terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Jó, um homem provado – e aprovado – por Deus

Por Pr. Nonato Souza / Desafiando Limites e Vencendo Barreiras!

provacao-patriarca-jo

Jó, um homem provado – e aprovado – por Deus

“Mas ele sabe o meu caminho; prova-me e sairei como o ouro” (Jó 23.10).
Estou certo, que neste mundo sempre passaremos por momentos em que as pressões da vida presente nos levarão ao quase desespero, objetivando trazer-nos desconfiança quanto às promessas de Deus para nossas vidas. Quando passamos por intempéries e adversidades, nos parece que a simples ou plena convicção que temos de pertencer a Deus se torna um tanto irrelevante. Sabe-se, porém, que quando Deus nos leva a passar por provas, objetiva nos instruir e treinar.
Os acontecimentos narrados no livro de Jó se passam nos dias dos patriarcas, sendo, Jó, realmente uma pessoa. O profeta Ezequiel faz menção dele em seu livro. Veja o texto:
“Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová” (14.14).
O texto trata sobre o sofrimento do justo. Sempre vamos indagar: “Porque tanta gente boa sofre?” Porque tanta catástrofe, injustiça social, corrupção, desastres? É claro que o objetivo desta reflexão não é tratar especificamente do tema do livro, mas traçar pormenores sobre as provações que passou Jó, e que também passamos no dia a dia bem como seus propósitos.

Provações, elas sempre têm um propósito.

Jó era um patriarca da terra de Uz. Seu nome parece significar “voltando sempre para Deus”. O texto sagrado cita quem era Jó:
“E este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal. E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de boi, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do Oriente” (Jó 1.2,3).
Vivendo bem com Deus o próximo e sua família, Jó é surpreendido repentinamente com uma série de grandes calamidades que desabam sobre sua vida e de sua família. Destituído de tudo quanto tem inclusive de seus filhos e sua saúde Jó fica totalmente desorientado, pois não sabia que estava envolvido a fundo num conflito entre Deus e Satanás. Diante de investidas tão desastrosas uma angústia profunda acerca-se da alma de Jó.
Como reagir diante de tal situação? O que fazer, estando envolvido em tamanha calamidade? Jó estava convicto, haver um Deus no céu, capaz de contemplar todo o seu sofrimento, e era capaz de crê nele. Assim, pôde manter-se de pé com integridade. Não buscou outros caminhos, não negou sua fé, mas permaneceu firme diante de toda oposição que, qual um furacão, tentava destruir sua vida espiritual.
As provas pelas quais Jó passou nos ensinam que nem sempre sofrimentos vêm a nós com objetivo de nos castigar, mas para nos instruir. Um atleta que busca alcançar uma coroa, não é submetido a uma disciplina rígida como castigo, mas com o fim específico de simplesmente preparar-lo para a competição objetivando alcançar o prêmio. É assim conosco também, estamos sendo preparados para a carreira que nos está proposta (Hb 12.1,2).
Ainda que nos venham provas dolorosas e desconfortáveis da parte do Senhor, elas sempre redundarão em crescimento espiritual que nos ensinará sobre o doce e inefável amor divino. Porque, então, deixar-se abater por calamidades e infortúnios? O Eterno Deus, certamente, está nos contemplando. O escape não tardará.

Adorando em meio às provações.

Ponho-me a pensar sobre a situação de Jó. Como poderia alguém enfrentando tamanha oposição, sendo atingido por todos os lados com tamanha dor ser capaz de adorar a Deus e ainda manter-se firme em esperança? Haveria esperança para Jó? Haveria ainda esperança para aquele que se achava curvado sob o peso de tamanha calamidade e desventura? Como adorar a Deus em tal situação? Como reunir forças para adorar a Deus debaixo de tamanho jugo?
Não lhe sugeriu a esposa que amaldiçoasse a Deus e em seguida buscasse a morte? O que fez então, Jó? Demonstrou que sua fé estava além do imediatismo humano deste mundo tresloucado. Foi capaz de respirar fundo, buscar forças em Deus e reverenciá-lo, adorando-o. Aleluia!
Adoração, do vocábulo latino adoratione, significa reverência, veneração. Tanto o termo hebraico (sãhâ), como o grego (proskyneo), enfatiza o ato de prostração e reverência. Andrade diz que “a verdadeira adoração acha-se intimamente ligada ao amor que devotamos ao Senhor” [1]. Não foi exatamente isso que fez Jó diante do seu Senhor? Não devotou ele a Deus total submissão, veneração e honestidade ao louvá-Lo em meio à luta?
Diante da dor adversa não hesitou adorá-lo, e o adorou completamente. Após inteirar-se das calamidades que sobre ele e sua família se abatera, o patriarca levantou-se, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça, lançou-se em terra e adorou dizendo:
“Nu saí do ventre da minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR” (1.21).
Matthew Henry diz que Jó “reconheceu a mão de Deus tanto nas misericórdias que havia desfrutado anteriormente, quanto nas tribulações com as quais ora era exercitado” [2]. Andrade diz que “neste exato momento, selava o patriarca a sua vitória sobre toda a tormenta que se abatera e que, ainda, se abateria sobre si. Era a fé que levava à adoração; era a adoração que conduzia à vitória (Hb 11.33-38)” [3].
Quando medito sobre o estado de Jó, no seu relacionamento com Deus, quando foi submetido à tamanha provação, penso como me comportaria se por tamanhas provações passasse. Como me comportaria em minha adoração ao Altíssimo Deus? Adoraria Ele em espírito e em verdade? Quantos há que ao passar pelo mínimo possível de sofrimento, se comportam de forma tão estranha.
Muitos há que estão em busca de bênçãos e favores de Deus e quando não as recebem, ficam emburrados, revoltados, tristes, dizendo que Deus não os ama. Ora, o que faríamos se fossemos surpreendidos com tamanhas provações? Continuaríamos a adorar a Deus?
Quando por agruras passarmos, devemos confiar que o nosso Redentor está vivo e controla tudo. Não era esta a confiança que Jó depositava em Deus, seu “Redentor” ao expressar de forma tão contundente o amor e anelo de sua alma? Ele exclama com voz forte e vibrante:
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).
Jó foi simplesmente perfeito em sua adoração a Deus. Quando tudo chegara ao fim, quando mais nenhuma esperança havia, quando tudo acabou ele ajoelhou-se e prostrado adorou. As tribulações não foram capazes de desviar o seu foco. Ele continuou a exercitar sua fé e piedade, honrar a Deus e a louvá-lo pelo que recebera de bênçãos, tanto quanto, quando Deus as retirara.

Reconhecendo a soberania de Deus.

Deus é soberano em suas decisões e atitudes. Muitas vezes Ele silencia a nosso respeito e esse silêncio dói profundamente. Sei que não é fácil lidar com o silêncio de Deus. Fico pensando quando passamos tempo, muito tempo orando, buscando a Deus, e não temos nenhuma resposta da parte do Senhor. Meu Deus! Como é difícil! Eu que o diga. Estou vivendo esta situação hoje. Grito por socorro e ouço apenas o silêncio. O patriarca Jó viveu esta situação. Hernandes Dias Lopes faz a seguinte observação:
“Depois de perder seus bens, filhos e saúde, Jó ainda enfrentou a revolta da mulher e a incompreensão dos amigos. Jó ergueu aos céus dezesseis vezes a mesma pergunta: Por que? Por que? Por que? A única resposta que recebeu foi o total silêncio de Deus. Jó expôs sua queixa trinta e quatro vezes. Ouviu como resposta apenas o silêncio. Quando Deus falou com ele, não respondeu sequer uma de suas perguntas. Ao contrário, fez-lhe setenta perguntas, revelando sua majestade e poder” [4].
Se Deus fica em silêncio, certamente, é porque está trabalhando em nosso favor. Não deixou de ser nosso Pai, nem nos abandonou, no momento certo virá em nosso socorro. Observe a mulher de Jó. O texto bíblico mostra que ela tinha sobrevivido às calamidades que quase destruíram totalmente sua família. Diante de tão degradante situação, ela não vê a necessidade de Jó manter-se íntegro para com seu Deus.
Ela dá, então, conselho ao seu marido para que amaldiçoe a Deus e morra. Sua incitação objetiva levá-lo a renunciar e blasfemar contra Deus: Ela queria que Jó não confiasse mais em Deus como seu ajudador, aquele que era capaz de aliviar sua dor. Mas, seu conselho era maligno, não sei se em função do ódio de Deus devido o que sucedeu a Jó ou pela vontade de ver o marido livre de tanto sofrimento.
O certo é que ela aconselhou Jó a amaldiçoar a Deus e em seguida causar a própria morte. Não consigo afirmar se a atitude de sua mulher era um tiro de misericórdia ou mais uma tentação, todavia o que vemos é que, mais uma vez, Jó saiu vitorioso dessa situação.
Andrade define a soberania de Deus como sendo a:
“Autoridade absoluta e inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os seus conselhos e desígnios” [5].
É exatamente nestes termos que Jó responde à sua mulher. Deus é livre tanto para nos mandar o bem como também os problemas, é livre tanto para nos dar como também para tomar (2.10). Este amado servo de Deus não se surpreende com o sofrimento que lhe sobrevém. Ele sabe que o mesmo Deus que nos concede coisas boas, também, por algum momento poderá nos afligir.
Portanto, jamais devemos desanimar. A integridade de Jó foi conservada e o intento de Satanás contra a sua vida, derrotado. O texto bíblico conclui dizendo: “Em tudo isso não pecou Jó com seus lábios” (v. 10).

A inabalável fé de Jó em meio às tribulações.

A história de Jó não se resume apenas a momentos de sofrimentos, é possível observar momentos de confiança em Deus, o que revela o quanto ele acreditava nas promessas do Todo-Poderoso. Em meio ao seu sofrimento e desespero, demonstrava grande fé, crendo que era assistido pelo seu Redentor. A clássica exclamação de Jó:
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25),
em meio a tantas lutas, dores, depois de ter perdido tudo, sendo severamente acusados por seus amigos (amigos?), vem nos mostrar que ali estava um homem de crenças e convicções profundas num Deus justo.
Jó faz declarações firmes de alguém que confia plenamente no seu Redentor, o mesmo que havia de fato lhe dado tudo e também tirado, mas que por sua soberania sabe o melhor caminho para Seus filhos. Expressões citadas por Jó mostram sua convicção plena no Seu Redentor. Observe alguns textos:
Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. (Jó 1:20-22).
Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. (Jó 2:10).
Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele. (Jó 13:15).
Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; (Jó 19:25-27).
Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. (Jó 42:2,5).
No final da história de Jó, o Senhor vira-lhe o cativeiro, aliás, todas as coisas sempre estiveram debaixo do mais perfeito controle de Deus. Embora sob as mais terríveis provações, Jó nunca deixou de confessar sua fé no Senhor. Em momento algum faltou no seu coração confiança no seu Redentor. Em Jó aprendemos que em meio às dores não podemos confiar na nossa própria justiça para alcançarmos de Deus solução para nossas dores e aflições.
Aprendemos também, que em toda e qualquer circunstâncias, Deus tem propósitos para os seus filhos. Nos sofrimentos nos tornamos mais receptivos à voz de Deus, nos voltando com mais zelo o Senhor, buscando seu socorro. Aflições nos sobrevêm todo momento, estejamos certos disso. O próprio Senhor Jesus enfatizou:
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33).
Aflições nos atingem objetivando levar-nos ao desânimo e consequentemente o fracasso. Quando perdemos o ânimo, coragem e força, ficamos cansados, exaustos e esgotados. Observe o apóstolo Paulo quando no texto de sua segunda carta aos Coríntios capítulo 4, cita uma lista de dificuldades por ele sofridas. Até à morte o apóstolo era entregue por amor a Cristo (v.11).
Como Paulo era capaz de vencer tanta dificuldade, provas e aflições? Ele mesmo responde: “[...] não desanimamos” (v.16). O termo no original está no tempo presente do indicativo ativo, dando a entender que somos responsáveis por não admitir nunca o desânimo. Mesmo atingidos por tempestades, somos admoestados a nunca desfalecer, desmaiar diante das provações e dificuldades.
Deus mudou o cativeiro de Jó, transformando-o num dos mais bem-aventurados homens de toda a história. As provações por Ele sofridas, o levou a uma sublime comunhão com seu Criador. Se, enfrentas momentos como os de Jó, saibas que em nenhum momento Ele perdeu o controle da tua vida. No momento certo ele irá se revelar a ti.
Não sei quanto tempo durou o sofrimento de Jó. Estudiosos opinam que durou cerca de um ano. Não sei. Mas gosto do que está escrito acerca do término do seu sofrimento:
“E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía. Então, vieram a ele todos os seus irmãos e todas as suas irmãs e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e cada um, um pendente de ouro. E, assim, abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; porque teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da outra, Quézia, e o nome da terceira, Quéren-Hapuque. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. E, depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então, morreu Jó, velho e farto de dias”. (Jó 42.10-17).
Veja quanta bênção! Será que vale a pena esperar em Deus e ser fiel às suas promessas? Pense nisso. Que o Senhor nos ajude a confiar em nosso Redentor que vive para sempre! Amem!

Bibliografia utilizada:

[1] Andrade, Claudionor Corrêa de, Dicionário Teológico. Nova Edição Revista e Ampliada. CPAD, pg. 33
[2] Henry, Matthew, Comentário Bíblico Antigo Testamento. Jó a Cantares de Salomão. CPAD, pg. 11
[3] Andrade, Claudionor Corrêa de, Dicionário Teológico. Nova Edição Revista e Ampliada. CPAD, pg. 95
[4] http://www.facebook.com/rev.hernandesdiaslopes – Quando Deus fica em silêncio.
[5] Andrade, Claudionor Corrêa de, Dicionário Teológico. Nova Edição Revista e Ampliada. CPAD, pg. 333
Se você gostou deste artigo, não deixe de avaliar (+1, Gostei, Curtir, Estrelas, etc.) e comentar. Seu comentário enriquece o artigo e sua avaliação nos dá um importante feedback. Deus o abençoe.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

3 Anos do blog Desafiando Limites: Retrospectiva e Perspectivas

Por Wallace / Desafiando Limites e Vencendo Barreiras!

passado-presente-futuro

3 Anos do blog Desafiando Limites: Retrospectiva e Perspectivas

Agora no final de janeiro completam-se 3 anos que o blog Desafiando Limites veio a existir como um blog de verdade. Explico: eu comecei o projeto bem antes, mas não consegui levar a cabo no Blogger. Então, no final de janeiro de 2010, estando de férias na casa de meus pais, dei (re)ínicio ao projeto do blog, onde reuni alguns textos esparsos que já havia publicado em outros locais. Esses textos têm, geralmente, algo como “Do fundo do baú” em seus títulos ou marcadores. Desses, um dos que mais gosto é o Uma reflexão antes de desistir. Aapesar de não ser muito popular, esse post foi um dos que mais marcaram minha vida de aprendiz de escritor/blogueiro.
Quando eu iniciei este blog, eu tinha algumas idéias na cabeça do que queria e do que achava que poderia acontecer. Algumas delas se revelaram ilusão, principalmente a de que eu iria conseguir transformar o mundo a partir de meu teclado (risos!). Bem, se você está acompanhando os noticiários pelos últimos 3 anos, vai ver que mudou pouca coisa (para melhor…) desde então. Inclusive, caso não tenha notado, o mundo não acabou em dezembro passado #gênio! Por outro lado, descobri que, ao invés de transformar o mundo, ser blogueiro me transformou, e espero que para melhor… embora minha esposa não concorde com isso (risos).
E você poderia me fazer aquela pergunta que não quer calar: Wallace, você se arrepende de ser blogueiro ou de ter iniciado um blog? Bem, em primeiro lugar, o blog Desafiando Limites é um blog cristão, que tem a fé em Cristo como pano de fundo, pano de parede e, claro, piso, forro e teto alicerçados nessa fé. Nem por isso nos restringimos a falar de assuntos que não envolvam (diretamente) a fé, mas isso fica visível naquilo que escrevo. Provavelmente, essa deve ser a causa de eu não ser famoso, e o blog não “bombar”… mas, faz parte (risos).
Enfim, o ano de 2012 foi marcado por alguns acontecimentos interessantes. E, antes que você me pergunte, não, não foi porque o mundo não acabou em 12/12/12! Mas, o que aconteceu no ano passado que foi digno de nota? Várias coisas, entre elas:
  1. chegada da Raíssa Bomtempo, no tempo de Deus, com muitas idéias interessantes e desenvolvendo novos e palpitantes temas;
  2. chegada do Tagore Morais, um adolescente abençoado e apaixonado por Deus, com um testemunho de conversão muito forte;
  3. chegada do pr. Nonato Souza, um homem de Deus que desenvolve seu ministério pastoral com ênfase em famílias, a célula mater da sociedade;
  4. nos aproximamos de quase 300.000 visualizações de posts em 2012, vindas de mais de 100 países diferentes – é a bênção se esparramando (risos);
  5. crescemos bastante em número de posts publicados – graças aos novos autores – e de comentários recebidos nos posts – adivinhe graças a quem… hehe
olhando-futuro-longo-prazo
Esses abençoados irmãos e irmã chegaram botando moral no blog, postando artigos que bombaram nas estatísticas e mexeram com muita gente, abençoando-as até o tutano (não é verdade, pr. Nonato? risos). Mas, mais do que isso, formou-se uma relação de amizade, admiração e respeito entre nós, um verdadeiro tesouro em forma de relacionamentos saudáveis e agradáveis. Bom, pelo menos para mim, foi!  =o)
Estes foram os posts mais populares em 2012, em visitação:
No ano passado, após uma campanha chorosa e implorante para que os leitores avaliassem nossos posts, contabilizamos um aumento expressivo no feedback recebido. Nossas principais categorias de avaliação são as Estrelas (onde você pode escolher de UMA – péssimo – a CINCO –excelente) e Gostei. Escolhemos apenas os Top 3 de cada, e agradecemos MUITO (de verdade) a todos os leitores que avaliaram nosso trabalho:
TOP 3 – Estrelas: Melhores do público (obs.: 221 estrelas recebidas)
TOP 3 – Gostei: Posts mais votados (obs.: 462 votos recebidas)
Observação: contabilização dos votos feita enquanto o post estava sendo redigido.
Em uma frase? É muita bênção (risos).
page-blog-chalenge
Outra coisa que iniciamos em 2012 foi nossa página no facebook, que nos trouxe um retorno acima do esperado, contando hoje com quase 9.000 fãs. O crédito da página bombar assim é, em grande parte, da Raíssa, que tem muitos amigos no facebook e é bastante ativa, sempre movimentando seu perfil com fotos bacanas e frases que nos desafiam a pensar e refletir.
E quais são nossas perspectivas para 2013? Esta é uma pergunta simples, mas de resposta complexa e, por que não abrir o jogo, variável. Afinal, é bom fazer planos, mas planos podem ser mudados, adaptados, cancelados e até mesmo frutrados. Mas, mesmo correndo o risco de fazer planos apenas para depois verificar que não se concretizaram, nós temos alguns sonhos que queremos ver realizados até o fim do ano:
  1. lançar um livro com alguns dos melhores posts do blog, além de outros inéditos. Mas, por que lançar um livro se os posts estão disponíveis aqui? Bem, algumas pessoas simplesmente gostam de ler livros e, com a recente e crescente popularização de e-readers no país, lançar um livro físico e em formato digital ainda é uma forma de alcançar mais pessoas, além de abrir portas em outros espaços;
  2. abrir espaço para mais um autor/autora no blog. Cada um de nós, eu, o pr. Nonato Souza, a Raíssa e o Tagore, escrevemos sobre assuntos diferentes e sob pontos de vista diferentes. Nenhum de nós escreve igual ao outro. Cada um aborda um tema, um assunto e sempre de forma diferente. E cada um tem, também, seus leitores fiéis. Ora, por que não considerar que pode haver alguém capaz e talentoso que poderia somar conosco?
  3. nosso layout está um pouco batido, e tem sido difícil encontrar um template (modelo de tema) que nos agrade e que permita a mesma estrutura atual com uma nova roupagem. Vamos continuar buscando e, se acharmos, mudaremos um pouco nosso visual. Pergunta: você acha que devemos mudar nosso layout? Sim, não ou não faz diferença?
Enfim, são projetos simples e pouco ambiciosos – mas podem surgir outros, claro – mas não quer dizer que consigamos alcançar todos. Mas, vamos tentar. Se você puder nos ajudar em oração, considere desde já receber nossa gratidão.
levantando-caidos
E, concluindo, estaremos aqui, enquanto Deus nos permitir, levantando os caídos, fortalecendo os fracos e ajudando outros a encontrarem o norte para sua vida e o caminho para o sucesso. Tudo isso, claro, dentro de nossas próprias limitações.
E você, quer se juntar a nós nessa empreitada? Quer ser autor do blog? Comente ou entre em contato que avaliaremos seu perfil, ok? Se você pode nos ajudar com um novo template, que preserve nossas características principais, e acha que sua contribuição será vantajosa, estamos abertos a sua sugestão e proposta.
Que Deus nos dê um 2013 de muitas bênçãos, e que possamos estar aqui até o dia em que pudermos deixar nossa contribuição para uma sociedade melhor, uma igreja melhor e, principalmente, pessoas melhores.
E lembrando: a cada dia que tentamos ajudar aos outros nós estamos nos tornando, mesmo sem perceber, pessoas melhores também.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O PERIGO DO SUCESSO

Por Rev. Ronaldo P Mendes
“Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! Mas ele lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago. Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano. Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.” (Lucas 10.17-20).

No início do capítulo 10 vemos que o Senhor Jesus envia estes setenta homens para anunciar a sua chegada e proclamar seu evangelho, provavelmente nas cidades de Jerusalém (cf Lc 9.51). Não se revela quanto tempo levou para eles cumprirem a missão, nem em que lugar voltaram para Jesus. O que sabemos é que voltaram com alegria e júbilo pelo sucesso da missão.

Estes versículos nos mostram quão facilmente os crentes podem sentir-se envaidecidos por causa do sucesso. Fica claro que entre eles havia auto-satisfação no relato das realizações. A declaração de nosso Senhor Jesus a respeito da queda de Satanás do céu provavelmente tinha o objetivo de ser um alerta. Ele sondou o coração daqueles homens e percebeu o quanto eles haviam sido ensoberbecidos pela sua primeira vitória. Com sabedoria, o Senhor os repreendeu em sua incorreta exultação, advertindo-os contra o orgulho.

É uma lição que precisa ser recordada por todos os que servem a Cristo. Pelos os fiéis trabalhadores da seara do evangelho que desejam sucesso. Os pastores das igrejas locais, os missionários, evangelistas, professores de Escola dominical e demais obreiros – por todos que esperam igualmente sucesso no trabalho que realizam. Todos eles desejam ver almas convertidas a Deus. E este desejo é correto e bom. Porém, jamais devemos esquecer que o tempo de sucesso é uma ocasião de perigo para a alma do crente. Os corações que se acham deprimidos, quando todas as coisas parecem estar contra eles, com frequência sentem-se indevidamente exaltados no dia da prosperidade. O apóstolo Paulo instruiu que o presbítero: “não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.”(1Tm 3.6). Muitos servos do Senhor Jesus provavelmente alcançam tanto sucesso quanto suas almas são capazes de suportar. O que fazer?

1- Ore intensamente por humildade – Quando tudo ao nosso redor parece prosperar e todos nossos planos se realizam bem; quando as provações familiares e a enfermidade são mantidas longe de nós e os nossos afazeres seculares segue com tranquilidade; quando nossa cruz é suave e tudo em nossa vida vai bem – este é o tempo em que nossas almas encontram-se em perigo. É tempo em que necessitamos de reforço na vigilância dos nossos corações. É tempo que as sementes do mal são plantadas no nosso íntimo por Satanás. Há poucas pessoas que permanecem humildes nos tempos de grandes sucessos. Somos tendentes a pensar que nossa própria capacidade e sabedoria nos conquistaram a vitória. A advertência do Senhor Jesus nesta passagem jamais deve ser esquecida. Em meio ao triunfo, clamemos ao Senhor com sinceridade de coração: “Senhor, reveste-me de humildade”!

2- Os dons e milagres não são superiores à graça de Deus – O Senhor Jesus disse aos setenta discípulos: “alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.” Com toda certeza, foi uma honra e privilégio receberem eles o poder de expulsarem demônios. Tinham motivos corretos para estarem agradecidos. No entanto, um privilégio maior era serem convertidos, perdoados e salvos em Cristo. A distinção entre a graça da salvação e os dons é profundamente importante, mas com frequência tem sido esquecida em nossos dias. Dons, tais como uma poderosa inteligência, grande memória, eloquência admirável, argumentação hábil, são constantemente valorizados acima do que convém por aqueles que os possuem e admirados de maneira indevida por aqueles que não os tem. Estas coisas não devem ser assim. Os homens esquecem que os dons sem a graça divina não salvam a alma de ninguém e são uma característica do próprio Satanás. Aquele que têm dons, sem a graça, está morto em seus pecados, ainda que seus dons sejam admiráveis. Porém aquele que possui a graça divina está vivo em Deus, mesmo que pareça iletrado e inculto aos olhos dos homens.

Jamais nos contentemos com o falar com eloquência, o pregar com vigor, o debater com dinamismo, o argumentar com inteligência e conversar com muita fluência. Jamais nos contentemos em saber todas as doutrinas do cristianismo e ter à nossa disposição textos e passagens bíblicas. Estas coisas são boas e não devem ser menosprezadas. Elas são proveitosas, mas não constituem a graça de Deus e, portanto, não poderão livrar-nos do inferno. Não podemos descansar enquanto não tivermos o testemunho do Espírito Santo em nosso íntimo e não formos lavados, santificados e justificados em Cristo (cf 1Co 6.11). Esforcemo-nos para ser cartas de Cristo, conhecidas e lidas por todos os homens (cfr 2Co 3.2); devemos nos empenhar para demonstrar por meio de humildade, amor, fé e mentalidade espiritual que somos filhos de Deus. Esse é o verdadeiro cristianismo. Estas são verdadeiras características do cristianismo que salva. Sem elas, uma pessoa pode ter dons em abundância e tornar-se nada mais do que um seguidor de Judas Iscariotes.

Fonte: somente-jesus

sábado, 5 de janeiro de 2013

Pentecostais representam 70% dos protestantes de todo o planeta

Uma matéria especial do jornal Mensageiro da Paz do mês de janeiro relata a importância do pentecostalismo dentro do segmento de cristãos protestantes. A reportagem apresenta números mundiais que confirmam a representatividade que os pentecostais possuem, afinal são 630 milhões deles espalhados pelos quatro cantos da Terra, ou seja, 70% dos 900 milhões de protestantes que existem no mundo.

No Brasil a quantidade de membros de igrejas pentecostais também vem crescendo, o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) notou este aumento em todas as regiões do Brasil e mostrou que a Assembleia de Deus é a igreja que mais cresce no Brasil.

Dos mais de 22,2% de evangélicos brasileiros, 13,3% são de igrejas pentecostais o que significa que temos mais de 25 milhões de membros de igrejas como as ADs, Deus é Amor, Brasil para Cristo, Congregação Cristã no Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja de Nova Vida e outras.

A reportagem do jornal mensal publicado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) ainda mostra uma estimativa feita pela Hartford Institute for Religion Research, divulgada pelo MP em janeiro de 2006 já apontando este crescimento de evangélicos pentecostais no mundo.

O estudo diz que até 2025 terão mais de um bilhão de pentecostais no mundo, o que vai representar 45% de todos os cristãos – incluindo católicos, ortodoxos e protestantes em geral.

Fonte:  midiagospel / Gospel Prime