domingo, 25 de setembro de 2011

Unção com azeite em nome do Senhor

Por Pr. Nonato Souza
Sabe-se que este é um tema polêmico para muitos. Abordaremos o assunto neste post objetivando esclarecer à luz da palavra de Deus o assunto. O que vamos dizer cremos, ser suficiente para o entendimento de muitos acerca desta prática antiga e universal.

O texto base para o assunto é o que está em Tiago 5.14,15 “Está alguém entre vos doente? Chama os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor”.

Tiago parece está falando aqui de alguma doença física, onde a pessoa está sofrendo de algum mal, precisando de tratamento. Um ponto importante na Igreja do princípio era sua preocupação com aqueles que estavam enfermos, doentes. Estes são estimulados pelas sagradas Escrituras a chamarem os presbíteros da igreja em busca de ajuda espiritual para suas vidas.

Os presbíteros eram pessoas idôneas, espiritualmente amadurecida, responsáveis pela supervisão de igrejas locais (1Pe 5.1-4). Estes ao serem chamados deveriam ir onde está o doente, orar sobre a pessoa pedindo a cura ao Senhor.

Observe que no Novo Testamento, os principais líderes da igreja eram chamados de presbíteros, normalmente traduzido por “anciãos” (gr. presbyteros) e bispos (gr. espiskopos). As Escrituras dão a entender que esses títulos dizem respeito ao mesmo ofício de pastor (gr. poimen). Quando fala aos líderes da igreja de Éfeso, Paulo os chama de “anciãos” (presbyteros), e lhes diz: “Olhai.....todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com o seu próprio sangue” (At 20.17,28; o grifo é meu).

O texto dar a entender que eram as mesmas pessoas, “presbíteros” e “bispos” com função de pastor. Os títulos de presbítero, bispo e pastor são também sinônimos em 1Pe 5.1,2, onde no texto os presbíteros são admoestados a apascentarem o rebanho de Deus. Neste texto os deveres pastorais são atribuídos aos presbíteros. Os termos “presbítero” e “bispo”, são usados intercambiavelmente em Tt 1.5-9, dando a entender Paulo que o presbítero e o bispo identificam uma única função.

Aos presbíteros, também era dada a oportunidade de ungirem com azeite em nome do Senhor. Ao orarem deveria pronunciar claramente que o poder da cura estava no nome de Jesus n não no azeite. “A unção era frequentemente usada pela igreja primitiva quando oravam pelos enfermos pedindo cura. Nas Escrituras o azeite era tanto usado como um remédio (veja a parábola do bom samaritano, em Lucas 10.30-37) como um símbolo do Espírito Santo (como quando usado para ungir reis; veja 1Sm 16.1-13). Desta forma, o azeite pode ter sido um sinal do poder da oração, e pode ter simbolizado a separação da pessoa enferma para a atenção especial de Deus” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal, pg. 691, CPAD).

No Antigo Testamento havia a prática da unção sobre sacerdotes e sumos sacerdotes (Ex 28.41; 29.7,36), reis (1Sm 9.16; 16.3,12,13; 2Sm 2.4) e as vezes profetas eram ungidos (1Rs 19.16). No Tabernáculo, sua mobília e utensílios eram ungidos (Ex 30.26-28), objetivando a separação para Deus e seu serviço.

Encontramos no Novo Testamento duas passagens que abordam a unção com óleo. O texto de Marcos 6.13, que reporta ao ministério de cura realizado pelos discípulos de Cristo. O texto diz: “e expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam”, e ainda Tiago 5.14, que esboça a prática da unção com óleo àqueles que se encontravam enfermos pelos presbíteros: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor”.

Em ambos os textos, o Novo Testamento, associa a unção com óleo à cura física, acreditamos, como enfatizamos acima, que o azeite é símbolo do Espírito Santo e seu poder curador que é capaz de vivificar o nosso corpo mortal (Rm 8.11), e que a ênfase maior não está sobre a unção com azeite, mas sobre a oração, o azeite serve simplesmente como símbolo da ação de Deus (Mc 6.3).

Atualmente, preocupa-nos o comportamento de muitos, quando estão voltando a práticas e cerimônias do período veterotestamentário. No movimento neo-pentecostal e porque não dizer até em igrejas consideradas tradicionais, estão ungindo objetos, vestes, chaves de carros e carros, carteiras de pessoas, etc, não entendendo que tais rituais eram simplesmente sombras das coisas que haviam de vir (Cl 2.16,17), tendo, portanto, cessado com o sacrifício expiatório de Cristo Jesus (Hb 10.11-14).

Outro problema grave, existente em nosso meio, é a forma indiscriminada de se fazer unção sobre aqueles que se posicionam à frente objetivando receber a oração da fé. Os que assim fazem, o fazem, na maioria das vezes, sem saber quem são os que ali estão o que tem, e porque vieram à frente.

Ora, não temos apóio bíblico no Novo Testamento para assim procedermos. Não temos menção no texto neotestamentário para este tipo de unção, feita de forma indiscriminada. Estamos vendo um comportamento totalmente contrário ao que nos ensina a Palavra de Deus acerca de tão importante ensino.

Outrossim, são os presbíteros que estão autorizados a fazer unção com azeite. A estes, e somente a estes e mais ninguém está autorizado fazer unção com azeite àqueles que estão doentes, sendo aplicado sobre o enfermo e não sobre a enfermidade o azeite.

O costume entre os ministros, principalmente nas igrejas tradicionais que ainda praticam este ato, é aplicar o azeite sobre a testa daquele que se acha doente.

Concluímos, pois, dizendo que a unção com óleo é atual, porém, não é a unção com azeite nos textos em referência não tem poder curador, mas a oração da fé pronunciada em nome de Jesus que salvará o doente e o Senhor o levantará. Que o Senhor nos ajude!

3 comentários:

  1. A paz do Senhor.Achei muito interesante,e concordo plenamente com o estudo do amado.Agora o qe dizer aqelas pessoas qe saem ungindo paredes e moveis e animais, na epocada graça.

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  2. Nobre Pr.Messias,a paz do Senhor.
    Acho que a resposta à sua pergunta já foi respondida no artigo escrito. Como disse acima, esse é um comportamento totalmente estranho na atual dispensação. A unção de objetos e outros não cabe no período neotestamentário, tais rituais eram simplesmente sombras das coisas que haviam de vir (Cl 2.16,17), tendo, portanto, cessado com o sacrifício expiatório de Cristo Jesus (Hb 10.11-14). Os que assim procedem, o fazem sem nenhum bíblico para tal.

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  3. É lamentável certos comportamentos, presenciamos a indução de uma pessoa doente a ingerir um tal óleo ungido para que fosse curada de uma doença, doença grave por sinal. Deus de fato nos ajude!

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