sábado, 3 de setembro de 2011

O Batismo no Espírito Santo, uma promessa para hoje

Por Nonato Souza
O batismo no Espírito Santo é uma promessa do Pai (Jl 2.28,29), e foi designada por Deus para todos os crentes desde o dia de Pentecostes até o fim da presente dispensação. A promessa desse batismo pertence ao crente por direito. Por isso deve, não somente, esperar receber tal promessa, mas, buscá-la ardentemente de todo o coração. No tempo presente, muitos estão vivendo de forma descuidada, despercebida e já não buscam o revestimento de poder. Este batismo que, repito, é promessa a todos os salvos, é um revestimento de poder, e capacita o crente viver para Deus, servido-o de maneira poderosa.

O batismo no Espírito Santo já estava predito desde os tempos do Antigo Testamento, era, uma bênção já prometida e estava relacionada com o plano da salvação em Cristo. Todos quantos recebem a Cristo como seu Senhor e salvador, têm a oportunidade de também, alcançar a promessa do glorioso batismo.

Joel foi um dos profetas menores, tem sido chamado de “profeta do Pentecostes”, devido suas profecias relacionadas ao derramamento do Espírito Santo. Vejamos o que disse o referido profeta: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, e os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Jl 2.28,29).

Isaias, João Batista predisseram acerca desta promessa (Is 44.3; Mt 3.11). O Senhor Jesus Cristo não somente predisse, mas também prometeu que enviaria o Espírito Santo (Jo 14.16,17; Lc 24.49; At 1.5).

Àqueles que desejam receber o glorioso batismo, deve pedir perseverantemente, aguardando o cumprimento da promessa, pois, certamente no tempo certo se realizará. (Lc 11.9-13; Lc 24.49; Lc 1.4)

Os discípulos em obediência ao mandamento do Senhor Jesus permaneceram em Jerusalém por vários dias aguardando a promessa do Pai, até o dia de Pentecostes, quando veio do céu o Consolador sobre eles, passando desde então a habitar com a igreja.

Não é preciso haver dúvidas, a promessa é para hoje e para todos. “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.38,39). O batismo no Espírito Santo é para todos. Em todas as eras, que crêem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor e vieram a ser filhos de Deus através dele.

O texto acima mostra com clareza a extensão e o alcance da promessa:

“A promessa é para vós” – Os judeus ali presentes, representando os demais contemporâneos ou a nação com quem Deus fizera a aliança.
“Para vossos filhos” - Os que existiam então e as gerações sucessivas.
“Para todos os que ainda estão longe” – Estar expressando tanto com relação ao espaço como ao tempo, e significa ou, para aqueles que habitam em lugares remotos ou descendentes distantes.
“Para quantos o Senhor nosso Deus chamar” – Todos universalmente, para qualquer indivíduo que responda à chamada de Deus através do Evangelho para a salvação em Jesus Cristo.

Esse glorioso batismo, promessa para todos salvos, às vezes pode não haver demora. Pode acontecer no momento em que estivermos ouvindo a palavra, assim aconteceu com a família gentia de Cornélio quando ouviam e receberam a Palavra com fé (At 10.44-48). Deve o crente deve esperar receber logo esta promessa, pois aprendemos que o Espírito Santo está disposto a encher-nos no momento em que abrimos para Ele os nossos corações. Muitas vezes os fatores causadores da demora para o recebimento da promessa é: fé débil, vida impura, falta de consagração, motivos egocêntricos etc.

O sinal claro e distinto que comprova ter sido o crente batizado no Espírito Santo é as línguas estranhas (At 2.4). Línguas que podem ser conhecidas (At 2.5-11), e línguas totalmente desconhecidas (1Co 14.2). Hoje, já existem pessoas e até grupos que negam ser a evidência inicial do batismo no Espírito, as línguas estranhas

Sabe-se, entretanto, que o falar em outras línguas, era entre os crentes do Novo Testamento um sinal da parte de Deus para evidenciar o batismo no Espírito Santo. Os casos de batismos no Espírito Santo em Atos dos apóstolos, se tornam em uma base para a afirmação de que o falar em línguas estranhas é a evidência física inicial de que o crente foi batizado no Espírito Santo. Cremos, que esse padrão bíblico, continua o mesmo para os dias atuais. Podemos observar isto verificando as seguintes referências no livro de Atos dos apóstolos

Dia de Pentecostes. “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4). A evidência física inicial de que todos os presentes no Cenáculo foram cheios do Espírito Santo, é, que todos falaram em outras línguas pelo poder sobrenatural de Deus. “Falar noutras línguas é uma expressão verbal inspirada, mediante a qual o espírito do crente e o Espírito Santo se unem no louvor e ou profecia. Desde o início, Deus vinculou o falar noutras línguas ao batismo no Espírito Santo (At 2.4), de modo que os primeiros 120 crentes no dia de Pentecostes, e os demais batizados a partir de então, tivessem uma confirmação física de que realmente receberam o batismo com o Espírito Santo (At 10.45,46). Desse modo, essa experiência podia ser comprovada quanto a tempo e local de recebimento” (A Bíblia de Estudo Pentecostal. p. 1631).

Entre os Crentes em Samaria. “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.) Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo” (At 8.14-17).

Embora o texto bíblico citado não mostre explicitamente que os samaritanos tenham falado em línguas estranhas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo, estudiosos da Bíblia são da opinião de que a descida do Espírito Santo sobre os samaritanos, foi acompanhada de manifestações externas visíveis notadas até por Simão, o mágico. É portanto razoável concluir que, as manifestações visíveis eram igualmente semelhantes às dos primeiros discípulos no dia de Pentecostes, isto é, falar em outras línguas.

Sobre Saulo em Damasco. “E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo” (At 9.17 ).

Ora, se o texto diz que ele foi cheio do Espírito Santo naquele momento, porque duvidar que ele tenha falado em línguas estranhas? Vemos também que o padrão do Novo Testamento é que toda pessoa que recebe a plenitude do Espírito Santo começa a falar em outras línguas. Veja os seguintes textos: (At 2.4; 10.45,46; 19.6). O próprio Paulo falando a seu respeito diz: “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos” (1Co 14.18 ).

Na Casa do Centurião Cornélio. “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fieis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus” ( At 10.44-46 ). Mais uma vez nós observamos neste texto a manifestação do falar em outras línguas como evidência do batismo no Espírito Santo. Isto é, assim como Deus confirmou o acontecimento do dia de Pentecostes (At 2.4), Ele faz os gentios que estão na casa de Cornélio falarem em línguas estranhas como sinal convincente do batismo com Espírito Santo para Pedro e os demais crentes judeus que ali se encontravam (At 10.47).

Sobre os Crentes em Éfeso. Observemos o que diz o texto bíblico: “E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam” (At 19.1-6).

Assim, neste como em todos os demais casos, em que crentes foram batizados no Espírito Santo em Atos dos apóstolos, fica nitidamente demonstrado ou fortemente subentendido que os que receberam o batismo no Espírito Santo, falaram em outras línguas.

Arrepender-se de todo coração, é um passo importante para o recebimento da promessa, pois o Espírito não opera onde predomina o pecado. Crê conforme as Escrituras, também é necessário (Jo 7.37-39), além de pedir com fé (Lc 11.13; Tg 1.6), orar com perseverança em inteira submissão à vontade de Deus, e obedecer de todo coração.

Busque sempre uma oportunidade. Tenha sede (Is 44.3), louvando e glorificando sempre a Deus. Estes elementos e uma entrega total a Cristo, certamente ajudará aquele que deseja receber a bendita promessa do glorioso batismo no Espírito.

É importante enfatizar que a finalidade principal do batismo no espírito é o recebimento de poder. Aliás foi sobre este poder que Jesus falou aos seus discípulos antes de ser assunto ao céu (Lc 24.49), que este poder era a maior necessidade deles.

O batismo no Espírito Santo solucionou problemas sérios que surgiram na vida dos apóstolos com a morte de Jesus. O medo que se apoderara deles a ponto de evitarem o público e, ficarem atrás das portas fechadas (Jo 20.19,26), a fraqueza que deu lugar a uma coragem extraordinária para até, resistirem às perseguições que encontravam (At 4.16-21,33;5.29-33,41,42) e a inatividade que se tornou constante na vida deles, deu lugar a uma vida de atividades sem precedentes na história. O batismo no Espírito Santo faz isso ainda hoje (At 1.8).

É possível ao crente manter-se cheio do Espírito, depois do batismo? O batismo no Espírito não é um fim em si, podemos, certamente, conservar-nos cheios. Isto se dará através de uma vida de oração, adoração e comunhão constante e diária com Deus. Se assim vivermos, certamente a plenitude do Espírito será constante em nossas vidas. Que o Senhor nos ajude!

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