terça-feira, 29 de abril de 2014

O homem da iniquidade surge no cenário mundial [2]


Por Nonato Souza

Iniciaremos a segunda parte deste estudo escatológico, “o homem da iniquidade surge no cenário mundial [2]”, com títulos e nomes do Anticristo para em seguida abordarmos outros assuntos igualmente importantes. O Anticristo se apresentará no cenário mundial com os seus mais variados nomes e títulos. Os muitos nomes e títulos revelam suas várias facetas, além de revelar seu caráter e sua natureza diabólica. Mencionaremos alguns:

“Homem da iniquidade” – “Não vos deixeis enganar de forma alguma, por ninguém. Porquanto, antes daquele Dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição” (2 Tessalonicenses 2.3; BKJ);

“Filho da perdição” – “Não vos deixeis enganar de forma alguma, por ninguém. Porquanto, antes daquele Dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição” (2 Tessalonicenses 2.3; BKJ);

“Perverso” – “Então, será plenamente revelado o perverso, a quem o SENHOR Jesus matará com o sopro da sua boca e destruirá pela gloriosa manifestação da sua vinda” (2 Tessalonicenses 2.8; BKJ);

“Príncipe que há de vir” – “E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações” (Daniel 9.26; ARC);

“O rei, que fará conforme a sua vontade” – “E esse rei fará conforme a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito” (Daniel 12.36; ARC);

“Um rei, feroz de cara” – “Mas no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, se levantará um rei, feroz de cara, e será entendido em adivinhações” (Daniel 8.23; ARC);

“Chifre pequeno” – “Enquanto eu analisava os chifres, encontrei um outro chifre, pequeno, que apareceu entre eles; e três dos primeiros chifres foram arrancados para dar lugar a ele. Esse chifre que surgiu entre os demais tinha olhos de um ser humano e uma boca que falava com soberba e arrogância” (Daniel 7.8);

A Besta – “Então, observei que emergiu do mar uma Besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez coroas, e, em cada cabeça um nome de blasfêmia!” (Apocalipse 13.1; BKJ);

O Anticristo – “Filhinhos, esta é a hora derradeira e, assim como ouvistes que o anticristo está chegando, já agora muitos anticristos tem surgido [...] Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Messias? Este é o inimigo de Cristo: aquele que rejeita tanto o Pai quanto o Filho” (1 Jo 2.18,22; BKJ).

A nacionalidade do Anticristo.

Não se sabe ao certo a nacionalidade do Anticristo. Não temos uma afirmação Neotestamentária se ele será judeu ou gentio. Algumas passagens bíblicas são apontadas por estudiosos pontuando ser este personagem, gentio, afirmando que em suas ações “ele lidera a união europeia de nações gentias” (Dn 7.8-24); “em sua aliança, promete proteção gentílica para Israel” (Dn 9.27); e que o “seu governo faz parte do “tempo dos gentios”, do domínio deste sobre Israel” (Lc 21.24).

Apesar das passagens bíblicas acima apontarem o domínio do Anticristo sobre as potências ocidentais, não indicam com clareza ser ele especificamente um gentio. Ed Hindson faz as seguintes ponderações sobre a nacionalidade do Anticristo:

Ele poderia ser de origem ou descendência judaica, e mesmo sendo um judeu americano ou europeu, liderar o governo mundial dos últimos dias. Tanto o livro de Daniel como o Apocalipse associa o Anticristo a uma confederação de dez nações europeias que, de certa forma correspondem ao antigo império Romano. Na grande estátua do sonho de Nabucodonosor, descrita em Daniel 2.31-45, vemos esta confederação simbolizada pelos dez dedos. Ela é também representada em Daniel 7.19-28, e em Apocalipse 13.1-9, com os dez chifres da besta. Nas profecias de Daniel, o Anticristo é sempre associado à última fase do Império Romano (a quarta dinastia). Em Apocalipse 17.9, ele é relacionado a uma cidade situada sobre “sete colinas” (frequentemente interpretada como sendo Roma). Daniel 9.25-27 declara que ele estará entre as pessoas que destruirão o segundo Templo; os seja os romanos. [1]

Será, pois, o Anticristo um judeu radicado em Roma? Estudiosos são de opinião que ele terá uma herança judaica, não sabendo, porém, quem ele é e de onde se origina.


Aliança firmada com Israel por sete anos – falsa paz.

O início da Grande Tribulação será marcado pela aliança entre o Anticristo e Israel. Daniel 9.27 comenta o assunto com estas palavras: “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações vira o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. O Anticristo será o líder de uma confederação de dez nações ou dez estruturas de poder que se desenvolverão (Dn 2.42-44; Ap 12.3; 13.1;17.12-16), e que estará governando o mundo  durante a Tribulação.

Arno Froese, comentando sobre estas dez estruturas de poder, diz:

Os dez chifres, mencionados em Apocalipse 17.12, não são representativos de dez nações europeias, mas representam dez diferentes estruturas de poder”. [2]

O autor acima mencionado segue fazendo o seguinte comentário:

É ilusão pensar que a América do Norte, por exemplo, tornar-se-ia um membro pleno da União Europeia, por causa de sua localização geográfica. Uma estrutura de poder aliada, portanto, será estabelecida em várias partes do mundo, mas todas debaixo da liderança da União Europeia. [3]

Sobre o sucesso que o Anticristo alcançará nestes primeiros três anos e meio da Tribulação, o estudioso de profecias bíblicas Arno Froese, explica:

Chega a ser surpreendente perceber que quão bem-sucedido ele será. Apocalipse 13.3 declara: “[...] e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta”. Esta besta será incomparável na história humana e, portanto, o povo perguntará: “[...] Quem é semelhante à besta? [...]” (Ap 13.4). Não resta dúvida de que será também um gênio na área militar: “[...] quem pode pelejar contra ela?” (v.4b). Por fim, o movimento ecumênico, o Conselho Mundial de Igrejas, as Nações Unidas e quem mais estiver envolvido nessa obra rumo à unidade, haverão de se fundir numa poderosa religião. Assim sendo, a Bíblia diz: “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra [...]" (v.8). [4]

Este líder mundial, porém, estará agindo conforme o seu caráter, porque violará o seu acordo com três das nações que lhe deram o poder e as dominará, retirando-lhes a independência (Dn 7.8,20,24). Ele falará de paz, mas promoverá a guerra, à medida que anuncia paz, irá fazendo guerra aos seus inimigos, pois com o poder que tem nada mais lhe resistirá.



Anticristo rompe o pacto com Israel, começa a perseguição contra os escolhidos.

O Anticristo será mundialmente reconhecido e aceito por causa de sua capacidade e habilidade como pacificador. Como líder mundial, ele fará com que Israel aceite, de forma imposta, um tratado de paz. Ice citando Walvoord diz sobre essa falsa paz:

Quando um gentio, líder de dez nações, apresentar um tratado de paz a Israel, este será imposto com força superior e não como um tratado de paz negociado, ainda que aparentemente inclua os elementos necessários para tal acordo. Ele incluirá a delimitação das fronteiras de Israel, o estabelecimento de relações comerciais com seus vizinhos – algo que Israel não tem atualmente, e, principalmente, oferecerá proteção contra ataques externos, o que permitirá que Israel relaxe seu estado de constante alerta militar. Também é possível prever que algumas tentativas serão feitas para abrir áreas sagradas de Jerusalém para todas as religiões a elas relacionadas. [5]

Aquilo que parecia ser a paz que tanto Israel almejava, na verdade é uma falsa paz, temporária e superficial. Aquilo que poderia, durante sete anos, trazer paz e conforto, é quebrado de forma abrupta depois de três anos e meio. Por volta da metade da semana, exércitos do norte invadem a terra de Israel (Ez 38,39) desafiando a paz estabelecida pelo Anticristo. Terminado o conflito e quebrada a aliança feita com Israel, o Anticristo, que estará liderando uma confederação de dez estruturas de poder, se declarará líder mundial. “Fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares” (Dn 9.27), exigirá receber adoração e colocará no templo dos judeus uma imagem sua. A perseguição contra judeus, crentes e outros oponentes será grande, trazendo à humanidade um reinado de terror, tal qual, jamais foi experimentado.



Notas Bibliográficas

[1] Hindson. ED. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD, pg. 50,51

[2] Froese. Arno. Como a Democracia Elegerá o Anticristo. Atual Edições, 92,93

[3] Idem, pg. 93

[4] Idem, pg. 73

[5] Tomas Ice e Timothy Demy, A Verdade Sobre o Anticristo e Seu Reino. Atual Edições, pg. 36

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O homem da iniquidade surge no cenário mundial [1]


Por Nonato Souza

Em várias partes do Livro Sagrado aparece a figura do Anticristo, o último ditador mundial. Nos escritos do apóstolo Paulo ele é conhecido como o “homem do pecado”, o “filho da perdição”. Por fazer exclusivamente a sua vontade, ele será a própria encarnação do pecado. O surgimento do “homem da iniquidade”, o “filho da perdição”, no final dos tempos, está revelado nos escritos proféticos.

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus (2Tessalonicenses 2.3,4).

Nas profecias bíblicas, o “homem da iniquidade” é geralmente chamado de Anticristo. Curiosamente a palavra “anticristo” (gr. anticristos), só aparece em 1Jo 2.18-22; 4.3; 2Jo v. 7, onde o apóstolo João indica que muitos “anticristos” (falsos mestres) tem surgido. João nos mostra “anticristos” que nos últimos dias surgirão para enganar. Estes, na verdade, “eram ex-membros de igrejas que haviam negado ser Jesus o Cristo”, e se tornado falsos mestres. João nos ensina que qualquer falso mestre que nega a pessoa e a obra de Jesus é um anticristo.

Ampliando a visão acerca deste “homem da iniquidade”, entende-se que o “espírito do anticristo” já opera no mundo desde o princípio (1Jo 4.3), opondo-se contra a verdade do evangelho acerca de Jesus Cristo. Ed Hidson comentando sobre a operação deste espírito desde o I século, depois de Cristo diz:

Os escritores da Bíblia certamente criam que o espírito do Anticristo estava vivo e ativo no primeiro século. Por esse motivo, não lhes causou surpresa a rejeição ao cristianismo, acompanhada da perseguição e até mesmo martírio. Eles estavam convencidos de que  a guerra espiritual entre Cristo e o Anticristo já havia começado.
Muitas e remotas referências cristãs ao Anticristo estão presentes no Apocalipse de Pedro, no Didaquê, na Ascenção de Isaias e na epístola de Pseudo-Tito. Também vemos tais referências nos escritos de diversos pais da igreja, como Irineu, Jerônimo e Hipólito. Irineu, que estudou com Policarpo – que, por sua vez, fora discípulo do apóstolo João –, disse que o Anticristo viria como “um apóstata”, personificando a “apostasia satânica” [1].

O Anticristo será um homem comum, nascido de mulher, João o viu subir do mar (Apocalipse 13.1), do meio do povo, embora o texto fale de besta. Satanás dará a ele poder em proporções jamais vista (Ap 13.2,4; 16.13,14). Será um super-homem mundial, revelará grande inteligência, por isso conquistará a admiração do mundo (Ap 13.2,3). Horton faz a seguinte observação acerca desta terrível personagem e o poder que o mesmo deterá:

Sua vinda terá aparência sobrenatural, pois virá “segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios de mentira, e com todo o engano de injustiça para os que perecem” (2Ts 2.9,10). Essa descrição se encaixa com a ponta pequena, que tinha “uma boca que falava grandiosamente” (Dn 7.8,20), com o “príncipe” do mundo, que fará um concerto com Israel para mais tarde quebrá-lo (Dn 9.27), e com a besta, o blasfemo soberano mundial que receberá poder de Satanás e será possuído por ele, e cujo falso profeta fará milagres enganosos (Ap 13.1-7).[2]

A inteligência do Anticristo o levará a conquistar o mundo. Chega a ser surpreendente o quão bem-sucedido ele será em suas conquistas se revelando também um gênio na área militar. Bergstén pontua sobre sua sagacidade e inteligência:

Ele será extremamente inteligente, motivo por que conquistará a admiração do mundo (cf. Ap 13.2). Será o maior de todos os demagogos, pois seu governo será caracterizado por uma boca para proferir grandes coisas (cf. Ap 13.3; Dn 7.7,8,11,25). Terá muita autoridade e poderio (cf. AP 13.2). Será um concentrador de todo mal que tem havido na terra. O ódio de Caim contra seu justo irmão (cf. Gn 4.4,8), a ganância e sagacidade de Balaão para seduzir Israel (cf. Nm 31.16) e a blasfêmia de Golias contra Deus e seu exército (cf. 1 Sm 17.8,11) terão na pessoa do anticristo, a sua personificação  satânica. [3]

A situação do mundo de então, sem fé em Deus, fará com que o Anticristo seja recebido como a verdadeira solução dos problemas. O texto sagrado diz: “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem” (2Ts 2.9,10).


Notas bibliográficas

[1]  Tim LaHaye e Ed Hindson. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD, pg. 49
[2]  Stanley M. Horton. Nosso Destino, o Ensino Bíblico das Últimas Coisas. CPAD, pg. 107
[3] Bergstén. Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. CPAD, Ed. 1999, pg. 405



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Não suportarão a sã doutrina


Por pastor Estevam Ângelo de Souza

Estevam Ângelo de Souza (Im memória), foi pastor presidente da Assembleia de Deus em São Luis, MA, e da CEADEMA - Convenção Estadual da Assembleia de Deus no  Maranhão.


Uma palavra inicial

Nestes dias turbulentos e corridos tive a oportunidades de dar uma olhada em alguns recortes de jornais que guardo. A maioria dos meus recortes são textos do periódico Mensageiro da Paz, jornal mensal da Assembleia de Deus no Brasil, onde tive o privilégio de ler alguns artigos que voltaram a falar forte ao meu coração. Li cuidadosamente, os escritos de homens de Deus que fizeram história. Alguns, destes artigos penso em replicar no blog com objetivo de edificar a vida espiritual do povo de Deus, principalmente daqueles que não tiveram a oportunidade de ler estes belos artigos. Os créditos são dados ao Jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial das Assembleias de Deus no Brasil.


Não suportarão a sã doutrina

O tema deste artigo faz parte de um texto profético que expressa a visão do apóstolo Paulo quanto ao futuro da igreja.

Advertindo veementemente a Timóteo, diz: “Prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina, pois haverá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestre segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceiras nos ouvidos e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Tm 4.1-11).

Esta advertência deve ser aceita e posta em prática por todos a quantos Deus tem outorgado o sagrado encargo de ensinar em seu nome as verdades celestiais e eternas.

O texto citado retrata claramente o tédio dos homens pela sã doutrina e a predominância de suas próprias cobiças. A meu ver, esta é a mais larga porta e o mais espaçoso caminho para a apostasia, pois o tédio pela sã doutrina só tem lugar nas vidas de baixo nível espiritual.
Sabemos que apostasia é afastamento da doutrina, repúdio à fé etc. Esta definição está enquadrada no texto citado, nas expressões “não suportarão a sã doutrina” e “se recusarão a dar ouvidos à verdade”. São erros que atingem a fé, a vontade, a consciência e o caráter.

Esta profecia de Paulo tem um tom de alarme, tendo em vista uma situação catastrófica, que ameaça a igreja quando quanto às características bíblicas que lhes são atribuídas de “igreja do Cristo vivo, coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 4.15). As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja de Cristo (Mt 16.18). É certo, porém, que a condição espiritual, objeto das predições de Paulo, é capaz de ocasionar mais um dentre os muitos acidentes na história do povo de Deus, cujas consequências permanecem, às vezes, durante séculos.



O ser humano por si só tem-se revelado incapaz de encarar a eternidade com o devido otimismo e necessária perseverança. Isso acontece sempre que a vida espiritual desce a um nível insuficiente. Quando se lhe estreita a visão das riquezas do infinito e das belezas da glória de Deus. Para chegar a esse patamar de risco, basta descuidar do cultivo da vida espiritual, mesmo que seja pelo excessivo cuidado das coisas lícitas desta vida (Lc 8.14). Jesus nos recomendou buscarmos “em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6.38).
Soube de um consagrado pregador do Evangelho que disse: “Tenho muito medo de perder a unção do Espírito Santo”.

O homem natural não aceita as coisas do Espírito Santo, porque lhe parecem loucura e não as pode entender (1Co 2.14). Se não as entende e não as aceita, não tem valor para ele e não lhe pertencem.

Diz-se que ninguém morre de fome; morre, sim, de inanição. Enquanto sente fome, a pessoa deseja com avidez o alimento. Quando, porém, a debilidade domina, rejeita a alimentação sólida; o organismo não a suporta. É isso que acontece na vida espiritual. Aconteceu no passado. Deus, através de Moisés, libertou a Israel da escravidão no Egito, do poder opressor de faraó. No Egito, o povo estava sujeito a trabalho forçado, açoites e tortura. Era obrigado até a rejeitar seus filhos do sexo masculino ao nascerem. Estava sem alegria, sem esperança e sem futuro. Já em liberdade, viajando para a terra prometida, “terra que manava leite e mel”, testemunhas de muitos milagres, protegidos no deserto, foram alimentados de um modo maravilhoso. O maná provido por Deus era alimento tão eficiente que sustentou o povo sadio e vigoroso durante quarenta anos. Eis como foi considerado nas Escrituras: “pão do céu” (Êx 16.4); “cereal do céu e pão dos anjos” (Sl 78.24,25); “Deu-lhes a comer o pão do céu” (Jo 6.31a). Foi assim que o consideraram durante algum tempo, enquanto obedeciam à Palavra de Deus. Quando, porém, a vida espiritual declinou, deixaram de ter valor os milagres e a presença de Deus, de dia, na nuvem, e de noite na coluna de fogo.



Estêvão disse: “nos seus corações, voltaram ao Egito” (At 7.39). Mesmo geograficamente distantes do Egito, voltaram à escravidão. Em tal condição espiritual, era outra a avaliação que faziam do maná. Reclamaram: “ A nossa alma tem tédio deste pão tão vil” (Nm 21.5).

O que era o maná provido milagrosamente por Deus? Era maná do céu, pão dos anjos, pão do céu, ou era mesmo “um pão tão vil”? Eis como o ser humano empobrecido espiritualmente avalia as coisas sublimes de Deus. Chegaram à triste condição descrita por Sofonias: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (Sf 3.2).
Paulo escreveu: “Estas coisas se tornaram exemplo para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co 10.6).

A vida espiritual é motivo de satisfação e muita felicidade. È uma realidade aceita pela fé e experimentada na intimidade da comunhão com Deus. Desfrutá-la é sobremodo agradável. A sublimidade das revelações de Deus, através da sua Palavra, fascina, inspira ânimo e encoraja. A sã doutrina é aceita como autêntica revelação da pessoa e da vontade de Deus.É considerada o mais elevado padrão de vida no mais alto nível de dignidade e nobreza espiritual e isto depende do seu cultivo regular.

Para o crente em boa condição espiritual, a doutrina não é um jugo insuportável; é o alimento da alma, na jornada para o céu. É fácil aceitar esta recomendação: “Desejai ardentemente como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para salvação” (1Pe 2.2).

Em tal condição, o crente pode dizer com sinceridade de coração: “Quão doce são as tuas palavras ao meu paladar; mais doces que o mel à minha boca” (Sl 119.103).

Fonte: Jornal Mensageiro da Paz
Novembro/1994

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fortaleza receberá Assembleia Geral da CGADB

Família será tema de conclave; haverá cinco Escolas Bíblicas Nacionais até 2015


Fortaleza receberá Assembleia Geral da CGADB


A Mesa Diretora da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) esteve reunida nos dias 9 e 10 de abril de 2014, na cidade de Guarulhos (SP), para tratar de assuntos diversos de competência da Diretoria, dentre os quais a escolha da bela cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, para a realização da 42ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) da CGADB, que acontecerá nos dias 21 a 24 de abril de 2015. Tal decisão levou em conta a manifestação escrita recebida das quatro convenções cearenses (CONADEC, COMADECE, CONFRADECE e CIMADEC), que se disponibilizaram como anfitriãs para este tão grande evento, ficando ainda decidido:

1) O tema central da 42ª AGO: “Unidos em Cristo edificamos uma família melhor”, com base em Salmos 128. Os sub-temas e seus respectivos preletores são: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15), preletor Pr. Álvaro Álen Sanches (MG); “Uma família fiel em meio a uma geração corrompida” (Gênesis 6.18), preletor Pr. Perci Fontoura (PR); “A influência da mídia sobre a família” (Sl 101.3), preletor Pr. Elienai Cabral (DF); “O obreiro e sua família” (1Tm 5.8), preletor Pr. Roberto José dos Santos (PE); e “O obreiro honrando o seu casamento” (1Pd 3.7), preletor Pr. José Antonio dos Santos (AL).

2) Período de inscrições: O período de inscrições para a 42ª AGO será de 3 de novembro a 23 de dezembro de 2014, conforme constará do Edital de Convocação, as quais serão realizadas através de pagamento de boleto bancário a ser disponibilizado no site da CGADB.

3) Prazo para registro de novos ministros na CGADB: Ficou ainda estabelecida a data limite de 28 de novembro de 2014 para protocolo das Convenções Estaduais, junto à Secretaria Geral da CGADB, de solicitação de registros de novos ministros que poderão se inscrever e participar da 42ª AGO, conforme constará do Edital de Convocação.

4) Houve ainda a definição do calendário das Escolas Bíblicas de Obreiros a serem realizadas em 2014 e 2015 pela CGADB:

Região Sudeste: Uberlândia (MG) – 3 e 4 de setembro de 2014, na AD em Uberlândia (MG).
Região Norte: Belém (PA) – 3 e 4 de dezembro de 2014, na COMIEADEPA.
Região Nordeste: Abreu e Lima (PE) – 21 e 22 de maio de 2015, na AD em Abreu e Lima (PE).
Região Centro-Oeste: Campo Grande (MS) – 19 e 20 de agosto de 2015, na AD em Campo Grande (MS).
Região Sul: Foz do Iguaçu (PR) – 11 e 12 de novembro de 2015, na AD em Foz do Iguaçu (PR).

Houve ainda, após o cumprimento de todas as formalidades estatutárias e regimentais, a aprovação do registro e reconhecimento na CGADB da COMADELESTE (Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Leste do Estado de Minas Gerais), com sede na cidade de João Monlevade – MG, presidida pelo ilustre pastor Sérgio Eleotério Coelho.

Houve também a aprovação da RMD Nº 002/2014 (Resolução da Mesa Diretora), que será publicada no Mensageiro da Paz de maio (edição 1.548).

Fonte: cpadnews






segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Assembleia de Deus daqui a 50 anos


Por pastor Estevam Ângelo de Souza

Estevam Ângelo de Souza (Im memória), foi pastor presidente da Assembleia de Deus em São Luis, MA, e da CEADEMA - Convenção Estadual da Assembleia de Deus no  Maranhão.


Uma palavra inicial.

Nestes dias turbulentos e corridos tive a oportunidades de dar uma olhada em alguns recortes de jornais que guardo. A maioria dos meus recortes são textos do periódico Mensageiro da Paz, jornal mensal da Assembleia de Deus no Brasil, onde tive o privilégio de ler alguns artigos que voltaram a falar forte ao meu coração. Li cuidadosamente, os escritos de homens de Deus que fizeram história. Alguns, destes artigos penso em replicar no blog com objetivo de edificar a vida espiritual do povo de Deus, principalmente daqueles que não tiveram a oportunidade de ler estes belos artigos. Os créditos são dados ao Jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial das Assembleias de Deus no Brasil.

Este artigo pastoral deste primeiro número do Forum Convencional - Boletim Informativo (março e abril de 1994) foi escrito há quatro anos antes e publicado no MENSAGEIRO DA PAZ.



A Assembleia de Deus daqui a 50 anos


Até Nabucodonozor se preocupava com o que seria o seu reino depois dele (Dn 2.29). So que ele soberbamente se preocupava com sua própria grandeza e a de seus herdeiros no reino.

Quanto a nós que constituímos a Assembleia de Deus no Brasil, de modo especial os que têm o encargo da liderança, é justo que nos preocupemos com o futuro desta igreja a quem Deus confiou grandes responsabilidades, nestes tempos que precedem a vinda do Senhor Jesus.

Há anos passados, a revista OBREIRO publicou um artigo nosso, em que expusemos três fases importantes da Assembleia de Deus no Brasil: fundação, expansão e consolidação, com vistas a alertar a liderança da Igreja na atual geração para a enorme responsabilidade que lhe cabe quanto à manutenção do padrão bíblico da igreja, seu nível espiritual e sua condição para satisfazer os santos propósitos de Deus quanto à salvação do mundo e sua consequente grandeza e estabilidade espiritual.

Nas linhas que compõem este trabalho, formulamos uma pergunta cuja resposta só virá cabalmente daqui a meio século. Nesse tempo não estarei mais aqui para testemunhar os fatos que são objetos de nossa preocupação. Muitos outros, qualquer que seja sua condição espiritual, já estarão também na eternidade. Se Jesus não vier antes disso, muitos jovens que leram este artigo certamente se recordarão das nossas predições e, esperamos, permita o Senhor da Glória as vejam cumpridas em seus aspectos positivos. Amém!

História acidentada

À luz das Sagradas Escrituras, a Igreja de Jesus Cristo, por Ele edificada (Mt 16.18), não deveria ter uma história tão acidentada, incluindo frequentes e longos períodos de retrocessos e derrotas a que os séculos têm testemunhado. Isto tem acontecido todas as vezes que os homens têm falhado no cumprimento da missão divina.

Jesus entregou a direção da sua igreja a homens a quem chamou e vocacionou com vistas ao “aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo...” (Ef 4.11-14). Há, certamente, nos anais do Tribunal de Cristo, farto registro de muitos, que em diferentes épocas, em suas respectivas gerações, cumpriram fielmente a divina missão e contribuíram satisfatoriamente para que a Igreja atingisse as metas estabelecidas por Cristo. Também deve haver a “nota” dos que, nos seus dias, pelos motivos que “bem lhes pareceram”, inconscientes ou teimosamente, egoísta ou displicentemente, levaram a Igreja do Senhor ao nível de mera organização religiosa, inoperante e sem vida (Ap 3.1).

Desunião entre ministros

O espaço não nos permite enumerar os fatores que têm prejudicado a Igreja, mas dentre os muitos, a desunião entre os ministros figura entre os que mais têm contribuído para grandes males. Malditos os encontros, malditos os discursos, malditas as decisões que têm contribuído para lançar discórdia no seio da Igreja de Deus e semear intriga entre irmãos em Cristo. O pode do Espírito só se manifesta onde há unidade de Espírito.

As desavenças entre os que pregam a paz tanto causam escândalo e perturbação como entristecem o Espírito Santo e, consequentemente impedem o avivamento.

Não é sem propósito que Deus tem infundido em tão grande número de cristão a crença no batismo com o espírito Santo e o revestimento de poder, nestes dias em que a densidade demográfica tem alcançado proporções alarmantes. Temos hoje o maior número de crentes de todos os tempos e o maior número de descrentes, desde que o mundo existe. Temos também os maravilhosos recursos da tecnologia moderna e dos meios de comunicação.

É a vontade de Deus que haja nestes últimos dias muitos milhões de crentes salvos, cheios do Espírito Santo e de poder, pois há bilhões de perdidos por evangelizar. Por que falamos de crentes cheios do Espírito Santo e de poder? Porque crentes fracos e sem vida não evangelizam.

A história registra o declínio espiritual de numerosos movimentos espirituais aos 50 anos de existência. Conheço a Assembleia de Deus há 45 anos. Hoje está bem maior do que quando aceitei a fé, mas, em proporção, deveria está ainda muito maior. O ritmo de crescimento não corresponde ao número de crentes de que já se compõe. Se todos vivessem e trabalhassem no poder do Espírito a colheita seria muito mais abundante.

Orgulho denominacional

Passemos à grande pergunta: O que será a Assembleia de Deus daqui a 50 anos? Percebo que é bem alto o número de pessoas que necessitam de maior e mais profunda experiência com Deus. Que tenham realmente a experiência da salvação e do novo nascimento. Receio que esteja muito estreito o vínculo divisório entre a Igreja e o mundo, parece-me que forças estranhas estão empenhadas por obliterá-la. Para isto estão contribuindo os que substituem a simplicidade e a modéstia cristã pelas modas e costumes mundanos. Os que desprezam a meditação na Palavra de Deus e a oração pelos programas formalistas e os que se ocupam só de ensaios. Os que fogem da Escola Dominical e da evangelização, por comodismo ou displicência. O que passam o domingo na praia e os que deixam os cultos pelas novelas. Os que têm a responsabilidade do ministério, mas não cumprem a prescrição divina: “Prega a palavra, insta, a tempo e fora de tempo, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2).

Já vemos muitos púlpitos sem mensagem e muitas pregações sem conteúdo bíblico e espiritual. Aí estão os que exercem o ministério como meio de ganhar a vida e não de ganhar as almas. Por este caminho seguiram muitas igrejas que hoje possuem pequenos templos, grande demais para os que se congregam. Por esta senda trilharam igrejas que só resta a organização, que estão fechando os seus templos ou vendendo-os a ateus e inimigos do evangelho. Estas coisas estão acontecendo em nossos dias e alguns casos são de nosso conhecimento pessoal. Tudo isto pode acontecer quando o orgulho denominacional e a vaidade do pregador e dos crentes tomam o lugar da santidade e do Espírito no seio da Igreja. Estas coisas constituem grandes males, refletindo, além disso, o mal maior – a pobreza espiritual dos crentes.

Se a Assembleia de Deus não vigiar e não fechar as portas para os males aí denunciados, se seguir o exemplo dos que trocam a Bíblia pela “etiqueta social”, se apegar-se aos métodos humanos em detrimento  da oração e da pregação da Palavra de Deus no poder do Espírito Santo, daqui a 50 anos poderá ser apenas  uma grande denominação composta de muitos doutores e mestres modernistas sem vida, aplaudidos por aqueles que “não suportam a sã doutrina”, que sofrem “coceira nos ouvidos” (1 Tm 4.3,4); poderá ser apenas uma grande denominação, no entanto menos numerosa do que hoje! Igreja sem doutrina e sem o poder de Deus, da qual, na melhor das hipóteses, os crentes se tornam semelhantes aos sete mil contemporâneos de Elias – existem, mas só Deus sabe onde eles estão.

Portas abertas para o mundo

Há os que presunçosa ou teimosamente estão ensinando que, ou a Assembleia de Deus muda a sua norma doutrinária ou disciplinar (abre as portas para o mundo), ou então se esvaziará.  Isso não é verdade. É antibíblico. É a voz tentadora do inimigo de Deus e da Igreja. Ao contrário, se a Igreja abrir as portas para o mundo, estará fechando-as para o Espírito Santo, e, assim, de fato, inevitavelmente, esvaziar-se-á,conforma os tristes exemplos acima aludidos, que estão às vistas de quantos tenham olhos para ver.

Se, ao contrário, a Igreja perseverar na doutrina dos apóstolos (At 2.42), no poder do Espírito Santo (At 1.8; Ef 5.18) e na santidade da Palavra de Deus (Ef 5.26,27), os levianos, inconscientes e mundanos poderão sair, mas a Igreja continuará edificando-se e caminhando no temor do Senhor, no conforto do Espírito Santo e crescendo em número (At 9.31). A prova disto são os muitos milhares de jovens crentes da Assembleia de Deus que vivem na plenitude do Espírito Santo, e são na igreja exemplo da santidade, sincera devoção e eficiente atividade.

Devemos admitir, com tristeza, que tem diminuído o percentual dos que oram, dos que evangelizam, dos que se convertem, dos que são batizados com o Espírito Santo, e da operação de curas e dos milagres. Essas atividades e operações são o melhor impacto de um avivamento espiritual autêntico.

Não convém dissimular. É mister que aceitemos a realidade e armemo-nos com a Armadura de Deus (Ef 6.10-18), para enfrentarmos esta situação, reconduzindo a Igreja ao padrão bíblico divino, antes que tenhamos a lamentar, semelhante ao povo de Deus no passado: “Já não vemos nossos sinais, já não há profetas” (Sl 74.9).

Uma potência Espiritual

Por outro lado, a Assembleia de Deus no Brasil tem tudo para se tornar uma potência espiritual capaz de cumprir a divina missão de levar o mundo a Cristo. A Igreja já se compõe de vários milhões de membros, na maioria jovens. Possui em suas fileiras muitas pessoas com diferentes cursos universitários e já se projeta no cenário político nacional. Com todo este potencial colocado nas mãos de Deus, corrigindo as falhas já registradas, promovendo o reajustamento da verdadeira fraternidade entre pastores e membros em geral, reintegrando-se totalmente nos padrões genuinamente pentecostais, dando ênfase ao batismo com o Espírito Santo e ao real revestimento de poder, pela santidade e pureza dos costumes, pela obediência à Palavra de Deus e pela consagração, proporcionado ao Espírito Santo de Deus o ambiente adequado para a manifestação dos dons. Se todos pregarem a mensagem salvadora, ungida pelo Espírito Santo e ilustrada pelos bons exemplos, daqui a 50 anos, a Assembleia de Deus terá atingido todas as classes sociais, influenciando-as positivamente com o conhecimento da verdade do evangelho, inclusive as autoridades e o governo em todos os seus escalões.

Isto, no entanto, nunca será alcançado por uma denominação simplesmente numerosa, mas por uma igreja que trabalha e vive na santidade da Palavra de Deus e no poder do Espírito santo.

O progresso e o triunfo total da Igreja dependem e dependerão de um avivamento permanente e poderoso. E, em relação a esse avivamento, há três grupos distintos no seio da igreja,

Primeiro grupo - Os que estão contribuindo para que o avivamento continue. São os que realmente nasceram de novo, que servem e obedecem a Deus por amor, que se alimentam diária e regularmente da leitura e meditação da Palavra de Deus e da oração que respeita a sã doutrina como regra infalível de fá e prática, que se conservam dentro dos padrões quanto à sobriedade e à modéstia cristã, que praticam e promovem a fraternidade por respeito à paternidade divina, que contribuem para o progresso da obra de Deus com o seu trabalho e com o seu dinheiro, que praticam o cristianismo no templo, em casa e no trabalho, os que pregam e vivem o que pregam; enfim, os que vivem em Cristo, por Cristo e para Cristo.

Segundo Grupo – Os que não estão contribuindo para o que o avivamento aconteça. Este grupo se compõe do s que professam a fé no evangelho, não causam escândalo na Igreja nem na sociedade, que vão aos cultos nos dias de festas e domingo de bom tempo, mas não compartilham das orações e da evangelização e não participam das responsabilidades financeiras da igreja; enfim, os que desempenham o papel de meros espectadores decentes!

Terceiro grupo – Os dos que contribuem para que o avivamento não aconteça ou desapareça. Este é composto dos que se dizem crentes, mas são crentes do seu próprio modo. Não honram a sã doutrina e os bons costumes mas querem ser honrados; não respeitam o ministério da Igreja, mas querem os privilégios da liderança e posições destacadas; que dão mal testemunho na vizinhança e no comércio, onde exalam o mal cheiro de seus negócios feios; são insatisfeitos e murmuradores, maledicentes e intrigantes; são os que causam divisões e promovem discórdias e desordem no seio da Igreja de Deus, não evangelizam, não oram e não cooperam financeiramente; enfim, os que contribuem para desacreditar o Evangelho e entristecer o Espírito Santo (Ef 4.30).

Por outro lado, são igualmente prejudiciais à macha do avivamento, os que confundem o poder de Deus com barulho, vida espiritual abundante com fanatismo, os que buscam ser aplaudidos ostentando uma espiritualidade irreal, bem como os que vivem de empolgações infrutíferas, que levam ao descrédito a operação do Espírito Santo.


Você está colaborando para que a sua igreja seja um organismo vivo, poderoso, para que ela cumpra cabalmente sua missão no plano de Deus para o mundo e seja apresentada a Cristo Igreja gloriosa, sem mácula e sem ruga? O futuro da Igreja depende muito da sua condição espiritual e do que você fizer por ela hoje!

Fonte: Forum Convencional - Boletim Informativo da CGADB
Publicação bimestral - Março e abril de 1994.