sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

AVIVAMENTO, NECESSIDADE ATUAL (2/3)



Por Nonato Souza

Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc 3.2).

Na sequência do tema "Avivamento, necessidade atual", vamos observar alguns pontos que, não sendo observados, poderão trazer sérios prejuízos ao avivamento.

O Abandono da Palavra de Deus.

O ensino sistemático da Palavra de Deus, a pregação Cristocêntrica tem desaparecido dos púlpitos de muitas igrejas. Estamos vivendo dias que em muitas igrejas a Palavra de Deus tem sido relegada a segundo plano o que se constitui num grande prejuízo, pois não havendo Palavra de Deus, não poderá haver avivamento (Ez 37.4,7).

O declínio espiritual de Israel se dava pelo fato de abandonarem a Lei do Senhor. No reinado de Josias o avivamento chegou quando, o Sumo sacerdote Hilquias encontrou o livro da Lei que estava perdido dentro da casa do Senhor (2Rs 22.8), que tristeza! Será que o mesmo ainda acontece nos dias atuais? Será que não é hora de dar o devido lugar e valor à Palavra de Deus nos púlpitos de nossas Igrejas? Porventura não é a falta da boa Palavra que tem causado este estado de letargia, mornidão espiritual e desvio dos bons princípios bíblicos em muitas igrejas? Ouso perguntar: Que lugar tem a Palavra de Deus no púlpito de sua igreja? A base para o avivamento é a palavra de Deus (Sl 119.25,107,149,154,156). Não obstante, a Palavra de Deus, ser a fonte inesgotável capaz de saciar a sede da humanidade e gerar o avivamento que necessitamos, o que temos visto em alguns de nossos cultos senão muito movimento e barulho sem nenhuma unção do Espírito Santo e nada de Bíblia. Lembremo-nos de que o avivamento vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Hc 3.2).

Muitos tem me arguido com perguntas acerca se estamos vivendo um avivamento atualmente. Sempre respondo: Que avivamento? Não há avivamento sem amor e dedicação profundo à Palavra de Deus! Esta geração está enfastiada da Palavra de Deus, salvo, uma pequena exceção. Basta ver as nossas reuniões onde se prioriza o estudo da Palavra. Porventura, elas estão cheias, repleta de pessoas sedentas por aprender a Palavra de Deus?

As paixões carnais e atos pecaminosos.

A vida decadente de Sansão ilustra muito bem os males decorrente desse tipo de atitude. Era um homem dominado por desejos carnais. Sansão julgou Israel durante vinte anos, durante este tempo diz a Palavra de Deus que o Espírito do Senhor começou a movê-lo (Jz 13.25). Acerca dele, lemos em vários trechos expressões tais como: “Então o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou dele” (Jz 14.6,19;15.14). Tais expressões sem dúvida alguma revelam o segredo da força de Sansão. Quando o Espírito Santo vinha sobre ele, o tornava capaz de matar um leão rasgando-o com suas próprias mãos (Jz 14.6). Era Nazireu de Deus, portanto, separado, consagrado e dedicado totalmente ao Senhor.

Pelo Espírito de Deus Sansão encontrou forças para libertar seu povo que gemia sob o jugo da escravidão dos Filisteus. Sem dúvida alguma, foi a concupiscência insaciável de Sansão que o levou à queda. Quando enamorou-se de uma mulher chamada Dalila, que provavelmente era filistéia, os príncipes filisteus ofereceram a ela uma soma para que ela o levasse a descobrir onde estava o segredo de sua força. Com astúcia diabólica, Dalila o dominou pouco a pouco, até que ele revelou o seu segredo.

Foi uma tragédia quando o libertador, dormindo sobre os joelhos da mulher, despertou pensando que escaparia mais uma vez. “Não sabia que o Senhor já se havia retirado dele” (Jz 16.20). O segredo das vitórias de Sansão foi revelado ao inimigo. Foi a sua derrota total. Alguém citando sobre a derrota de Sansão disse: “quando pecou Sansão perdeu três coisas: 1) perdeu a força; 2) perdeu a visão; 3) perdeu a liberdade”.

As paixões carnais e atos pecaminosos levam os homens a um estado de lástima e miséria deixando-os distante de Deus. Vivendo uma vida carnal impedimos o avivamento tão necessário hoje. Enquanto que se dedicarmos nossa vida em consagração a Deus, estaremos abrindo portas para uma ação poderosa do Espírito em nossa vida. Sansão foi o instrumento de Deus para aquele momento histórico de dificuldades em Israel, vindo depois cair por falta de vigilância. O avivamento que Deus está prestes a enviar sobre a igreja no Brasil e, particularmente em cada igreja local, não deve ser impedido por causa de nossa falta de cuidado e vigilância. Coloquemos nossa vida no altar de Deus, reparado, para que o fogo venha do céu e queime todo o holocausto (1Rs 18.38). Tenho visto que os nossos sacrifícios tem muita fumaça e quase nada de fogo. Há muitos movimento e quase nada de ação de Deus em nosso meio. É fácil identificar esta situação. Olhe para os grande eventos promovidos pelas igrejas evangélicas e o fervor que neles acontece. Depois, vá às igrejas locais e analise a situação em que muitas se encontram. Envolvidos no evangelismo local, cultos de estudos da Palavra de Deus repletos, reuniões de orações cheios? Nada. Um avivamento verdadeiro, parece ser a solução.

Apego ao mundo e suas práticas.

Mundo (gr. kosmos), freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e, existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente imorais e pecaminosos do mundo, mas também ao espírito de rebelião contra Deus. São três as palavras gregas que às vezes são traduzidas pela palavra mundo. A primeira palavra grega oikoumene é geralmente usada indicando o mundo habitado ou a terra onde vivemos. A segunda palavra grega é aion, que às vezes é também traduzida por “mundo”, mas geralmente por “século”, dando a entender a era em que vivemos (Rm 12.2; 2Co 4.4; Gl 1.4). Caracterizando também o sistema de idéias deste mundo. Em tais casos, aion é quase intercambiável com a terceira palavra, kosmos, descreve a ordem ou o sistema que governa esta terra habitada. É uma palavra complexa e difícil de definir. Um exemplo claro disto são os textos de Jo 3.16, onde se diz que Deus ama este mundo (gr. kosmos), e o de 1Jo 2.15, onde somos ensinados a não amar o mundo (gr. kosmos). Nesse caso temos de recorrer ao contexto, que vai nos dizer em tais casos, qual o sentido pretendido para a palavra mundo.

Às vezes pode indicar a terra, às vezes todo o mundo dos seres humanos, e às vezes todo o sistema sobre o qual reina Satanás (Jo 12.31; 1Jo 5.19). Bubeck nos diz sobre o mundo: “Sendo nosso inimigo, o mundo é todo um sistema organizado, formado de variadas e mutantes filosofias sociais, econômicas, materialistas e religiosas, que se expressam através das organizações e personalidades dos seres humanos. O sistema do mundo em sua função é uma expressão composta de depravação do homem e das intrigas do governo de Satanás, combinadas em oposição ao governo soberano de Deus” (O Adversário. Bubeck. pg. 47,48).

O mundo é absolutamente hostil a todos nós servos do Senhor Jesus. Devemos investir todos os recursos possíveis para não nos deixarmos dominar por ele. O apego ao mundanismo leva o crente a um esfriamento espiritual, tendo como conseqüência o afastamento de Deus e de sua Palavra. Quando somos admoestados a não amarmos o mundo nem as coisas que no mundo há, estamos sendo advertido que, por trás de todo empreendimento meramente humano, está um espírito, força ou poder maligno agindo contra Deus e sua Palavra. Não tenhamos duvidas, o mundanismo e o apego às suas práticas são um impedimento ao avivamento espiritual que necessitamos.

Continua...


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