terça-feira, 19 de julho de 2011

ARREBATAMENTO, A MAIOR ESPERANÇA DA IGREJA

Por Pr. Nonato Souza
“Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.15-17).

Vivemos em um mundo sem esperança, afastado de Deus e sem paz. Todos quantos vivem sem esperança não podem se considerar pessoas felizes (Jó 27.8). O homem adquire sua maior felicidade quando tem um encontro pessoal com Jesus, o perdão dos pecados pela fé no sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Jo 1.29). Esse ato de felicidade se completa, com a maior de todas as esperanças do salvo, a certeza plena da volta de Jesus Cristo.

A esperança da sua vinda trás ao crente motivação para a prática da vida cristã dia a dia (1Co 15.19). Se Jesus não vai voltar novamente, qual a importância de cultuá-lo, crê nele, viver para Ele, fazer parte de sua igreja? “Se Jesus jamais voltará a esta terra, que tipo de esperança podemos alimentar no tocante a um futuro encontro com Ele? Se não temos esperança de que Ele voltará, como podemos está certos de que iremos para Ele?” (Geziel Gomes. O Rei Está Voltando, pg. 89). Mas, graças a Deus, que temos esta promessa (Jo 14.3; Ap 22.12; At 1.11; 1Ts 4.16-18).
Enquanto aguardamos nosso salvador, Cristo o Senhor, fortaleçamos a nossa fé, para continuarmos caminhando neste mundo turbado e cheio de dores, conscientes que nossa esperança é viva (1Pe 1.3).

O Arrebatamento da Igreja.

O termo significa retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que se encontre com o Senhor Jesus nos ares, por ocasião de sua segunda vinda (Claudionor Corrêa de Andrade. Dicionário Teológico com definições etimológicas e locuções latinas, pg. 62).

A palavra “arrebatamento” vem da palavra latina “raptus”, significando transportar de um lugar para o outro. Os tradutores da Bíblia latina usaram ainda a palavra “rapere”, que é uma raiz da palavra “rapto”. Equivale ao grego arpazo (Jo 10.28,29; At 8.39), usada cerca de 14 vezes no Novo Testamento. A idéia básica é “remover ou arrebatar repentinamente”. O arrebatamento é caracterizado como uma “vinda para traslado” (1Co 15.51,52; 1Ts 4.15-17), na qual Cristo vem para Sua Igreja.

Acredita-se que a humanidade estar prestes a passar por um período de Tribulação, mas Cristo Jesus querendo livrar aqueles que aceitaram a sua palavra irá arrebatá-los deste mundo antes que qualquer mal lhes aconteça. Esta é a promessa de Cristo através do apostolo Paulo, livrar os seus escolhidos da grande tribulação, que é a ira futura (ITs 1:10).

Assim como Deus arrebatou a Enoque, livrando-o da tribulação e dos horrores do dilúvio, irá livrar a igreja deste período horrendo de tribulação que se abaterá sobre a terra. A única maneira de livrar a igreja deste tempo terrível é tirando-a deste mundo antes que o período tribulacional tenha início. Isto também é o que defende a escatologia pré-tribulacionista e pré-milenista.

O Arrebatamento Pré-Tribulacional da Igreja.

Há os que crêem no arrebatamento pré-tribulacional. Estes, crêem que antes do período de sete anos, conhecido como Tribulação, todos os santos (tanto os vivos quanto os mortos) serão arrebatados para o encontro do Senhor nos ares, sendo em seguida levados ao céu. O arrebatamento pré-tribulacional compreende a primeira fase da segunda vinda de Cristo. Podemos dizer que este é o mais comovente e empolgante evento profético da Bíblia. Apóstolo Paulo ensina claramente sobre o assunto em 1 Tessalonicenses 4.15-18, o texto citado como base para esta meditação.

Temos conhecimento pela Palavra do Senhor, que todos os crentes mortos desde o dia de Pentecostes, repentinamente, sem nenhum aviso serão transformados em corpos ressurretos para estarem sempre com o Senhor. Apóstolo Paulo volta a citar sobre o assunto em 1Coríntios 15.51-53. “Eis que vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista de incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista de imortalidade”.

LaHaye cita sobre aqueles que haverão de ressuscitar e conseqüentemente passar por esta transformação para em seguida subir ao encontro do Senhor nos ares. Ele diz:
“Mesmo aqueles cujos corpos há muito tempo se decompuseram, ou cujas cinzas foram espalhadas sobre os oceanos, receberão um novo corpo. Este novo corpo se reunirá com o espírito da pessoa, que Jesus trará consigo. Então os corpos daqueles que igualmente aceitaram a Cristo como o Salvador e que estiverem vivos na ocasião também serão instantaneamente transformados em novos corpos imortais. Juntos, todos os crentes serão transportados subitamente aos céus para encontrarem o Senhor. (Tim LaHaye e Ed Hindison. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD. pg. 83).

O fato da segunda vinda de Cristo é mencionado cerca de 321 vezes no Novo Testamento. Paulo se refere ao evento mais de 50 vezes, epístolas inteiras e capítulos inteiros dos evangelhos são dedicados ao assunto.

A segunda vinda de Cristo acontecerá de acordo com o que podemos depreender das Escrituras do Novo Testamento, em duas fases distintas. Na primeira fase, Ele virá arrebatar os santos (1Ts 4.13-17). Será uma surpresa, pois Ele virá secretamente (Mt 24.39-44; 1Co 15.52; 1Ts 5.2). Na segunda fase de sua vinda, virá com os santos em glória. É a sua revelação pública, sua manifestação ou aparecimento visível a Israel e às demais nações (gr. epifanéia), para destruir o sistema criado pelo Anticristo, libertar Israel dos seus adversários e implantar o Reino Milenar de Cristo (Ap 20.2-7).

Para podermos compreender melhor a segunda vinda de Cristo, precisamos perceber que esta possui fases distintas. A primeira, invisível aos olhos do mundo, é o arrebatamento; e a segunda fase, é a manifestação pessoal de Cristo em glória.

“Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus! (Ap 22.20).

Um comentário:

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