sábado, 30 de março de 2013

VINACC LANÇA CARTA EXORTANDO OS CRISTÃOS A NÃO SE CONFORMAREM COM ESTE SÉCULO

A VINACC – Visão Nacional Para a Consciência Cristã – promotora do Encontro Para a Consciência Cristã há 15 anos em Campina Grande-PB, lançou, nesta sexta-feira (15/03), uma carta endereçada aos evangélicos brasileiros, exortando-os a não se conformarem com este século, conforme mensagem do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 12, versículo 2.

A Carta é resultado de obervações feitas durante as sete ministrações noturnas do XV Encontro Para a Consciência Cristã, realizado de 6 a 12 de fevereiro de 2013, pelos pastores: Hernandes Dias Lopes, Geremias do Couto, Renato Vargens, Aurivan Marinho, Mauro Meister, José Bernardo e Ricardo Bitun.

Eis a carta na íntegra.

Não vos conformeis
Carta da 15ª Consciência Cristã


A Igreja Brasileira, solidamente representada no XV Encontro para a Consciência Cristã, realizado em Campina Grande de 6 a 12 de fevereiro de 2013, incumbiu-se de avaliar a situação do movimento evangélico em nossa nação, à luz da convocação que o apóstolo Paulo fez aos crentes em Roma, para a prática da teologia que ensinou nos onze primeiros capítulos da carta que lhes escreveu: "Portanto, irmãos, rogo pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

Vivemos tempos de grande inquietude para aqueles que decidiram conhecer, praticar e ensinar as Escrituras como a Palavra de Deus. Por todo lado se ouve de heresias, mundanismo, desvio e promiscuidade com toda sorte de ideias de homens: Por fraqueza e ignorância, por conveniência e prazer, por ganância e apostasia. Os lobos passeiam livremente pelo meio do rebanho e dilaceram as ovelhas e o dano que fazem nos horroriza; não podemos observá-lo passivamente. Exortamos e animamos a igreja a tomar-se de um inconformismo santo que a impulsione à mudança. Nós chamamos a noiva a encher-se de um descontentamento que a leve à transformação no íntimo, cremos que somente assim experimentaremos as coisas boas e desejáveis que Deus quer para nós.

Não vos conformeis com a amargura
A felicidade exaustivamente propagandeada nos comerciais de televisão é fugidia. De fato, vivemos em um mundo cada vez mais infeliz, amargurado, cheio de angústias, desespero e perplexidade. A infelicidade serve apenas aos mercadores de sonhos e envolve as pessoas em uma inútil e ansiosa corrida. Nesse cenário a depressão é uma pandemia que afeta a Igreja tanto quanto o mundo e enfraquece a motivação para a transformação e para o serviço. Sabemos que a alegria do Senhor é a nossa força, mas nossa alegria é roubada todos os dias: a) pelas circunstâncias, quando não conhecemos a grandeza de Deus; b) pelas pessoas, quando não exercemos o perdão; c) pelo dinheiro, quando amamos as coisas materiais; d) pela preocupação quando nos falta fé. Deixemos de lado essa tristeza mundana e abracemos a alegria no Senhor nosso Deus.

Não vos conformeis com a soberba
A arrogância do ser humano chega a tal ponto que ele se achou dono da verdade, cada um de sua própria e particular verdade. As pessoas tornaram-se tão evidentes aos próprios olhos que não podem mais enxergar o próximo e são incapazes de ver Deus. A Igreja tem sido afetada por esse orgulho, por essa vaidade, e sofrido as mesmas consequências que em Babel: Como Igreja, estamos separados, divididos, não nos entendemos e não servimos a Deus, porque estamos cultuando mais a homens e aos desejos da carne, porque estamos construindo para nossa própria glória, achando que podemos atingir o céu por nossos próprios méritos. Deus, em sua graça insuperável, poderia nos lembrar de que somos pó, mas temos fugido disso: a) quando rejeitamos o sofrimento; b) quando desprezamos o autocontrole; c) quando valorizamos nossos próprios desejos; d) quando ignoramos os planos de Deus para nós. Venha Igreja! Gloriemo-nos em nossas fraquezas, pois quando estamos fracos é que somos fortes.

Não vos conformeis com o pecado
Ló, separando-se de Abrão, escolhendo as campinas verdejantes, tão aprazíveis que se pareciam com o Jardim do Senhor, ficando cada vez mais perto de Sodoma e Gomorra e finalmente perdendo tudo, é um modelo do que acontece com a Igreja e com os crentes hoje. A cobiça dos olhos tem atraído, seduzido, gerado pecado e morte. A ganância pelas coisas materiais, pelo sucesso a todo custo, a busca insana pela aceitação do mundo e pela fama têm sido tão envolventes e ilusórias que os crentes se aproximam do pecado achando que estão encontrando a bênção de Deus. O pecado se torna aceitável e tão comum que às vezes parece obrigatório. Nesses dias chamamos a Igreja para reagir, nós a conclamamos a: a) odiar o pecado como Deus o odeia; b) fugir do pecado como Deus ordenou; c) buscar a santidade como Deus é santo; d) denunciar o pecado falando o que Deus diz sobre ele. Confiados de que temos recebido na graça os recursos para uma vida em santidade, chamamos os crentes a serem amigos de Deus, porque os amigos do mundo são inimigos de Deus.

Não vos conformeis com a igreja
Quando as igrejas estão se conformando com o mundo, não podemos nos conformar com elas. A Igreja sempre lutou contra heresias: Os judaizantes e os gnósticos no primeiro século, os ataques à humanidade ou à divindade de Cristo, a mercantilização da salvação na Idade Média, a negação da Verdade na modernidade, a contaminação da verdade na pós-modernidade. A diferença é que hoje a crise que a Igreja enfrenta é eclesial. As pessoas percebem que as igrejas têm se desviado do plano de Deus e, com isso, as abandonam e menosprezam. O inconformismo que a Palavra de Deus exige de nós nada tem a ver com essa atitude de descompromisso. A Igreja é uma instituição divina e se expressa institucionalmente. Somos chamados a enfrentar o mundanismo e o pecado dentro dela, não pelo abandono, mas lutando para que seja a Igreja que Cristo quer: a) igreja com a missão de Cristo; b) igreja com a confissão de Cristo; c) igreja com a revelação de Cristo; d) igreja com a autoridade de Cristo. Não nos conformemos! Há esperança para a Igreja do século XXI pois é Deus quem estabelece a revelação que a mantém. Portanto, trabalhemos por uma igreja que cumpra o propósito dado pelo Senhor segundo os recursos que Ele mesmo provê.

Não vos conformeis com o culto
O culto que oferecemos a Deus nesse mundo tem sido marcado pela alienação e pelo simplismo. As pessoas nos conhecem mais por nossas obrigações do que por nossas motivações, mais por nossos costumes do que por nosso pensamento. Nossa adoração a Deus não tem produzido os resultados que Deus espera de nós, em nossas vidas ou nas vidas daqueles que nos observam. Mas Deus nos chama para um culto em que nos ofereçamos continuamente em santidade ao Senhor, de modo que isso seja primeiro agradável a ele e, assim, se torne agradável a nós. Esse culto que devemos oferecer a Deus deve ser: a) fundamentado em sólido conhecimento das Escrituras; b) caracterizado pelo dar de nós mesmos; c) distinguido pela renovação de nossa mente; d) resultante na experimentação da vontade de Deus. Não nos conformemos com um culto que não seja aceitável a Deus. Seja o nosso culto um sinal da presença de Deus para todos os homens, um testemunho incontestável da graça salvadora de Deus. Ofereçamos a Ele um culto que o agrade verdadeiramente e comecemos isso, como Paulo, pelo ensino da sã doutrina.

Não vos conformeis com o silêncio
A Igreja foi chamada para comunicar o Evangelho e ensinada por Cristo a fazê-lo na pregação, no ensino, no testemunho e na representação. Como crentes em Cristo não podemos nos calar a qualquer pretexto ou em qualquer situação. Devemos obedecer a Deus primeiro, não aos homens, e responder a quem quer que questione a esperança que recebemos em Cristo. Mas a Igreja tem se calado nas escolas e universidades, nos locais de trabalho e nos lugares públicos, com os amigos e os vizinhos, às vezes com a própria família. Os crentes têm emudecido por causa das leis, para não perder os amigos ou clientes, para não perder o status ou o emprego, temendo multas e prisão. A Igreja tem sido afrontada com mentiras e calúnias, ameaçada e desprezada, e não tem sido capaz de responder, porque teme coisa que acha pior. Nesse cenário somos chamados a: a) não ter medo como as pessoas do mundo; b) não ficarmos alarmados diante da perseguição; c) termos Cristo como único Senhor, único dono de nossa vida; d) nos prepararmos para responder a qualquer pessoa que questione a esperança que temos em Cristo. Rompamos o silêncio e anunciemos o Evangelho, respondamos a qualquer pessoa e em qualquer situação, a tempo e fora de tempo!

Não vos conformeis com a morte
Muitos líderes têm deixado uma lacuna de integridade, um vazio de direção, uma ausência de paz no meio da Igreja. Nosso povo, muitas vezes está perplexo, confuso, inseguro e isso causa temor e angústia acerca do futuro da Igreja. Essa era a situação de Israel no início do livro de Isaías. O inimigo estava às portas, o pecado consumia o povo e o rei morreu deixando um trono vago. Nessa situação o profeta teve uma visão que a Igreja Brasileira também precisa ter: a) uma visão da soberania de Deus; b) uma visão da santidade de Deus; c) uma visão da miséria humana; d) uma visão dos meios para a salvação. Depois dessa visão Isaías pode ser comissionado para o ministério que denuncia o pecado e que anuncia a restauração. Diante dos problemas e dificuldades que enfrentamos na Igreja nesses dias, não podemos nos conformar com a mesmice, não podemos nos entregar à estagnação, não podemos nos conformar com uma igreja morta. Deus reina soberano, Ele é santo, Ela ama a nós pecadores e proveu meios para nos salvar, portanto, apresentemo-nos para a missão que Ele anuncia. A revelação dessas coisas deve ser continuamente enfatizada aos crentes, até que, inconformados, clamem contra o pecado e celebrem a alegria da salvação.

Aos trinta dias do encerramento do 15° Encontro para a Consciência Cristã, em 12 de março de 2013, nós reafirmamos juntos que não nos conformamos com a estagnação da presente era, antes buscamos mudança pela renovação de nossa mente.

Fonte: renatovargens

quinta-feira, 14 de março de 2013

5 Verdades Fundamentais Sobre a Vida Cristã



5 Verdades Fundamentais Sobre a Vida Cristã

Por Wallace Sousa, do blog Desafiando Limites.
Este post é baseado em uma rápida palavra que um irmão deu domingo, 03/03/2013, em minha igreja. Sua fala foi voltada à vida cristã e seus desdobramentos. Originalmente, ele falou de 4 coisas que ele via e aprendia com o texto de João 15.16, transcrito abaixo.
Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi(1) a vós, e vosdesignei(2), para que vades(3) e deis(4) frutos, e o vosso frutopermaneça(5), a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concedaJoão 15:16 (GRIFOS ACRESCIDOS)
Obviamente, você vai perceber logo de início que me inspirei no que ele disse, mas adaptei e ampliei o que ele falou. Entrementes, sua palavra foi bastante feliz, em que pese ter sido bem reduzida em tempo, e resumida em palavras. Mas, vamos ao que interessa. E, de antemão, quero desculpar-me com os que estão acostumados a textos grandes, como é de costume aqui. Neste, tentarei fazer um grande texto, com poucas palavras. Desacostumado que estou a escrever pouco e dizer muito, a tarefa é difícil e o resultado preocupante.
Mas, você sempre terá a oportunidade de nos avaliar, certo? Então, mãos à obra ou – melhor dizendo – dedos ao teclado!

1. Quem é escolhido não tem escolha

Uma das coisas que mais fazemos questão de enfatizar é nosso direito de escolha. Escolhemos os programas e filmes que assistimos, as músicas que escutamos, os livros que lemos, as namoradas(os), nossos representantes, o modelo e cor do carro, o café que bebemos, o cardápio, itens da prateleira no mercado, etc. Mas, será que temos mesmo todo esse poder de escolha? E não somos constantemente limitados por nosso poder de compra e influenciados pelas campanhas de marketing? Desculpe desiludir você… o fato é que NÃO temos todo esse poder de escolha que pensamos ou arrogamos ter.
Mas, que motivos você teria para reclamar se for um escolhido de Deus? Nenhum! Ora, convenhamos: se não conhecemos bem o suficiente do passado, do presente e nem do futuro, não é de causar admiração que a maioria de nossas escolhas termine dando errado, certo? E se Deus conhece não só o passado, mas o presente E o futuro, não seria uma escolha inteligente deixar nas mãos dEle nossas escolhas? Que tal fazer uma tentativa e experimentar deixar que Deus faça suas escolhas e fazer a vontade dEle?

2. Deus tem um propósito em sua vida

Você sabia que uma das maiores queixas atuais, que lotam consultórios de terapia e gabinetes pastorais, é que a vida não faz sentido? Quer dizer, não é que a vida não faz sentido, mas que ela não faz sentido para essas pessoas! Para ser sincero, a vida às vezes – e mais vezes do que eu gostaria – não faz mesmo sentido… Mas, isso não quer dizer que minha vida também não faça sentido. Sim, confesso que muitas vezes fico confuso com o que acontece na minha vida, mas isso é mais um sinal de incapacidade em entender as coisas do que as coisas não fazerem sentido. Entendeu o que eu disse? Pois é… nem eu. Mas, é assim, só sei que é assim, e é assim que a vida é, bem confusa, às vezes. Ou eu que me confundo. Ah! Sei lá… risos
Agora, sério (ok, nem tanto, mas me dê uma chance, ok?). Falta de propósito realmente afunda o ânimo de qualquer um. Se seu trabalho não tem um propósito definido, é fácil desanimar achando que seu serviço é inútil ou carente de sentido. Mas, se existe uma frase bem batida que os crentes dizem e que os não crentes fazem questão de desprezar é esta: “Deus tem um propósito na sua vida”. E não tem? Claro que tem. Na minha vida, na sua, na dele, na daquele outro ali…
Cara, sério: quando bater aquele desânimo, lembre-se: minha vida tem sentido porque Deus tem um propósito nela. Deus tem um plano bem traçado para mim. E, quer saber, eu vou cumpri-lo.

3. A vida cristã deve ser dinâmica para fazer sentido

Eu já perdi a conta de quantas vezes ouvi aquela piada infame: não bebo, não fumo, não danço, não transo… morri! Ou então virou crente, né! Muita gente tem essa visão tediosa e entediante da vida cristã. Bem, não sei de onde eles tiraram essa idéia – minto, sei sim: dos quinto duzinferno – mas a vida cristã não tem nada de tediosa. Muito pelo contrário. E mais, tem coisas que não faço simplesmente porque a presença de Deus me supre.
Sim, existem pessoas para quem a vida cristã é chata e maçante. Mas, por que é assim? Ora, porque essas pessoas estão em desobediência à vontade divina. Observe: se Jesus disse para avançar (ir), quem fica parado está desobedecendo à ordem do Senhor. Pode pesquisar: quem mais reclama de tédio na vida cristã é quem mais desobedece a Deus. Todavia, se optarmos por obedecermos à voz de Deus, uma vida cheia de dinamismo, conquistas e senso de realização nos espera.
E aí, o que achou? Que tal mudar seu conceito sobre a vida cristã convencido pelos fatos?

4. Temos uma grande responsabilidade: darmos fruto

Como administrador, eu posso ratificar essa frase de Jesus atualizando-a para termos mais atuais:resultados. Você já parou para prestar atenção que, em tudo, você é cobrado por resultados? Na escola, você tem obrigação de tirar notas. No concurso, em ser aprovado. No trabalho, pontualidade, assiduidade e esforço (no mínimo). Até os pais da sua namorada lhe cobram que ela seja feliz!
E por que na vida cristã seria diferente? Na vida cristã também temos que mostrar serviço, ou seja, produzir frutos. Mas, não se deixe enganar: os frutos que o cristão deve produzir são eminentemente de caráter espiritual. E que frutos seriam esses? Frutos de boas obras e de transformação de vida (confira em Gálatas 5.22). Sim, meu caro: a vida cristã não é APENAS dinâmica, ela também é…exigente. O que mais você precisa para entender que ser cristão pode ser divertido e desafiador?

5. O fruto que agrada a Deus: o que permanece, não o que aparece

Nesse nosso mundo repleto de egos vaidosos, onde a aparência tem tomado cada vez mais o lugar da essência, somos lembrados de duas coisas de vital importância: aparência não é tudo e se não dura, não serve. E o que isso nos diz na vida real? Que ser cristão apenas de aparência ou que produz frutos passageiros não é ser um cristão de verdade. Fruto de verdade permanece.
Muitas vezes observo críticas de neo-ateus (ou à-toas) afirmando coisas non-sense tais como Hitler era cristão. Pelamor né… Hitler era tão cristão quanto uma vaca ou cavalo dormindo em uma garagem podem ser considerados veículos. Tudo bem que eles têm tração 4×4, mas as semelhanças param por aí. Cristão é quem dá demonstrações em seu viver em conformidade com o que a Palavra de Deus prescreve. Ateu não é referência para dizer quem é cristão. Pode até servir para dizer quem NÃO é, mas não é competente para chancelar quem é.
Em suma, um ateu pode até dizer que você é cristão sem ser, mas são os frutos de sua vida que vão dizer se você realmente é aquilo que diz ser. E como você vai provar isso? Pelos frutos. Aqueles lá de Gálatas 5.22.
Agora vem a pergunta que não quer calar:
Sua vida cristã reflete essas verdades? Se não, o que você deve fazer para se conformar a elas? Quer uma sugestão?
Obrigado por nos acompanhar até aqui. Não se esqueça, hein! Se gostar avalie (gostei, estrelas, curti, +1…) e compartilhe com seus amigos. E se não gostar? Bom, você pode xingar muito no twitternos comentários, claro. Não vou aprovar nenhum mas, pelo menos você desestressa !