sexta-feira, 21 de junho de 2013

Quais os rumos dos protestos no país agora?

E qual deve ser o posicionamento cristão diante dessas manifestações?



Quais os rumos dos protestos no país agora?
Depois de uma semana de protestos no país, é interessante refletirmos sobre três pontos muito importantes: primeiro, o caráter apartidário dessas manifestações, o que se constitui algo positivo; segundo, esse vandalismo absurdo que tem marcado essa onda de protestos; e terceiro, os caminhos - ou muito positivos ou preocupantes - que esse protesto pode tomar.
Por que essas manifestações estão sendo apartidárias?
Após assumir o poder, o governo do PT cooptou a maioria dos demais partidos políticos, formando a maior base aliada do mundo e da história do nosso país. Nem na cada vez mais totalitária Venezuela existe uma base aliada como no Brasil, representada por mais de 80% dos parlamentares no Congresso Nacional. Além disso, nesses 10 anos de governo petista, os poucos oposicionistas ainda formaram uma oposição tímida, que sequer fazia cócegas no governo. Se não fosse parte da imprensa, que cumpriu o seu papel brilhantemente, revelando escândalos terríveis e cobrando explicações e investigação, as coisas seriam piores.
Nas ruas, nenhum protesto, porque quem liderava os protestos no Brasil nos anos 90 para cá sempre foram os movimentos sociais ligados ao petismo: MST, UNE e movimentos sindicais. Todos eles receberam centenas de milhões de reais do governo nestes últimos anos para se prestarem como marionetes do petismo – o que, na prática, já eram, sendo que agora muito mais fiéis devido aos subsídios governamentais que acorreram ao encontro deles.
Ora, com uma oposição fraca e uma classe política esmagadoramente beijando a mão do governo, além da ocorrência dos maiores casos de corrupção da história do Brasil República e do silêncio dos movimentos sociais – que só protestam conforme a agenda dos seus senhores no poder –, só poderia ocorrer isso: uma indignação da população com toda a classe política. Rapidamente, a maioria da população passou a não se sentir mais representada pelos políticos que estão aí.
Um gráfico do Datafolha divulgado na edição de ontem do jornal Folha de São Paulo mostra isso em números: em 2003, 31% dos brasileiros confiavam muito nos partidos políticos, 42% confiavam um pouco e apenas 22% não confiavam de jeito nenhum nos partidos. Hoje, porém, exatos 10 anos depois, o quadro reverteu-se dramaticamente: 44% não confiam em partidos políticos, 35% confiam pouco e só 16% confiam muito. O mesmo gráfico mostra que, em 2007, já havia ocorrido uma virada da opinião dos brasileiros sobre os partidos, com a maioria (então 40%) dizendo que não confiava mais em partido algum, sendo que agora, em 2013, o gráfico do desprestígio dos partidos políticos chegou ao seu auge.
Não por acaso, nota-se que, nesses protestos, há gente tanto dos espectros ideológicos de esquerda como de direita, mas que não aceitam a presença de bandeiras de nenhum partido político nos protestos; e quando elas aparecem – geralmente do PSTU, PSOL, PCO e correlatos – são logo vaiadas pela multidão. De Bandeiras, são aceitas só as do Brasil.
Por um lado, é interessante ter um movimento que não possa ser cooptado por eventuais “oportunistas” políticos; porém, por outro lado, estamos em uma democracia representativa, e é muito perigoso flertar com um modelo de democracia exclusivamente participativa, que ignore o Congresso Nacional. O parlamento é necessário. Ruim com o parlamento, pior sem ele. Além disso, a Constituição já prevê situações específicas em que o povo pode entrar com projetos de lei no parlamento brasileiro; logo, espera-se que esses protestos, para que tenham um efeito ainda maior, possam resultar em propostas concretas levadas ao parlamento.
Aliás, isso nos leva a outra reflexão sobre esses protestos: não basta você protestar contra algo, é preciso ser também propositivo. Que soluções são sugeridas para alguns dos problemas levantados? Eis aí mais um fator que prova a importância e a imprescindibilidade do parlamento, que deve se tornar verdadeiramente atuante, procurando priorizar temas de interesse da população, buscando soluções concretas. A tal “democracia direta” não é solução, além de abrir brecha para regimes radicais autoritários. Que esses protestos resultem em um Congresso Nacional mais atuante em favor da população.
Sobre os vandalismos
Infelizmente, vandalismos terríveis, atos criminosos e excessos de todo tipo têm marcado esses protestos, e sobre tudo isso é preciso dizer algumas coisas.
Em primeiro lugar, as análises “dois pesos, duas medidas” que boa parte da imprensa fez, no início dos protestos, no que diz respeito aos atos de vandalismo e violência de manifestantes, e à reação policial. Muitos jornalistas repetiam exaustivamente, quase como um mantra, a afirmação de que é preciso diferenciar os manifestantes radicais e hostis dos manifestantes pacíficos, que são maioria. Ok, é verdade, mas o problema é que essa mesma distinção não era feita em relação à polícia. Houve policiais que se excederam, mas não a maioria, que só fez mesmo coibir manifestantes radicais para tentar manter a ordem pública, e e muitas vezes também se defender. Entretanto, tanto se generalizou na crítica à polícia, dizendo que os manifestantes só teriam agido com violência porque supostamente “provocados pela polícia”, que, nos protestos seguintes, a polícia recebeu a ordem de ficar no seu lugar, deixando os manifestantes à vontade. E aí, sem a suposta “provocação da polícia”, foram vistos os piores atos de vandalismo dos últimos anos na história do Brasil.
Agências de banco destruídas; guaritas policiais queimadas; carros, ônibus e até van da TV Record incendiados; lojas arrombadas e assaltadas; prédios e patrimônios públicos destruídos; policiais linchados em praça pública... Os próprios jornalistas, como os da TV Globo, tiveram que andar de seguranças, disfarçados e sem o logotipo da emissora de tevê.
Engraçado foi ver, logo depois, a mesma imprensa que tanto batera nos policiais pedir a presença urgente da polícia. Ué, não eram os policiais que “provocavam” a violência? Tudo não seria pacífico se a polícia não interviesse?
Sim, a maioria dos manifestantes é pacífica e luta por causas justas, mas não se pode ignorar que entre os manifestantes há muitos anarquistas, radicais de esquerda, vândalos e muitos jovens e adolescentes "cabeças de vento", sem limites, que vão atrás desses radicais. Todos estes descontrolados e ensandecidos devem ser coibidos com repressão policial e serem responsabilizados pelos seus crimes.
Só para evidenciar a sandice desse grupo minoritário de manifestantes hostis: muitos deles usam uma máscara trazendo o rosto estilizado de um terrorista do século 17 na Inglaterra, Guy Fawkes, que, em 1605, na chamada Conspiração da Pólvora, foi preso quando tentava explodir o parlamento britânico para matar todos os parlamentares. A máscara se popularizou no filme “V de Vingança”, que é baseado em uma história do quadrinista anarquista Alan Moore, onde um anarquista e terrorista inglês, que é apresentado como herói, usa essa máscara.
Qualquer cristão ou pessoa com o mínimo de bom senso não pode apoiar esses tipos de mentalidade, manifestações hostis e radicalismos. É absolutamente absurdo. Deve-se apoiar manifestos pacíficos e por causas justas.
E agora, depois da queda do preço das passagens?
Resta saber agora, depois da queda do preço das passagens pelo Brasil (que era, obviamente, a pauta mais fraca dos protestos, posto que o aumento não foi injusto – falamos sobre isso anteontem – clique AQUI), quais serão as reivindicações dos que se propõem a fazer ainda protestos nos próximos dias. Que caminhos tomarão?
Lembrando que os protestos começaram com essa história das passagens e foram liderados inicialmente pelo grupo radical Movimento Passe Livre, mas logo em seguida a população aproveitou esses protestos para protestar contra outras coisas e muito mais interessantes.
Pois bem, será que continuarão protestando – e desta feita sem vandalismos – contra os temas novos que surgiram nos últimos dias, engrossando os protestos: o combate à PEC 37, que quer tirar o poder de investigação do Ministério Público; manifestações contra os mensaleiros, no final do julgamento do mensalão; e contra os impostos altos e a gastança pública? Ou será que se perderão em pautas radicais, fora da realidade? É esperar para ver.
Lembrando ainda que nós, cristãos, sabemos que uma sociedade só pode ser transformada mesmo radical e positivamente pelo poder e a influência do Evangelho e não pelo mero mover dos homens. Porém, claro que, como cristãos, além da pregar o Evangelho, devemos apoiar o que é correto e reprovar o que é errado na sociedade, e exatamente usando como parâmetro de nosso posicionamento os princípios do Evangelho. Então, sempre saudaremos como algo bom protestos pacíficos e que defendam causas corretas e reprovaremos protestos violentos ou que defendam causas equivocadas. Acima de tudo, nossa confiança não está nos homens, mas em Deus; porém, enquanto estamos na terra, procuraremos, além de principalmente influenciar as pessoas a Cristo, que é a salvação, também influenciá-las ao bem de forma geral.


Fonte: Redação cpadnews

quinta-feira, 20 de junho de 2013

AD Brasília na QNO "O" 06 Realiza Festa das Departamentos Sob o Tema: "Restaurando os Muros"

Festa dos Departamentos na AD Brasília, tem início nesta Quinta Feira (20/06/2013).

Com o tema: Restaurando os Muros, baseado no texto de Neemias 2.20; 4.6, tem início nesta quinta feira a festa dos Departamentos na Assembleia de Deus de Brasília. serão três dias de festa culminando com culto em ação de graças com todos os departamentos encerrando o evento no domingo a noite. Preletores que ministrarão a Palavra e cantores, junto à congregação estarão adorando a Deus em gratidão por bênçãos alcançadas. Estou certo que serão dias abençoados e que a mão de Deus estará estendida para salvar, curar e batizar com o Espírito Santo. Veja a programação abaixo e não perca nenhum dia:

20/06/2013 - Quinta Feira.

UMADEB – União de Mocidade Assembleia de Deus Brasília.
Subtema: Restaurando os muros da verdadeira adoração.
Horário: 19.30h.

21/06/2013 - Sexta Feira.

UFADEB / UDVADEB União Feminina e União de Varões da AD Brasília
Subtema: Restaurando os muros da santificação.
Horário: 19.30h.

22/06/2013 - Sábado.

UNAADEB – União de Adolescentes da Assembleia de Deus de Brasília
Subtema: Restaurando os muros da comunhão com Deus.
Horário: 19h.




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Manifestação pacífica em Brasília reúne mais de 70 mil pessoas

Fonte: verdadegospel
O evento foi o segundo maior já realizado em Brasília, só perdendo para as Diretas Já
Evento foi o segundo maior já realizado em Brasília, só perdendo para as Diretas Já
Mais de 70 mil pessoas lotaram a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para declarar sua posição em favor da liberdade de expressão, da liberdade religiosa, da família tradicional e da vida, coordenada pelo pastor Silas Malafaia. A manifestação atraiu além de evangélicos de diversas denominações, católicos e seguidores de outros segmentos religiosos (veja fotos e vídeo abaixo). O evento foi o segundo maior já realizado em Brasília, só perdendo para as Diretas Já, que na ocasião foi favorecido por ponto facultativo. 
Segundo a PM, no início da programação, às 15h, havia cerca de 40 mil pessoas, e por volta das 17h a manifestação já contava com mais de 70 mil pessoas. Outro detalhe importante, de acordo com a organização do evento, foi que o mesmo reuniu o maior número de líderes evangélicos nos últimos tempos.
Pr. Silas foi um dos organizadores do evento e chegou a ser entrevistado pelo Jornal Nacional
Pr. Silas foi um dos organizadores do evento e chegou a ser entrevistado pelo Jornal Nacional
Lideranças evangélicas e parlamentares também ocuparam a tribuna para defender os princípios e valores da Palavra de Deus, e rechaçar sua posição contra o aborto e o casamento gay. Entre os presentes estavam os pastores Abner Ferreira e Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira; o apóstolo Renê Terra Nova, do Ministério Restauração; o apóstolo Rina, da Igreja Bola de Neve; Estevam Fernandes, da Primeira Igreja Batista em João Pessoa (RN); pastor Mário Oliveira, da Igreja Quadrangular; Samuel Câmara, da Assembleia de Deus em Belém; e o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, entre outros.
“Não tem bandeira de igreja. Aqui é plenário de todos”, disse o pastor Silas Malafia, que mais uma vez reiterou seu discurso sobre a liberdade de expressão. “O Brasil é um estado democrático de direito e ninguém vai calar a nossa voz. Para calar a nossa voz, vai ter que rasgar a Constituição do Brasil”, enfatizou.
Muitos manifestantes venceram a distância para marcar presença no ato público. “Vale a pena estar aqui para lutar pelos direitos das famílias, e mostrar que nós somos um povo unido”, disse o pastor Adenildo Pereira, de Manaus, no Amazonas. “Viemos aqui para declarar que a Igreja da cidade de Lins ora pela família tradicional, pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa”, declarou Leandro Cardoso, que liderou uma caravana com mais de 60 pessoas da Segunda Igreja do Evangelho Quadrangular, em Lins, no interior de São Paulo, até a capital federal. Também foram registradas caravanas do Rio de Janeiro, Goiás, Belém, Minas Gerais, Mato Grosso, João Pessoa.
A festa dos defensores da família tradicional e da vida começou às 15h15 e só terminou às 19h. Nem o sol intenso da tarde desanimou os milhares presentes, que cantaram sucessos da música gospel com Eyshila, André Valadão, Ana Paula Valadão, Aline Barros, Thales, Cassiane,Nani Azevedo, e David Quinlan, entre outros.
Veja fotos e vídeo do evento:
Imagem: DivulgaçãoImagem: DivulgaçãoImagem: DivulgaçãoImagem: Divulgação
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Falece o pastor Sóstenes Apolos da Silva

Líder da AD um Novo Dia é promovido à eternidade


Faleceu na noite de segunda feira, 03 de junho, o pastor Sóstenes Apolos daSilva, líder do Ministério da Assembleia de Deus do Plano Piloto, mais conhecida como AD do Novo Dia, localizada às margens da Avenida L2 Sul, Quadra 611 – Módulo 77 – Bloco “E” – Brasília – DF e presidente da convenção de Ministros das Assembleias de Deus do Distrito Federal (CEADDIF).

Baiano nascido em Feira de Santana, filho de Manoel Joaquim da Silva e Nilza Silva, Pr. Sóstenes era graduado em Teologia pela Escola Preparatória de Obreiros Evangélicos (EPOE) do Rio de Janeiro, Engenheiro Agrônomo, com Mestrado em Informática.
Chegou na Igreja do Novo Dia em junho de 1978, onde serviu em diversas áreas, assumindo em janeiro de 1987 a presidência da referida Igreja.

O referido líder, encerrou sua luta contra um linfoma que o acometeu. Sóstenes Apolos da Silva deixa sua esposa Heronildes, seus filhos Hadman Daniel, Habner Lemuel e Misael Hermon, suas noras Valéria Lígia e Vanessa, e seus netos Victor Mateus, Pedro Henrique, Karinna Esther e Viviane.

Rogamos ao Senhor que console a família enlutada.

“Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Salmo 116.15).

Ministrações do Espírito Santo ao Crente

Por Nonato Souza

“E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Advogado, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque Ele vive convosco e estará dentro de vós”. (Jo 14.16,17 KJA).



O texto acima me impressiona e tranquiliza a minha alma. Nele vejo o cuidado do Senhor Jesus Cristo com aqueles que professam o Seu nome. A vinda do Espírito Santo para está com os santos deve ser entendida como uma grande bênção da parte de Deus. Jesus está dizendo que vai para o Pai, mas que não os deixará órfãos. Ele promete que em resposta à sua solicitação, o Pai enviará outro Auxiliador. Não se trata aqui de qualquer um, mas de uma pessoa da mesma forma que o Pai e o Filho. Isto é o que indica o termo “outro”, alguém como Ele mesmo, igual, que o substituirá, que fará o mesmo trabalho que fez.
O termo grego parakletos, denota, “Advogado”, Consolador” “Intercessor”, “Conselheiro”, o que está ao lado de, para oferecer cuidado especial em tempos de necessidade. Ora, a presença e o cuidado de Cristo em favor dos seus discípulos quando com eles esteve nesta terra, seria agora realizada pelo Espírito Santo, Seu “Representante”. Jesus foi enfático, “habita convosco e estará em vós”.
Fica claro que para os santos do Novo Testamento, esta seria uma realidade assombrosa, exatamente por se tratar de uma nova ordem espiritual, agora na Igreja, como corpo de Cristo. Na dispensação da graça, os salvos passam a ser habitação do Espírito, exatamente como Jesus enfatizou (Jo 14.16,17; 20.22).
Ele é o Espírito que “vive convosco e estará dentro de vós”, numa referência ao salvo como templo, habitação do Espírito Santo (1Co 3.16). Ele não habita em organizações, denominações, coisas similares. Aquele que está alienado de Deus pela incredulidade e impiedade, também não pode desfrutar da habitação interior do Espírito (Jo 14.17).
O salvo, sim, tem o bendito Espírito. No ministério terreno de Jesus, o Espírito estava habitando em Cristo, e, portanto, com os discípulos. Tendo Jesus ascendido ao céu, enviou o Espírito no dia de Pentecostes, passando, então a habitar dentro do crente. Esse fato foi predito pelos profetas no Antigo Testamento quando vaticinaram um tempo vindouro em que Deus poria seu Espírito permanentemente na vida do seu povo:

E vos darei um novo coração e derramarei um espírito novo dentro de cada um de vós; arrancarei de vós o coração de pedra e vos abençoarei com um coração de carne.
Eis que depositarei o meu Espírito no interior de cada pessoa e vos capacitarei para agires de acordo com as minhas leis e princípios; e assim obedecereis fielmente aos meus mandamentos! (Ez 36.26,27; KJA).

Todos que a Cristo pertencem, tem o Espírito Santo e são dele habitação.

Oro para que, juntamente com suas gloriosas riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder, por meio do Espírito Santo.
E que Cristo habite por meio da fé em vosso coração, a fim de que arraigados e fundamentados em amor, (Ef 3.16,17; KJA).

Bom, já sabemos que desde o início do nosso discipulado cristão, somos habitação do Espírito Santo, que exerce no íntimo de cada um, ministério de caráter individual. Viver no Espírito, procurar desenvolver o que recebe da parte de Deus, deve levar o cristão à vida de comunhão íntima com Deus no Espírito de Cristo. Observemos resumidamente as atividades do Espírito na vida do cristão.

Regeneração pelo Espírito.

Arrazoou Jesus: Em verdade, em verdade te asseguro: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. (Jo 3.5; KJA);

Não por causa de alguma atitude justa que pudéssemos ter praticado, mas devido à sua bondade, Ele nos salvou por meio do lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou copiosamente sobre nós com toda a sua generosidade, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Salvador (Tt 3.5; KJA).

O homem, à semelhança de Jesus homem, que foi gerado pelo Espírito Santo, para que se torne filho de Deus, precisa ser gerado pelo Espírito Santo. A regeneração é de natureza espiritual. É obra do Espírito Santo. “É a nova criação e a transformação da pessoa efetuada por Deus e pelo Espírito Santo” (Jo 3.5,6; Tt 3.5).
A regeneração envolve a mudança de uma vida pregressa, envolvimento na prática do pecado, em uma nova vida de entrega e obediência a Cristo. Observe a expressão do apóstolo Paulo ao falar em “nova criação”. Ele diz tratar-se de nova vida em Cristo, mudança, transformação. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo!” (2Co 5.17 KJA; outros textos: Ef 4.23,24;Cl 3.10).
A Bíblia de Estudo Pentecostal [1] em seu comentário acerca da doutrina da regeneração especifica:

Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado (Jo 8.36), e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a Deus e seguir a direção do Espírito Santo (Rm 8.13,14). Vive uma vida de retidão (1Jo 2.29), ama aos demais crentes (1Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1Jo 3.9;5.18) e não ama o mundo (1Jo 2.15,16). Quem é nascido de Deus não pode fazer do pecado uma prática habitual em sua vida. Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço vitorioso de agradar a Deus e de evitar o mal (1Jo 2.3-11,15-17,24-29;3.6-24;4.7,8,20;5.1), mediante uma  comunhão  profunda com Cristo, e  a  dependência  do Espírito Santo (Rm 8.2-14). Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo; seja qual a religião que professam, demonstram que ainda não nasceram de novo (1Jo 3.6,7).

Santificação pelo Espírito.

Escolhidos em conformidade com a presciência de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. Glória a Deus pela Salvação (1Pe 1.2; KJA ).

A santificação é uma operação do Espírito Santo no espírito, na alma, e no corpo do crente. Um dos principais títulos do Espírito no Novo Testamento é Espírito Santo, por revelar sua missão primacial: santificar um povo para Deus, para habitar com Ele.
É na área da santificação que o Diabo ataca em suas mais várias formas a vida do crente. Ele sabe que uma igreja misturada com o fermento da maldade e da malícia perde a sua identidade como igreja de Deus, já que o termo “igreja” encerra em si a ideia de separação da massa humana sem Deus, sem compromisso com a fé, com a Palavra, e pureza espiritual.
        Esse assunto bíblico, sempre provocou e provocará comichão nos ouvidos daqueles que andam em desalinho com uma vida desregrada e em desacordo com o padrão bíblico. É bom que se diga que não estamos dando ênfase a preceitos meramente humanos (Cl 2.22,23). Estamos falando da verdadeira santificação, aquela que leva-nos a conformar o nosso caráter com o caráter de Cristo.
No Novo Testamento, santificação significa a separação do homem do pecado e a dedicação de sua vida ao serviço de Deus, para uso do Senhor.   
É claro, que, ser alguém apenas separado do pecado não é o essencial. É preciso ser separado para Deus e seu serviço.
Mesmo tendo sido feito participante da natureza divina, a velha natureza, o “eu”, ainda está presente, tentando firmar-se e obter o controle de nossa vontade e de nossas ações. A Palavra de Deus nos adverte:

Portanto, vos afirmo: Vivei pelo Espírito, e de forma alguma satisfareis as vontades da carne! Porquanto a carne luta contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne. Eles se opõem um ao outro, de modo que não conseguis fazer o que quereis. (Gl 5.16,17; KJA).

Sendo assim, precisamos dar plena oportunidade ao Espírito Santo para podermos derrotar a velha natureza que pretende retornar ao controle de nossa vontade. Precisamos, portanto, permitir que o Espírito Santo desenvolva em nós a imagem de Cristo que é perfeitamente santo.
Certos de que o Espírito Santo tem uma natureza santa como indica o seu nome, concluímos que, se estivermos ou permanecermos cheios do Espírito (Ef 5.18), obteremos a santificação que tem caráter instantâneo e progressivo, ou seja, é produzida em nós pelo Espírito que nos é dado.

Ensinados pelo Espírito.

Mas o Advogado, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu Nome, esse vos ensinará todas as verdades e vos fará lembrar tudo o que Eu vos disse (Jo 14.26; 1Co 2.13 ).

Jesus apresenta o Espírito Santo como mestre, o que ensina todas as verdades. Pode-se afirmar sem medo de errar, ser esta uma verdade contundente.  Podemos receber instrução da parte de Deus através de outros homens que tenham sido iluminados pelo Espírito. Entretanto, sabemos que o Espírito Santo é o Divino Instrutor, e que, jamais seremos verdadeiramente ensinados enquanto não formos ensinados por Ele.
Apóstolo Paulo diz ter sido pelo Espírito que toda verdade de Deus chegou à humanidade. Sobre isso também pregamos, não com palavras ensinadas pelo saber humano, mas, sim, com palavras ministradas pelo Espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais (1Co 2.13). Os santos receberam este legado: O Espírito nos ensinará todas as verdades.

Selados pelo Espírito.

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória  (Ef 1.13,14).

O Espírito Santo sela o crente tornando-o uma propriedade sua. Ele é o carimbo divino, a garantia da herança eterna. Nos tempos bíblicos usava-se o selo com o objetivo de mostrar ser possuidor de uma pessoa, objetos ou coisas. Qualquer desses, quando selados, indicava propriedade particular, segurança e garantia.
Ao ensinar sobre o selo do Espírito na vida do crente, Paulo parece ter em mente tanto a ideia de segurança como de propriedade.
Quando recebemos o Espírito, somos selados e consequentemente desfrutamos de plena segurança em Cristo. Nada, absolutamente nada poderá nos tocar sem a permissão do dono da propriedade. Estamos protegidos e guardados. Portanto, estou seguro de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos afastar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 8.38,39; KJA).  
Isto, porém, significa mais que segurança. É também propriedade. Ao recebemos o Espírito, somos marcados como sua propriedade (2 Co 1.22). Não pertencemos a nós mesmo, bem como não devemos fazer aquilo que queremos, pois, agora, estamos separados, marcados, colocados à parte para Deus. A Ele pertencemos, somos Sua propriedade para sempre.

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória (Ef 1.13,14).

Fortalecidos pelo Espírito.

Oro para que, juntamente com suas gloriosas riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder, por meio do Espírito Santo. (Ef 3.16).

Paulo ora pelos crentes de Éfeso objetivando levá-los ao fortalecimento pelo Espírito. Quando ainda estava com seus discípulos, o Senhor Jesus lhes diz ser necessário sua ida ao céu para que envie o Consolador (Jo 16.7), o que fez logo após ter sido exaltado nas alturas (At 2.33).
O Espírito Santo foi enviado para está com os santos, os que creram no sacrifício expiatório de Cristo Jesus e se fizeram acessíveis à presença do Espírito. Vindo o Espírito no dia de Pentecostes passou a habitar no interior de cada crente fornecendo o poder que precisa para vencer o pecado e fortalecer-se no Senhor.
O homem é por natureza, fraco e está rodeado de fraquezas Deus não está em busca de super-crentes ou super-homens espirituais, nem ainda em busca de uma perfeição absoluta no homem. Deus está em busca de homens obedientes, que tenham o coração voltado para Deus.  
O texto bíblico afirma que somos assistidos pelo Espírito em nossas fraquezas (Rm 8.26).  Fraqueza (gr. astheneia) significa literalmente falta de forças. A única maneira de vencermos as nossas fragilidades é termos a presença e o cuidado constante do Espírito de Deus (Mq 3.8; Lc 24.49; At 1,8).

Intercessão do Espírito Santo.

Do mesmo modo, o Espírito nos auxilia em nossa fraqueza; porque não sabemos como orar, no entanto, o próprio Espírito intercede por nós com gemidos impossíveis de serem expressos por meio de palavras (Rm 8.26).
Acerca da obra intercessora do Espírito Santo em favor dos santos diz Mattew Henry:

O Espírito Santo, como Espírito iluminador, nos ensina pelo que devemos orar; como Espírito santificador opera e estimula as graças para orar; como Espírito consolador, acalma os nossos temores e nos ajuda a superar todas as desilusões. O Espírito santo é a fonte de todos os desejos que temos provenientes de Deus, os quais são muitas vezes mais do que as palavras podem expressas. O Espírito que esquadrinha os corações pode tocar a mente e a vontade do espírito, a mente renovada e advogar a sua causa. O Espírito de Deus intercede por nós diante de Deus e o inimigo não nos vence. [2].

Devido nossas limitações, temos dificuldades para orar. Constantemente, observamos a carência que temos de que alguém venha socorrer-nos em nossas orações. O Espírito Santo está pronto a interceder em nosso favor. É preciso apenas render-se docemente ao divino intercessor, permitindo que Ele nos guie convenientemente a Deus em todas as nossas petições, preferencialmente desprendido de qualquer interesse pessoal, dúvidas e exaltação.
Somos habitação do Espírito Santo e devemos ter com o mesmo, um relacionamento de intimidade e maior comunhão. As ministrações do Espírito na vida do crente o tornam diferente. Ao invés de está preocupado com datas e acontecimento escatológicos, passa a se preocupar com a obra missionária, com os campos que brancos estão. Vivendo na plenitude do Espírito o crente recebe poder para perdoar, testemunhar e viver vida de santidade na presença do Senhor. Viva na plenitude do Espírito!  

Notas bibliográficas.

[1] Stamps. Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. 1995, CPAD, pg. 1576.
[2] Henry, Mattew, Comentário Bíblico. 2002, CPAD, pg. 935.