terça-feira, 27 de março de 2012

A importância do culto a Deus

Por Pr. Nonato Souza
O culto Pode ser definido como a manifestação espontânea de adoração do homem para com o seu Deus. Pode ser entendido como buscar alimento espiritual objetivando saciar a alma faminta do amor de Deus.

Automaticamente, a palavra “culto” está relacionada à ideia de louvar, adorar, render ações de graças. No culto cristão, nos reunimos com o propósito de tributar ao nosso Deus graças, honras e glórias, pelas bênçãos recebidas.
O culto foi um elemento sempre presente na vida do povo de Deus. Observa-se que mesmo não havendo uma palavra especial no Antigo Testamento para culto, através deste era transmitido ao povo as tradições e a fé.

No Novo Testamento encontramos dentre outros, dois termos gregos que nos revela a importância do culto e da adoração. Latreia – Substantivo grego, usado nas diversas situações de um trabalho ou serviço assalariado. Posteriormente foi incorporado à prática cristã de cultuar, prestar serviço a Deus, adorá-lo (Mt 4.10; Rm 12.1). Proskunein (pros, “para”, e kuneo, “beijar”) – O termo trás o sentido de alguém que se curva, tanto para homenagear homens importantes (Gn 27.29; 37.7-10; 1Sm 25.23) como para adorar a Deus (At 10.15-26; AP 19.10; 22.8-9).

Observa-se que esses termos gregos utilizados para conceituar culto no Novo Testamento, permanecem tendo o mesmo objetivo apresentado no Antigo, levar o homem a uma vida de relacionamento e comunhão com Deus, oferecendo-lhe louvor, adoração em suas mais diversas formas.

Preocupada com o lugar onde se deve adorar a Deus, a mulher samaritana interrogou Jesus acerca do melhor lugar ao que Jesus lhe respondeu: “Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4.21,23). Muitos estão na atualidade presos a lugares, formas, tradições, etc, Deus, todavia, não está limitado a lugares nem circunstâncias, Ele pode ser cultuado em todos os lugares. Estejamos, pois, conscientes de que para nós cristãos, somente o Deus Triúno, Pai, Filho e Espírito Santo é digno de receber honra, louvor, reverência e adoração.

No culto, a adoração é elemento de primeira grandeza na liturgia cristã. A verdadeira adoração é aquela que se oferece a Deus pelo Espírito. Jesus enfatizou sobre a importância da verdadeira adoração em contraste ao culto morto dos judeus que envolvia apenas sacrifícios e ritos tradicionais dos homens. Pode crê que existem formas de cultos que em vez de agradar a Deus, o desagrada, entristecendo-o: “as vossas solenidades, a minha alma aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer” (Is 1.14).

O texto de Isaias 1.10-17, nos mostra, a queixa de Deus contra seu povo, pelo fato de, vivendo em total e contínua desobediência, continuar a lhe oferecer sacrifícios e ofertas, cultuando como se tudo tivesse normal. Para Deus, isto era um ato abominável (v.13), pois não podia “suportar a iniquidade associada ao ajuntamento solene”.

Esta atitude do povo já se tornara corriqueira, banal. Vinha à presença de Deus, cultuava, mas não havia mudança de vida. Com uma vida cheia de pecados e sem arrependimento se apresentava diante de Deus, apenas para cumprir rituais. Deus se cansou disto. O que eles praticavam na verdade era culto, mas era um culto hipócrita, causado apenas pelo apego à mera formalidade, aos ritos, sem nenhuma adoração ou atitude interior. Exteriormente tudo parecia perfeitamente correto, interiormente, porém, as ações litúrgicas não eram de um coração agradecido.

O Senhor os condenou por tal atitude. “Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído” (Is 29.13).

Entende-se que, o que havia nos lábios, estava certo, mas as motivações do coração eram erradas. Era um culto formado por atos mecânicos, invenções humanas, nada tinha com a vontade de Deus. Levando o povo a se desviar do Senhor e consequentemente do verdadeiro culto a Deus.

Com tristeza, digo que em algumas igrejas, este é o tipo de culto que temos. Um culto que desonra a Deus, por não demonstrar amá-lo, de todo coração, de toda alma, com todas as forças e com entendimento (Lc 10.27).

Precisamos cultuar a Deus em nossos cultos. No culto cristão nos reunimos com o propósito de tributar ao nosso Deus graças, honras e glórias. Às vezes me preocupo com o que acontece nas poucas horas de culto que temos, principalmente no quesito reverência. Esse é um tema falado constantemente no texto sagrado. Observemos: “E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa” (Ex 3.5). “Então, disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim” (Js 5.15). “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal” (Ec 5.1). “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre” (Sl 93.5).

No pequeno espaço de tempo em que ocorre o culto, se observa alguns comportamentos que nos causa estranheza. Obreiros conversando de forma distraída na tribuna, alguns crentes andando pra lá e pra cá, constantes entrega de bilhetes, conversas paralelas, no meio do povo, inquietação, uma verdadeira irreverência! Isto que acontece, acaba trazendo esfriamento espiritual e inibindo a ação do Espírito no andamento do culto. Entendo que cabe ao pastor da igreja fiscalizar e tentar manter a ordem, solicitando aos diáconos que reprimam de forma enérgica tais comportamentos. Uma igreja bem instruída com regularidade pelo seu pastor acerca de tão importante assunto alcançará o devido progresso espiritual tão necessário além de mostrar a devida reverência e ordem no culto.

Outra dificuldade que encontramos está na condução do culto. Aqui temos vários problemas. Sabe-se que o sucesso do culto depende muito da maneira como é conduzido. Se for conduzido na sábia direção do Espírito do Senhor, veremos a graça abundante de Deus fluindo entre os santos, porém se for conduzido da forma como costumeiramente se observa em algumas congregações, estejamos certos de que ao termino do mesmo, teremos crentes que vieram com o objetivo de saciar a fome permanecerem famintos ainda, os sedentos mais sedentos, os enfermos mais enfermos e os mortos espirituais sem nenhuma esperança de reviverem. Uma verdadeira tristeza!

Em muitas igrejas o que se observa é uma história de verdadeiro fracasso na condução do culto. Uma quantidade inumerável de pessoas que estão abandonando os nossos cultos para irem a outras igrejas onde há uma visão diferenciada na condução do culto divino ou muitas vezes, simplesmente, para ficarem em casa. É triste quando o culto se torna sem objetivo, quando o povo não é levado á verdadeira adoração, trazendo enfado, cansaço, e tristeza aos que dele participam, gerando inquietação aos que residem a certa distância da igreja, tendo que pegar transporte, que em certa altura da noite se torna difícil, trazendo apreensão no que concerne à segurança das nossas cidades. Esse é um assunto que deve ser analisado por aqueles que têm a responsabilidade com a condução do culto sagrado.

Entendo que já me alonguei demais no assunto, mas, não poderia deixar de comentar ainda sobre o louvor e a pregação da Palavra, como partes importantes do culto divino.

Sobre o louvor, sabe-se que se não houver equilíbrio, o culto pode ser prejudicado no seu conteúdo. Todos os louvores entoados no culto deveriam convergir para a mensagem, com objetivo de preparar os corações para receber a Palavra de Deus.

Os músicos, ao participarem de um culto, devem chegar cedo, preparar o seu equipamento, seja instrumentista ou cantor, e manter durante o culto uma conduta exemplar, não conversando, não executando o seu instrumento (muito o fazem até quando a igreja está de joelhos orando, quando eles deveriam também estar orando, numa atitude de verdadeira irreverência e irresponsabilidade com o culto divino), no momento da mensagem ou qualquer outro momento impróprio.

A música “é a arte de manifestar os diversos sentimentos da alma, através do som”. Através da música conseguimos exteriorizar os nossos sentimentos de louvor e gratidão ao Deus Eterno. Se em nossos cultos não tivéssemos cânticos de louvores ao Senhor, como não seriam as nossas reuniões? Certamente, estaria recheada de tristeza. Não temos dúvida da importância do louvor na Igreja. Este traz ao culto uma atmosfera espiritual na vida daqueles que dele participam.

Todo cuidado é preciso, pois muito da música que é cantada na igreja não é espiritual, não fala ao coração, não edifica a igreja, nem nos leva à verdadeira adoração a Deus, e muitas estão recheadas de heresias. A música é de muita importância no culto, mas esta não é barulho irreverente e desconexo muito menos ato de irresponsabilidade para satisfazer os extintos daqueles que nada querem com o verdadeiro louvor e adoração a Deus. Devemos buscar o verdadeiro louvor para termos cultos espirituais e verdadeiros, que agrada o coração de Deus cuja manifestação será real em nosso meio.

Finalmente a pregação da palavra de Deus que tem papel fundamental no culto cristão. Paulo diz ser pela loucura da pregação, que Deus salva aqueles que creem (1Co 1.21). Esse é um momento importante quando Deus fala ao coração do pecador impenitente para a salvação através da sua Palavra. Consideremos alguns cuidados neste assunto.

Tendo o pregador conhecimento que assumirá o púlpito sagrado para ministrar a santa Palavra de Deus, deve orar meditar na Palavra, pois sobre si pesa a grande responsabilidade de transmitir verdades divinas ao povo.

O pregador inteligente que teme ao Senhor, jamais fará, sabendo de defeitos, problemas pessoais e outros, sua exposição da Palavra endereçando-a diretamente a tais pessoas presentes no santuário, pois tal comportamento trará certamente, mais prejuízo que sucesso. Deve o mesmo expor a Palavra voltada para todos que ali se encontram, objetivando edificar, exortar e consolar.
Há os pregadores que se portam de maneira inconveniente, utilizando o púlpito sagrado para contar suas piadas, falar gírias, contar mentiras, desabafar, investir contra aqueles que discordam de suas ideias, trazendo tristeza e constrangimento aos que lhe ouvem. Ora, não precisamos de tais expedientes. Deus fala ao seu povo, porém, não usa de tais expedientes. Que Deus nos guarde!

Cuidado com o tempo do sermão, pregador! Dê ao mesmo inicio meio e fim. Veja que tanto a introdução, que necessariamente não precisa ser demorada, como o corpo do sermão deve está comedido com o tempo que se dispõe. Não se esqueça de fazer conclusão. O cuidado com o tempo é necessário. Há os que se tornam prolixos causando exaustão aos ouvintes. Nos cultos evangelísticos, naturalmente o tempo de exposição deve ser menor, para reuniões de estudos o tempo deve ser maior, mas não ultrapasse os limites da paciência dos participantes.

Quanto aos que participam do culto, tome parte na pregação, acompanhe a mensagem atentamente glorificando a Deus. Se, estamos na igreja, não é para sermos meros expectadores ou assistentes, estamos ali para participar do culto.

No demais, não devemos extinguir a manifestação do Espírito, pois um culto sem a presença do Espírito se torna pobre e morto à semelhança daqueles corpos inertes da visão do profeta Ezequiel: “... os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso... vieram nervos sobre ele, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito” (Ez 37.7,8). Não havia nenhuma razão de ser em tudo aquilo. Eram corpos, mas não tinham vida. Os nossos cultos precisam de vida, vida de Deus, sopro do Espírito! Que Deus tenha misericórdia de nós!

terça-feira, 20 de março de 2012

7 Razões porque os evangélicos abandonaram as Escrituras

Por Renato Vargens
Parte da igreja evangélica brasileira encontra-se mergulhada nas mais incongruentes distorções teológicas. Basta olharmos para os nossos arraiais que percebemos a complicada situação vivenciada por aqueles que se dizem cristãos. De certa forma acredito isso se deva ao fato de termos abandonado as Escrituras.

É claro que a relativização da Bíblia não se deu de uma hora para outra. Na verdade, ouso afirmar que o abandono das Escrituras Sagradas se deu paulatinamente, proporcionando a longo prazo a miscigenação do evangelho.

Isto, posto, gostaria de elencar algumas razões porque os evangélicos abandonaram as Escrituras.

1- A preguiça dos pastores. Lamentavelmente existem inúmeros pastores preguiçosos que não se esmeram na preparação de suas mensagens. Na verdade, poucos são aqueles que dedicam horas a fio preparando sermões relevantes e desafiadores. A falta de pregações deste nipe, tem contribuído para o surgimento de uma igreja "burrificada".

2- O pragmatismo religioso. Muitos pastores trocaram a exposição das Escrituras pela psicologia e auto-ajuda. Para estes, o que importa é objetividade, além é claro, de respostas rápidas e satisfatórias ao cliente.

3- O abandono da Escola Bíblica Dominical. Não precisa ser profeta para afirmar que do jeito que as coisas andam em curto espaço de tempo, a Escola Bíblica Dominical deixará de existir em boa parte das Igrejas. Na verdade, ouso afirmar, que a EBD encontra-se em estado de metástase, e que o desprezo por parte da Igreja tem contribuído com o aumento da ignorância bíblica.

4- A Sacralização da Música. Infelizmente boa parte dos cristãos consideram a música mais importante que a pregação da Palavra. Os louvores ministrados em nossas assembleias estão repletos de erros grotescos e desvios teológicos, onde através de estapafúrdias canções, brincamos de adoração. Pois é, tenho a impressão que o chamado movimento gospel criou através de sua liturgia um novo sacramento, denominado louvor. Para estes, ainda que inconscientemente a adoração com música transformou-se num meio de graça, onde mediante canções distorcidas teologicamente, os crentes são levados a um estado de catarse.

5- A difamação da teologia. Volta e meia ouço alguns pastores dizendo que é bobagem estudar sistematicamente as Escrituras. Para estes a letra mata e a teologia enterra. Nesta perspectiva, recriminam todos aqueles que desejam aprofundar-se no estudo teológico. Há pouco visitei uma igreja onde o pastor presidente se orgulhava em dizer que nenhum dos seus pastores estudaram teologia. Ele teve a coragem de dizer publicamente que parte da sua equipe não sabia ler direito e que isso era muito bom, simplesmente pelo fato, de que estes poderiam com mais facilidade ser usados pelo Espírito Santo.

6- A mistificação da fé. Cada vez mais tenho percebido que parte dos evangélicos estão vivendo um estranho tipo de evangelho. O sensacionalismo bem como o emocionalismo catársico, fruto do chamado retété de Jeová tem ditado em nome do Espírito Santo comportamentos absolutamente contrários aos ensinos bíblicos. Em nome da experiência, doutrinas e práticas litúrgicas das mais estapafúrdias tem se multiplicado em nossos arraiais. "Sapatinho de fogo, unção do cajado, do galo que profetiza”, entre tantas outras obtiveram primazia entre os evangélicos.

7- O sensitismo experimental. Há pouco ouvi um irmão querido dizendo: A Bíblia pode não aprovar este assunto, todavia, o Espírito Santo me dá paz em crer diferentemente das Escrituras. Pois é, pra alguns aquilo que se sente é mais importante do que aquilo que a Bíblia diz.

Prezado leitor, a o contrário de muitos, não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Soli Deo Gloria.

Fonte: renatovargens

A morte de uma igreja

Por Rev. Hernandes Dias Lopes
As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?

1. A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia e a morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações histórias capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.

2. A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.

3. A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.

4. A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.

5. A morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?

Fonte: hernandesdiaslopes

sexta-feira, 16 de março de 2012

Pregando a Cristo

R. C. Sproul
R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia. É ministro presbiteriano, pastor da Igreja St. Andrews Chapel, na Florida; fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências; autor de dezenas de livros, vários deles publicados em português; possui um programa de rádio chamado: Renove sua Mente, o qual é transmitido para uma grande audiência nos EUA e para mais de 60 outros países; Suas graduações incluem passagem pelas seguintes universidades e centros de estudos teológicos: Westminster College, Pennsylvania, Pittsburgh Theological Seminary, Universidade livre de Amsterdã e Whitefield Theological Seminary. É casado com Vesta Ann e o casal tem dois filhos, já adultos.

A igreja do século XXI enfrenta muitas crises. Uma das mais sérias é a crise de pregação. Filosofias de pregação amplamente diversas competem por aceitação no clero contemporâneo. Alguns veem o sermão como um discurso informal; outros, como um estímulo para saúde psicológica; outros, como um comentário sobre política contemporânea. Mas alguns ainda veem a exposição da Escritura Sagrada como um ingrediente necessário ao ofício de pregar.

À luz desses pontos de vista, sempre é proveitoso ir ao Novo Testamento para procurar ou determinar o método e a mensagem da pregação apostólica apresentados no relato bíblico.

Em primeira instância, temos de distinguir entre dois tipos de pregação. A primeira tem sido chamada kerygma; a segunda,didache. Esta distinção se refere à diferença entre proclamação (kerygma) e ensino ou instrução (didache).

Parece que a estratégia da igreja apostólica era ganhar convertidos por meio da proclamação do evangelho. Uma vez que as pessoas respondiam ao evangelho, eram batizadas e recebidas na igreja visível. Elas se colocavam sob uma exposição regular e sistemática do ensino do apóstolos, por meio de pregação regular (homilias) e em grupos específicos de instrução catequética.

Na evangelização inicial da comunidade gentílica, os apóstolos não entraram em grandes detalhes sobre a história redentora no Antigo Testamento. Tal conhecimento era pressuposto entre os ouvintes judeus, mas não era argumentado entre os gentios. No entanto, mesmo para os ouvintes judeus, a ênfase central da pregação evangelística estava no anúncio de que o Messias já viera e inaugurara o reino de Deus.

Se tomássemos tempo para examinar os sermões dos apóstolos registrados no livro de Atos dos Apóstolos, veríamos neles uma estrutura comum e familiar. Nesta análise, podemos discernir a kerygma apostólica, a proclamação básica do evangelho. Nesta kerygma, o foco da pregação era a pessoa e a obra de Jesus. O próprio evangelho era chamado o evangelho de Jesus Cristo. O evangelho é sobre Jesus. Envolve a proclamação e a declaração do que Cristo realizou em sua vida, em sua morte e em sua ressurreição. Depois de serem pregados os detalhes da morte, da ressurreição e da ascensão de Jesus para a direita do Pai, os apóstolos chamavam as pessoas a se convertem a Cristo – a se arrependerem de seus pecados e receberem a Cristo, pela fé.

Quando procuramos inferir destes exemplos como a igreja apostólica realizou a evangelização, temos de perguntar: o que é apropriado para transferirmos os princípios da pregação apostólica para a igreja contemporânea? Algumas igrejas acreditam que é imprescindível o pastor pregar o evangelho ou comunicar a kerygma em todo sermão que ele pregar. Essa opinião vê a ênfase da pregação no domingo de manhã como uma ênfase de evangelização, de proclamação do evangelho. Hoje, muitos pregadores dizem que estão pregando o evangelho com regularidade, quando em alguns casos nunca pregaram o evangelho, de modo algum. O que eles chamam de evangelho não é a mensagem a respeito da pessoa e da obra de Cristo e de como sua obra consumada e seus benefícios podem ser apropriados pela pessoa, por meio da fé. Em vez disso, o evangelho de Cristo é substituído por promessas terapêuticas de uma vida de propósitos ou de ter realização pessoal por vir a Cristo. Em mensagens como essas, o foco está em nós, e não em Jesus.

Por outro lado, examinando o padrão de adoração da igreja primitiva, vemos que a assembleia semanal dos santos envolvia reunirem-se para adoração, comunhão, oração, celebração da Ceia do Senhor e dedicação ao ensino dos apóstolos. Se estivéssemos lá, veríamos que a pregação apostólica abrangia toda a história redentora e os principais assuntos da revelação divina, não se restringindo apenas à kerygma evangelística.

Portanto, a kerygma é a proclamação essencial da vida, morte, ressurreição, ascensão e governo de Jesus Cristo, bem como uma chamada à conversão e ao arrependimento. É esta kerygma que o Novo Testamento indica ser o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16). Não pode haver nenhum substituto aceitável para ela. Quando a igreja perde sua kerygma, ela perde sua identidade.


Traduzido por: Francisco Wellington Ferreira
Copyright © R. C. Sproul / Tabletalk Magazine
Copyright © Editora Fiel 2012

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Fonte: editorafiel

sábado, 10 de março de 2012

A Ratoeira do Voto Ideológico Político-Partidário

Nobre amigo Wallace, quero parabenizá-lo pelo texto bastante esclarecedor e que já há algum tempo vem me deixando com os cabelos em pé. Essa é na verdade uma situação crítica para todos nós que professamos um cristianismo responsável. O que se desenha na atual política nacional para nós cristãos, é no mínimo uma situação complicada. O texto “A ratoeira do voto ideológico político-partidário” é muitíssimo oportuno, esclarecedor e necessário. Aos leitores do blog Semeando Boas Novas, lhes recomendo que aproveitem a riqueza do texto que escreveu Wallace em seu excelente Blog Desafiando Limites, as muitas e ricas informações sobre o que está acontecendo na política nacional e alguns e terríveis  malefícios trazido pela mesma aos que tem compromisso com as verdades do Evangelho de Cristo. Vamos à leitura do texto. Por favor não se enfade, o texto é realmente longo, mas é prazeroso de ler, se esforce, var até o fim.

A urna do voto ideológico em ação

A Ratoeira do Voto Ideológico Político-Partidário

Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãssutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; (ênfases acrescidas, verso ilustrativo)

Uma Breve Introdução e Alerta: o texto é enorme (risos)

O Brasil, como nação democrática, ainda engatinha, seja pelo extenso período sob o domínio da Coroa Portuguesa, seja pela saída recente do período da Ditadura Militar que, na opinião de muitos, manchou a história brasileira. Como eu era muito criança para compreender esse período, não vou emitir juízo de valor sobre essa época complexa.
Além do mais, também desconheço toda a história, inclusive bastidores, contexto histórico-cultural, etc. Mas, o que posso dizer é que minhas lembranças de infância não corroborem essa visão de “período de chumbo“. Claro, tenho ciência de que, aos olhos infantis, nem tudo é realmente aquilo que aparenta ser.
Agora, uma coisa que me causa certa estranheza é ver que aqueles que condenam de forma tão veemente a ditadura militar muitas vezes agem da mesma maneira, ou até pior. Tomemos como exemplo o plebiscito do desarmamento (na verdade, referendo. Valeu, Valmir!), que foi rechaçado por 2/3 da população (66%). Mas, mesmo diante de derrota tão fragorosa, o governo não se dá por satisfeito (ou vencido, vai saber). E, a qualquer pretexto, traz o assunto à tona, como foi o caso da tragédia de Realengo.
O então Ministro da Educação, Fernando Haddad (aquele do problENEM e que queria aprovar o kit gay a fórceps
virtual
pré-candidato à prefeitura de São Paulo) foi todo serelepe botar a culpa da tragédia na população armada, como se odesarmamento da população resolvesse o problema da violência urbana com uma simples canetada. Ora, se o intuito é resolver, de verdade, o problema da violência nas grandes cidades (São Paulo, alô), que apresentem propostas decentes e eficazes, e não esse blá-blá-blá nauseabundo.
E onde se encaixa o desarmamento dentro dessa ratoeira? É o que tentaremos demonstrar a seguir.

A Verdade Oculta sobre o Voto Partidário

Como todos os meus 
raros
 leitores do blog sabem, estive na 14ª VINACC, em Campina Grande/PB, e nela assisti uma palestra do prof. Uziel Santana, autor do livro “Um cristão do Direito num país torto“.
professor uziel
O livro, apesar de se utilizar de linguagem jurídica técnica, até mesmo recorrendo a expressões em latim (veja bem: “eu não sou cachorro não”… risos), é bem escrito e de fácil compreensão. Aliás, eu recomendo a todos os cristãos que militam ou, de alguma forma, têm algum tipo de relacionamento na área jurídica que o adquiram, pois vale a pena.
Voltando: Em sua palestra, o prof. Uziel fez menção a um texto seu de 2010, publicado no livro, intitulado “ELEIÇÕES 2010 e uma verdade oculta“, no qual discorre sobre as implicações da Resolução TSE 22.733/2008, que trata da (in)Fidelidade Partidária.
Abro parêntesis: não é irônico, e até seria cômico se não fosse trágico, que uma decisão sobre a fidelidade dos parlamentares brasileiros (que, pra ser sincero, eu nem sabia que existia ou que forma tinha) seja capaz de tornar a política nacional pior do que já é, para nós cristãos? Fecho parêntesis.
Pois bem, o que me chamou a atenção foi ele dizer, em alto e bom som (pois o microfone estava bem modulado… risos) que, a partir da citada resolução do TSE, a forma como votamos não mudou, mas a sistemática da eleição sim. Viajou? Pois é… eu também. Mas, o que mudou mesmo?
Mudou que, agora, não votamos mais em candidatos, mas sim em partidos. Como assim, Bial? Talvez os mais 
velhos
experientes se lembrem do voto de legenda, que é aquele onde se escolhe apenas o partido, sem importar qual candidato, o que é, EMHO, em última análise, um atentado à democracia representativa.
Nas próprias palavras do autor (colei descaradamente… risos):
“… tal resolução ter instituído o antidemocrático fenômeno da despersonalização e ideologização do voto, de tal modo que, a partir disso, nosso direito de escolher pessoas pelo seu caráter, moral, valores e conduta, quedou juridicamente derrogado”, (p. 313)
O autor traz à tona uma constatação interessante, de que estamos vivendo, no Brasil, um processo de judicialização do poder constituinte originário. O que seria isso? Em outras palavras, é o poder judiciário legislando. E é muito, mas muito fácil de entender isso: se o casamento homossexual não passa no Congresso, por falta de consenso, a via jurídica é acionada e, com o aval de uma decisão judicial, fica sancionada a prática. Mesmo sem base legal ou constitucional que a suporte. A justificativa? A omissão do legislador. Foi assim também com a questão da adoção de crianças por duplas homossexuais, lembra?
Pergunto: houve omissão ou falta de consenso entre os parlamentares para legislarem sobre tal prática? E se agora todaomissão de fato (quando ainda não existe consenso decisório sobre o tema) for considerada como se fosse omissão de direito (quando não existe sequer discussão sobre o tema), aonde vamos chegar?
Break: Onde estão, agora, os críticos que criticavam e denunciavam o Executivo quando esse praticamente governava o país na base de medidas provisórias?
Ora, se é para decidir as coisas com base em decisão judicial quando inexiste lei, vamos banir o concurso público para juiz e estabelecer eleição para o cargo! Vamos, também, demitir os atuais juízes que “apenas” julgam e não “legislam” do alto de suas togas…Bem, nem vou dizer que também poderíamos fechar o Congresso e expulsar os políticos, vai que a moda pega !
Entenda: juiz não legisla, NÃO LE-GIS-LA, ora bolas! Será que é muito complicado entender isso? Vamos, então, reeditar oPoder Moderador dos tempos do Império? Aos aficcionados em quadrinhos, questiono o fato no melhor estilo “Who watches the watchmen“, traduzindo como “Quem vigia os vigilantes“?
watchmen
Quem vigia os vigilantes?
Sr. juiz (ou aspirante a) que estiver lendo meu artigo: o sr. quer legislar? Então se candidate, concorra às eleições (mas, não compre votos) e submeta suas ideias ao processo democrático. Se o sr. for aprovado no teste das urnas, então vamos ver se suas ideias subsistem no plenário que, mesmo com todas as mazelas existentes, ainda é o que mais se aproxima de uma representação democrática da vontade popular. Simples assim.
Hoje, a despeito de uma classe não ter apoio normativo (leis que tratam expressamente do assunto) para sua causa, se a sociedade e o Poder Judiciário estiverem sensíveis e abertos ao tema, a dificuldade (ausência de legislação) é perfeitamente possível de ser contornada utilizando-se da via jurídica. Quer outro exemplo? Juízes autorizam aborto de feto anencéfalo ANTES de o STF decidir a questão.
Isso não seria passar por cima das leis, mesmo daquelas que ainda não existem? Isso não representa, questiono, uma subversão do processo democrático e uma usurpação, pelo Judiciário, do poder legislador? Agora, minha crítica aos legisladores: por que Vossas Incoerências não se posicionam logo sobre vários temas sensíveis, e permitem essa balbúrdia? Falta de tempo? Para aprovar aumento no miserável salário que vocês ganham, logo acham um tempinho e são bem ligeirinhos ?

Implicações Práticas da Resolução do TSE

É bastante provável que você não tenha entendido lhufas dessa coisa toda de votar em partido e não mais em candidato após a resolução do TSE, acertei? Ok, mas não se 
deprima
 desespere, porque eu também não consegui entender de primeira. Não fosse o prof. Uziel ter 
desenhado
 explicado para mim, ainda estaria eu boiando feito cortiça na lagoa.
Então, para auxiliá-lo nesse entendimento vamos desenhar, digo ilustrar (risos) o assunto, pois, como dizia um professor meu de Física, “a teoria, na prática, é outra“.
Novamente, tomo por empréstimo as palavras do prof. Uziel, 
copiadas
 extraídas de seu livro:
“… tal sistematização jurídico-normativa [...] implica numa obrigatória tomada de consciência do eleitor de que, se o mandato eletivo pertence ao partido e coligação e não ao ‘seu’ candidato preferido, isso significa que, ao votar, ele deve tomar em consideração as ideologias programáticas do partido e coligação a que estão vinculados os seus candidatos”, p. 317
Ainda não entendeu? Eu explico. Ou melhor, o prof. Uziel explica (risos):
“… digamos que sou eleitor, com valores cristãos, defendo a vida, sou contra o aborto, defendo a família, sou contra o ‘casamento’ homossexual, sou a favor da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão, da liberdade culto (e etc.), então, identifico um candidato que tem este mesmo perfil ideológico e resolvo, assim, votar nele.
Uma vez eleito, quando o ‘meu’ político preferido [de acordo com minhas preferências pessoais -comentário meu] começa a exercer o seu mandato eletivo, o partido ou coligação, ao qual ele está programaticamente vinculado, determina, que, nos aludidos temas que citei, ele vote sempre de acordo com a determinação partidária que, neste exemplo, é contrária aos valores cristãos e às liberdades civis.
Se o político eleito, assim, não vota de acordo com o partido, ele pode vir a ser expulso da sigla partidária por infidelidade, nos termos da Resolução do TSE, anteriormente comentada, porque desrespeitou o programa do partido [ao qual ele concordou prévia e tacitamente, mesmo sem saber, ao se filiar - comentário meu].
E aí, o grande efeito: ele é expulso e fica sem mandato [e sem partido], porque o mandato é do partido. Eu, eleitor que votei nele por afinidade ideológica, fico sem representação. Este é um dos grandes perigos desta nova sistemática do processo eleitoral brasileiro.”, p. 317 e 318
Entendeu agora ou quer que eu desenhe (risos)? Isso significa que o político eleito que tem minha preferência por defender os mesmos ideais que eu, e por isso mesmo que o escolhi para me representar, mas se for de um partido que se opõe aos valores que defendo (cristãos), esse político vai ficar em uma sinuca de bico:
  1. Se votar de acordo com sua consciência, corre o risco de perder o mandato e não poder mais atuar como representante democraticamente eleito.
  2. Se ele, todavia, optar por não correr o risco de perder o mandato, fica obrigado a atuar em contradição a suas convicções pessoais e também contra a confiança daqueles que o elegeram, como eu.
beco sem saida
Entrada para um beco sem saída...
Isso é justo com quem o elegeu e esperava dele uma atuação engajada em defender os valores morais que ele acredita?
Assim, se você vir um candidato de um partido com plataforma de governo contrária aos interesses cristãos pedindo votos a cristãos, das duas uma: ou ele está enganando ou está sendo enganado (inocente útil), pois mesmo que queira, não poderá agir contra os interesses do partido ao qual está ligado, sob risco de expulsão.
Agora, a cereja do bolo, e é justamente aqui que entra nossa responsabilidade como blogueiros in+formadores de opinião:isso não está sendo divulgado na grande mídia, quem dera esclarecido! Você, agora sabedor dessa verdade, e das consequências disso, pode levar isso adiante (ecoar) para aqueles que ignoram o atual sistema eleitoral vigente. Pelo menos não mais votarão enganados ou, se errarem, errarão conscientemente.
Talvez a pergunta que você esteja se fazendo seja: de quais partidos estamos falando – ou deixando de falar? Boa pergunta, e vou tentar responder da forma mais sincera possível a seguir.

Partidos, Candidatos e Votos – Uma Escolha Delicada

A parte mais delicada de tudo isso vem agora, justamente porque serei exaltado por uns e escrachado por outros, mas é impossível ficar calado diante do que falamos acima. Recentemente, li uma frase que me deixou pensativo, e talvez até mesmo preparado para o que há de vir: “quem diz verdades perde amizades”, de Tomás de Aquino.
Se por um lado eu não tenho muitos amigos a perder, porque sou uma pessoa de poucos amigos (risos), por outro, qualquer perda representará um percentual elevado em meu [micro]universo de amizades… enfim…
Voltando ao ensaio do prof. Uziel, ele assevera que, tendo em vista a nova sistemática eleitoral em vigor, exige-se do eleitor uma conscientização da ideologia e programa de governo por trás do partido ao qual o candidato está atrelado. Isso em razão de o mandato pertencer, desde a citada Resolução do TSE, ao partido e não mais ao candidato.
escolhas delicadas
escolhas: delicadas decisões, porém necessárias
Para ilustrar isso (a aplicação da Resolução do TSE) de forma prática, vou reavivar um evento que até chegou a causar certa repercussão, mas depois caiu no esquecimento, como quase tudo aqui neste país: a [quase] expulsão dos dep. petistas Henrique Afonso (AC) e Luís Bassuma (BA), porque eles tiveram a ousadia de defenderem o direito à vida dos bebês em gestação, ou seja, votaram contra o aborto, contrariando as orientações do partido.
Com a Resolução do TSE em voga, os deputados rebeldes foram gentilmente convidados a se desfiliar do partido, mas poderiam ter sido expulsos e terem seus mandatos reivindicados pelo PT. Na verdade, a intenção original era essa (a expulsão), mas – talvez por receio da reação negativa da sociedade, tão próximo das eleições, a iniciativa foi… digamos,abortada (pois é, não resisti ao trocadilho… risos).
O assunto até que rendeu e foi tema de um post no blog do conhecido articulista Reinaldo Azevedo. Ele, com seu costumeiro tom ácido-crítico, levantou pontos interessantes sobre a ética petista e seus usos contra amigos e inimigos. Para aqueles que duvidam que a intenção original era a expulsão e consequente reivindicação do mandato pelo partido, recomendo que você leia este post, onde está bem documentado o contexto da história:
Se você ainda tem alguma dúvida, que tal lermos alguns trechos mais explícitos? Extraído diretamente de um site do PT:
Foi com satisfação que recebemos a notícia de que a Comissão Executiva Nacional do PT acatou o pedido da Secretaria Nacional de Mulheres do partido, apoiado pela Secretaria Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, e vai avaliar as posturas e procedimentos de dois deputados federais – Luís Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) – em comissão de ética.
Os dois parlamentares há muito tempo afrontam a resolução partidária, ratificada pelo 3º Congresso do PT, de defesa da descriminalização do aborto e a regulamentação da prática nas unidades do SUS (Sistema Único de Saúde). A primeira vez que o PT fechou posição quanto à legalização do aborto foi ao longo do debate interno para a Constituinte, em 1987.
[...]
Queremos que se aplique uma punição adequada a quem contraria abertamente, mas não mais impunemente, definições políticas do partido. Um mandato parlamentar não é propriedade daquele que o exerce. O mandato do Bassuma ou o do Henrique Afonso é, também, um instrumento do partido, e se utilizar dele para, exatamente, contrariar posicionamentos políticos do PT é, no mínimo, um erro a ser avaliado em comissão de ética(grifos acrescentados)
Fonte: Uma vitória das feministas do PT (acesso em 04/02/2012, às 21:45. E, para o caso de também excluírem essa página do site, eu já salvei um print… O seguro morreu de velho! risos)
texto censurado
(clique que amplia)
Outra parte citada:
texto censurado 2
a outra parte citada no post (amplia)
Como frisou o Reinaldo Azevedo: um estranho tipo de ética essa, que pune quem defende seres inocentes e incapazes de se defenderem (os bebês em gestação)… Bem, será que é necessário acrescentar algo mais? Como bem disse o prof. Uziel:
“não posso votar em partidos de programas fechados, [...] como é o caso do PT, do PCB e do PV. Por qual razão? Além de promoverem valores anticristãos, [...] todos os políticos membros desses partidos devem atuar, apoiando, promovendo e votando as ideologias partidárias, não importando a liberdade de consciência dos mandatários eleitos”, p. 323 e 324 (com adaptações).
Em um contexto mais recente, o ex-ministro José Dirceu voltou à carga contra os evangélicos que discutem esses temas caros ao PT (aborto, homossexualismo, etc.), tachando-nos de pessoas que atrasam a democracia. Ora, o tema já está tão sedimentado e sob consenso que nem discussão mais cabe? E, se queremos discutir o assunto, somos 
retardados
retrógrados?
Quer dizer que eles podem discutir o que acham pertinente, mas nós devemos nos calar, engolir em seco e aceitar passivamente o que eles consideram como verdade inquestionável? Não consigo captar essa lógica deles, que deve ser igual à ética que eles defendem: “aos amigos, as benesses da lei; aos inimigos, os rigores da lei”!
A presidente Dilma, mesmo assinando um documento, antes das eleições de 2010, no qual se comprometeu com várias lideranças evangélicas a não levar adiante adiante projetos ou iniciativas que promovessem o aborto, nomeou como ministra da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres a conhecida militante pró-aborto Eleonora Menicucci. Percebe como é virtualmente im-pos-sí-vel contrariar as diretrizes do partido? E olhe que não foi qualquer político sofrendo uma “pressãozinha básica”. Entendeu agora o que significa “programa fechado de governo”? 
Sentiu o drama? Oh, e agora, quem poderá nos socorrer? Não, não será o Chapolin Colorado, pois ele é vermelho…

Considerações Sobre o Voto Partidário

Uma coisa precisa ser dita sobre a ideologização do voto: os partidos têm sim o direito delinearem seu programa de governo e suas políticas públicas de acordo com o que acham correto. Por mais que eu discorde das teses defendidas, não me oponho ao direito deles defenderem seus pontos de vista, pois faz parte do jogo democrático. Entretanto, o que acho desonesto é eles defenderem uma coisa e não deixarem isso bem claro aos eleitores.
Por exemplo, se eles forem a uma igreja, por que não deixam claro que vão lutar pela descriminalização do aborto, da criminalização da homofobia, etc? Por que apresentam um discurso quando, na prática, a banda toca outra música? Por que lançam candidatos [cristãos] contrários ao aborto, que recebem votos de eleitores igualmente contrários à prática (para ilustrar com um exemplo), e quando esses parlamentares votam contra projetos pró-aborto são censurados e punidos?
Ora, então por que então acolher esses políticos em seu rol? Para que eles obtenham um mandato (ou votos para o quociente eleitoral) e depois expulsá-los e o partido poder dar livre prosseguimento às suas políticas abortistas? E eu fico a refletir: por que um político contrário ao aborto aceita sair candidato por um partido que tem o aborto como sua bandeira de governo? Parece que há algo muito errado em nosso sistema político, já que essa promiscuidade infesta partidos de 
cabo a rabo
 direita a esquerda.
Cabe esclarecer que não tenho preferências por partidos. Embora minha juventude na escola secundária (no século passado tinha outro nome… risos) e universidade tenha sido abertamente de esquerda, não nutro maiores afetos por partido algum, e minha crítica está na ausência de liberdade para votar de acordo com a consciência individual (no caso desses partidos de programas fechados).
Eu não tenho qualquer ilusão de que este simples artigo possa mudar algo nos rumos eleitorais do país, mas não consegui ficar calado. Eu não deposito minha confiança em partidos, muito menos nos políticos, mas sim em Deus, que a tudo rege e governa. Mas, senti como se pesasse sobre mim a tarefa de escrever algo que pudesse servir de alerta sobre as estratégias que estão em curso e que muitos ainda ignoram.
credulo
você é o sujeito dessa oração?

A Realidade de Nossas Escolhas

Eu também não quero aqui determinar em qual partido você deve votar ou deixar de votar. Não, não é isso. Apesar de eu ter deixado bem claro que o PT (entre outros) tem diretrizes que vão de encontro as minhas convicções cristãs, e por isso eu vou me abster de apoiá-lo, não estou sendo taxativo, tipo: NÃO VOTE NO PT, como fizeram em 2010 o Pr. Paschoal Piragine Jr. e o Rev. Ageu, e até mesmo alguns sacerdotes da igreja católica. Estou dizendo que não votarei, mas você tem todo direito de escolha.
Para ser franco, eu gostaria de ter a liberdade de poder votar em um político do PT. Quando Luís Bassuma e Henrique Afonso ainda faziam parte de suas fileiras, eram considerados representantes políticos acima da média, tanto pela atuação política como pelo engajamento ao partido. Todavia, ao expulsá-los, eu (como eleitor) também fui expulso com eles, pois eles seriam possíveis candidatos, a depender de um exame mais acurado. Se o PT restringe a liberdade de atuação, conforme a consciência de seus representantes, está também, automaticamente, restringindo minha liberdade de votar em seus candidatos.
O PT tem propostas razoáveis em algumas áreas, não tenho receio em dizer. Entretanto, eu não posso me sujeitar a aceitar um pacote fechado onde uma parte que me atrai vai me obrigar a aceitar outra que me causa repulsa. Seria como se eu, para concordar com alguém, tivesse que avalizar tudo o que ele diz ou faz. E isso é totalmente irreal e irracional.
Veja bem, você que está lendo este texto: pode ser que você concorde com várias coisas que eu falei, mas discorda de outras, e isso é perfeitamente natural e compreensível. Agora imagine minha insanidade se eu EXIGISSE que todos os meus leitores concordassem com tudo o que escrevo. Ora, eu escrevo textos motivacionais (que são os mais bem aceitos), dicas para concursos e reflexões sobre o cotidiano (como esta, p.ex.), mas sei que devem ser bem poucos os que aprovam as 3 áreas que escrevo.
Na maior parte, uns gostam de um tema, outros de outro, alguns poucos gostam de mais de um assunto, é normal. Observe agora como seria injusto, de minha parte, com meus leitores, se eu os obrigasse a avalizar minhas reflexões sobre a vida para terem acesso às dicas grátis para concursos. Percebeu a injustiça e incoerência da medida? Eu até que poderia, mas jamais faria isso.

Use sua liberdade e vote com consciência

Se você estiver pensando que, a partir disso, farei campanha pelo PSDB (por ex.), sinto decepcioná-lo. Como eu poderia avalizar, sem ressalvas, um partido que tem como um de seus principais pensadores alguém que defende a descriminalização das drogas? A diferença aqui, em relação ao PT, é que um político eleito pelo PSDB não será obrigado a levar adiante a baboseira do velho 
gagá
 FHC. Pelo menos eu vou poder escolher o candidato por suas idéias e ideais, a despeito do partido que ele integra.
Meu objetivo maior, então, é conscientizar, não direcionar. Minha intenção é demonstrar como está sendo feita a coisa, colocar as coisas em pratos limpos (e os pratos na mesa… risos) e, sabedores disso, os eleitores que tomem suas decisões. Porque, afinal, não existe uma receita infalível para se tomar decisões certas. Se alguns partidos não permitem que seus candidatos usem sua consciência, está mais do que claro que os eleitores é quem devem usar a sua (consciência antes de votar)!
Logo, use a cabeça antes de votar, para não ficar chorando o 
leite derramado
 voto errado depois!

Esclarecimento

Este artigo foi escrito para trazer à tona um assunto importante para o futuro da nação, porém até agora negligenciado ou passando despercebido pela maioria, como bem observou o prof. Uziel (p. 313):
“apesar de a resolução ser de 2008, não encontrei um só artigo no contexto católico ou evangélico comentando as consequências dessa resolução”.
Desta maneira, estou dando o pontapé inicial para que outros textos – preferencialmente MENORES (rá!) – sejam escritos, e a discussão venha a lume. Portanto, incito você, caro leitor, a colocar a mão 
na massa
 no mouse (risos) e produzir um texto que explore as lacunas que deixei em aberto. Boa escrita!
Referências e fontes como links no texto. Cópias autorizadas, desde que preservem o texto original e citem a fonte: Blog Desafiando Limites.
Querendo, avalie, comente ou compartilhe.
Que o Senhor nos abençoe.

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança.

Salmos 33:12

sexta-feira, 9 de março de 2012

A pós-modernidade e os desafios para os nossos dias

Por Marcos Antonio Guimarães
Se houver consenso entre as afirmações que dizem que a verdade e a moral foram substituídas pelo engano e pelo relativismo, estamos, então, diante de um problema estrutural que desafia educadores, líderes e todos aqueles que ainda acreditam na verdade absoluta revelada por Deus nas Escrituras Sagradas.

Temos um cenário moldado pelo pensamento pós-moderno em todas as suas esferas. E suas implicações podem ser detectadas principalmente na religião, na política, na educação e na ética. Para o pós-modernismo, “a única verdade é que não existe verdade”, segundo o escritor colombiano Daniel Salinas.

A narrativa de outro autor nos ajudar a compreender melhor o contexto da pós-modernidade: “Enquanto a modernidade é um manifesto à auto-suficiência humana e à autogratificação, o pós-modernismo é uma confissão de modéstia e, até mesmo, de desesperança. Não há verdade. Há apenas verdades. Não há razão suprema. Só existem razões. Não há uma civilização privilegiada, e muito menos cultura, crença, norma e estilo. Existe somente uma multidão de culturas, de crenças, de normas e de estilos. Não há justiça universal. Existem apenas interesses de grupos. Não há uma grande narrativa do progresso humano. Existem apenas histórias incontáveis, nas quais as culturas e os povos se encontram hoje. Não existe realidade simples, e muito menos a realidade de um conhecimento universal e objetivo. O que existe, de fato, é apenas uma incessante representação de todas as coisas em função de todas as outras”.

Diante desse quadro, não podemos, de forma alguma, ignorar o que está acontecendo à nossa volta, como se não pudéssemos enxergar ou, pior ainda, como se não estivéssemos interessados em enxergar, simplesmente por acharmos que não seremos atingidos por essa avalanche de pensamentos. Mas não é bem assim. Muito pelo contrário. Quando observamos os conteúdos didáticos do ensino fundamental ao acadêmico, conseguimos identificar sim as abordagens sobre os conceitos relativistas e desconstrutivos relacionados aos temas fundamentais da estrutura de uma sociedade, tais como: família, religião e ética.

Identificamos nos livros didáticos baseados no pensamento pós-moderno idéias que propagam reverência à “mãe Natureza” e ainda propõem o fim das diferenças religiosas, morais e éticas, sob a égide do pluralismo e do multiculturalismo. O pluralismo outorga a todas as religiões o mesmo valor soteriológico, moral e espiritual, ressaltando que nenhuma cultura pode ser considerada melhor do que qualquer outra. É justamente esse o ambiente que está formando as novas gerações.

Segundo o escritor Charles Colson, “a maneira como vemos o mundo pode mudar o mundo. Como isso pode acontecer? Quando o cristão se compromete a viver sua fé”. Diante disso, devemos encarar a nossa fé com seriedade e compromisso, sem ignorar que o ser humano é um ser pensante e necessita de respostas. E a única maneira que temos de fornecer respostas que atendam às mais profundas necessidades do ser humano é mediante a verdade absoluta revelada por Deus nas Escrituras Sagradas. Portanto, o desafio está diante de nós, de todos nós, e, principalmente, dos líderes e educadores cristãos.

É tempo de tocar a trombeta em Sião, de alertar sobre os perigos iminentes, antes que seja tarde demais. Não podemos nos sentir satisfeitos com discursos improvisados, simplistas, sem conteúdo. É necessário que haja dedicação e renúncia, para que o povo de Deus se faça mais sábio e preparado para enfrentar um mundo que se transforma a cada dia. O que nos remete à reflexão do escritor Samuel Escobar, com a qual finalizamos este artigo:

“Estamos entrando numa época bem diferente daquela que chamamos de ‘tempos modernos’. Nessa época denominada ‘pós-moderna’, temos a obrigação e o dever, como servos de Deus, de anunciar e viver a fé cristã. Fé esta que tem sobrevivido por vinte séculos, que tem passado de uma cultura para outra. A fé que, há muito, deixou de pertencer somente aos europeus, pois se espalhou por todo o planeta. Se agirmos dessa maneira, o cristianismo deste século será um cristianismo diferente, porque será múltiplo e global. A pessoa central desse cristianismo será o nosso Senhor Jesus Cristo, cuja memória e presença tiveram a capacidade de transcender a todas as culturas. E continuará sendo assim. Essa é a nossa firme esperança”.

Fonte: estudogospel

terça-feira, 6 de março de 2012

Conselhos Para Uma Vida Conjugal Feliz

Por Pr. Airton Evangelista da Costa

Você deseja ser feliz em seu lar? Você deseja paz na família, ou deseja viver em guerra dentro de si mesmo e entre seus familiares? Se deseja a felicidade, cumpra esses conselhos:

1 – Trate seu cônjuge da mesma forma como você gostaria de ser tratado.

2 – Como os dois são uma só carne, não deve haver nada escondido entre marido e mulher. A vida de um deve ser um livro aberto para o outro.

3 – À vista dos dois mandamentos acima, nunca minta para seu cônjuge. Fale a verdade. A vida se torna melhor quando firmada na verdade.

4 - Em qualquer circunstância, seja fiel ao seu cônjuge. O sexo extraconjugal produz desconforto espiritual, traumas de consciência, sentimento de culpa, e, conseqüentemente, falta de paz.

5 - Tenha tempo para ouvir seu cônjuge. Que haja um tempo disponível para que os dois possam passear e conversar a sós, de preferência num ambiente fora do lar, ainda que seja conversa tola.

6 - Marido e mulher devem adquirir o hábito de, juntos, falarem com Deus. Se nesse momento ficarem de mãos dadas, melhor ainda.

7 - Marido e mulher não devem ficar separados por muito tempo, ainda que haja confiança recíproca. Se houver necessidade de separação por motivo de viagem, ou qualquer outro motivo, que haja constante comunicação entre os dois. Se possível, diariamente.

8 - O cônjuge não deve exigir do outro perfeição absoluta em tudo. Lembrem-se de que os dois são humanos e, por isso, imperfeitos. Portanto, um deve ajudar o outro em suas fraquezas, lágrimas, necessidades e desânimo. Que as tristezas e alegrias sejam compartilhadas.

9 - Não devem permitir que uma eventual crise financeira coloque o casamento em bancarrota. Problemas existem e existirão sempre. Os dois, unidos e confiantes em Deus, acharão a solução. O AMOR NÃO PODE SER ABALADO EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA.

10 - Não espere que a crise tome corpo e forme raízes profundas, seja qual for o problema. Enfrente o problema cara a cara, logo no início, antes que ele se agigante e queira abalar a paz conjugal.

Fonte: estudogospel

sexta-feira, 2 de março de 2012

Valorize a Graça de Deus!

Por Pr. Walter de Lima Filho

Salmos 27 11-14



Todos nós estamos enfrentando algum tipo de luta. Talvez, a sua seja mais intensa que a minha; mas, se você tiver fé e valorizar a graça de Deus na sua vida, no tempo certo Deus reverterá essa situação negativa a seu favor.


Por que eu posso afirmar isso? Nós temos a Bíblia e ela nos ensina a crer na bondade e nos desígnios de Deus. A Palavra de Deus nos admoesta a sermos pessoas de fé, como termos uma vida que agrada a Deus. A Bíblia diz: Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor. (Hb.11:6 NTLH) Neste verso nós temos uma verdade e duas atitudes de fé:

- Verdade: É impossível agradar a Deus sem uma atitude de fé.
- Conselhos: Creia que Ele existe e se você procurar conhecê-lo intimamente mais, será recompensado.


Infelizmente, muitos querem ter uma fé forte ou de qualidade, mas pecam em não conhecê-lo com todo o coração. Por causa disso, deixam de receber o melhor de Deus. Deus não nos dá o Seu melhor apenas na eternidade, mas aqui na terra também. Como pode conhecer a Deus melhor? Aprendendo a fazer a Sua vontade e para isso, é necessário aprender a andar com Ele.

Quando você anda com Deus, perceberá e aprenderá qual é a Sua vontade. Você perceberá que é possível ouvir Sua voz e quando Ele fala sempre nos dará alguma direção e esta, abrange a nossa espiritualidade e pensamentos, para que tenhamos atitudes corretas. A Bíblia diz:  Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos. (Pv.4:23 NTLH)


Perseguições e adversidades fazem com pensemos negativamente e os nossos pensamentos geram emoções negativas. Essas emoções geram o desespero, ansiedade e desânimo. Eu pergunto: O que você ganha com o desespero, ansiedade e desânimo? Você avança ou retrocede? Essas atitudes interferem nos seus relacionamentos, no trabalho, na sua saúde e não é isso o que você quer para a sua vida.

Tudo o que comentei até agora, é o que lemos no nosso texto base. Davi está sendo perseguido e corria risco de morte. Aquela adversidade fazia grande pressão em sua mente ou alma. Valorizando a graça ou a bondade de Deus em sua vida, Davi toma três atitudes:

- Ele ora pedindo ajuda divina (vs.11,12).
- Toma uma atitude fé e coragem (v.13).
- Expressa uma mensagem de confiança em Deus (v.14)


Você já leu o livro de Jó? Em menos de um ano, perdeu a sua família, seu negócio e sua saúde. Ele ficou coberto de feridas que vertiam pus e vivia em constante dor. Naquele momento difícil, ele disse a Deus: Em sua mão está a vida de cada criatura [ie. a alma, o íntimo, a mente] e o fôlego [i.e. o ânimo, o ímpeto] de toda a humanidade. (Jó 12:10 NTLH) Traduzindo as suas palavras: “Deus, nas Tuas mãos está a minha alma e do Senhor eu recebo ânimo!”

O livro de Jó tem 42 capítulos e ele fez essa declaração no capítulo 12, mas não foi atendido, curado ou liberto até o capítulo 42. No capítulo 19, Jó disse algumas palavras de fé semelhantes às de Davi no Salmo 27:13. Leia o que Jó disse: Pois eu sei que o meu defensor vive; no fim, ele virá me defender aqui na terra. (Jó 19:25 NTLH)

Em meio ao sofrimento Jó não desistiu. Entre os altos e baixos da sua emoção, ele sempre forçou a si mesmo a persistir numa atitude de fé em Deus. No capítulo 42 ele declarou: Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos. (Jó 42:5 NTLH) Depois ele “orou” pelos seus amigos e Deus o livrou de todos os seus males.


Meu irmão ou irmã:
- Valorize a graça de Deus.
- Tenha o desejo de fazer a vontade de Deus.
- Creia que Deus tem um caminho para você.
- Limpe sua mente do negativismo e ouça a Deus.
- Tenha uma atitude fé e coragem diante da adversidade.
- Aprenda coisas positivas neste momento da sua vida.
- Expresse sem medo a sua confiança aos outros e ajude-os enquanto Deus está agindo a seu favor.

Deus o abençoe! Valorize a graça de Deus

Fonte: estudogospel