segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Vivendo para agradar a Deus

Em 2013, viva para agradar a Deus.


Por Pr. Nonato Souza

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).


Estamos nos aproximando de 2013, um novo ano. Normalmente, muita gente está preocupada em criar grandes e novos projetos para esse ano que se aproxima. Algo de errado nisso? Não. Eu também estou projetando, tudo está nas mãos de Deus. Estou convicto, porém, que uma só coisa se faz necessário: Aproximar-me de Deus cada vez mais.

Nesse novo ano, espero dedicar mais tempo para Deus sua Palavra e Reino. Agradar a Deus com todas as forças para viver melhor em todas as instâncias da vida. 2012 foi um ano marcado por muitas experiências maravilhosas, grandes conquistas e bom avanço na vida espiritual. Vejo, porém, que pelo muito que corremos, alcançamos pouco. Momentos de grandes dificuldades, certamente existiram. O Senhor, porém, esteve ao nosso lado. Vencemos! Estamos de pé! Graças a Deus!

Sei que Deus tem muito para fazer por mim e por você. Consegue crê nisso? Novos tempos, novos horizontes surgem. Algo que precisa ser feito com maior dedicação e prontidão é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo. Quero apegar-me a Deus. Viver para Ele. Está Nele. Estou convicto que a fé em Deus envolve acima de tudo a crença de que Ele é o “Rei dos séculos, imortal, invisível, o único Deus” (1Tm 1.17). Um Deus que cuida de nós. Esse novo ano, deve levar-nos a grandes experiências com Deus, uma comunhão maior com o Eterno. Porque não empreender maior esforço neste assunto?

A fé envolve crer e confiar em Deus de acordo com a sua Palavra e promessas, resultando em uma confiança nas “coisas que se esperam” (Hb 11.1). Devemos crer que Deus existe e que pode nos galardoar quando, com sinceridade, o buscamos. É isso que quero. Buscar a Deus. Acreditar em Deus. Esperar em Deus. Acima de tudo: VIVER DEUS EM MINHA VIDA E FAMÍLIA.

Ele é capaz de nos alegrar em meio às turbulências da vida. Ele existe, e sabemos disso. A fé em Deus nos habilita a confiar no seu caráter quando tivermos que passar por circunstâncias adversas, severas e sombrias.

Quanto mais próximos estivermos de Deus, e mais íntimo for o nosso relacionamento com Ele, mais forte seremos e mais forte será a nossa fé quando as borrascas da vida se abaterem sobre nós.

Buscar a Deus com toda a nossa força e diligência, desejando ansiosamente por sua presença e graça, é o que queremos. Ele nos diz agora e ternamente: “Irá a minha presença contigo para te fazer descansar” (Dt 34.14). É isso que almejo, é isso que quero para minha vida, para tua vida. Agradeça Deus pelo ano que se finda e peça graça para viver 2013 na presença do Senhor. Viva para agradar a Deus em todos os momentos da vida. Feliz 2013!


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pastor João Kolenda Lemos parte para estar com o Senhor


É com um sentimento de profundo pesar, que noticiamos o falecimento do Pr. João Kolenda Lemos, ocorrido no dia de hoje (28/12/2012) às, 15:05 h. em Pindamonhangaba/SP.

Pr. Kolenda foi o Fundador do IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, e pioneiro na area de Educação Teológica das Assembleias de Deus no Brasil.

Ele deixa 3 filhos, nora, genros, 8 netos, 3 bisnetos e milhares de ex-alunos que foram mentoreados por ele durante seus 71 anos de ministério pastoral.

Seu corpo estará sendo velado amanhã (sábado – 29/12/12) na capela do IBAD a partir das 09:00 h. da manhã, culto de celebração pela vida do Pastor Kolenda às 14:00 h. e seu sepultamento será no Cemitério Municipal de Pindamonhangaba às 16:00 h.

Fonte: ibad

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

É Natal: Tem lugar para Jesus?

É Natal: Tem lugar para Jesus?

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Por Raíssa Bomtempo, do blog Desafiando Limites
Quando Jesus nasceu, em Belém, não tinha lugar para Ele. Já pararam para pensar nisso? Naquela noite, todas as hospedarias lhe fecharam as portas. A Bíblia conta que o SALVADOR nasceu e não tinha onde reclinar a cabeça.
O Reis dos reis, o Senhor dos senhores, o Mestre dos mestres, o Princípe da PAZ, o Rei das nações, chegaria ao mundo e não havia um lugar, e nem sequer um berço ou uma cama quentinha para ELE nascer . O salvador do mundo deveria ter nascido em um berço de ouro, mas nasceu em uma estrebaria. O nosso Salvador- o criador do céu e da terra- agora, se fazendo homem e escolheu vir da forma mais humilde possível para nos ensinar as mais belas lições de vida.
Hoje, algumas coisas me fazem lembrar o dia em que JESUS nasceu, pois, observo que muitas vezes continua não tendo lugar para JESUS. Observe, vivemos em um tempo onde maioria das pessoas vivem ocupadas, com pressa, correndo atrás de seus próprios interesses. Trabalham pesado durante todo ano e,  até quando chega o NATAL o consumismo tenta tirar o devido lugar de JESUS em nosso coração. Afinal, é natal, e dizem que isso é época de presentes, comidas, festas, abraços. Então, começa a correria.
Precisamos  correr atrás dos preparativos da ceia,  aproveitamos para recepcionar os familiares, confraternizamos com amigos, com colegas de trabalho,  gastamos horas escolhendo os melhores presentes para as pessoas que amamos, enfeitamos as ruas de luzes, as árvores de bolinhas vermelhas. E aí? Jesus vai perdendo lugar aos poucos até no dia do seu aniversário.  Mais uma vez não tem espaço para JESUS. Que triste realidade.
Natal é mais que festa, não deveria ser essa correria. Natal tinha que ser tempo de reflexão, de gratidão, de adoração, de quebrantamento. Não basta tirarmos um tempinho para falar do sentido desta data tão importante, mas deveríamos conhecer mais sobre este dia, conhecer mais do Salvador. Afinal, quem deveria ganhar o presente é JESUS, e quem sabe neste dia ELE esteja esperando de presente que lhe dediquemos as 24 horas do nosso dia? Sim, para conversar com Ele, conversar sobre ELE, estudar mais dEle.  Afinal, é Natal, é Seu aniversário, e ELE continua sem lugar em muitos corações.
Em muitos lares, até um velinho sem graça chamado de Papai Noel virou o astro, e mesmo 90% das crianças já tendo descoberto que ele não passa de uma farsa, o mito continua tendo maior destaque que o próprio Jesus. Estou mentindo? Observe as propagandas de Natal, todas fazem referência ao Papai Noel e nenhuma a Jesus, o Salvador.
É de cortar o coração. Não precisamos voltar àquela época para perceber o quanto Jesus havia sido rejeitado. A Bíblia mesmo diz, que ELE veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas. O pior de tudo, não é que não havia lugar para Jesus em Belém, mas sim que continua não existindo lugar para Jesus em muitos corações nos dias de hoje.
Quando JESUS nasceu um mundo novo começou-ELE foi divisor de águas na humanidade- o calendário mudou a.C e d.C.  Quando Jesus nasceu uma nova vida começou para mim e para você.O HOMEM mais fascinante que pisou na terra veio ao mundo por amor a mim e a você, para nos ensinar a melhor forma de viver, nos ensinar por qual caminho devemos andar, para nos mostrar que quando ELE está presente tudo vira festa- e ELE é o único  caminho que nos leva ao Pai!
JESUS é o maravilhoso conselheiro! Ele conhece todas as coisas e ELE PODE TODAS COISAS. Ele não veio somente para nos dar esperança, ELE é a esperança! Ele não veio para guiar-nos à vida- ELE é a vida. Ele não veio apenas para nos falar de AMOR, ELE é o amor. Ele não veio para falar de alegria, mas para mostrar que apenas em SEUS caminhos há plenitude de alegria e delícias perpétuamente.  Ele é o DEUS forte que venceu o mundo, que venceu a morte.
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ELE é o REI, e está entronizado acima dos querubins. ELE É O PRÍNCIPE DA PAZ.
Onde JESUS governa a PAZ é ESTABELECIDA. Onde JESUS entra a escuridão sai. Onde Jesus atua a dúvida acaba. Onde JESUS mora a VERDADE está presente. Onde JESUS permanece o medo acaba. Onde Jesus intervém os problemas se dissipam. Onde Jesus ordena a tempestade se acalmam. Onde Jesus toca, há milagres. Onde Jesus está, o perdido acha O Caminho. O aflito encontra consolo. Ele ergue o caído, ele exalta o humilhado. Onde tem JESUS a alegria é constante e não passageira ou momentânea. Quando Jesus traça um plano, até o universo conspira a seu favor, porque os planos do Senhor não podem ser frustrados. (conforme Jó42.2)
NATAL é mais que uma festa, é mais que ceia, é mais que amigos, famílias, luzes e presentes.Tudo isso é gostoso, é importante , mas o orçamento da festa não pode tirar o lugar do DONO na festa. NATAL é aniversário de JESUS- é a celebração da VIDA NELE!
NATAL e VIDA sem Jesus pode ter diversão, mas não tem alegria. Pode ter presente, mas isso não preenche o vazio do coração. Pode ter dinheiro, mas isso não satisfaz. Só na PRESENÇA DE DEUS HÁ PLENITUDE DE ALEGRIA E DELÍCIAS PERPETUAMENTE- A ALEGRIA QUE JESUS OFERECE É ULTRACIRCUNSTANCIAL, ELA ESTÁ PRESENTE ATÉ NO MEIO DA DOR E DAS LÁGRIMAS.

Quando tem espaço para JESUSverdadeiro-natal

Quando tem epaço para JESUS o presente é nosso. Que em todo tempo (não só no NATAL),  JESUS possa encontrar um espaço de prioridade em nossas vidas, que ELE reine em nosso lar e em nosso coração.
Quando ELE REINA há amor, há perdão, há comunhão, há sintônia e reconciliação. Quando ELE está presente não há espaço para o ódio, para a mágoa, inveja, orgulho, soberba e muito menos para a vingança.
JESUS NASCEU!
Isso é tudo! O SALVADOR VEIO.
Natal é tempo de comemorar tudo que JESUS é e tudo que ELE representa para nós.
DEUS nos presenteou com o MAIOR presente que poderia existir, ELE deu seu próprio FILHO por amor. Este é o sentido do natal. O aniversário é de JESUS e o presente é nosso. Em hipótese alguma seriamos dignos de tamanho presente. Não merecíamos o AMOR de Jesus , não merecíamos o livre acesso que temos a Deus através dEle. Não merecíamos o perdão de Deus através do sacrifício de JESUS, não merecíamos a vida que ELE tem a nos oferecer.

Por quê JESUS veio ao mundo?

Já pensou se Jesus não tivesse vindo ao mundo?
Jesus veio para nos Salvar. Para salvar a mim, salvar a você. Ele veio porque ELE nos ama demais! Ele veio para redimir o seu povo, para nos dar vida em abundância, veio para quebrar as correntes do pecado, para sermos livres, para restaurar o nosso relacionamento com DEUS, Ele veio para mostrar os Seus doces planos para nossa vida. Ele veio para libertar os cativos, os drogados, os oprimidos, encarcerados. Veio para amar as prostitutas e não apedrejá-las. Ele veio para chamar de TESOURO as pessoas que a sociedade chama lixo.
Ele veio para nos trazer PAZ e Esperança, e infelizmente poucas pessoas têm usufruído desse presente.
Ele veio para amar o pecador e odiar o pecado.
Ele veio para nos perdoar e através de Seu perdão nos ensinou a perdoar.  A amar sem esperar nada em troca. Ele nos ensinou que o amor é necessário e vital, ainda quando não é recíproco.
Ele veio para termos uma referência de como deve ser uma vida na terra que agrada a Deus. Ele veio para deixar Seus rastros, Sua marca e para SEGUIRMOS SEUS PASSOS e andarmos com segurança.
E se Jesus não tivesse vindo ao mundo?
Onde estaríamos agora? O que seria de nós? E como nós seriamos? Como viveríamos? (#Fica_para_Refletir!)
A vida sem Jesus é um vazio sem fim, uma angústia que aperta a alma, uma festa sem alegria,  uma comemoração sem sentido algum, uma exisência sem propósitos, um acordar sem cor, um andar sem rumo. Sem Jesus nada tem o menor sentido!
Jesus é o presente que Deus esta te dando neste natal. Você não precisa nem merecer e nem pagar por ELE. Mas, cabe a você escolher o que fará com este presente. Algumas pessoas olham o embrulho, admiram o presente, mas não o abrem, não o desfrutam. Jesus, quer te dar vida eterna, perdoar seus pecados, transformar sua vida, mudar a sua historia, caminhar ao seu lado e chamá-lo de AMIGO.
Este é o presente de Natal. Este é o sentido do Natal. ELE é o sentido da vida.
Que JESUS encontre espaço em nosso coração.
Com amor, escrevo, e se não foi pedir demais: curta nossa página no facebook, se gostou do texto avalie: só clicar na estrelinha e coraçãozinho. E também, deixe seu comentário. :)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Práticas que impedem uma vida cristã saudável

Por Nonato Souza


Abandono de certos vícios que impedem o cristão ter vida saudável


Em minhas meditações, algo me chamou atenção no texto de 1 Pedro 2.1.

Por algum momento me detive neste texto analisando de forma mais profunda o mesmo. Fazendo assim, pude entender, o quanto nos envolvemos com certas práticas que são terrivelmente prejudiciais à nossa vida cristã, e que devem ser imediatamente abandonadas. Observe:


"Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações”.


Veja que o apóstolo cita uma lista de cinco pecados que precisam ser abandonados por aqueles que professam ser possuidores do amor de Deus. Tais pecados devem ser abandonados, por serem inconsistentes com a vida cristã de santidade e o amor. Citando a lista:

"Malícia" > Estar relacionada com a maldade ou fazer o mal ao próximo objetivando levá-lo ao sofrimento. Em muitos casos a malícia pode está oculta por trás de boas ações. Uma pessoa poderá enraizar no coração um profundo sentimento de raiva que culminará em levá-la a planejar e concretizar o mal contra seu próximo;

"Engano" > O termo inclui o que é enganoso, ações compreendidas como dolo. Uma astúcia enganosa ou trapaça objetivando alcançar vantagem sobre outros. Pode-se incluir: falsidade, ardil, sedução, maledicência, traição, etc;

"Fingimentos" > Compreendem atos falsificados ou falsos. Toda pessoa hipócrita finge ser aquilo que não é. De coração dobre (que revela vários sentimentos, segundo o fim que melhor lhe convier) e linguagem mentirosa, são falsos em suas atitudes, pois finge ser ou fazer algo que ele não é ou faz. Como estar no plural, o termo compreende todo o tipo de hipocrisia;

"Invejas" > Têm relação com afligir-se por todo o bem ou bem-estar de alguém. Seja habilidade, prosperidades, fama, ou aquilo no qual seu próximo é bem-sucedido. Esse mal surge de corações descontentes com o desempenho ou reputação de outros. Normalmente, a inveja leva à inimizade;

“Murmurações” > É a calúnia, falar contra os outros pelas costas, difamando-os. Todo murmurador se sente contente em destruir a reputação de outras pessoas através de mentiras, mexericos e falsos rumores.

Esses vícios, se praticados, tem por objetivo destruir a vida espiritual do crente, afastando-o da comunhão com Deus. Todos têm necessidades de ser advertidos contra tais pecados. Estamos propensos a tais práticas que cotidianamente bate à nossa porta querendo leva-nos a pecar contra Deus. Toda prática pecaminosa precisa ser deixada de lado, pois podemos ser atrapalhados em nossa caminhada cristã, bem como nosso bem-estar eterno.

Um esforço no sentido de livrar-se de tais pecados deve ser empreendido por aquele que creu no Senhor Jesus para salvação. "Deixar" no texto, indica uma ação definitiva contra qualquer tipo de pecado, inclusive os acima citados. Que o Senhor nos ajude!


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Administrando as tensões no lar – Um Breve Guia Para Uma Família Saudável e Equilibrada


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Por Pr. Nonato Souza, para o blog Desafiando Limites!
“E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. E disse o Senhor Deus à mulher: Porque fizeste isso? E disse a mulher: A serpente me enganou e eu comi” (Gn 3.9-13).

Administrando as tensões no lar – Um Breve Guia Para Uma Família Saudável e Equilibrada

A família é uma instituição criada por Deus, cujo objetivo é glorificá-lo. Sabe-se que ao estabelecer a família, Deus objetivava um projeto que fosse capaz de gerar felicidade e sucesso. Ao primeiro casal Deus deu o Jardim do Éden, um lugar perfeito, lindo e completo, onde eles poderiam viver sob a proteção e bênção de Deus (Gn 2.8,15). Observa-se o cuidado de Deus em dar desde o princípio à família um lugar específico onde esta pudesse viver junta. Isto vem evidenciar que não importa quão simples seja o lar, contanto, que seja cuidado, limpo atraente e que a família se sinta bem em está ali.
O lar cristão é um projeto de Deus, e o mais importante é que o Criador deste projeto deseja estar sempre presente. Uma família orientada por Deus deve ter por norma seguir determinações estabelecidas por Deus em Sua Palavra, posicionando-se de acordo com princípios cristãos. Assim, no âmbito do lar é possível se compartilhar planos, problemas, necessidades e questões de administração financeira ou da casa em geral, sempre com objetivo primeiro de ver a unidade da família, bem como glorificar a Deus.
Tensões no lar é assunto que tem sido debatido em vários trabalhos realizados com casais e famílias. Não obstante a frequência com que são ministrados tais assuntos, o que se vê é muita dificuldade na família, entre seus membros. Há entre os casais um grande abismo entre o que se diz viver e o que, de fato, se vive. Embora os membros da família, em especial os casais, estejam em busca da almejada felicidade e paz no lar, observa-se que há muito conflito e grande dificuldade de relacionamento no lar, faltando, portanto, ajustamento em várias áreas da vida.
A questão dos conflitos conjugais teve início em Adão e Eva. O rompimento, através do pecado, do perfeito plano de Deus trouxe à humanidade maldição divina. Houve um rompimento da perfeita comunhão, do relacionamento perfeito entre as criaturas de Deus, inclusive do casamento, que foi totalmente atrofiado sob a terrível maldição do pecado. Observe que o homem, após a queda, ao ser confrontado com seu pecado, respondeu a Deus culpando a mulher: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3.12). A mulher, por sua vez, saiu culpando todos que estavam à sua volta. Observa-se que o pecado tem trazido este mal terrível ao coração do ser humano. Ora, o que temos aqui são duas pessoas que pecam contra Deus e, de forma egoísta, tentam esquivar-se culpando um ao outro do seu pecado. O marido culpa a esposa e Deus e a esposa culpa todos à sua volta. Uma lástima! Desde então nunca mais as coisas funcionaram conforme Deus havia planejado.
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Ajustando para viver bem.

Penso que o companheirismo é o objetivo primário do casamento. O que se busca neste assunto é uma unidade harmônica e criativa de alma e corpo. Entende-se o casamento como uma associação de duas vidas, com um só ideal que devem ser iguais em valores e que busquem como alvo maior se completar uma à outra. Para que isto aconteça é necessário que o casal busque o ajustamento.
O casal deve adaptar-se ao modo de viver um do outro, levando sempre em consideração a felicidade do lar o que, na verdade, é uma busca que deve ser constante por parte de cada cônjuge. A busca por um ajustamento no lar, para que se possa chegar ao nível necessário no seio da família, deve ser objeto de desejo de todos, mesmo que para isso abdiquemos do que gostamos de fazer ou ter. O amor no seio da família deve ser altruísta, buscando sempre o interesse e o bem estar de todos do lar.
Um casal é formado por duas pessoas que costumeiramente viveram sós e estão acostumados a pensar apenas em si mesmos e nos seus próprios interesses, sendo assim, precisam, a partir do casamento, pensar na vida a dois. As opiniões pessoais não devem mais prevalecer e sim aquilo que for bom para ambos. Tudo agora deve ser trabalhado objetivando satisfazer os dois, de sorte que a opinião de cada um deve ser: “Isto é bom para nós?”.

Comunicando para entender bem.

Vejo que o segredo de um casamento feliz é o sucesso na comunicação saudável. O companheirismo e a comunicação entre o casal é necessário se ambos buscam alcançar um bom relacionamento. O silêncio sepulcral e gelado não deve prevalecer em um casamento, a fim de que o mesmo não agonize. É, pois, de bom alvitre, haver entre os cônjuges confiança mútua, respeito ao ponto de vista um do outro, ambiente arejado com bom entendimento, para que não haja divisão, contenda, discursos sem nexo e egoísta. Hernandes Dias Lopes diz que
onde prospera a crítica impiedosa, o romantismo acaba. Onde abundam as acusações veladas, o relacionamento conjugal adoece. Sem comunicação harmoniosa, a vida conjugal se torna uma prisão, e não um campo de liberdade” [1].
Estou certo que a boa comunicação vai muito além da transmissão verbal de informação e, se eu desejo criar um diálogo eficiente, tenho que ir além de simples conversação. Existem obstáculos que podem bloquear a minha comunicação, dentre alguns posso citar a grande quantidade de compromissos existente na agenda do casal. Ora, sabe-se que esse ativismo exagerado demanda tempo, desgaste de energia e emoções, trazendo sérios prejuízos, inclusive à comunicação básica.
Os filhos, que sabemos serem grandes bênçãos ao casamento, trazem também enorme responsabilidade ao casal, além de certa dificuldade na separação de tempo para a intimidade e comunicação. Aqui, o casal precisa ser cuidadoso para não causar nenhum prejuízo a qualquer das partes. Diálogo afinado entre os cônjuges é algo imprescindível. Porque viver debaixo do mesmo teto e tornar-se incapaz de comunicar-se para chegar a um acordo? Casais devem conversar profundamente sobre quaisquer problemas, questões ou ainda sobre seus sentimentos, objetivo e propósitos. Esse diálogo deve, sem sombra de dúvida, fazer parte da vida dos membros que compõem a família, como prova da maturidade existente entre os mesmos.
Não são muitos os casais que se dispõem abrir o coração um para o outro e tratar de suas intimidades, assuntos diversos do dia a dia e outros. Existem os que estão presos a fatos e acontecimentos que se deram em suas vidas, sem conseguir derrubar essas muralhas, abrindo caminho para o diálogo e a comunicação. Nesse ponto se faz necessário o conhecimento um do outro, além de boa compreensão. Conhecer e ser conhecido, ouvir e compartilhar, compreender e ser compreendido, fazer tudo para não esconder nada do seu companheiro, sendo honesto, franco e aberto, são quesitos importantes no relacionamento conjugal com boa comunicação.
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Respeitando para viver em paz.

Como conviver com uma pessoa sem que haja entre ambos o respeito? Penso ser impossível querer uma pessoa sem respeitá-la também. Considerar o cônjuge em qualquer circunstância é fundamental para se viver bem. O respeito mútuo tão imprescindível ao casal deve começar com o esforço de ambos no cumprimento dos seus deveres e o papel de cada na família. A esposa deve esforçar-se no cuidado da casa, mantendo-a sempre bem asseada, no preparo de uma boa comida, além do esmerado cuidado com os filhos. O marido deve empreender esforço no suprimento das necessidades do lar, além de exercer sua autoridade como cabeça da família.
Quem não gosta de sentir-se respeitado e ainda saber que suas opiniões e pensamentos têm valor para seu cônjuge? A reverência entre esposo e esposa, estimulada no texto bíblico (Efésios 5), acaba gerando entre ambos honra e respeito, mesmo quando não se tem o mesmo ponto de vista. Ora, esse respeito dá ao cônjuge a capacidade de sujeitar-se um ao outro.
Algo que acho interessante na vida do casal é a disposição que ambos têm para elogiar um ao outro. Como é lindo de ver, quando o casal trata um ao outro com cortesia, consideração e carinho, expressando sempre admiração um pelo outro. É importante observar que o amor não se concentra simplesmente nas falhas da pessoa amada, mas em suas virtudes. Observe o que diz apóstolo Pedro: “… porque o amor cobre uma multidão de pecados” (1Pe 4.8). Hernandes Dias Lopes observa:
“Muitos cônjuges destroem o casamento porque pensam que a sua posição na relação conjugal é exercer o papel de um detetive. O detetive é aquele que busca descobrir as falhas do outro. Ele anda com a lupa na mão em busca do menor vestígio para incriminar a pessoa. Sua função é pegar a vítima no contrapé. Ele age constantemente na surdina, para flagrar alguma cena íntima e comprometedora e revelar isso publicamente. O nosso papel no casamento não é identificar as falhas do nosso cônjuge e lançá-las em seu rosto, mas destacar suas virtudes e torná-las públicas” [2].
Viver criticando o cônjuge perante outras pessoas, e até entre amigos, é destrutivo para a confiança e o respeito mútuo. Tim Lahaye observa: “Nunca comente as faltas, fraquezas ou deficiências de seu companheiro perante outras pessoas. Jamais critique perante seus amigos ou parentes o seu cônjuge“. Esse é o mesmo pensamento de Hernandes Dias Lopes, conceituado escritor e pastor brasileiro:
“Os homens devem ser cuidadosos com o que falam à esposa. A língua tem o poder de dar a vida e matar (Pv 18.21). Com ela, edificamos ou destruímos a relação conjugal. Muitas mulheres perdem o encanto com a relação conjugal porque foram humilhadas com comentários indelicados, palavras ferinas e gestos desairosos de seu marido. Muitos homens são como Nabal, duros no trato” [3].
Hernandes Dias Lopes [4] segue seu argumento citando alguns pontos importantes que o marido sensato, ajuizado, jamais deve fazer:
1. Comparar sua mulher com outras mulheres. Ninguém gosta de ser comparado. Somos uma pessoa única e singular. A comparação humilha e amassa as emoções da pessoa;
2. Criticar a esposa perto de outras pessoas. Há marido tão insensível que, além de tecer críticas à esposa, ainda a expõe ao vexame público;
3. Tratar a esposa com rispidez. A palavra dura suscita a ira e destrói o romantismo. Uma mulher perde o interesse sexual por um homem que a trata com desdém. Nada destrói mais o romantismo do que as palavras duras;
4. Depreciar o corpo da mulher. Nada humilha tanto uma mulher do que ser criticada pelo marido por estar gorda ou magra. Ninguém gosta de ser depreciada. Isso achata a auto-estima e amassa as emoções;
5. Criticar a família da esposa. Um homem sábio jamais critica a família de sua mulher. Mesmo que haja coisas negativas a ser faladas, o marido deve manter-se em silêncio se não pode falar coisas positivas.
As dificuldades no relacionamento a dois seriam muito diferentes (menores e menos graves) se os cônjuges entendessem os problemas que poderiam ser evitados se eles aceitassem que não podem mudar a pessoa com quem se casou. É certo que nunca conseguiremos mudar o nosso cônjuge, manipulando-o a fim de se tornar como eu quero que seja ou, ainda, levando-o a ser conforme minha ideia de perfeição. Não temos a capacidade de mudar as pessoas ao nosso redor, e precisamos nos desvenciliar dessa doce ilusão. Será mais sensato aceitar o marido ou esposa incondicionalmente, deixando que, com oração, tempo e – não raro – lágrimas, Deus trabalhe nas áreas certas para realizar as mudanças necessárias.
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Maturidade emocional necessária.

O relacionamento conjugal pode tornar-se complexo se não houver ajustamento. Se o casal for incapaz de se ajustar socialmente e reagir bem nas várias situações pela quais passam, certamente enfrentarão sérias dificuldades. Isto é fato, porque as crises geradas que não forem resolvidas ocasionarão desentendimentos constantes, podendo culminar no fracasso do casamento. O que se observa claramente é que, quando as dificuldades aparecem, geralmente um dos cônjuges se esforça para melhorar o relacionamento, enquanto o outro reage negativamente, demonstrando certa imaturidade. Infelizmente, alguns casais se comportam como verdadeiras crianças birrentas, ou seja, mimadas, quando a coisa à sua volta não acontece de acordo com sua vontade.
Paul Hoff, conselheiro cristão, pontua alguns sinais de imaturidade que atingem o casal e que acabam gerando sérios problemas no relacionamento:
“ser exigente quanto à satisfação de seus próprios desejos, não levar em conta os sentimentos e desejos do outro cônjuge, dar rédeas soltas a determinadas reações quando as coisas andam mal ou a pessoa não consegue o que deseja: (gritar, chorar, irar-se, ficar de mal humor, calar-se, não aceitar a responsabilidade, culpar o outro, ser desobediente e obstinado, depender excessivamente dos pais, e não ceder em assuntos em que há diferença de opiniões) [5].
O casal deve ter equilíbrio em suas emoções. Lute para adquirir esse equilíbrio, afinal o casamento exige dos cônjuges o máximo de cuidado. Com diálogo e paciência, tente resolver a diferenças existentes de forma pacífica e ponderada, controlando seus sentimentos e dominando seus impulsos. Paul Hoff observa que a pessoa suficientemente madura para casar precisa ter as seguintes características:
“enfrenta a vida com realismo; aceita as situações tais como são; é capaz de tomar decisões; coopera bem com os outros; é capaz de amar a alguém além de si mesmo; aceita bem as frustrações e os contratempos” [6].
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Concordando na administração das finanças.

Penso que o casal deve ser cauteloso e ter bom siso na administração daquilo que ganha. Olhando cuidadosamente, sabe-se que todo o dinheiro que se ganha é pouco para tudo que se necessita. Quando se trata do modo como gastá-lo, então, sobram dificuldades e os problemas se avolumam quando não há concordância por parte dos cônjuges. Se um dos cônjuges é desregrado com gastos em coisas suas, logo, logo haverá conflitos entre os dois. Por que não fazer um orçamento e cumpri-lo rigorosamente? Aqui, é importante o domínio próprio, pois é grande investimento se evitar tensões no lar advindo de dívidas ou dinheiro mal administrado.
Essa é uma questão séria e complexa. Hoje, já bem mais consciente e amadurecido, me recordo das grandes dificuldades e enrascadas em que me meti por causa de má administração financeira. Isto me custou muitas noites sem dormir e profundas dores no estômago. Hoje ainda sofro alguns transtornos que estou sanando, devido à loucura em querer fazer as coisas sem calcular e conversar com a esposa.
Sei o quanto isto é difícil. Para termos relacionamento estruturado, buscando mais sua valorização, precisamos investir profundamente em nossa família e em nosso cônjuge. Hernandes Dias Lopes observa o quanto o relacionamento é mais importante que bens materiais. Ele diz:
“Bens não podem ocupar o lugar de pessoas. Relacionamento é mais importante do que bens materiais. O que você precisa para ser feliz não é de uma casa mais espaçosa nem de um carro mais novo, mas de um relacionamento mais cheio de encanto. Equivocam-se aqueles que pensam que a felicidade está no ter, e não no ser. Enganam-se aqueles que sacrificam o casamento para chegar ao topo da pirâmide social. Nenhum sucesso compensa o fracasso da família. A vitória que exige o sacrifício da família é pura perda. Ela tem sabor de derrota amarga”, grifei [7].

Igreja local, trabalho e família, administrando essas questões.

Embora este seja um assunto sempre em pauta, muitos casais e família se descuidam e acabam tropeçando aqui. Ser cauteloso, usar de sabedoria neste quesito é importante. O texto sagrado trata exaustivamente do assunto quando revela claramente que Deus deve sempre estar acima de todas as coisas, além de ocupar o lugar central na vida da família. Vivendo de forma cristocêntrica e bibliocêntrica, o casal enfrentará vitorioso todo e qualquer conflito que possa vir de encontro ao seu relacionamento, seja na vida familiar, na profissional ou mesmo na eclesiástica.
Sobre o trabalho, sabe-se que foi estabelecido por Deus antes da queda. Deus havia determinado ao homem trabalhar (Gn 2.15). Observe o que Jesus disse acerca de seu Pai: “meu Pai trabalha até hoje” (Jo 5.17), e Paulo, o apóstolo para os gentios: “se alguém não quer trabalhar, também não coma!” (2 Ts 3.10). Todos nós precisamos trabalhar, e sendo este um propósito primário que tem por objetivo, especialmente, atender as necessidades básicas da família.
Deve haver amor mútuo entre os membros da família, dedicação de tempo, compreensão e perdão. A família deve se envolver nos trabalhos da igreja, tendo o cuidado para que a igreja não “roube” o tempo que deve ser destinado à família. Outra dica importante: Cuidado com o que se conversa dentro de casa. Alguns pais são despercebidos e tendem a difamar, caluniar pessoas à vista de seus filhos, trazendo exemplos funestos para os que lhe ouvem, o que acaba gerando descrédito na igreja, liderança com enfraquecimento espiritual e fracasso total.
Por outro lado, um cuidado que a igreja deve ter é com a quantidade enorme de trabalhos que acaba assoberbando seus membros com tanta atividade, tirando aquele precioso tempo que deve ser destinado á família, o que acabará dificultando que casais e família cultivem costumes importantes para seu próprio fortalecimento.
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Relacionamento conjugal: pequenas regras para viver bem.

O texto de 1 Coríntios 7 é resposta do apóstolo Paulo aos cristãos de Corinto acerca do relacionamento conjugal. Vamos considerar três versículos que entendo são regras para se evitar conflitos e consequentemente viver bem.
“O homem deve cumprir seu dever como marido, e a mulher também deve cumprir o seu dever como esposa” (v. 3; NTLH).
Como tendo profundo conhecimento da área, o apóstolo declara com firmeza que tanto marido como esposa devem cumprir seus deveres matrimoniais recíprocos. O texto mostra a obrigação que um tem para com o outro. Kastemak observa que aqui “o marido não deve exigir da esposa, pelo contrário, deve satisfazê-la, bem como ela ao marido” [8]. Ele observa ainda que o termo “cumprir seu dever” citado por Paulo é referência a uma dívida que deve ser paga um ao outro, e que o casamento sem sexo não é somente antinatural como é também expressamente proibido [9].
Eis ai um cuidado que os cônjuges devem tomar, evitando assim conflitos desnecessários e desagradáveis:
“A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a esposa” (v. 4; NTLH).
A questão da autoridade sobre o corpo é abordada aqui. Tanto o marido tem autoridade sobre o corpo da esposa, como a esposa tem autoridade sobre o corpo do marido. Veja que no texto acima, Paulo não traz aquele destaque do marido como “cabeça da mulher”. Este fato se dá porque, em se tratando de sexualidade de marido e mulher, o que existe é uma completa igualdade, ou seja, cada um tem autoridade sobre o corpo de seu cônjuge e ambos se submetem um ao outro. Há uma perfeita reciprocidade.
“Que os dois não se neguem um ao outro, a não ser que concordem em não ter relações por algum tempo a fim de se dedicar à oração. Mas depois devem voltar a ter relações, a fim de não caírem nas tentações de satanás por não poderem se dominar” (v. 5; NTLH).
O texto parece indicar que Paulo está tratando com alguns casais de Corinto que estavam se recusando a dar um ao outro os seus direitos conjugais. No entendimento de Paulo, esse é um direito que cada cônjuge tem. Tirar, portanto, esse “direito” é, literalmente, roubo ou furto de posses pertencentes a uma outra pessoa. O apóstolo, então, lhes emite uma ordem para que parem de proceder assim e não “defraudem o seu cônjuge”. Kistemak faz a seguinte observação:
“Paulo permite abstinência de relações maritais em três casos: primeiro, se tanto o marido como a esposa concorda em fazer isso; depois, se os dois concordam que a abstinência é por um período limitado; e terceiro, se ambos usarem esse tempo para a oração. Paulo permite essa exceção à regra, mas proíbe qualquer pessoa de impor restrições involuntárias sobre seu cônjuge” [10].
Observe que o texto bíblico acima ainda acrescenta que abstinência precisa ser temporária, voltando à vida normal, para que Satanás não os tente por falta de domínio próprio.
Concluo esse texto enfatizando que tensões no lar existirão sempre, é preciso, no entanto, graça e sabedoria para administrá-las com objetivo de não ver desmoronar o lar, o casamento. Não existe nada mais importante para o casal e família do que a fé em que Cristo pode resolver todas as tensões, conflitos e levar-nos ao ajustamento perfeito.
Um conselho antes de encerrar: Estabeleça um altar em seu lar desde o começo da união. Priorize Deus em seu relacionamento, apresentando seus pedidos diante do Trono da Graça. Os ressentimentos e tensões se desfarão quando o casal e família orarem juntos. Desta forma todos encontrarão prazer espiritual e força para continuar caminhando sempre unidos pelos laços do amor em nome de Cristo Jesus, nosso Senhor.

Notas bibliográficas:

[1] Lopes. Hernandes Dias, Casados e Felizes. Ed. Hagnos. 1ª Ed. 2008, SP
[2] Idem, pg. 67
[3] Idem, pg. 17
[4] Idem, pg 17,18
[5] Hoff, Paul. O pastor como conselheiro. Ed. Vida. 1981, SP, pg. 114
[6] Idem, pg. 114
[7] Lopes. Hernandes Dias Lopes, Casados e Felizes. Ed Hagnos. 1ª Ed. 2008, SP. Pg. 21
[8] Kistemak, Simon. Comentário do Novo Testamento 1 Coríntios. Editora Cultura Cristã. 1ª Ed. 2004. SP, pg. 300
[9] Idem, pg. 300
[10] Idem, pg. 302
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Deus te abençoe, em Cristo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A unção de Deus nos transforma gradativa, mas completamente

Por Wallace
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A unção de Deus nos transforma gradativa, mas completamente

Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre. Salmos 133:1-3
Crescer na fé cristã não é uma coisa fácil. Não sei se é assim para todo mundo mas, para mim, foi, é e está sendo bem difícil. São muitas as lutas com as quais temos que nos envolver diariamente, e negar-se a si mesmo nunca foi fácil. Mas, como se não bastasse apenas isso, a vida critã envolve muitos desafios complexos e que, não raro, também são mutantes: às vezes, as situações mudam de repente e sem aviso, e pegam você no contrapé. Outras vezes, quando você já havia passado por situação semelhante – e vencido, superado – surge outra situação em que aquela solução de outrora já não serve mais, aí é o fim… #aff
Se eu fosse ficar aqui falando das dificuldades de ser cristão, dos obstáculos diários envolvidos nessa jornada, provavelmente ninguém – em sã consciência – iria querer ser cristão. De fato, às vezes nós somos tentados, diante de um beco sem saída, a jogar tudo pro alto. Mas, o que nos faz seguir em frente, mesmo quando achamos que as coisas estão indo de mal a pior em nossa vida? É a unção de Deus. É ela que nos capacita a seguir em frente, mesmo quando tudo diz que não, mesmo quando a esperança parece ser algo etéreo, diáfano, que vai desaparecer a qualquer instante.
A unção de Deus faz diferença em nossa vida. E não apenas isso: ela faz que sejamos diferentes, para que possamos fazer diferença no meio em que estamos inseridos. Quem tem unção de Deus em sua vida, tem uma força e um poder sobrenatural que o capacita a enfrentar situações com ousadia e convicção. Mas, afinal, o que é a unção de Deus? Em rápidas palavras, vou fazer menção de apenas dois exemplos, um no Antigo e outro no Novo Testamentos.

Exemplo do Antigo Testamento

No Antigo: quando o profeta Samuel ungiu a Davi, a Bíblia diz que o Espírito do Senhor se apossou (ou se apoderou) dele: veja em 1 Sm 16, especificamente o verso 13. A partir de então, a vida de Davi sofreu uma reviravolta. Quando Davi foi enfrentar o gigante, Golias, Saul questionou sua capacidade em batalha, apesar de admirado de sua convicção. A resposta que Davi lhe deu nos dá mostras da diferença que a unção divina faz na vida de alguém:
Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e quando vinha um leão e um urso, e tomava uma ovelha do rebanho, Eu saia após ele e o feria, e livrava-a da sua boca; e, quando ele se levantava contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria e o matava. Assim feria o teu servo o leão, como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. 1 Samuel 17 : 34-36
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A Bíblia não afirma, categoricamente, que esses episódios com o leão e o urso ocorreram APÓS Davi ter sido ungido pelo profeta Samuel, todavia é perfeitamente possível inferir isso, já que também nada é dito em contrário. Observe que se passou um certo tempo entre a unção de Davi e o confronto com o gigante, tempo esse suficiente para que Davi treinasse um pouco com o leão e com o urso, antes de lascar uma pedrada bem na testa do gigante (risos)! Observação: só porque Davi lascou a pedra não quer dizer que ele era da Idade da Pedra Lascadaou não! como diria Caetano… #vixe_mãinha
Veja que exemplo de ousadia Davi nos dá após ter sido ungido por Deus: quantos pastores, ao verem suas ovelhas serem arrebatadas por um leão ou urso, sairiam em defesa do rebanho? Isso serve para os pastores de hoje: para uma correta e eficaz defesa do rebanho, o pastor tem que ter unção de Deus na vida! E para superar os grandes desafios (gigantes) que a vida nos impõe, somente por meio da unção divina.

Agora, o exemplo do Novo:

Quando Jesus estava se ausentando da Terra, subindo em diração ao Céu (para onde mais,oxente?), Ele deixou uma promessa aos seus discípulos: que mandaria o Espírito Santo e que eles receberiam poder para serem testemunhas. Aqui cabem duas observações: poder, no grego original, é dunamis, palavra de onde vem dinamite e dinâmico, ou seja, Deus os capacitou a serem verdadeiros terroristas (espirituais), detonando as fortalezas do diabo!
A segunda palavra que merece observação é testemunha. No original, testemunha é marturius, de onde vem nossa palavra mártir, aquele que morre por uma causa ou pela fé (cristã). Veja este interessante artigo na Wikipedia sobre o testemunho cristão, recheado de etimologia (origem) das palavras, para os que quiserem se aprofundar (e rir muuuuuuito: só os que lerem entenderão… rá!).
Esses dois exemplos – Davi, no Velho, e o Pentecostes, no Novo – nos dão uma breve noção de que a unção de Deus transforma E capacita as pessoas a serem diferentes e fazerem diferença. Neste momento, creio eu (porque, se eu não crer eu morro! risos), você já deve estar se perguntando: como eu consigo essa unção na minha vida? Se for cristão, claro, por que um não-crente jamais iria querer poder para ter coragem de – quem sabe – morrer pela fé, certo?
Uma pequena nota: no Velho Testamento, a unção (óleo, azeite) representava o Espírito de Deus. No Novo, permanece a simbologia, entretanto com bem menos intensidade porque o Espírito hoje é mais presente e atuante na vida dos crentes, após sua descida triunfal e espetacular no dia de Pentecostes, que inaugurou a Era da Igreja (grosso modo).
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Bem, como conseguir essa unção vai ficar para outro post, no futuro (assim que eu descobrircomo… hahahaha). Enquanto isso, vamos refletir sobre as mudanças que a unção de Deus acarretam em nossa vida, tomando por base o Salmo 133, lá do começo (pensa que eu tinha esquecido, é?).
O verso 2 será aquele que utilizaremos como referência da transformação que ocorre na vida daquele que é ungido por Deus. Então, vejamos:
1. O óleo desce primeiro na cabeça (mente, cérebro) = a primeira mudança é de mentalidade. Muitas pessoas se iludem achando que mudança exterior já é comprovação de que a mudança interior já ocorreu. Isso nem sempre é verdade e, infelizmente, nos dias de hoje, percebemos que muitas mudanças são apenas superficiais. Este verso nos mostra duas coisas interessantes: a primeira é a questão da CAPACIDADE, pois só Deus pode mudar a mente de alguém de forma completa e definitiva. A segunda é a da PRIORIDADE, que nos mostra que a obra de Deus acontece em primeiro lugar na mente, pois é na mente que as grandes batalhas começam e são ganhas. Se você quer mudar – para melhor – comece a pedir que Deus aja em sua mente, conforme está escrito em Romanos 12.2: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente…”
2. Depois desce pela barba (boca, lábios) = a segunda mudança é no falar, nas atitudes. Após a mudança ter acontecido interiormente, longe dos olhos (dos outros, claro, porque o cérebro é bem ali… risos), a segunda etapa é a mudança interna começar a se manifestar exteriormente. Uma mudança (interna) que não se pode verificar externamente não é mudança, é apenas encenação, ilusão ou falsidade. Se você vir pessoas que dizem ser uma coisa (cristãos, p.ex.), mas seu linguajar não mudou, que transformação aconteceu? Entendeu? Pois é, nem eu. Uma nova mentalidade vai conduzir, necessariamente, a um novo modo de ver as coisas e, consequentemente, a um novo modo de falar e se expressar. Como Jesus enfatizou: é pelos frutos que conhecemos a árvore, e a boca fala do que o coração está cheio. Se houve mudança na mente, a boca logo, logo vai dar com a língua nos dentes! risos
3. Depois desce pela orla das vestes (indumentária, vestimenta, costumes) = a derradeira mudança é no comportamento. É incrível, mas você pode ver que uma época já mais a mesma observando as roupas que eram utilizadas antigamente. Quem não se lembra das calças bocas-de-sino que nossos pais (talvez avós, no seu caso… risos) usavam? E o cabelo black-power, imune a pentes, shampoos e piolhos que [preencha com o nome aqui... #vergonha] usavam? E o que dizer dos “costumes” emo’s que vemos hoje? E como identificamos um “emo”? Exatamente: pela forma que ele se veste e se comporta. Você acredita que alguém que se veste deliberadamente de forma provocante e sensual está cheia do Espírito de Deus? E o Espírito Santo é fraco a ponto de não ser capaz de influenciar uma mudança comportamental na vida de alguém, coisa que qualquer manipuladorzinho de meia-tigela consegue? Não, eu não acredito nisso. Eu acredito, outrossim, que o Espírito Santo, preenchendo a vida de alguém, vai direcioná-lo à santidade e maior intimidade com Deus, e não a um afastamento do Senhor.
Portanto, ficam as lições para mim e para você: as mudanças ocorrem primeiro interiormente para, depois, se manifestarem no exterior. Não é o contrário, e se for no sentido oposto, ou seja exterior >> interior, a mudança não será verdadeira, definitiva e permanente. Outra lição que está implícita, mas que deve ser trazida à tona, é que devemos ter paciência para vermos resultados visíveis. Afinal, criar uma nova mentalidade e fazer com que ela produza frutos leva tempo, certo?

Dois dedinhos de prosa, antes de terminar *

Em primeiro lugar, quero dizer que eu pensava em escrever um post pequeno (eu juro que tentei!), mas como você deve ter percebido, não consegui… risos. Mas, convenhamos, também não ficou assim tãããããoooo grande, né? Deu pra você ler de uma sentada, sem precisar ir ao banheiro (espero). Então, se você gostou, sem querer abusar (mas, já abusando), deixe isso patente para nós, seja clicando no gostei, nas estrelas, no +1, no curti bla bla bla, patati patatá (isso, isso, isso). Ah, seu comentário também é importante paa nós. Apenas avisando que
kkkkkkkkkkkkkk, ahuahsuahsuhasusahsuhsuhas, kaspoaskaspoaskkasposak, heheheheheheheheheh, hihihihihihihihihihihi, rororoororoorororó e uhuhuhuhuhuhuhuhuhuh
não serão considerados (apesar de aprovados, claro… risos).
Em segundo é último lugar, quero agradecer às orações e palavras de incentivos de todos os que oraram e comentaram, animando-me a continuar escrevendo no blog. É com muito prazer e satisfação que digo que o fato de eu continuar escrevendo é culpa de vocês, e se alguém reclamar, vou mandar a conta procêis, ok? De coração, obrigado a todos.
se por acaso você não entendeu os 2 dedinhos antes de terminar, sugiro que leia os 2 dedinhos antes de começar