”.

Terceiro: Controle de toque
Homens, não ponham suas mãos noutra mulher a não ser a sua própria esposa. E, mulheres, não conversem com o homem em “Braille”. O prazer da intimidade física é algo que Deus reservou para a santidade do casamento. Sexo antes ou fora do casamento sempre contamina o sexo no casamento, e o contato físico é um prazer que leva à consumação do desejo dessa intimidade. É preciso avaliar sinceramente se os abraços e beijos que damos e recebemos são uma expressão de estima recíproca ou um prazer “inocente” que podemos desfrutar sem compromisso. Deus reconhece o nosso desejo de intimidade, mas não aprova tal intimidade fora do casamento. “Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7.2).

O conselho de Salomão ainda é válido: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço... alegra-te com a mulher da tua mocidade... e embriaga-te sempre com as suas carícias... O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 5.15,18-19; 6.32).

Fonte: estudosgospel

sábado, 2 de julho de 2011

FRONTEIRA FINAL NOTICIA: "ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL É A MAIOR DO MUNDO"

Imagem Fronteira Final
O blog Fronteira Final do pastor e jornalista Antonio Mesquita noticiou que a Igreja Assembleia de Deus chegou à cifra de 22,5 milhões de membros tornando-se a maior denominação pentecostal do mundo seguida da Assembleia de Deus na Coréia do Sul com cerca de 3,1 milhões.
Segundo informações do blog Fronteira Final, estima-se que a igreja deverá ultrapassar a cifra dos 100 milhões de membros em 2020. O blog ainda informa que ao todo, as Assembleias de Deus têm 64 milhões de membros espalhados no mundo e 363.450 ministros, divididos entre 351.645 igrejas e presentes em 217 países. O Brasil lidera essa lista com 22,5 milhões de membros, de acordo com as estimativas da igreja nos EUA.
Parabéns às Assembleias de Deus pelo vertiginoso crescimento, comprovando assim ser esta uma obra do Espírito Santo. Parabéns ao blog Fronteira Final pelo post.

Fonte: fronteirafinal