terça-feira, 17 de julho de 2012

“Porque é tempo de buscar o Senhor...”

Por Pr. Nonato Souza
“Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar o Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós” (Os 10.12).

Os tempos atuais são, quiçá, os mais difíceis na história da humanidade. O mundo passa por momentos trágicos e difíceis. Apóstolo Paulo descreve esse tempo presente como trabalhosos numa referência ao período do fim da atual dispensação que precede à volta de Cristo Jesus.

Nesse tempo difícil, estamos vendo tempestades que como misteriosos furacões desabam sobre a humanidade causando grande confusão na mente humana. Crises de todos os lados. São tantas, que parece estarmos em um labirinto de dificuldades de onde não conseguimos sair.

O momento é extremamente delicado, difícil. Nesse tempo de descrição sórdida e deprimente dos pecados humanos, requer-se cuidado, vigilância por parte daqueles que professam o santo nome do Senhor Jesus.

A responsabilidade da igreja se relaciona, exatamente, com a visão que temos dos campos, que estão embranquecidos prontos para ser ceifados. Na situação em que estão as coisas, não há espaço para negligenciarmos as recomendações da Palavra de Deus e ficarmos escondidos dentro do nosso próprio egoísmo, “é tempo de buscar o Senhor”.

Deus tem dado ao homem a oportunidade e o privilégio de buscá-lo. Não será, o tempo que estamos vivendo, um tempo de desafio? De oportunidade para buscá-lo? Deus busca homens que com Ele queiram ter sério compromisso de buscá-lo. Estamos vendo e sentido um forte abatimento espiritual que tem se derramado sobre a vida dos santos nestes últimos dias. Jesus disse: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).

A falta de compromisso com a Palavra e ainda com o Reino de Deus é algo assustador. Tantos, não estão dispostos a sofrer por amor ao evangelho de Jesus Cristo. Prefere-se, antes um evangelho de fachada, descompromissado das verdades bíblicas que não leva à renúncia e abdicação, a amar mais a Deus do que a nós mesmos.

Precisamos de um avivamento, não um avivamento que consiste em movimentos esporádicos caracterizados por manifestações emotivas, mas um avivamento que torne a vida da igreja mais frutífera; a vida de cada crente mais ardente de amor. Onde os preconceitos sejam destruídos, as revelações do Espírito sejam mais frequentes, surja uma mentalidade espiritual renovada e a igreja cresça em todos os sentidos. Para que haja um avivamento neste sentido é necessário buscarmos incessantemente a Deus.

No tempo do profeta Oséias.

O povo havia abandonado o conhecimento de Deus, e na terra não havia verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus. O que prevalecia era o perjurar, o mentir, o matar, o furtar e o adulterar, os laços eram quebrados e havia homicídios sobre homicídios (Os 4.1,2). Israel dava fruto para si mesmo, e o seu coração estava dividido. Então Oséias clama: “É tempo de buscar ao Senhor” (Os 10.12).

Por que é tempo de buscar o Senhor?

Observa-se no tempo presente um arrefecimento espiritual existente na vida de muitos cristãos. São crentes que outrora eram dinâmicos, ousados, com uma firmeza espiritual de causar espanto, e hoje estão desanimados, não conseguem avançar, produzir frutos para o Reino de Deus. Muitos perderam o objetivo em sua vida cristã, sendo levados pelo desânimo, esgotamento espiritual. Sua vida está sendo sugada, toda sua vitalidade está sendo tirada, pararam mesmo, na caminhada.

Líderes e liderados estão exaustos, seus pensamentos agora são cínicos e negativos. Estão amargurados, ressentidos, depressivos, tristes e angustiados a ponto de morrerem. Queimaram-se espiritualmente. É preciso levantar-se, e isto é possível quando se busca o Senhor.

Essa decisão requer de cada um, atitude, compromisso de buscá-Lo. Buscá-Lo agora, hoje, insistentemente, decisivamente, de coração.

Estou com o coração aberto, pensamentos me vem à mente sobre essa exortação do profeta: “Porque é tempo de buscar o Senhor”. Não será atualmente, também, tempo de buscar o Senhor? Por que é tempo de buscar o Senhor?

Porque, embora, tendo à sua disposição a Palavra de Deus, nunca tivemos uma geração de crentes que na sua maioria leem, estudam e vivem tão pouco, os princípios estabelecidos na Palavra de Deus como nos dias atuais. Há um verdadeiro abismo, uma grande diferença entre o que dizemos ser e o que de fato somos.

Porque embora sendo ensinados pela Palavra à oração sem cessar, vida de oração e dependência de Deus, tem-se observado que muitos já perderam essa prática, esse hábito salutar da oração (1Ts 5.17).

Porque ainda que exortados pelo Senhor quanto à vida de santificação, separação do pecado e dedicação a Deus e seu Reino, alguns crentes se distanciam cada vez mais daquilo que se entende ser uma vida pautada na Palavra (1Ts 5.23).

Porque embora tendo o poder de Deus, presença do Espírito, e a Palavra de Deus à disposição de cada crente (At 1.8), têm-se atualmente uma geração de crentes em sua maioria fracos, débeis, distantes da graça imensurável de Deus, levados em volta por ventos de doutrinas estranhas, sem forças para permanecer de pé diante das adversidades existentes na vida.

Porque se vê desaparecer das reuniões e cultos das igrejas pentecostais os dons espirituais, e embora, convictos da atualidade dos mesmos, observa-se o conformismo de muitos com o que está acontecendo (1Co 14.12).

Porque há uma necessidade urgente da volta dos batismos com o Espírito Santo com a evidência inicial de falar em línguas estranhas como no princípio (At 2.1-4), além de renovação espiritual, nas reuniões da igreja. Já não se vê com tanta frequência essas manifestações sobrenaturais nas reuniões da igreja. O que é de se lastimar. Oh, Espírito Santo, volta a operar em nosso meio como no princípio!

Porque é necessário renovar na vida do povo de Deus a certeza da Bem-Aventurada Esperança, a volta de nosso Senhor Jesus Cristo, que, infelizmente, está arrefecendo-se de muitos corações. Muitas coisas estão levando os crentes a se distanciarem muito, dessa promessa gloriosa. Maranata! (Ap 22.20).

Porque é preciso manter acesa dentro de cada coração a chama do primeiro amor, muitos há que perderam o fervor espiritual gerado pelo primeiro amor (Rm 12.11). Os tais vivem vida espiritual tão morna que estão a ponto de serem vomitados pelo Senhor (Ap 3.16). A estes que perderam o primeiro amor e estão disposto a recomençar a recomendação bíblica é: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e pratica as primeiras obras...” (Ap 2.5).

Porque é preciso voltar à prática do evangelismo de poder, do testemunho eloquente e fervoroso, da mensagem que comunique paz e felicidade a alma carente. A mensagem do Cristo crucificado é a porta de escape para todo aquele que crê (Jo 3.16; Mc 16.15; 1Co 1.18,23).

Porque é preciso retornar à igreja do princípio, à pregação do princípio, quando se anunciava, pregava com ousadia que Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e breve voltará, e víamos muitas almas se renderem aos pés do Senhor, arrependidas de seus pecados.

Porque é preciso voltar à prática do louvor que transforma, quebranta corações, salva o pecador, liberta o oprimido e leva a igreja às alturas do genuíno e verdadeiro pentecoste, em glórias ao Senhor Jesus.

Porque a imoralidade sexual, o amor às honrarias e a cobiça por dinheiro é o que caracteriza os falsos mestres e muitos pregadores que assumem os nossos púlpitos para ministrarem heresias de perdição e, ainda são aplaudidos por alguns como homens de Deus (1Tm 4.1-5).

Porque o espírito predominante nestes últimos dias, nesta sociedade pós-moderna, relativista é a anarquia prometendo liberação das restrições justas (2Tm 4.2-5).

Porque os padrões morais imutáveis de Deus estão sendo trocados e ainda considerados antiquados e tidos como simples restrições legalistas à liberdade das pessoas e felicidade aos homens.

Concluo dizendo que buscar o Senhor prioritariamente é recomendação bíblica (Mt 6.33). Não fazê-lo é uma atitude de fraqueza e desobediência gritante, o que, certamente, levará o homem à desgraça total. Muitos, certamente, não sabem o perigo que estão incorrendo, deixando de buscar o Senhor com prioridade em suas vidas. A exortação do profeta é bastante atual. “Porque é tempo de buscar o Senhor, até que venha, e chova a justiça sobre vós”.

Que o Senhor nos ajude a manter aceso o desejo ardente de continuar buscando o Senhor, até que venha!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Porque tantos crentes murmuram?

Por Pr. Nonato Souza
Os males da murmuração no meio do povo de Deus

Fp 2.14; Nm 14.26-45

Murmurar significa soltar queixumes, lastimar em baixa voz, falar contra algo ou alguém. Pode-se murmurar contra líderes e liderados ou ainda qualquer pessoa, porém, em última instância, esse pecado é sempre cometido contra Deus (Êx 16.6,7).

O termo "murmuração" e seus derivados  ocorrem cerca de 40 vezes na Bíblia, em um total de 33 versículos, espalhados em cerca de 14 livros. É claro que o número de livros citados acima, compreendem apenas os que aparecem a palavra "murmuração e seus derivados, porém, o cometimento de tal pecado é detectado em toda a Bíblia, infelizmente.

Sobre as murmurações do povo de Deus, pode-se observar o seguinte no texto de Números 14.26-45 que nos serve como exemplo para que não caiamos no mesmo pecado (1Co 10.10). Meditaremos no texto citado acima, mas não deixe de ler os textos indicados para melhor entendimento.

Deus não suporta ver seu povo praticando o insidioso pecado da murmuração.
“Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim?” (v. 26a).

O versículo nos dar a entender que Deus já estava cansado de tolerar as murmurações da nação de Israel. Os males da murmuração revelam uma atitude de desobediência e rebeldia dos crentes, que cansa Deus a ponto de levá-lo a não suportar mais esse comportamento no meio do seu povo.

As murmurações praticadas pelo povo de Israel não era contra Moisés e Arão e sim contra Deus.
“Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim” (v. 26).

Quando se murmura contra os líderes que são representantes do povo de Deus, as tais murmurações na verdade são contra o próprio Deus. Aqueles que exercem funções de liderança na causa do Senhor devem está revestidos de auto-domínio e absoluta convicção da chamada de Deus, pois, certamente, virá o momento em que a língua dos murmuradores insaciáveis o alcançará

Todos quantos murmuraram contra Deus de vinte anos para cima morreram no deserto, exceto Josué e Calebe. Era o julgamento de Deus contra a prática insana desse pecado.
“Neste deserto cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por preza serão, meterei nela; e eles saberão da terra que vós desprezastes. Porém, quanto a vós, o vosso cadáver cairá neste deserto” (vs. 29-32).

Todos os israelitas de vinte anos para cima sucumbiriam no deserto por causa da rebelião cometida contra Deus. Exatamente os que deveria ser os conquistadores não entraram na terra da promessa e aqueles que poderia ser vítimas, foram os que a conquistaram. Prevalece sempre a vontade divina, enquanto que a pervertida vontade humana fracassará.

O pecado da murmuração é visto como infidelidade contra Deus. Infidelidade que os pais cometeram contra Deus.
“E vossos filhos pastorearão neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto” (v. 33).

O mau exemplo dos pais trás aos filhos efeitos negativos terríveis.

O pecado da murmuração é iniquidade que os filhos de Israel levariam sobre os seus ombros por quarenta anos. A iniquidade afasta o homem de Deus.
“Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e conhecereis o meu afastamento” (v. 34; Is 59.2).

Apesar do sofrimento dos filhos no deserto por um espaço de quarenta anos, foram eles que por misericórdia e graça de Deus, juntamente com Josué e Calebe, entraram na Terra Prometida, cumprindo, Deus, sua promessa feita a Abraão.

Os males da murmuração em que se envolveu a nação de Israel a levou a tornar-se uma “má congregação” que se levantou contra o Senhor.
“Eu, o Senhor, falei. E assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí falecerão” (v. 35).

Aquela congregação recebeu de Deus o devido julgamento: “neste deserto, se consumirão e aí falecerão.”

Os homens que foram escolhidos numa campanha para espiar a terra prometida, que eram, portanto líderes do povo levaram seus liderados ao pecado da murmuração.
“E os homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra, aqueles mesmos homens, que infamaram a terra, morreram de praga perante o Senhor” (vs. 36,37).

Levando o povo de Israel a pecar contra Deus, esses homens o descontentaram, levando-O a julgar todos com morte;

A murmuração é algo tão grave que o próprio povo reconheceu que havia se rebelado contra o Senhor.
“[...] porquanto havemos pecado” (v. 40).

Reconheceram, embora tarde demais terem pecado contra o Senhor. Tentaram desesperadamente reverter o curso dos acontecimentos, posto em andamento por eles. Novamente falharam desobedecendo a Moisés (vs. 41,42).

As murmurações e rebeldias do povo os desviaram do Senhor. Deus já não era com eles.
“Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante da vossa face, e caireis à espada; pois, porquanto vos desviastes do Senhor, o Senhor não será convosco” (v. 43).

Note que o Senhor certamente abandonará todos que o abandonarem. E todos que Dele se separarem, ficarão expostos a todos os tipos de aflições.

Queremos concluir com as palavra do apóstolo Paulo e sua boa recomendação acerca deste terrível pecado:
“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14).

O termo grego para murmuração (goggusmos), traz o sentido de espírito de descontentamento e teimosia, como o que caracterizou os israelitas no deserto (Nm 16; 1Co 10.10).
No deserto eles murmuravam contra Deus e contra Moisés. Devidos seus constantes murmúrios, Moisés os descreveu como “uma geração perversa e depravada” (Dt 32.5).
Quando estavam no Egito, murmuravam; saíram do Egito, continuaram a murmurar. Não tinham nada prá comer, murmuravam; Deus mandou o maná, continuaram murmurando. Murmuraram por 40 anos no deserto; chegaram na terra prometida, as murmurações continuaram.
A atual geração de crentes, à semelhança dos israelitas, vive a murmurar. Deus abençoa, mas estão sempre murmurando, acrescenta mais bênçãos ainda, as murmurações continuam. É algo terrível!

Concluo enfatizando que precisamos dar um basta na murmuração em nossa vida. Murmurando, certamente, estamos desagradando a Deus, causando transtorno à obra de Deus e atraindo condenação para nossa vida e nosso lar. Renovemos a nossa mente pela Palavra de Deus e experimentemos qual a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1). Abandone esse insidioso pecado e dê lugar em sua vida a palavras de gratidão a Deus (Cl 3.16,17). Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Assembleia de Deus continua crescendo no Brasil

Há quatro décadas a Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica do país

Desde os anos de 1970, a Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica do país, e continua crescendo. Segundo os números do Censo 2010 do IBGE, divulgados nesta manhã, há 12.314.410 assembleianos em todo o país. Em 2011, o IBGE já havia apresentado os dados sobre religião da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2009, que revelavam que o número de assembleianos no país já era de 11 milhões a apenas um ano do Censo 2010. Porém, com os dados do último Censo, esse crescimento pode ser melhor avaliado.

Os resultados mostram um crescimento de 48% em 10 anos. Em 2000, o número de assembleianos era de 8,4 milhões. Dez anos depois, houve um acréscimo de 3,9 milhões de novos membros. Um detalhe importante, porém, é que uma vez que esses dados não são um retrato do país hoje, mas apenas de dois anos atrás, isso significa que o número de assembleianos em 2012 é, sem dúvida, ainda maior.

Em junho de 2011, na edição histórica do jornal Mensageiro da Paz sobre o Centenário da Assembleia de Deus no Brasil, foi divulgado um levantamento do MP junto aos ministérios e Convenções das ADs filiadas à Convenção Geral das Assembleias de Deus o Brasil (CGADB), ramo maior e tronco histórico da denominação. Esse levantamento mostrava que o número total de membros dessas igrejas no país era de 7.374.891. Nesse número não havia congregados, mas apenas membros de fato, isto é, crentes batizados em águas e que estavam em comunhão com suas igrejas até março de 2011. Também não haviam sido computados, claro, os quase 100 mil novos membros que desceriam às águas batismais três meses depois, no histórico Batismo do Centenário, promovido pela CGADB em junho de 2011. Logo, considerando que o número de congregados das ADs pelo país filiadas à CGADB chega, em média, a 30% da frequência mensal em seus templos, o MP chegou ano passado ao número de 9,5 milhões de assembleianos ligados à CGADB até março de 2011.

Como o MP conta apenas com os dados concretos das ADs filiadas ao ramo maior da denominação (a CGADB), não tendo acesso a dados precisos das ADs independentes e das filiadas à Convenção Nacional das ADs do Ministério de Madureira (Conamad), não havia como precisar o número total de assembleianos no Brasil em 2011, mas já dava para ter uma ideia. Acrescentando aos dados concretos sobre a CGADB algumas estimativas e projeções sobre a quantidade de assembleianos dos ramos menores da denominação, podia-se afirmar que os assembleianos no Brasil já seriam mais de 13 milhões na época do Centenário. Lembrando mais uma vez que só o Batismo de Centenário, promovido em junho do ano passado pela CGADB, levou às águas batismais quase 100 mil novos crentes.

Em entrevista ao site da revista Veja sobre os dados do Censo 2010 sobre a religião no país, Cesar Romero Jacob, cientista político da PUC-RJ, afirma que “a preservação da família é um dos motivos que serve para explicar o crescimento da Assembleia de Deus no país. De acordo com o Censo de 2010, ela é o maior segmento evangélico, com 12 milhões de fiéis, e o segundo maior do Brasil, atrás da Igreja Católica. Em comparação com a igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, que perdeu 228 mil fiéis nos últimos 10 anos e hoje tem 1,8 milhão de arrebanhados, a Assembleia de Deus prega valores morais mais rígidos. Nos anos 90, época de expansão da favelização, a mãe não queria a desestruturação da sua família, o que a Assembleia não deixa. A proibição, por exemplo, de bebidas alcoólicas e de roupas femininas mais insinuantes. A favelização e a ocupação das periferias são resultado da migração dos anos 80 e 90, que deixou de ser motivada pela possibilidade de ascensão social e passou a acontecer pela expulsão das pessoas do campo, em sua maioria pobres. As correntes pentecostais acompanharam esses deslocamentos e, ainda na década de 90, entraram maciçamente na política”.

Jacob diz ainda que “a política se tornou um instrumento de crescimento da própria igreja pentecostal ou do pastor. É uma população com baixa renda e escolaridade. Entre pessoas independentes economicamente e bem formadas fica mais difícil o voto de cabresto”. Só que, como ressalta o site da revista Veja, a pesquisa do Censo revela ainda que “apesar de os pentecostais crescerem na população pobre e de baixa renda, na última década se fez presente também na nova classe média”.

Com certeza, fatores sociais explicam muito desse crescimento, mas não são as únicas explicações. Sabemos que parte desse crescimento se deve também ao fervor evangelístico da denominação, que tanto caracterizou a Assembleia de Deus em seus 101 anos de história. E que ela continue assim, com esse mesmo ímpeto evangelístico, mas sem negociar os seus valores – tentação pela qual passam normalmente algumas igrejas em busca de crescimento rápido. Se há igrejas que não têm observado mais isso, seu crescimento terá sido mais inchaço do que qualquer outra coisa. Terá sido quantidade sem qualidade. E, como sabemos, quantidade é importante, mas quando acompanhada com qualidade.


Fonte: cpadnews

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Evangelização, a urgência de uma tarefa

Por Rev. Hernandes Dias Lopes
Jesus concluiu sua obra na cruz. Triunfou sobre o diabo e suas hostes e levou sobre si os nossos pecados. Agora, comissiona sua igreja a levar essa mensagem ao mundo inteiro. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a toda criatura, em todo o mundo. Três verdades devem ser destacadas sobre a evangelização.

1. A evangelização é ordem de Deus. 

O mesmo Deus que nos alcançou com a salvação, comissiona-nos a proclamar a salvação pela graça mediante a fé em Cristo. Todo alcançado é um enviado. Deus nos salvou do mundo e nos envia de volta ao mundo, como embaixadores do seu reino. Jesus disse para seus discípulos que assim como o Pai o havia enviado, também os enviava ao mundo. Isso fala tanto de estratégia como de ação. Jesus não trovejou do céu palavras de salvação; ele desceu até nós. A Palavra se fez carne; o Verbo de Deus vestiu pele humana. A evangelização não é uma tarefa centrípeta, para dentro; mas centrífuga, para fora. Não são os pecadores que vêm à igreja, mas é a igreja que vai aos pecadores. Deus tirou a igreja do mundo (no sentido ético) e a enviou de volta ao mundo (no sentido geográfico). Não podemos nos esconder, confortavelmente, dentro dos nossos templos. Precisamos sair e ir lá fora, onde os pecadores estão. Jesus, antes de voltar ao céu e derramar seu Espírito, deu a grande comissão aos seus discípulos. Essa grande comissão está registrada nos quatro evangelhos e também no livro de Atos. Não evangelizar é um pecado de negligência e omissão. Na verdade, é uma conspiração contra uma ordem expressa de Deus.

2. A evangelização é tarefa da igreja. 

Nenhuma outra entidade na terra tem competência e autoridade para evangelizar, exceto a igreja. A igreja é o método de Deus. Não podemos nos calar nem nos omitir. Se o ímpio morrer na sua impiedade, sem ouvir o evangelho, Deus vai requer de nós, o sangue desse ímpio. Em 1963, quando John Kennedy foi assassinado em Dalas, no Texas, em doze horas, a metade do mundo ficou sabendo de sua morte. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz, pelos nossos pecados, há dois mil anos e, ainda, quase a metade do mundo, não sabe dessa boa notícia. O que nos falta não é comissionamento, mas obediência. O que nos falta não é conhecimento, mas paixão. O que nos falta não é método, mas disposição. Encontramos o Messias, e não temos anunciado isso às outras pessoas. Encontramos o Caminho e não temos avisado isso aos perdidos. Encontramos o Salvador e não proclamamos isso aos pecadores. Encontramos a vida eterna e não temos espalhado essa maior notícia aos que estão mortos em seus delitos e pecados. Precisamos erguer nossos olhos e ver os campos brancos para a ceifa. Precisamos ter visão, paixão e compromisso. Precisamos investir recursos, talentos e a nossa própria vida nessa causa de consequências eternas.

3. A evangelização é uma necessidade do mundo. 

O evangelho de Cristo é o único remédio para a doença do homem. O pecado é uma doença mortal. O pecado é pior do que a pobreza. É mais grave do que o sofrimento. É mais dramático do que a própria morte. Esses males todos, embora sejam tão devastadores, não podem afastar o homem de Deus. Mas, o pecado afasta o homem de Deus no tempo, na história e na eternidade. Não há esperança para o mundo fora do evangelho. Não há salvação para o homem fora de Jesus. As religiões se multiplicam, mas a religião não pode levar o homem a Deus. As filosofias humanas discutem as questões da vida, mas não têm respostas que satisfazem a alma. As psicologias humanas levam o homem à introspecção, mas nas recâmaras da alma humana não há uma fresta de luz para a eternidade. O mundo precisa de Cristo; precisa do evangelho. Chegou a hora da igreja se levantar, no poder do Espírito Santo e proclamar que Cristo é o Pão do céu para os famintos, a Água viva para os sedentos e a verdadeira Paz para os aflitos. Jesus é o Salvador do mundo!

Fonte: hernandesdiaslopes