domingo, 24 de abril de 2011

JESUS CRISTO, RESSUSCITOU.

“Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24.6).

A morte de Cristo não teria o mesmo significado redentivo se não fosse a sua ressurreição. Era necessário que Cristo ressuscitasse tendo em vista a nossa ressurreição (Rm 4.25). Quando Cristo ressuscitou, o Universo tomou conhecimento da eficácia de sua morte, tendo conhecimento de que as forças das trevas haviam sido conquistadas e que Cristo vitorioso ressurgira do sepulcro, garantindo assim, a nossa ressurreição. É a ressurreição física e corporal de nosso Senhor Jesus Cristo, o fundamento inabalável do evangelho e da nossa fé. Quando fazemos uma comparação de todas as religiões do mundo, observamos que o Cristianismo é a única que teve o seu fundador ressuscitado. A autenticidade do Cristianismo era demonstrada pelos apóstolos quando anunciavam a mensagem do Cristo ressuscitado. As mensagens pregadas por eles no livro de Atos, sempre enfatizavam sua morte, sepultamento, e ressurreição (At 1.22;4.33;17.18,22). Apóstolo Paulo também enfatizou que a ressurreição de Cristo era um acontecimento absolutamente fundamental à nossa pregação, pois sem a mesma não haveria mensagem alguma de salvação, nem esperança a ser anunciada (1Co 15.14-18).

A falsa teoria de que Jesus não chegou a morrer verdadeiramente, mas que simplesmente desmaiou se constitui em um contra senso ao que ensina as Sagradas Escrituras. A Bíblia mostra com clareza de detalhes que Cristo estava realmente morto. Esse fato pode ser comprovado quando o centurião e os soldados O declararem morto (Mc 15.45; Jo 19.33), as mulheres irem ao túmulo esperando ungirem o seu corpo (Mc 16.1) e que ao ressuscitar no terceiro dia Ele, não se apresentou aos seus discípulos de forma moribunda, meio morto, mas como aquele que venceu a morte (Ap 1.18).

Existem também, os que dizem ter sido apenas o seu espírito que ressuscitou. Nós sabemos pela Palavra de Deus que Cristo ressuscitou em corpo e não apenas em espírito ou na lembrança dos seus discípulos. Jesus mesmo declarou depois da ressuscitado que tinha carne e ossos (Lc 24.39,40); as mulheres que o encontraram na manhã da ressurreição, abraçaram-lhe os pés (Mt 28.9); os discípulos mesmo, após verificarem cuidadosamente, declaram que o túmulo estava vazio e os lençóis em ordem (Mc 16.6; Jo 20.5-7); Eles mesmos, o reconheceram pelas marcas dos cravos (Jo 20.25-28; Lc 24. 34-40); os anjos de Deus, que não mentem, declararam que havia ressurgido conforme havia dito (Lc 24.6-8).

A ressurreição de Cristo foi singular, diferente de qualquer outra que tenha havido antes. A Bíblia fala de ressurreições temporárias, como por exemplo: O filho da viúva de Serepta (1Rs 17.17-24), o filho da sunamita (2Rs 4.17-27), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo (Mc 5.22-43), Lázaro (Jo 11), Dorcas (At 9.36-42), cujo objetivo é mostra o inigualável poder de Deus sobre as forças da natureza, e assim, levar o homem ao arrependimento. Todos esses, certamente voltaram a morrer, pois não receberam um corpo como o que Jesus recebera, com propriedades diferentes de qualquer outro, não estando mais sujeito à morte, nem às leis desta criação. Com relação ao corpo ressurreto de Jesus Thiessen diz: “Era um corpo real. Podia ser e foi tocado (Mt 28.9); era de carne e ossos (Lc 24.39,40). Foi reconhecido como o mesmo corpo, e não outro. O próprio Cristo menciona Seu lado aberto (Jo 20.27). Parece que essas marcas de Sua paixão serão visíveis mesmo quando Ele voltar pela segunda vez (Ap 1.7; Zc 12.10). Em ocasiões diferentes, lemos que os Seus O reconheceram após a ressurreição (Lc 24.41-43; Jo 20.16-20; 21.7). No entanto, Seu corpo era diferente em alguns aspectos após a ressurreição. Ele passou por portas fechadas (Jo 20.19), e indubitavelmente não precisava comer e beber após aquela hora. Ele está vivo agora para todo o sempre (Rm 6.9,10; 2Tm 1.10; Ap 1.18).”

Jesus de Fato Ressuscitou? A ressurreição de Cristo foi um milagre. É importante lembrarmos alguns fatos importantes relacionados à ressurreição de Cristo e que fortalecem esta doutrina. O texto bíblico enfatiza que, quando do sepultamento de Jesus uma grande pedra foi rolada para a entrada do sepulcro, tapando-o. Quem teria rolado a pedra para fora? Havia soldados que guardavam o sepulcro e certamente não foram eles que rolaram a pedra do sepulcro facilitando o roubo do corpo daquela que ali estava morto. E os discípulos! Não estavam eles com medo, escondidos. E as mulheres! Pobres mulheres! No caminho, comentavam entre si, “quem nos removerá a pedra?” (Mc 16.3). A única explicativa bíblica que temos, é que anjos tiraram a pedra.

O fato da ressurreição de Cristo pode ser observado em pelo menos quatro acontecimentos:

I - No sepulcro vazio: “E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Lc 24.3). As Escrituras nos mostram com clareza que o sepulcro estava vazio. Esse fato verídico não foi contestado por ninguém. A mentira inventada pelos principais dos sacerdotes de que os discípulos roubaram o corpo de Jesus, têm sido aceita por alguns como sendo a verdade. As Escrituras, porém, nos informa que quando Simão Pedro entrou no sepulcro, viu no chão os lençóis, e que o lenço que havia estado sobre a sua cabeça não estava junto com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte (Jo 20 3-8), o que prova que Ele havia ressuscitado.

II - Na aparição dele após ressuscitar: “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo vistos por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus” (At 1.1-3). Após ressuscitar Jesus apareceu a mais de 500 irmãos, o que serve para confirmar a realidade do evento.

III - No testemunho dos discípulos: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31). e mais: “Seja conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós” (At 4.10).

IV - No testemunho do próprio Cristo: “Eu sou Aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades” (Ap 1.18 NVI).

Tendo Cristo ressuscitado, apresentou-se aos seus discípulos por um espaço de quarenta dias (At 1.3), ascendendo aos céus do monte denominado das Oliveiras, à vista dos seus discípulos (Mc 16.19;Lc 24.51).

Pr. Nonato Souza.

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