sábado, 30 de abril de 2011

JESUS CRISTO...

Na história da humanidade têm se levantado grandes homens, homens que fizeram história, revolucionaram reinos e se tornaram proeminentes. Porém, nenhum destes pode comparar-se ao Senhor Jesus Cristo. Veio ao mundo para cumprir um plano eterno do Pai. Fez-se carne e habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade (João 1.14). Ele é o nosso tudo, o centro do Universo, Criador do mundo e sustentador da vida. O centro das profecias, o Redentor da Igreja, o Salvador e libertador dos pecadores. Nele, o reino das trevas é desbaratado e o reino de Satanás é desfeito. Veio a este mundo para salvar a humanidade dos seus pecados, morrendo em nosso lugar, sofrendo em si mesmo a punição do nosso pecado.

Geziel Gomes diz sobre Ele: “Jesus Cristo é a oferta maior de Deus para a humanidade, é a solução final para as criaturas, quaisquer que sejam e onde quer que se situem. Com Ele tudo. Sem Ele nada. Pérola, por excelência, tesouro maior, bem-aventurança plena que Deus nos tem propiciado. Na cruz Ele toma os nossos pecados. No sepulcro Ele destrói a morte. No céu Ele intercede pelos transgressores que o buscam.

Jesus - a salvação para o mundo decadente. Para o mundo enfermo. Jesus – aquele que liberta da escravidão e da morte. Jesus – o Caminho, a Verdade e a Vida. Ir a Ele não é uma opção. É alternativa única e definitiva. Ir a Ele é o caminho específico, para a libertação dos males espirituais. A verdade que torna livre; a vida que exclui a morte. Pregar a Cristo é a missão precípua da Igreja. Crer em Cristo é o dever básico de cada criatura. Viver em Cristo é o objetivo do crente na terra. Morar com Cristo é o alvo final dos redimidos. Para muitos Ele foi um filósofo. Nada mais. Para a Igreja que o conhece por experiência, é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Tem direito ao culto e ao louvor de divindade. É digno de toda glória e de toda honra e de toda adoração. Nele e por Ele foram criadas todas as coisas. Mesmo as menores dentre as mais pequenas. Mesmo as maiores dentre as mais imensas. Para Ele converge a atenção dos seres celestiais. Os anjos lhe dedicam a canção da eternidade. As flores lhe oferecem o néctar mais puro. Os anjos diante d’Ele se transmutam em labaredas de fogo. A eternidade está sob os seus pés. Os menores da terra podem ser ouvidos por Ele. Os grandes e orgulhosos temem-lhe até o nome. O adversário o odeia sobre tudo. As criancinhas o estimam como seus próprios pais. Quando o nome de Sua Majestade é pronunciado; as estruturas do inferno se abalam, os demônios são expulsos, as correntes contrárias ao Bem se desmoronam e recuam na sua trajetória demolidora e cruel. Brisas de graça e de glória perpassam ondulantes por sobre as almas dos que lavaram suas vestes no seu sangue, sangue do Cordeiro imaculado. Amá-Lo é doce. Falar-Lhe é encantador. Ouvi-Lo é divino.

Jesus! Não vereis alguém que tenha mais amor que Ele. Não sabereis de quem tenha mais poder que Ele. Perdoa por compaixão, julga por autoridade, recompensa por justiça, ama por graça e acolhe por generosidade. Salva por misericórdia. Jesus!” (O Rei Está Voltando).

Jesus Cristo, Salva.

O texto bíblico diz que nasceu para ser Salvador. “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1.21). Ele veio para salvar o seu povo e o mundo (Lucas 2.32), dos seus pecados. Para um mundo mergulhado na ignorância, cegueira espiritual, confusão, morte e perdição, havia a necessidade de um Salvador. Jesus se manifesta como a Luz do Mundo em meio às densas trevas da incredulidade. Veio para dar vista aos cegos. Só Ele é a Luz que ilumina o homem em meio a tantas luzes falsas e enganadoras que aqui neste torrão tentam a todo custo levar os homens à perdição. Vive-se num mundo cheio de enganos, embustes, falsidades. Muito do que se ensina por ai, não passa de heresias, falsos ensinos engendrados por Satanás, o deus deste século (1Coríntios 11.14). Em meio a uma sociedade que se diz iluminada, pairam densas trevas, pois esta baniu Deus dos seus caminhos, história para dar lugar a uma vida pregressa, distante de Deus. Deus espera que cada pessoa seja salva. Ele quer que todos os homens se salvem e venham ao pleno conhecimento da verdade (1Timóteo 2.4), manifestando para isso sua graça salvadora a todos os homens, sem acepção (Tito 2.11). Veio a este mundo para salvar todos que estavam perdidos (Lucas 9.56).

Jesus Cristo, cura.

A cura divina é uma doutrina bíblica e foi estabelecida por Deus. O texto do Antigo Testamento enfatiza: “Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito, porque eu sou o Senhor que te sara” (Êxodo 15.26). Durante o seu ministério terreno, o Senhor Jesus curou muitos de varios tipos de enfermidades. “E percorria Jesus toda a Galiléia ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstia entre o povo” (Mateus 4.23). O seu ministério de cura e libertação é enfatizado nas Sagradas Escrituras nos seguintes termos: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.38). Ao enviar os dozes apóstolos lhes recomendou: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes de graça daí” (Mateus 10.8).

Na obra expiatória realizada na cruz do Calvário, Jesus tomou sobre si os nossos pecados e também as nossas enfermidades: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Isaias 53.4). “A provisão de Deus através da redenção é tão abrangente quanto as consequências da queda. Para o pecado, Deus provê o perdão; para a morte, Deus provê a vida eterna, e a vida ressurreta; e para a enfermidade, Deus provê a cura (cf. Sl 103.1-5; Lc 4.18; 5.17-26; Tg 5.14,15)” (BEP – Bíblia de Estudo Pentecostal), pg. 1402).

Ao ressuscitar Jesus dar ordens à sua Igreja acerca da evangelização mundial, prometendo a esta os sinais que seguiriam à pregação do evangelho: “E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Marcos 16.17,18). Naquele tempo Jesus estava rodeado por uma geração oprimida pelo diabo e curava-lhes todas as chagas físicas e espirituais (Lc 4.40). Na atualidade temos uma geração que igualmente necessita de cura para o corpo e para o espírito. Jesus Cristo, vivo, continua curando. Pois, é poderoso para fazer tudo. “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Efésios 3.20).

Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo.

Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo (Lucas 3.16). O batismo com o Espírito Santo é promessa do Pai (Joel 2.28,29), e todos os crentes poderão recebê-la. Desde o dia de Pentecostes até o fim da presente dispensação esta promessa pertence ao crente por direito. Por isso, deve este, não somente esperar receber, mas buscá-la ardentemente de todo o coração. Trata-se de um revestimento de poder, que capacita o crente viver para Deus, servindo-o de maneira poderosa. Foi predito desde os tempos do Antigo Testamento, estando relacionada com o plano da salvação (Joel 2.28,29;Isaias 44.3;Mateus 3.11;Lucas 24.49).

Jesus, antes de ser assunto ao céu, ordenou aos seus discípulos que não se ausentassem de Jerusalém, mas esperasse a promessa do Pai (Lucas 24.49; Atos 1.4). Os discípulos em obediência ao mandamento do Senhor Jesus permaneceram em Jerusalém por vários dias aguardando a promessa do Pai, até o dia de Pentecostes, quando veio do céu o Consolador sobre eles, passando desde então a habitar com a igreja (Atos 2.1-4).

O falar em outras línguas, era entre os crentes do Novo Testamento um sinal da parte de Deus para evidenciar o batismo com Espírito Santo. Os casos de batismos com Espírito Santo em Atos dos apóstolos se tornaram em base para a afirmação de que o falar em línguas estranhas é a evidência física inicial de que o crente foi batizado com Espírito Santo. Cremos que esse padrão bíblico, continua o mesmo para os dias atuais (Atos 2.4;8.14-17; 9.17;10.44-46;19.1-6).

Ora, vejam que a finalidade principal do batismo no Espírito Santo é o recebimento de poder. Aliás, foi sobre este poder que Jesus falou aos seus discípulos antes de ser assunto ao Céu (Lucas 24.49), era a maior necessidade deles. O batismo com Espírito Santo solucionou problemas sérios que surgiram na vida dos apóstolos com a morte de Jesus. O medo que se apoderara deles a ponto de evitarem o público e, ficarem atrás das portas fechadas (João 20.19,26), a fraqueza que deu lugar a uma coragem extraordinária para até, resistirem às perseguições que encontravam (Atos 4.16-21,33;5.29-33,41,42) e a inatividade que se tornou constante na vida deles, deu lugar a uma vida de atividades sem precedentes na história. O batismo com Espírito Santo faz isso ainda hoje (Atos 1.8). Jesus Cristo é o que batiza com o Espírito Santo ainda nos dias atuais.

Jesus Cristo breve voltará.

O fato da segunda vinda de Cristo é mencionado mais de 300 vezes no Novo Testamento. Apóstolo Paulo se refere ao assunto mais de 50 vezes, epístolas inteiras e capítulos inteiros dos evangelhos são dedicados ao evento. A segunda vinda de Cristo acontecerá de acordo com o que podemos depreender das Escrituras do Novo Testamento, em duas fases distintas. Na primeira fase, Ele virá arrebatar os santos (1Tessalonicenses 4.13-17). Nesta fase, Ele virá secretamente (Mateus 24.39-44; 1Coríntios 15.52; 1Tessalonicenses 5.2). Na segunda fase de sua vinda, virá com os santos em glória. É a sua revelação pública, sua manifestação ou aparecimento visível a Israel e às demais nações (gr. epifanéia), para destruir o sistema criado pelo Anticristo, libertar Israel dos seus adversários e implantar o Reino Milenar de Cristo (Apocalipse 20.2-7). Para podermos compreender melhor a segunda vinda de Cristo, precisamos perceber que esta possui fases distintas. A primeira, invisível aos olhos do mundo, é o arrebatamento; e a segunda fase, é a manifestação pessoal de Cristo em glória.

Todos que esperam o arrebatamento devem viver em função disso, com valores eternos, visto que Jesus pode voltar a qualquer momento. O cristão deve viver vida justa e de serviço em prol do reino de Deus e do próximo cada dia. A segunda vinda de Cristo é iminente, Ele certamente virá. As Escrituras afirmam: “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecados, aos que o esperam para a salvação” (Hebreus 9.28). Ele mesmo disse acerca do Seu retorno a esta terra: “Eis que venho sem demora” (Apocalipse 3.11), e mais: “Certamente cedo venho” (Apocalipse 22.20). “Ora, vem, Senhor Jesus! (Apocalipse 22.20).

Concluo estas palavras afirmando que Jesus está vivo e continua a operar maravilhas em nosso meio. Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará para buscar sua Igreja.

Pr. Nonato Souza.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A GLÓRIA DE DEUS E A GLÓRIA DOS HOMENS

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo” (Gl 6.14).

Deus deve ser amado acima de todas as coisas. Pelo menos é isso que aprendemos através da inerrável Palavra de Deus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37). Quando analisamos o quanto Deus ama o homem, passamos a entender o porquê de tão grande amor. Esse amor com que somos amados por Deus, é capaz de nos transformar para que também possamos amá-lo. O grande amor de Deus atrai para si adoradores que de coração totalmente devotado, lhe tributam glória.

Nas Escrituras a palavra “glória”, está relacionada ao conceito de dignidade, beleza, excelência. Doutrinariamente se refere a Deus, a glória do Senhor. A palavra hebraica kadod, traz o conceito de “peso, dignidade, brilho, beleza radiante”. Quando se tributa glória a alguém, se reconhece o seu valor, dignidade, beleza, etc. Tributar glórias a Deus, não é nada mais que reconhecer-lhe a grandeza, senhorio e soberania. Uma vida de louvor e de comunicação sincera acerca das verdades de Deus glorifica o Seu nome. Fomos chamados para fazer conhecido na terra o nome de Deus e sua glória. Quanto mais conhecido se torna o nome de Deus, mais verdadeiramente adorado será. “Todas as nações que fizestes virão e se prostrarão perante a tua face, Senhor e glorificarão o teu nome” (Sl 86.9).

O grande amor de Deus por toda humanidade e o reconhecimento desse amor por seus filhos, levará o cristão a oferecer de livre vontade, gratidão e lealdade a Deus, dia a dia. Quando nos aproximamos de Deus com amor sincero e verdadeira adoração, Deus nos confere seu amor e graça (2Co 12.9). Fomos salvos para sua glória, para servir a Deus em atitude de adoração. Na verdade a excelência não é nossa, mas de Deus.

A glória de Deus no Novo Testamento está relacionada a Cristo. Em Cristo a glória de Deus chega ao seu clímax máximo, pois cumpriu seu ministério com o objetivo de glorificar universalmente o Pai: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo 17.4). Através da obra que Cristo realizou no Calvário, o trabalho da redenção foi concretizado, quando comprou para si, povos de todas as tribos, línguas e nações, objetivando glorificar o Pai.

Apóstolo Paulo viveu o seu ministério sempre com objetivo de glorificar a Deus e revelar Cristo e sua salvação aos povos (1Co 10.31). O que ele havia alcançado de Deus, o levava a anunciar com o mesmo zelo aos povos às verdades do evangelho de Cristo. O alvo de Paulo era glorificar a Deus através de sua vida e testemunho, para que pudesse apresentar a maior quantidade possível de pessoas a Cristo. Essa era sua glória (1Ts 2.6-12). O alvo de Paulo era tão preciso que por nenhum momento se preocupou em agradar a homem algum, senão a Deus (Gl 1.10; 1Ts 2.4), ao final de sua vida pode glorificar a Deus por ter cumprido sua missão (2Tm 4.6-8).

A glória dos homens, têm levado muitos ao fracasso total em sua vida espiritual e ministério. Ora, mas quem nunca se gloriou por algum feito que tenha realizado? Quem nunca se envaideceu por ter alcançado uma grande conquista? Apóstolo Paulo chegou a se gloriar dentro da medida (2Co 11.17,18; 12.1,5,6). Buscar glória para si parece ser algo que aquece e inflama o coração do homem. O homem gosta de gloriar-se nos seus feitos. Vivemos numa sociedade que nos incentiva pela busca de realizações e a alcançar aquilo que nos interessa e nos satisfaz, ainda que pra chegarmos lá tenhamos que agir de qualquer forma, mesmo fora de padrões estabelecidos na Palavra de Deus.

Quando estão em busca de glória terrena, fama, status, cargos, títulos, muitos se entregam à mentira, engano, corrupção, troca de acusações, as mais esdrúxulas possiveis. Estão dispostos a cometer qualquer tipo de atrocidade com objetivo de alcançar posição e satisfazer o intento do seu coração enganoso. A ganância e insensatez têm levado muitos a uma vida de total descontrole e fracasso espiritual. Vemos, com tristeza em nossos dias líderes, organizações a se digladiarem com atitudes totalmente carnais, levando uns aos outros às barras de tribunais da justiça comum para alcançar êxito em suas pretensões, sem se importarem com o ônus causado ao Reino de Deus entre os fiéis. Fica difícil de entender o porquê de tamanha ganância no coração de homens que são considerados “homens de Deus. Estes, que assim se comportam, não estão nem um pouco preocupado com o cuidado que se deve ter consigo mesmo e com a doutrina (1Tm 4.16).

Parece que a vida de piedade tem se ausentado de muitos que dizem servir o Senhor, e, principalmente de muitos líderes. Não basta subir a uma tribuna e proferir palavras e mais palavras, pois, ainda que elas provoquem algum tipo de emoção, o que falará mais alto é a vida de piedade (1Tm 4.8). A vida de um líder, pregador, ensinador, fala mais alto através do seu testemunho acerca do que faz e da maneira como vive, que os sermões por ele proferidos de uma tribuna. Alguém, algures, já disse que “a vida do ministro é a vida do seu ministério”, aquilo que se vive no púlpito, se deve viver entre os fiéis. Ora, é evidente que se não formos limpos em nossa vida privada, seremos privados da graça imensurável do Senhor em nossa vida e cotidiano, quando dela precisarmos. Muitos através dos seus maus exemplos estão expulsando as pessoas para longe de Cristo ao invés de trazê-los para perto. D. L. Mood, disse que “o principal problema da obra são os obreiros”. Se isto é assim, estamos com sérios problemas, pois cada dia que passa consagramos mais obreiros e, desses, alguns estarão nos dando dores de cabeça, pois não tem como alvo principal glorificar a Cristo, mas buscar glória para si próprio, estão objetivando alcançar apenas posição.

Tem muita gente despreocupada com o Reino de Deus à sua volta, seu alvo não é nem de longe glorificar a Deus, senão buscar sua própria glória. São hipócritas. “O personagem que representamos no palco da vida, com os cosméticos da vaidade e sob as luzes da autoglorificação, é diferente do “eu” que existe no recesso da nossa intimidade, sem as máscaras da hipocrisia” (Hernandes Lopes). É certo, que muitos vivem vida de hipocrisia, tentam manter as aparências, mas é só aparência mesmo. Comportam-se como moralistas, exigem vida correta dos outros, reprovam sempre quando se trata de outras pessoas, “atam fardos pesados e difíceis de suportar e os põem aos ombros dos homens”, mas eles mesmos não querem carregar (Mt 23.4).

O comportamento duplo de alguns chega ao extremo de macular o que ensina a Palavra de Deus, pois usam de dois pesos e duas medidas em suas ações. Trata a alguns com o rigor da lei, mas a si com as delícias da graça. Celebram suas conquistas e vitórias, mas ficam prezerosos com o fracasso dos outros. Que tristeza!

Tiago diz àqueles que se gloriam em suas presunções, ser este um comportamento maligno (4.16). Ora, vejam como é triste quando pessoas, líderes, obreiros, que deveriam se concentrar na vontade de Deus para suas vidas e planos, se põem a gloriar-se como se tivessem domínio sobres suas vidas e seu próprio destino. Tiago diz que toda glória tal como esta é maligna, porque não leva Deus nem sua glória em consideração. Os cristãos para quem Tiago escrevia estavam, de fato, mostrando certo prazer em sua autossuficiência.

É tempo de tributarmos ao Senhor glorias e louvores, e isso com todo o nosso ser. Não é isso que pede o salmista? “Tributai ao Senhor, ó família dos povos, tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas, e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade; tremei diante dele todas as terras. Dizei entre as nações: Reina o Senhor” (Sl 96.7-10). Fica, portanto, essa recomendação bíblica a todos neste tempo presente: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.7).

Pr. Nonato Souza.

domingo, 24 de abril de 2011

JESUS CRISTO, RESSUSCITOU.

“Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24.6).

A morte de Cristo não teria o mesmo significado redentivo se não fosse a sua ressurreição. Era necessário que Cristo ressuscitasse tendo em vista a nossa ressurreição (Rm 4.25). Quando Cristo ressuscitou, o Universo tomou conhecimento da eficácia de sua morte, tendo conhecimento de que as forças das trevas haviam sido conquistadas e que Cristo vitorioso ressurgira do sepulcro, garantindo assim, a nossa ressurreição. É a ressurreição física e corporal de nosso Senhor Jesus Cristo, o fundamento inabalável do evangelho e da nossa fé. Quando fazemos uma comparação de todas as religiões do mundo, observamos que o Cristianismo é a única que teve o seu fundador ressuscitado. A autenticidade do Cristianismo era demonstrada pelos apóstolos quando anunciavam a mensagem do Cristo ressuscitado. As mensagens pregadas por eles no livro de Atos, sempre enfatizavam sua morte, sepultamento, e ressurreição (At 1.22;4.33;17.18,22). Apóstolo Paulo também enfatizou que a ressurreição de Cristo era um acontecimento absolutamente fundamental à nossa pregação, pois sem a mesma não haveria mensagem alguma de salvação, nem esperança a ser anunciada (1Co 15.14-18).

A falsa teoria de que Jesus não chegou a morrer verdadeiramente, mas que simplesmente desmaiou se constitui em um contra senso ao que ensina as Sagradas Escrituras. A Bíblia mostra com clareza de detalhes que Cristo estava realmente morto. Esse fato pode ser comprovado quando o centurião e os soldados O declararem morto (Mc 15.45; Jo 19.33), as mulheres irem ao túmulo esperando ungirem o seu corpo (Mc 16.1) e que ao ressuscitar no terceiro dia Ele, não se apresentou aos seus discípulos de forma moribunda, meio morto, mas como aquele que venceu a morte (Ap 1.18).

Existem também, os que dizem ter sido apenas o seu espírito que ressuscitou. Nós sabemos pela Palavra de Deus que Cristo ressuscitou em corpo e não apenas em espírito ou na lembrança dos seus discípulos. Jesus mesmo declarou depois da ressuscitado que tinha carne e ossos (Lc 24.39,40); as mulheres que o encontraram na manhã da ressurreição, abraçaram-lhe os pés (Mt 28.9); os discípulos mesmo, após verificarem cuidadosamente, declaram que o túmulo estava vazio e os lençóis em ordem (Mc 16.6; Jo 20.5-7); Eles mesmos, o reconheceram pelas marcas dos cravos (Jo 20.25-28; Lc 24. 34-40); os anjos de Deus, que não mentem, declararam que havia ressurgido conforme havia dito (Lc 24.6-8).

A ressurreição de Cristo foi singular, diferente de qualquer outra que tenha havido antes. A Bíblia fala de ressurreições temporárias, como por exemplo: O filho da viúva de Serepta (1Rs 17.17-24), o filho da sunamita (2Rs 4.17-27), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo (Mc 5.22-43), Lázaro (Jo 11), Dorcas (At 9.36-42), cujo objetivo é mostra o inigualável poder de Deus sobre as forças da natureza, e assim, levar o homem ao arrependimento. Todos esses, certamente voltaram a morrer, pois não receberam um corpo como o que Jesus recebera, com propriedades diferentes de qualquer outro, não estando mais sujeito à morte, nem às leis desta criação. Com relação ao corpo ressurreto de Jesus Thiessen diz: “Era um corpo real. Podia ser e foi tocado (Mt 28.9); era de carne e ossos (Lc 24.39,40). Foi reconhecido como o mesmo corpo, e não outro. O próprio Cristo menciona Seu lado aberto (Jo 20.27). Parece que essas marcas de Sua paixão serão visíveis mesmo quando Ele voltar pela segunda vez (Ap 1.7; Zc 12.10). Em ocasiões diferentes, lemos que os Seus O reconheceram após a ressurreição (Lc 24.41-43; Jo 20.16-20; 21.7). No entanto, Seu corpo era diferente em alguns aspectos após a ressurreição. Ele passou por portas fechadas (Jo 20.19), e indubitavelmente não precisava comer e beber após aquela hora. Ele está vivo agora para todo o sempre (Rm 6.9,10; 2Tm 1.10; Ap 1.18).”

Jesus de Fato Ressuscitou? A ressurreição de Cristo foi um milagre. É importante lembrarmos alguns fatos importantes relacionados à ressurreição de Cristo e que fortalecem esta doutrina. O texto bíblico enfatiza que, quando do sepultamento de Jesus uma grande pedra foi rolada para a entrada do sepulcro, tapando-o. Quem teria rolado a pedra para fora? Havia soldados que guardavam o sepulcro e certamente não foram eles que rolaram a pedra do sepulcro facilitando o roubo do corpo daquela que ali estava morto. E os discípulos! Não estavam eles com medo, escondidos. E as mulheres! Pobres mulheres! No caminho, comentavam entre si, “quem nos removerá a pedra?” (Mc 16.3). A única explicativa bíblica que temos, é que anjos tiraram a pedra.

O fato da ressurreição de Cristo pode ser observado em pelo menos quatro acontecimentos:

I - No sepulcro vazio: “E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Lc 24.3). As Escrituras nos mostram com clareza que o sepulcro estava vazio. Esse fato verídico não foi contestado por ninguém. A mentira inventada pelos principais dos sacerdotes de que os discípulos roubaram o corpo de Jesus, têm sido aceita por alguns como sendo a verdade. As Escrituras, porém, nos informa que quando Simão Pedro entrou no sepulcro, viu no chão os lençóis, e que o lenço que havia estado sobre a sua cabeça não estava junto com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte (Jo 20 3-8), o que prova que Ele havia ressuscitado.

II - Na aparição dele após ressuscitar: “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo vistos por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus” (At 1.1-3). Após ressuscitar Jesus apareceu a mais de 500 irmãos, o que serve para confirmar a realidade do evento.

III - No testemunho dos discípulos: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31). e mais: “Seja conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós” (At 4.10).

IV - No testemunho do próprio Cristo: “Eu sou Aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades” (Ap 1.18 NVI).

Tendo Cristo ressuscitado, apresentou-se aos seus discípulos por um espaço de quarenta dias (At 1.3), ascendendo aos céus do monte denominado das Oliveiras, à vista dos seus discípulos (Mc 16.19;Lc 24.51).

Pr. Nonato Souza.

sábado, 16 de abril de 2011

PAULO EM TESSALÔNICA – UMA IGREJA EXEMPLAR

“Paulo, Silavano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: graça e paz, tenhais da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, lembrando-nos, sem cessar, da obra da vossa fé, do trabalho da caridade e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,...” (1Ts 1.1-3).
Ao meditar no texto acima, pude identificar com clareza de detalhes a diferença existente entre uma igreja que procura ter como padrão de conduta a Palavra ensinada, daquelas que nenhum compromisso tem com as verdades do evangelho de Cristo Jesus e ensinos apostólicos. Recorrendo ao livro de Atos dos apóstolos vamos identificar o nascimento da igreja dos tessalonicenses. Tessalônica era cidade comercial da Macedônia, na antiga Grécia. O evangelho foi anunciado na cidade quando Paulo realizou sua segunda viagem missionária. Houve naquela igreja um avivamento espiritual iniciado através da pregação poderosa e ensino da Palavra de Deus. Tendo sido obrigado a encerrar prematuramente seu ministério naquela cidade, Paulo envia Timóteo, obreiro de sua inteira confiança, para saber notícias da referida igreja. Logo que encerra sua tarefa, Timóteo viaja para Corinto onde se encontra com Paulo, para levar a este, informações da igreja, o que levou o apóstolo a escrever a primeira carta aos Tessalonicenses.
Paulo inicia o texto com ações de graças a Deus pelos cristãos da igreja Tessalônica, pelo zelo, fervor espiritual que lhes era inerente. Ali estava uma igreja com características espirituais importantes, as quais eram lembradas pelo apóstolo. Uma igreja que desenvolveu uma fé crescente, dinâmica, viva e atuante (1 Ts 1.3). Havendo sido resgatados da velha vida sem Deus, os tessalonicenses se esforçaram para que houvesse maior desempenho espiritual na fé em Cristo.
Havia no coração daqueles santos verdadeiro amor, não apenas o amor filantrópico, mas aquele amor gerado pelo Espírito, amor como “fruto do Espírito”. Amor que impulsiona para o trabalho em prol do Reino. Amor que leva à realização de trabalho contínuo, perseverante, cheio de ardor a favor do evangelho de Cristo.
Paulo objetivava que o evangelho que fora anunciado por ele, permanecesse no coração deles, e se alegra por saber que o seu trabalho não havia sido inútil. O resultado estava ali, homens que haviam sido transformados, isto poderia ser visto claramente na vida daqueles queridos irmãos. Agora o apóstolo os estimula a que continuem manter a chama do primeiro amor acesa, bem acesa.
O coração do apóstolo estava feliz por lhes haver comunicado a verdade do evangelho e, que este, lhes fora eficaz (1Ts 2.13). A pregação de Paulo trouxe aos Tessalonicenses inúmeros benefícios, levando-os a serem feitos “imitadores das igrejas de Deus (1Ts 2.14).
Atualmente, a pregação de muitos tem sido, mais motivo de tropeço, que de edificação. Isto pelo fato de pregarem e não viverem o que pregam. Estamos vivendo tempos em que pregadores e mestres se tornaram presunçosos, vaidosos, gananciosos, trapaceiros, em busca de conquistas apenas para satisfação do seu ego. Estes fatos, às vezes não se revelam na aparência, mas está às claras através das atitudes. Totalmente afastados daquele sentimento que havia em Cristo Jesus (Fp 2.5-11), os tais pregadores e mestres se comportam de forma estranha e dissociada das verdades do evangelho e da ética cristã, cujos princípios são norteados pela Palavra de Deus.
O apóstolo chama ainda a atenção dos tessalonicenses para a necessidade de uma vida de santidade, amor fraternal e ao trabalho incessante (1Ts 4.1-12. Ele comunica aos santos daquela igreja sobre os perigos do pecados e tentações aos quais estamos sujeitos enquanto estivermos neste mundo. Aborda principalmente sobre os perigos da famigerada prostituição em suas mais variadas formas (1Ts 4.3-5). Aborda sobre o amor fraterno que deve ser cultivado por cada cristão, e necessidade de procurar progredir ainda mais neste quesito (vs. 9,10). No que concerne ao trabalho honesto incessante, deve o cristão evitar atitudes que contrariem nossa regra de fé e pratica, a Palavra de Deus, agindo sempre com responsabilidade, dignidade, honra, levando sempre através de nossas atitudes o bom nome de Jesus Cristo e do bom evangelho que é “poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Sabe-se que aqueles que agem enganosamente em suas atitudes dão mau exemplo e ainda desabonam a conduta cristã daqueles que andam corretamente diante do Senhor (vs. 11,12).
Por fim, Paulo corrige entre os santos de Tessalônica alguns ensinos equivocados acerca da situação dos mortos e volta de Jesus (4.13-18). Como Paulo não queria que os irmãos daquela igreja continuassem sendo ignorantes acerca de tais ensinos faz as correções necessárias acerca de tais doutrinas.
É notório hoje, o fato de algumas igrejas desconhecerem as doutrinas elementares da fé cristã. Esse problema não seria resolvido com o ensino sistemático das Sagradas Escrituras? Não seria o caso de alguns líderes darem maior tempo para a exposição da Palavra de Deus, objetivando disseminar as dúvidas que pairam na mente de muitos que são ignorantes acerca de vários assuntos doutrinários nos dias atuais? A igreja de Tessalônica foi orientada pelo apóstolo Paulo, que mesmo no pequeno espaço de tempo em que permaneceu entre aqueles crentes, foi capaz de lhes transmitir todo conselho de Deus para seu crescimento espiritual.
Foi o ensino sistemático, perseverante e cuidadoso da Palavra de Deus que levou Paulo a se expressar sobre estes santos nos seguintes termos: “Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma” (1Ts 1.8). É hora de usar os púlpitos das igrejas com objetivo de edificar o povo de Deus. Muitos estão morrendo famintos por falta de pão espiritual. Dentro do tempo que o Senhor nos entregou, ensinemos todo o conselho de Deus à igreja, afinal o nosso tempo à frente do rebanho que nos foi entregue não é tão longo assim. Cumpramos com nossa obrigação de ensinar a Palavra, se almejamos uma igreja exemplar. Que Deus nos ajude!

Pr. Nonato Souza.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

40ª AGO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS ANALISA PONTOS DOUTRINÁRIOS IMPORTANTES

Divórcio é analisado em Assembleia Geral Ordinária, bem como o não reconhecimento de União Estável.
Comissão especial sobre o divórcio apresentou proposta sobre o assunto, que foi discutida exaustivamente pelos convencionais na manhã da primeira plenária da 40ª AGO. Na resolução aprovada pela Assembleia se resolveu que "a CGADB reconhece o divórcio, no âmbito ministerial dos membros, apenas nos casos de infidelidade conjugal, conforme o que expressa o texto de Mateus 5.31,32, devidamente comprovados", e que as Convenções Regionais deverão esgotar todas as possibilidades possíveis de reconciliação entre marido e esposa.
Em caso de divórcio de um ministro, sendo o pedido solicitado pela esposa do mesmo, ou ainda quando este for vítima de infidelidade conjugal deverá ficar a cargo da Convenção Regional do referido ministro, dar parecer favorável ou não se este permanece frente às suas funções ministerias, podendo ainda o ministro recorrer com recurso junto a mesa da Convenção Geral.
Outro ponto importante discutido, foi que a CGADB "não reconhece no âmbito da vida ministerial de seus membros, a situação da União Estável."
Outrossim, na planária da tarde duas novas Convenções Regionais foram reconhecidas, sendo integrada à CGADB. As duas foram: a Convenção de Betim (MG) e a Tradicional do Amazonas. As duas novas Convenções tiveram apóio da Convenção mineira, bem como da Convenção do Estado do Amazonas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

ASSEMBLEIA DE DEUS DE BRASÍLIA NO CENTENÁRIO

Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Brasília terá programação especial para acompanhar as comemorações do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil. Começando no mês de maio/2011 com oração que se estenderá durante todo mês até dia 19 de junho do ano corrente. Veja a programação abaixo:

Maio/2011 – Oração em prol do Centenário em todas as congregações;
30 de maio – 04 de junho – Semana de oração – Centro Oeste – Congregações;
05 de junho – Escola bíblica dominical especial – Congregações;
05 de junho – Culto da centésima ovelha – buscando os desviados – Congregações;
10 de junho – Comemorações no Pará – Belém / Pa;
11 de junho – Ceia do Senhor – Congregações;
12 de junho – Batismo em águas – geral – sede Taguatinga – 14h;
12 a 16 de junho – Cultos pentecostais – Congregações;
17 a 18 de junho – Cruzada nas congregações ou Setores;
18 de junho – Evangelismo Pessoal – mobilização com igreja local – manhã e tarde;
19 de junho – Ceia do Senhor - obreiros e esposa – sede Taguatinga – 9h;
19 de junho – Culto em ação de graças pelo Centenário – Congregações;
22 a 24 de junho – Escola Bíblica de Obreiros – sede Taguatinga.

sábado, 2 de abril de 2011

ALCANÇANDO BENÇÃOS EM TEMPO DE CRISE

“Se eu cerrar os céus, e não houver chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; e se o meu povo, que se chama pelo nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Crônicas 7.13,14).

Estes versículos provavelmente mais do que qualquer outro em toda a Escritura, apresenta as condições para que o povo de Deus experimente suas bênçãos. “O castigo que Deus envia a seu povo em tempos de declínio moral, indiferença espiritual e de parceria com o mundo é a seca, esterilidade e a peste”. A falta de comunhão com Deus tem levado muitos a uma vida de letargia, mornidão e consequentemente ao fracasso espiritual e destruição plena.
A promessa de Deus para o seu povo em qualquer época, uma vez este povo estando sob o castigo divino, satisfaça as condições para um avivamento espiritual é: “eu ouvirei, perdoarei e sararei”. Esclareçamos de uma vez por todas que, aqueles que crêem devem abandonar seus pecados, vida centralizada no seu ego e submeter-se à Palavra de Deus e à sua vontade. Então, e somente então, alcançaremos o verdadeiro avivamento. “Se o meu povo que se chama pelo meu nome...” (2Cr 7.14).

Se humilhar. Humildade é a virtude em que manifestamos o sentimento da nossa fraqueza, ou de nosso pouco ou nenhum mérito.

A Bíblia ensina sobra a humildade?

A humildade será sempre honrada. “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e diante da honra vai a humildade” (Pv 15.33). É interessante observar que uma vez mais o autor volta ao tema do livro, “o temor do Senhor”. No texto apreciado se observa que a humildade vem antes da honra. Aqueles que vivem humildemente diante do seu Senhor e de seus mestres ou senhores, buscando sempre o crescimento, alcançará certamente lugar de honra no tempo certo (Lc 1.52). Mattew Henry comenta sobre o assunto: “Os princípios da religião, se aderidos fortemente, aprimorarão o nosso conhecimento, corrigirão os nossos erros, e serão o melhor guia do nosso caminho”. Ele ainda diz que “onde há humildade, há um feliz prenúcio de honra e preparativos para ela. Aqueles que se humilharem serão exaltados, tanto aqui como no futuro”

Com os humildes esta a sabedoria. “Vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria” (Pv 11.2). O humildes, despreteciosos, modestos sempre serão bem-aventurados. Todos quantos se envolvem com a soberba, o seu desfecho sempre será a vergonha, porquanto acabam se envolvendo com atos e atitudes vergonhosas, aviltantes que desencadeará em prejuízo para si. “A soberba é um pecado da qual os homens têm razão para se envergonhar; é uma vergonha para um homem qu veio do pó, que vive de doações que depende de Deus, e que perde tudo o que tem, por ser soberbo”. Enquanto que a humildade deve, sem sombra de dúvida, fazer parte integrante da vida do cristão. Gosto do que diz Matthew Henry em seu comentário: “Da mesma maneira como, com os soberbos, há loucura, e haverá vergonha, também com os humildes há sabedoria, e haverá honra, pois a sabedoria de um homem lhe conquista respeito e faz com que o seu rosto brilhe diante dos homens; ou, se alguém for tão vil, a ponto de pisotear os humildes, Deus dará a estes últimos a graça, que será a sua glória”.
Pode-se afirmar com toda convicção possível, que: “Com os humildes está a sabedoria”.

Deus escolheu as coisas humildes, para aniquilar as que são grandes. “E Deus escolheu as cousas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co 1.28; ARA). O mundo, assentado em um pedestal de soberba e arrogância, passou a sentir necessidade de uma mensagem que lhes transmitisse paz e, essa mensagem alançou com maior veemência a classe social mais baixa e muitos destes se converteram ao evangelho de Cristo. A filosofia grega, o poder romano, junto à religiosidade judaica não conseguiram transformar o mundo de então. Matthew Henry diz: “O evangelho era adequado para destruir o orgulho de judeus e gregos, para envergonhar o saber orgulhoso e a erudição dos gregos; e para derrubar aquele constituição sobre a qual os judeus se valorizavam e desprezavam todo mundo, pois “para que nenhuma carne se glorie perante ele” (v.20), não pode haver nenhuma pretensão para orgulhar-se.”

Deus dar graças aos humildes. “Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graças aos humildes” (Tg 4.6). O orgulho é algo que Deus aborrece. Deus diferencia entre o orgulho e a humildade, Ele resiste aos soberbos. Não pode haver desgraça pior do que sofrer a resistência do próprio Deus, tê-lo como aquele que rejeita as nossas orações, afastando de nós sua infinita graça. Todo aquele que se porta com soberba, cai em desgraça diante de Deus, sofrendo as consequência de suas próprias atitudes. Os humildes receberão de Deus honra, ou seja, “maior graça” por sua dependência e necessidade de Deus em toda e qualquer situação da vida.

O que a si mesmo se exalta será humilhado. “Porém o maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exatado” (Mt 23.12). O comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal nos explica sobre esta forte advertência contido no texto sagrado. Ele nos diz: “O âmago do discipulado não é encontrado nas apar~encias exteriores, nem nas largas franjas, ou nos lugares de honra. Ele está fundamentado na atitude de servir, e na humildade. O verdadeiro líder coloca suas necessidades em último lugar, como Jesus exemplificou na sua vida e morte. Tentar exaltar a si mesmo é contrário às exigências de Jesus para os seus servos. Somente aqueles que se humilham irão encontrar a verdadeira grandeza no reino de Deus.”

Os ninivitas foram salvos da destruição iminente porque se humilharam.

Os ninivitas creram em Deus. “E os homens de Nínive creram em Deus...,” (Jn 3.5).
Sacrificaram ao Senhor. “Proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até ao menor” (Jn 3.5).
Levantaram um clamor e se converteram ao Senhor. “Clamarão fortemente a Deus, se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há em suas mãos” (Jn 3.8).
Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho e lhes deu vitória. “E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez” (Jn 3.10).

Manassés, um rei extremamente pecador e que se arrependeu dos seus pecados, humilhou-se diante de Deus. Dentre as muitas práticas abomináveis de Manassés podemos citar:

“E fez o que era mau aos olhos do Senhor conforme as abominações dos gentios que o Senhor lançara de diante dos filhos de Israel” (2Cr 33.2).
Levantou altares a baalins, fez postes ídolos, queimou os seus filhos como oferta a moloque, praticava feitiçaria, encheu Jerusalém de sangue inocente, etc.
A Bíblia diz: “E ele, angustiado, orou deveras ao Senhor, seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais, e lhe fez oração, e Deus se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e o tornou a trazer a Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o Senhor é Deus” (2Cr 33.12,13).

Sacrifícios agradáveis a Deus, são o espírito quebrantado. “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás ó Deus” (Sl 51.17).

Orar. São preces ou súplicas dirigidas a Deus. O salmista dizia: “Ó tu que ouves as orações!...” (Sl 65.2).

A oração nos aproxima de Deus. “Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as tuas obras” (Sl 73.28). Os santos se sentem bem quando, por fé se aproximam de Deus. Somos ensinados que, com fé, podemos nos aproximar de Deus. Isto é o que diz o escritor aos Hebreus. “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10.22).

Quando oramos, podemos confessar os nossos pecados ao Senhor e ainda uns aos outros. “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16). A ênfase de Tiago é sobre a necessidade de confissão de pecados. Certamente a preocupação de Tiago está no fato de que pecados não confessados pode se tornar um impedimento às orações e ainda um obstáculo nos relacionamentos interpessoais. O ensino de Tiago aborda que deve haver confissão de pecados não apenas a Deus, mas ainda às pessoas que se sentiram prejudicadas pelos mesmos. É certo, que havendo a confissão do pecado, o pecador recebe o perdão e experimenta a plena libertação da culpa. A quem os pecados devem ser confessador? O texto responde: “uns aos outros”. No texto não há menção específica que os pecados só devam ser confessados à igreja ou aos pastores, fala, porém, de confissão a nível de pessoas, dentro de um círculo de crentes. Tiago, porém, não elimina a possibilidade de haver confissão para o pastor e presbíteros (v. 14). Pecados públicos, que envolvem os crentes devem ser confessados publicamente, os pecados particulares devem ser tratados com as pessoas envolvidas. É, portanto, necessário haver discernimento, restrição e cuidado para com os que desejam confessar pecados pessoais.

Orar é quebrantar-se em humilhação. “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14). Matthew Henry diz que “eles deveriam se humilhar debaixo de sua potente mão, orar pela remoção do juízo, e buscar a face e o favor de Deus”. Prossegue, no entanto, dizendo, que “nada disso servirá a menos que eles se convertam dos seus maus caminhos, e retornem para o Deus contra quem se rebelaram”

Devemos orar e vigiar. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). Não se trata de está simplesmente desperta fisicamente, porque então poderá sucumbir, fracassar em meio à tentação. O clamor do texto é para um despertar espiritual. Se com o coração e mente estiver vigilante, certamente, vencerá a tentação.

Devemos orar em todo o tempo. “Orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18). “Orar no Espírito” aqui não é mesmo que “orar em espírito”, se é que esta seja uma expressão correta. Orar no Espírito indica que o Espírito Santo nos ajuda a orar (Rm 8.26), torna Deus acessível a cada um de nós (Ef 2.18) e nós dar confiança quando oramos (Rm 8.15,16). É o Espírito Santo que nos inspira e nos guia em nossas orações.

Devemos orar sem cessar. “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17). O cristão deve perseverar em oração na presença do Pai.

A oração é a chave para a solução de todos os problemas. Observemos o que Jesus ensinou sobre o assunto da oração: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre” (Mt 7.7,8).

Buscar a minha face. O texto se refere exatamente a uma procura ou busca constante de Deus.

Somos exortados a uma busca constante de Deus. Vejamos:

“Buscai o Senhor e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença” (Sl 105.4).
“Eu amo os que me amam, e os que de madrugada me buscam me acharão” (Pv 8.17).
“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13).
“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).
“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).
Os que buscam a face do Senhor encontram: Paz (2Cr 14.1; rei Asa); Repouso (2Cr 14.7; rei Asa); Prosperidade (2Cr 14.7; rei Asa); Glória em abundância (2Cr 17.5; rei Josafá).

E se converter dos seus maus caminhos.

A conversão é uma mudança. “Quando o teu povo de Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem, e suplicarem a ti nesta casa” (1Rs 8.33,34).

Quando há uma real conversão, os pecados são apagados. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados e venham, assim, os tempos de refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19).

Tempos de refrigério, é o sinal de conversão (At 3.19).

A volta do Senhor está relacionada com a nossa conversão. “E envie a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado” (At 3.20).

O profeta Samuel fez uma convocação a todo Israel para se converter. “E disse Samuel a toda a casa de Israel: Se de todo o vosso coração vos converteis ao Senhor, tirai dentre vós os deuses estranhos e as astarotes, preparai o vosso coração ao Senhor, e servi a Ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus” (1Sm 7.3).

Conclusão: A todos quantos andarem segundo esta palavra, o Senhor lhes diz: “Então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Cr 7.14). Esta e a promessa de Deus a todos aqueles que vivem em meio esta sequidão de estio espiritual da atual geração. Em meio a tanta crise espiritual, de integridade existente no arraial dos santos, temos da parte de Deus, a promessa de alcançarmos bênçãos em tempo de crise.
Pr. Nonato Souza

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

Henry. Matthew, Comentário Bíblico Antigo Testamento. Jó a Cantares. Edição Completa, pg. 800. CPAD.
Ibidem, pg. 770
Ibidem, 771
Henry. Matthew, Comentário Bíblico Novo Testamento. Atos a Apocalipse, Edição completa, pg. 432. CPAD.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 01. CPAD
Henry. Matthew, Comentário Bíblico Antigo Testamento. Josué a Ester. Edição Completa, pg. 707. CPAD