quinta-feira, 31 de março de 2011

DEUS É PODEROSO PARA FAZER TUDO



“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” (Ef 3.20).

O texto acima é uma belíssima passagem bíblica. Ao ler o versículo, fui tocado profundamente embora já o tenha lido em diversas ocasiões. Em minha meditação, a referida passagem falou forte ao meu coração.

Deus é poderoso, não havendo, portanto, limites para Ele. Paulo sabendo disso irrompe numa maravilhosa doxologia, impactado por aquilo que haveria de ser realizado no seio da igreja através de Jesus Cristo. Para ele, o que havia declarado em sua oração era algo extraordinário, grande em extremo, parece até ter declarado algo além do necessário (16-19). Porém, sua convicção o levava ao entendimento que o evangelho de poder por ele anunciado, ia além do que estava ao alcance da mente humana, atingia a esfera do sobrenatural, ultrapassando, portanto, toda e qualquer imaginação. Paulo conhecia o evangelho pelo qual foi alcançado, evangelho este, que declara as obras de Deus, obras de poder.

Deus pode tudo, esta era a convicção e conhecimento do apóstolo. Ele chega a declarar e descrever este poder divino, como capaz de cumprir tão grandes feitos que ultrapassa tudo quanto pedimos ou pensamos.

Os homens têm tendência natural de querer limitar a ação de Deus. Isso se dar, tanto no âmbito da igreja como em sua própria vida particular. Ora, Deus não conhece limites, Ele pode fazer tudo (Mt 19.26). Este fato se deu com Abraão, nosso pai na fé: “Sendo, pois, Abrão de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). Ora, este homem sendo já de noventa anos e Sarai, sua mulher, já tendo há muito ultrapassado a idade de ter filhos, vinte e quatro anos depois de lhe ter feito promessa lhe aparece novamente o Senhor Todo-Poderoso para lhe afirmar que para ele nada é impossível. Deus, lhe diz que como Todo-Poderoso, podia cumprir plenamente a promessa a ele feita.

O profeta Jeremias nos diz: “Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda carne. Acaso, seria qualquer coisa maravilhosa demais para mim?” (Jr 32.27). Tudo quanto Deus desejar fazer mediante suas promessas, Ele fará. Precisamos tão somente confiar, ainda que não saibamos como se sucederá, tudo, na verdade, terá o seu cumprimento no tempo determinado por Deus.

Buscar o Senhor é determinação da própria Palavra: “ Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes” (Jr 33.3. O Deus Eterno, é poderoso para fazer tudo. E, mais, “pode fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”.

O rei Salomão, em sua oração, lhe pediu coração sábio para julgar o seu povo e prudentemente
pudesse discernir entre o bem e o mal. Deus lhe deu muito mais, o texto bíblico nos diz: “Eis que fiz segundo as tuas palavras, eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará. E também até o que não pediste te dei, assim riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias” (1Rs 3.12,13; grifo nosso).

Para os salvos em Cristo, diz apóstolo Paulo: “Mas, como está escrito: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9).

Deus deseja realizar coisas grandes na vida dos santos. Ele está em busca de alguém que deseja colocar-se na brecha com objetivo de ser usado. Deus não usa organizações, não usa máquinas, Deus usa homens, homens cheios do Espírito Santo, homens disposto a uma entrega total. Deus pode, e quer operar em nós, através de nós, poderosamente. Na Bíblia, vamos encontrar as coisas pequenas sendo valorizadas: vara, pães, peixes, pedras, queixada de jumento, etc. Deus não despreza o dia das coisas pequenas (Zc 4.10). Ainda que para muitos, você e a obra que realizas, não seja de importância significante, para Deus porém, é de um quilate excelente, pois toda obra no poder do Espírito Santo jamais poderá ser considerada insignificante.

Concluo dizendo, que Cristo é glorificado na Igreja pela presença maravilhosa do Espírito Santo. Somos sabedores que toda glória pertence a Deus, “Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, a honra, e a vitória, e a magestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe” (1Cr 29.11), e que essa glória é repartida com Cristo (Jo 17), que é glorificado na igreja. Paulo diz: “Para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja em vos glorificado, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2Ts 1.12). Portanto, entendemos, quando Paulo exalta a pessoa de Deus através de Jesus Cristo por causa das operações que se realizavam na Igreja através dos salvos (Ef 3.21). Ao Senhor Jesus seja a glória para sempre! Amém.

Pr. Nonato Souza.

quinta-feira, 24 de março de 2011

"PROSSIGO PARA O ALVO"


“Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.14).

Depois de ter sido alcançado pelo Senhor Jesus no caminho de Damasco, Paulo é levado a uma mudança radical em sua vida e seus valores. Ele diz: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo”. E ainda: “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganha a Cristo” (Fp 3.7,8).

Numa atitude cristã que revela de fato, ter sido alcançado de forma sobrenatural para uma nova vida em Cristo Jesus (2Co 5.17), Paulo passa a mostrar a pequenez que é a vida nesta terra de ilusões e o envolvimento com as coisas deste mundo, se comparadas com aquelas que o Senhor tem preparado para os que o amam (1Co 2.9).

Com visão cristã voltada para as coisas futuras, o apóstolo passa a considerar aquilo que possuía como perda para alcançar seu alvo maior: “a excelência do conhecimento de Cristo Jesus” (v. 8). Ver-se, que havia em Paulo um objetivo maior, uma ambição maior que simplesmente os prazeres efêmeros do presente século passageiro. Ele queria o “conhecimento de Cristo”, se identificar com o Cristo crucificado e ressurreto. O apóstolo objetivava conhecer mais que superficialmente, o poder da ressurreição de Cristo na sua vida diária. Ele não queria apenas um cristianismo de aparências, queria de fato, levar no seu corpo as marca de Cristo (Gl 6.17).

Observa-se pelo texto de sua carta aos Filipenses, que as glórias e vantagens promovidas pelo judaísmo haviam sido abandonadas por Paulo, que agora se submete a todos os sofrimentos e desventuras que lhe vem quando assume o ministério da pregação da Palavra. Sua nova vida em Cristo, o levou a participar dos Seus sofrimentos, morrendo para a vida de egocentrismo e se dispondo a sofrer e enfrentar as dificuldades impostas pelo evangelho a todos quantos recebem o plano da salvação em Cristo Jesus (2Co 4.7-12).

Havendo deixado a antiga vida legalista, se volta agora para o seu novo alvo. Espera de algum modo, “chegar à ressurreição dos mortos”. O desejo de Paulo, de viver a qualidade de vida daqueles que ressuscitarão em Cristo, expressa espírito de humildade e não de dúvida. Ele sabe que para alcançar tal alvo precisa continuar firme, pois para isto, foi alcançado. O alvo estava estabelecido e Paulo precisava perseguí-lo até alcançar.

O interessante na vida do apóstolo dos gentios é que não se contentou com o que já tinha alcançado, realizado, no serviço de Cristo. Ele queria “avançar”, prossegui, para coisas ainda maiores. Cada fibra do seu ser estava focada em alcançar o seu objetivo, um propósito maior. Ora, todo aquele que deseja alcançar de Deus algo maior, deve esquecer-se das coisas que para trás ficam e avançar para as que estão diante de dele. O crente não deve se contentar apenas com a medida das coisas normais, as mesmices, a rotina em sua vida espiritual. Deve, antes, buscar sempre mais da graça de Deus para sua vida em todo tempo.

Seguir em direção ao alvo, o céu, era o objetivo de Paulo e deve ser o objetivo de cada cristão. Devemos correr em direção ao alvo proposto sem desistirmos. Se, temos o céu como alvo maior, devemos seguir em frente sem olhar para trás, buscando sempre uma vida de santidade e empregando forças até chegarmos lá. O céu é o alvo de todo crente salvo. É para este lugar lindo e maravilhoso que estamos indo. A nossa vocação é do céu, e é lá que está a nossa morada. É a eternidade com Deus que queremos alcançar, é por ela que estamos lutando a cada dia contra aqueles que querem nos destruir. Na caminhada cristã, somos exortados a direcionar o nosso olhar para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12.2). Manter os nossos olhos no céu é proveitoso para nossa caminhada cristã, além de nos manter afastados dos horrores deste mundo perdido.

É importante que vivamos conforme a verdade que aprendemos e não nos deixemos levar por doutrinas várias de conceitos humanos que não servem senão, para a perdição. No mundo em que vivemos os conceitos cristãos, preceitos bíblicos necessários estão sendo deturpados, deixados para trás como se nenhum valor tenha. Nossa única forma de contra atacar estes pensamentos tendenciosos existentes no seio da igreja hodierna, é empregar esforço para guardar, conservar a verdade bíblica sem adulteração, objetivando alcançar as próximas gerações de crentes (Jd v.3). É a Igreja a guardiã destas verdades, e deve esta guardá-la e preservá-la como o bem mais precioso que existe.

Prossegui para o alvo, nos levará a conquistar o prêmio tão almejado, a salvação em Cristo. Não podemos desistir. Mesmo diante das grandes adversidades existentes, sendo que o objetivo final é estarmos ao lado de Cristo eternamente, em corpo de glória. Vale à pena prosseguir.

Pr. Nonato Souza.

terça-feira, 15 de março de 2011

“QUE CULTO É ESTE VOSSO?”




Por Nonato Souza.

“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso? Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito,...” (Ex 12.26).


Não é de hoje que se tem comentado sobre a situação dos cultos em nossas igrejas. Volto ao assunto novamente, juntando-me à fileira daqueles que tem se preocupado com esta situação. Atualmente, temos visto no arraial dos santos, um comportamento no mínimo estranho. Elementos estranhos estão adentrando a igreja local em nome da verdadeira adoração. É, sem sombra de dúvida, “coisas estranhas”, porque não dizer, “esquisitas”, o que estamos vendo em nossas reuniões chamadas de “cultos”.

A pergunta: “que culto é este vosso”, no texto acima, certamente seria feita pelos filhos dos israelitas em tempo oportuno. Deveria ser competência dos pais responderem a tais indagações acerca dessas celebrações sagradas realizadas entre o povo. Respostas a perguntas tais como: a natureza de tais reuniões, a finalidade, o que se pretende alcançar, o que se pode esperar de tais celebrações, certamente seria importantes para a formação dos filhos. Israel teve o culto como um elemento sempre presente em sua vida, mesmo não havendo uma palavra especial no Antigo Testamento para culto. Todavia era através deste, que fé e tradições eram transmitidas ao povo.

Não tenho, porém, o objetivo de trabalhar a pergunta sobre o assunto “Páscoa”, mas é meu desejo, enfatizar sobre o culto cristão que estamos vendo em nossas congregações atualmente. Abordaremos aqui, o comportamento bizarro de alguns crentes nas poucas horas em que se dar o culto cristão. Isto, porque, do que temos visto, entendemos está havendo um verdadeiro distanciamento daquilo que nos ensina a Palavra de Deus. Na verdade, muitos estão se envolvendo drasticamente em comportamentos que trazem um grande prejuízo ao Reino de Deus.

Longe do equilíbrio proposto pela Palavra de Deus, os nossos cultos estão descambando, quando não para o formalismo exagerado que mata, para um fanatismo doentio que destrói a essência do verdadeiro culto a Deus. Para os cristãos do Novo Testamento, o culto racional, ou culto espiritual, estava relacionado com vida agradável a Deus. Entende-se, portanto, que o culto cristão no Novo Testamento não estava dissociado da vida de comunhão, adoração e testemunho cristão dos crentes. O livro de Atos dos apóstolos e cartas paulinas nos mostra que cultos realizados na Igreja primitiva eram diferentes do que vemos em nossas igrejas atualmente. O texto de 1Coríntios 14.26, nos dar uma pequena amostra dos elementos que compunham o culto na igreja de Corinto. O texto sagrado diz: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”.

No culto cristão, que se oferece para Deus, deve haver preocupação em prestar verdadeira adoração pelo Espírito. O culto morto dos judeus foi assunto abordado por Jesus quando contrastava tal comportamento com a verdadeira adoração. Os judeus estavam preocupados apenas com os sacrifícios e os ritos tradicionais dos homens. Jesus condena tais atitudes e lhes apresenta a importância da verdadeira adoração (Jo 4.23,24).

Não tenho dúvidas, que existem algumas formas de cultos que estão desagradando a Deus, entristecendo-o ao invés de agradá-lo. Algumas destas reuniões chegam ao extremo de levar Deus a se aborrecer: “...as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas: estou cansado de as sofrer” (Is 1.14). Deus chegou a aborrecer e entristecer-se com o povo judeu, pelo fato de, tendo uma vida de constante desobediência e rebeldia, permanecer oferecendo sacrifícios e ofertas como se suas vidas espirituais estivessem corretas diante de Deus. Ora, esse comportamento chegou a irritar o próprio Deus, pois, já não podia suportar uma vida de iniquidade e ajuntamento solene (v.13).

A atitude hipócrita de muitos cristãos entristece o coração de Deus, pois, muitos se apresentam diante do Senhor com ritos, tradições, costumes, etc., mas interiormente não há mudança de vida. Com uma vida cheia de pecados, os mais grosseiros e piores possíveis, e sem arrependimento algum, se apresentam diante de Deus objetivando apenas satisfazer seu egoísmo e cumprir rituais. Deus está cansado destas coisas. Cultuam, mas cultuam de forma hipócrita, sem adoração verdadeira, sem atitude interior. Exteriormente, tudo perfeito, interiormente, um coração que está distante de Deus.

Temos atualmente, em muitas de nossas igrejas, um tipo de culto que não agrada a Deus. Recheado de exageros e modismos os mais extravagantes possíveis, estes depõem contra as Escrituras Sagradas e a boa liturgia cristã. Longe do culto racional estimulado pelo apóstolo Paulo em Romanos 12.1, os cultos que temos visto está envolto em comportamentos esquisitos, objetivando apenas agradar aqueles que ali se reúnem (homens) e não a Deus. Quando se visita o site YouTub, vê-se um absurdo de vídeos de pregadores impressionantes, crentes rodopiando, gritando, uivando, caindo no chão, dançando, mensagens de alto ajuda, triunfalistas e de confissão positiva. Uma variedade de unções: unção da gargalhada, da lagartixa, do leão, dos quatro seres, da loucura etc. São coisas estranhas, e distantes daquilo que a Palavra de Deus nos ensina.

Em muitos congressos por ai, deixamos de ter cultos para ter shows. Isto mesmo, verdadeiros shows gospel, onde crentes dançam, rodopiam, gritam assobiam, pulam, sobem em cadeiras, nas costas uns dos outros, numa atitude de verdadeira irreverência e os cantores e pregadores se apresentam como verdadeiros astros do mundo para uma platéia eufórica, pronta a fazer tudo o que eles ordenam. Em reuniões desse tipo, eu já vi crentes ficarem totalmente descontrolados a ponto de até se machucarem fisicamente. Tudo em nome do mover de Deus (mover de Deus?). Nas tais reuniões (nem sei se posso chamar isto de culto ao verdadeiro Deus), vemos crentes e até obreiros se comportando como verdadeiros meninos, neófitos na fé, (1Co 14.20; Ef 4.14) que necessitam crescer para sair do estágio de meninos espirituais e chegar à fase adulta (1Pe 2.2).

Porque não retornamos ao verdadeiro culto a Deus? Assim quando formos interrogados: “Que culto é este vosso?” saberemos responder biblicamente a forma correta de cultuarmos a Deus.

Retornemos ao princípio da Palavra de Deus. A igreja está vivendo um momento de adulteração das características originais dos seus ensinos fundamentais. Estamos escutando um clamor por todos os lados por um retorno aos padrões doutrinários abandonados. O afastamento dos ensinos bíblicos tem causado um grande prejuízo no seio da igreja local. Há um abatimento espiritual por toda parte. O antropocentrismo tem provocado o afastamento de Cristo, que deveria ser o centro dos nossos cultos. Temos muito movimento, mas pouco da ação de Deus, da operação do Espírito Santo através dos dons espirituais. A mensagem que se prega hoje está distante de ser o evangelho de poder (Rm 1.12), capaz de transformar a vida do mais vil pecador.

Muitas igrejas ditas evangélicas, que outrora tiveram a Bíblia como padrão divino de fé e prática abandonaram a Palavra de Deus e estão aceitando males e comportamentos que trazem inúmeros prejuízos ao Reino de Deus, interpretam as Escrituras objetivando acomodar os seus erros e visões distorcidas. Observa-se que o pragmatismo já abarcou tais movimentos. Cada crente já se permite viver em sua zona de conforto, sendo indulgente quanto aos próprios pecados. Estamos vivendo tempos difíceis (2Tm 3.1-9).

É claro que Deus deseja um retorno ao culto verdadeiro, e que, com certeza o culto hipócrita, recheado de fingimento, está distante de Deus. “Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído” (Is 29.13).

Deus quer ser cultuado, não por um culto formado por atos mecânicos, invenções humanas, esquisitices, extravagâncias, comportamentos tais que tem gerado escândalo e levado muitos a se desviar do Senhor e consequentemente do verdadeiro culto a Deus.

É hora de voltar a cultuar a Deus com todo coração. Deixemos ser aplicada em nossos cultos a liturgia verdadeiramente bíblica, aquela que dar liberdade de ação ao Espírito Santo, sem as extravagâncias carnais própria da natureza humana decaída. Queremos ouvir Deus falar no culto. Isto é possível quando há exposição da Palavra de Deus por meio do pregador (aquele que ainda teme e treme da presença de Deus e sabe de sua responsabilidade como ministro do Senhor), ou ainda, uma palavra profética através do dom de profecia para a edificação da igreja ou por outros meios em conformidade com o operar do Espírito.

Sabe-se, que quando analisamos teologicamente e biblicamente o culto, vemos não ser um programa milimetricamente cronometrado, não é um serviço religioso, não é também, um show de auditório, etc. O culto é um genuíno sacrifício para Deus. É disso que precisamos no momento, é isso que queremos para a vida da igreja. Que o Senhor tenha misericórdia de nós.


sexta-feira, 11 de março de 2011

PASTOR DANIEL PORTO É PROMOVIDO À ETERNIDADE


Recebi, há alguns minutos, a noticia de que o pastor Daniel Porto, coordenador do Setor VII e pastor da Igreja Assembleia de Deus de Brasília em Sobradinho -DF, partiu para a eternidade. O referido obreiro morreu na manhã do dia 11/03, aos 36 anos, em decorrência de uma grave infecção. Homem de vida exemplar, comprometido com a obra de Deus e sua Palavra, era exímio pregador e ensinador zeloso, certamente deixará muitas saudades. Durante o tempo que esteve entre nós pastoreou várias igrejas do campo Assembleia de Deus de Brasília, algumas foram: Assembleia de Deus Riacho Fundo II, P. Norte - Ceilândia, M. Norte - Ceilândia, 28 Norte - Ceilândia e Assembleia de Deus de Sobradinho - Distrito Federal, onde coordenava o Setor VIII, com aproximadamente 8 igrejas.
Deixo aqui as minhas condolências à família, bem como à Igreja Assembeia de Deus de Brasília em Sobradinho, que era liderada pelo estimado pastor e amigo.

Pr. Nonato Souza

quarta-feira, 2 de março de 2011

OPS! OS CRENTES VÃO COMPARECER ANTE O TRIBUNAL DE CRISTO?

“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (Rm 14.10).
Após o arrebatamento, a Igreja será conduzida ao Tribunal de Cristo (gr. Bema). Todos os crentes que forem achados dignos estarão reunidos para o solene dia de prestação de contas. Tendo sido a Igreja levada ao céu, ainda nos ares haverá o julgamento do Tribunal de Cristo (eu disse: julgamento?).
O tribunal de Cristo, portanto, será o lugar onde todos hão de prestar contas daquilo que receberam da parte do Senhor (Lc 16.2 ARA). Será o dia em iremos apresentar ao Senhor o nosso “relatório”, a nossa prestação de contas.
Deve-se distinguir o julgamento do Tribunal de Cristo do julgamento do Grande Trono Branco. Um acontecerá antes do Milênio, o outro após. Um julgará as obras dos crentes (1Co 5.10), o outro julgará as obras dos ímpios (Ap 20.15). Os ímpios, ao comparecerem no julgamento do Grande Trono Branco, serão condenados eternamente porque desprezaram a mensagem de salvação em Cristo Jesus, sendo, portanto, dignos, de sofrimento eterno devido suas iniquidades. Os justos alcançarão gozo eterno pelo fato de terem em Cristo Jesus alcançado salvação, por isso no Tribunal de Cristo (Bema), receberão recompensas maiores ou menores, em proporção à fidelidade de cada um (Lc 19.11-27).
O Tribunal de Cristo (Bema), não tem como objetivo determinar se somos crentes de fato, desse tribunal só participará salvos, nele não haverá condenação (Rm 8.1). Ali não será tratado o problema do pecado, pois este já foi julgado na cruz, quando Jesus derramou por nós seu sangue (2Co 5.21). Só os crentes comparecerão perante o tribunal de Cristo (2Co 5.10). Todos estarão lá, pois, este não é um julgamento opcional, mas obrigatório e inevitável.
O Juiz que julgará será o próprio Senhor Jesus. A Ele foi dada toda autoridade para julgar (Jo 5.27). Da mesma forma que Ele, como sacerdote foi capaz de compadecer-se de nossas fraquezas (Hb 4.15), certamente como juiz agirá justamente, pois julgará com justiça.
O julgamento das obras dos crentes no Tribunal de Cristo será o cumprimento da Parábola dos Talentos, conforme o que está escrito no evangelho de Jesus Cristo segundo escreveu Mateus capitulo 25.14-19.
Alguns aspectos da vida cristã devem ser observados. No referido julgamento, o trabalho que cada crente realiza para Deus será julgado. Cada crente será aqui, avaliado diante do seu Senhor e receberá o que lhe é devido, segundo o que tiver feito por meio do corpo. As obras dos santos serão julgadas diante do Senhor como “boas” (agathos), ou “más” (phaulos).
Horton explica que neste julgamento tudo será julgado até mesmo os segredos dos homens: “Não há nenhum segredo que não venha a ser revelado (Rm 2.16). Tudo será julgado: nossas palavras, nossos atos, nossos motivos, nossas atitudes, nosso caráter, nossos sofrimentos, o uso dos dons espirituais, e a utilização dos bens materiais e do dinheiro (Mt 5.22; 12.36-37; Mc 4.22; Rm 2.5-11,16; 1Co 3.13; 4.5; 13.3; Ef 6.8). Entre esses itens, nossos motivos (sobretudo o amor) e a nossa fidelidade parecem ser os mais importantes (Mt 25.21,23; Lc 12.43; 1Co 13.3; Cl 3.23,24; Hb 6.10).
Em outras palavras, o julgamento encerra a possibilidade tanto de “detrimento”, “perda”, “dano” (1Co 3.15), como de “prêmio”, “recompensa”, “galardão” (Rm 2.10; 1Co 3.12-14; Fp 3.14; 2Tm 4.8; 2Jo 8). Devemos permanecer “nele [em Cristo] para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda” (1Jo 2.28). Do contrário, há o perigo de termos todas as nossas obras queimadas (1Co 3.13-15).
Vemos ser necessário um cuidado especial em tudo o que fazemos para Deus no seu Reino. Muito do que fazemos e a maneira como vivemos e administramos as coisas aqui será submetido a julgamento no Bema: Nossa conduta pessoal (2Co 5.10); nosso testemunho mútuo (Rm 14.10; Hb 6.10); nossas obras (Rm 14.10); nosso tratamento com os pastores (Hb 13.17); nosso uso do dinheiro (1Tm 6.17,19; 2Co 9.6,7; 1Co 16.2; como está sendo usado o dinheiro dos dízimos e ofertas que entram no caixa da igreja local. Lembre-se: são contribuições de pessoas fiéis, aposentados, pedreiros, serviçais, funcionários púbicos. Trate de administrar com cuidado, Deus vai pedir conta de tudo); nossa reação diante das tentações (Tg 1.2,3; Ap 2.10); nosso sofrimento (Mt 5.11,12; 1Pe 4.12,13; Mc 10.29,30; 2Co 4.16); nosso uso do tempo (Ef 5.16; Cl 4.5; 1Pe 1.17; Sl 90.12); nossas atividades na obra de evangelização (Pv 11.30; 1Ts 2.19,20; Dn 12.3). Tudo o que fizemos através do nosso corpo, será submetido a julgamento no Tribunal de Cristo.
Então, que fique claro, se as nossas obras não forem edificadas em Cristo, ou se houver o envolvimento de orgulho, egoísmo, vingança, teimosia ou inveja, serão imediatamente queimadas pelo fogo (1Co 3.12-15).
O Tribunal de Cristo irá julgar também a maneira como tratamos os nossos irmãos na fé. Eurico Bergstén em sua Introdução à Teologia nos explica sobre este ponto: “Quando o apóstolo Paulo escreveu a respeito do tribunal de Cristo, perguntou no mesmo versículo: “Mas tu, porque julgas teu irmão?” (Rm 14.10). Mas à frente ele continua: “Antes, seja o vosso propósito não por tropeça ou escândalo ao irmão” (Rm 14.13). O bem ou o mal que fazemos a qualquer irmão reflete na pessoa de Jesus (cf. 1Co 8.12; Mt 25.40,45; At 9.4,5). Se isso estivesse bem vivo no coração de todos, muitos crentes de hoje seriam mais amorosos. Ainda que estes, que assim procedem, sejam salvos pelo perdão de Jesus, o procedimento deles influirá no que diz respeito ao galardão.”
Como cristãos, temos liberdade, privilégios (Rm 14.1-2; 1Co 8.4-7). Devemos, porém, usar estes para servir o nosso próximo, nossos irmãos e não a nós mesmo. Alguns crentes e líderes estão mais preocupados em exercer os seus direitos como cristãos do que em ofender o seu próximo, irmão. Usam sua liberdade e privilégios não para servir, mas como uma plataforma para defender os seus direitos, se auto-promoverem e promover os que dele se aproximam com lisonjas. Tem conhecimento de sua liberdade, privilégios, mas não amor para servir, compreender. Somos instados pela Palavra de Deus, a que abramos mão até de nossas vidas para servirmos. Com a liberdade que temos em Cristo, devemos servir a todos que nos cercam. Paulo recomenda: “Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos” (1Co 8.9).
Observemos ainda, que as motivações dos nossos atos serão também submetidas a julgamento no Tribunal de Cristo. Não será contado apenas a quantidade de nossos atos, trabalhos, mas a qualidade e intenção que havia em nossos corações quando os realizamos (2Co 5.10). Somos levados a pensar que nossa recompensa virá pela quantidade de trabalho que fazemos, ou ainda, pelo que fizemos para agradar alguém, para demonstrar que somos os bons, os melhores. Chegamos a pensar, que a recompensa do salvo será de acordo com a grandeza da obra que faz, embora estas não tragam nenhum resultado prático no cotidiano. Se, o que se faz não trás resultados palpáveis na vida, qual o resultado disso? No Tribunal de Cristo haverá julgamento também para estas coisas.
Esteja certo, que haverá julgamento sobre como se aproveita as possibilidades práticas que Deus tem dado a cada um. Aos olhos de Deus, o serviço de todos tem o devido valor. Foi dito ao servo bom pelo Senhor Jesus: “Foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei”. O menor membro se torna necessário no corpo, a pedra invisível na construção é tão importante e indispensável quanto à da fachada. Mark Bailey diz sobre o assunto: “A motivação de nossas obras também será revelada no Tribunal de Cristo. Jesus disse: “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido.” “Porque tudo o que em trevas disserdes à luz será ouvido; e o que falardes ao ouvido no gabinete sobre os telhados será apregoado” (Lc 12.2-3). Propósitos produzem comportamentos. O propósito ou motivação de um coração legitima ou invalida os atos de uma vida.”
As obras dos salvos são identificadas com materiais terrenos. O texto bíblico de 1Corintios 3.12-15, revela as obras dos crentes aparecendo em forma de diferentes materiais, passando pelo fogo para ser provado. Materiais indestrutíveis (ouro, prata, pedras preciosas) e materiais destrutíveis (feno, palha, madeira). O “fogo” pelo qual passarão as obras dos salvos será a manifestação da glória pessoal de Cristo, cujos olhos, é como chamas de fogo (Ap 1.14). Diante da perscrutação desses olhos infinitos que tudo vê (Pv 15.3), surgirão duas palavras solenes: aprovados e reprovados. O resultado final do exame será: ganho ou perda.
Causa-me espanto, a maneira como vivem e se comportam alguns crentes em nossos dias. Vivem como se nunca houvessem de prestar contas dos seus atos, comportamentos, maneira de viver. Praticam as coisas mais absurdas possíveis. Enganam, mentem, fraudam, perseguem, vivem hipocritamente, fingindo ter uma vida espiritual correta, mas as obras que praticam está longe daquilo que professam ser. Pregadores que são verdadeiros malabaristas nos púlpitos das igrejas. Levam o povo ao delírio, mas suas vidas lá fora cheira igual a ossos de mortos. Estes não estão nem um pouco preocupados com a vida espiritual dos crentes. Eles querem apenas satisfazer o seu próprios desejos. O Tribunal de Cristo está chegando, e, se estes chegarem lá, irão se encontrar com aquele que julga retamente. É, preciso, portanto, haver fidelidade, na administração dos talentos recebidos da parte do Senhor. Entretanto é importante que se diga, e que todos compreendam, que prestaremos contas da nossa administração, para desapontamento de uns e alegria de outros.

Bibliografia:
LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. RJ, 1.ed. CPAD, 2008.
HORTON, Stanley M. Nosso Destino, o ensino bíblico das últimas coisas. RJ, 1.ed. CPAD, 1998.
BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. RJ, 1.ed. CPAD, 1999.

Pr. Nonato Souza.