terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O que estamos semeando?


Por Nonato Souza.

"... como fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça" (Ob v. 15).

O texto mencionado nos remete a atitude de Edom quando se negou ajudar seu irmão, vizinho Israel, ao passar este, por momentos angustiantes. Os edomitas seriam julgados por Deus devido seu tratamento cruel dado aos seus irmãos em tempo de tragédia e sofrimento. A hostilidade entre estes dois povos foi duradoura. Incidentes profundos entre as duas nações foi aumentando ainda mais essa hostilidade. Quando a nação de Israel avançava para a terra de Canaã guiada por Moisés, foi proibida pelos edomitas de passar por dentro de suas terras tendo que dar uma grande volta para chegar ao seu destino. Quando Jerusalém estava sendo invadida pelos babilônios, os edomitas não deram nenhum socorro aos refugiados judeus que tentavam escapar. O ódio era tanto contra os seus irmãos que ajudaram a capturar os fugitivos e se alegravam com a terrível calamidade que se abateu sobre os judeus. Juntaram-se aos babilônios para saquear a cidade dos seus próprios irmãos.

A maldade do coração de Edom seria julgada por Deus. Não adianta, a lei da semeadura é infalível. "Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7). As nossas atitudes antagonistas àqueles a quem deveríamos amar nos levarão a julgamento diante do Senhor. Tudo o que fazemos a favor ou contra os nossos irmãos realizamos a favor ou contra o nosso Deus (leia: Mt 25.31-46; 1 Jo 3.10-15). Deus reivindica do seu povo, que é alvo constante de sua ajuda e misericórdia, que sejam misericordiosos, amorosos com o seu próximo.

O crente não deve, jamais, se portar com tamanha indiferença e egocentrismo contra seus próprios irmãos. Se assim fazemos, estejamos certo, o juízo de Deus jaz à nossa porta. Deus retribuirá a cada um o mesmo tratamento dispensado a seu irmão, seu próximo. Este é um principio que nunca falhará.

Edom sentiu prazer na destruição do seu irmão, Israel: "Tu não devias olhar, satisfeito, para o seu mal" (v. 13), foi a repreensão de Deus para Edom. Ele viu o sofrimento do seu irmão e ficou feliz. Ah! Estou feliz por vê-los fracassar, destruídos! Meu Deus, que tipo de sentimento é este? Como posso sentir-me prazeroso com a destruição daqueles que são os meus irmãos? Se assim acontece com alguém que se diz cristão, está ai a prova de não ter, este, nascido de novo. Quem nasce de novo em Jesus Cristo não produz esse tipo de fruto. "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gl 5.22).

O comportamento antagonista de Edom aos seus irmãos trouxe severo castigo de Deus sobre eles. Deus não aceita desculpas diante de tamanha severidade, não haveria escape para Edom.

Deus tenha misericórdia do seu povo e nos ajude a semear a semente do amor e não o sentimento de vingança e discórdia. Não temos o direito de tripudiar sobre o sofrimento dos nossos irmãos e do nosso próximo, pois não sabemos quando algo tão mal poderá também, bater à nossa porta e nos encontrar. Toda inimizade e males praticados contra os nossos irmãos serão retribuídos contra nós. "Como fizestes, assim se fará contigo". O Deus justo dará a retribuição às pessoas segundo suas obras. Vigilância, pois!

Pense nisso.

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