segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Derramamento do Espírito marca encerramento da 34ª AGO da COMADEBG em Palmas – To

Por Pr. Nonato Souza
34ª AGO da COMADEBG tem manifestação do Espírito e grande quebrantamento no último dia dos seus trabalhos em Palmas - To.

Obreiros da COMADEBG reuniram na manhã do dia 30 de outubro para as últimas plenárias com objetivo de deliberarem sobre assuntos administrativos e ouvir as ministrações da Palavra de Deus.

Pastor Douglas Roberto ministrou pela manhã sobre o tema: “Conservando a sã doutrina”. Baseou sua fala no texto de 1 Timóteo 4.16. Com graça de Deus e autoridade espiritual falou aos presentes sobre o cuidado necessário com a doutrina e o estudo das Escrituras, enfatizando ser o estudo sistemático da Palavra de Deus, disciplina importante para a vida do ministro.

Abordou também, de maneira veemente, sobre comportamentos estranhos, modismo e exageros, existentes no seio da igreja local atual. Apelou aos líderes presentes no referido evento, a que não abandonem as verdades bíblicas, pois, assim, o enfraquecimento das verdades bíblicas na consciência cristã é certo.

Chamou atenção para o retorno à exposição da Bíblia e seus ensinos, como algo a ser praticado urgentemente por aqueles que ministram as verdades do evangelho nos púlpitos das igrejas locais.

Pastor Douglas Roberto concluiu, enfatizando: “a Igreja do Senhor precisa voltar a viver e pregar o evangelho integral. Precisa ser uma igreja santa, ética, justa e profética, mas uma igreja que não se corrompe diante das loucuras dessa era". Apelou ao coração dos obreiros presentes a vida de compromisso com a Palavra. A manifestação do poder de Deus se fez sentir durante toda preleção.

À tarde ministrou a Palavra o pastor Lázaro Benedito que em sua preleção deu ênfase a vida exemplar do obreiro, especialmente dentro do seu lar, “pois quem não governa bem sua casa, como governará a igreja de Deus?” Enfatizou o líder. Finalizou orando por todos.

Na mesma tarde houve consagração de vários obreiros ao santo ministério de pastor e evangelista.

O fechamento da Assembleia Geral Ordinária, se deu no grande de adoração e louvor, onde ministros do evangelho e uma grande quantidade de membros da igreja de Palmas – To estiveram presentes. O senhor presidente da COMADEBG, Orcival Pereira Xavier, agradeceu em nome da Mesa Diretora e de todos os convencionais a boa recepção oferecida pela igreja hospedeira.

Pastor Suimar Caetano, presidente da igreja de Palmas, teceu também, palavras de agradecimento à igreja local, pelo belo trabalho prestado.

Ministrou a palavra mais uma vez, o pastor Alex – Maceió – Al, que baseou sua mensagem no livro de Mateus 1.22-26, dando ênfase à maneira poderosa como Jesus é capaz de operar milagres e como domina sobre todas as coisas. Houve ainda consagração ao santo ministério de pastor e evangelista.

Veja mais fotos da AGO da COMADEBG em Palmas - To








domingo, 30 de outubro de 2011

Mover de Deus marca culto na 34ª AGO da COMADEBG em Palmas – To

Por Pr. Nonato Souza
Manhã, tarde e noite em AGO da COMADEBG é marcado pelo derramamento do Espírito e forte quebrantamento. 

Obreiros da COMADEBG reuniram-se em assembléia por ocasião da 34ª AGO para plenárias da manhã e tarde.

Além de assuntos administrativos abordados, tivemos a ministração da Palavra de Deus. Pela manhã o pastor Neemias Pereira da Rocha (Go), trabalhou o tema: “Valores contemporâneos da Família”, convocando a todos a um compromisso sério com os princípios relacionados à família, além de estimular-nos a perseverar buscando constantemente viver vida pautada na Palavra de Deus, com diálogo e comunhão entre os cônjuges.

À tarde usou da Palavra o Pr. Pedro Inácio da Silva (DF) que trabalhou o tema: “Assembléia de Deus e os desafios da obra missionária”. Falando de maneira ousada ao coração dos obreiros presentes, o ministrante abordou a seriedade do assunto “missões” e convocou todos a um maior compromisso com esta área tão carente, mas urgente da Igreja. No fechamento da mensagem houve grande mover de Deus, com quebrantamento diante do “Ide” de nosso Senhor Jesus Cristo, que dever ser levado a sério.

Os trabalhos convencionais do segundo dia culminaram com grande culto de pregação e louvor, com salvação de almas e muita alegria espiritual. Ministrou a Palavra de Deus, Pr. Alex, de Maceió – Al, que representou o pastor José Antonio, presidente da Convenção alagoana.
Alegria espiritual, compromisso com a obra de Deus e sua Palavra, foram resultados que vimos neste segundo dia de AGO da COMADEBG.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

34ª AGO da COMADEBG tem culto de abertura com manifestação do poder de Deus.

Por Pr. Nonato Souza
Assembleia Geral Ordinária da COMADEBG (Convenção de Ministros das Assembleias de Deus de Brasília e Goiás) se instalará na cidade de Palmas - TO,  nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2011.

Com culto onde sentimos a presença de Deus de maneira poderosa, teve início a 34ª AGO da COMADEBG, presidida pelo pastor Orcival Pereira Xavier. Os ministros da referida convenção, que vieram de várias partes do Brasil, se reúnem em Palmas – TO, para tratarem de assuntos de interesses do Reino de Deus.

Durante os trabalhos convencionais será trabalhado pelos preletores o tema: “Assembleia de Deus pós Centenário”.

No culto de abertura, que concentrou uma grande quantidade de pessoas, apesar da forte chuva que caiu na capital tocantinense ministrou a Palavra de Deus o pastor Lázaro Benedito, Assembleia de Deus de Taquaritinga – SP que foi tremendamente feliz ao falar sobre o texto de Atos 10.38, “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele”, falando de forma poderosa a todos sobre os milagres que só Jesus Cristo, aquele que é capaz de libertar o homens dos seus pecados, pode fazer.

O presbítero Walber Michellon, membro ativo da Convenção, presente ao evento disse sentir-se feliz por está em Palmas e espera tem momentos de comunhão com os companheiros, aprendizado e edificação espiritual através de tão belo tema que estará sendo trabalhado.

Pastor Suimar Caetano, pastor presidente da igreja Assembleia de Deus em Palmas, que hospeda o evento disse está feliz por receber tantos companheiros em um evento inesquecível como AGO da nossa querida COMADEBG. “Estou muito feliz, com meu coração cheio de alegria por ter o privilégio de hospedar tantos homens de Deus em nossa querida cidade. Sintam-se bem e que Deus abençoe a todos”, finalizou suas palavras, pastor Suimar Caetano.

Nos dias 29 e 30 em sequência  aos trabalhos convencionais os membros estarão reunidos para tratarem de assuntos do Reino de Deus. O Espírito do Senhor esteja orientado e dirigindo os trabalhos desta seleta convenção, e que Deus abençoe a todos.

Veja mais algumas fotos do culto de abertura.







terça-feira, 25 de outubro de 2011

Analisando a importância da sã doutrina

Por Pr. Nonato Souza
"Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como o orvalho, como o chovisco sobre a erva e  como gotas de água sobre a relva" (Deuteronômio 32.2).

Do texto acima, vemos a importância do ensino, instrução, doutrina (hb. laqah). Dai, porque estaremos abordando a importância da “doutrina bíblica”, que nada tem a ver com o que dizem fazem alguns doutrinadores quando ao ministrarem nos chamados “cultos de doutrinas” maltratam os santos.

Doutrina (gr. didache) denota “ensino” ou “ensinamento”. Então, doutrina bíblica, trata única e exclusivamente de ensino sistemático e cuidadoso da Palavra de Deus. O objetivo deste post é despertar no coração dos santos um maior interesse pelo aprendizado das doutrinas bíblicas que se ensinadas, cuidadosamente, nos levará à maturidade cristã.
Somos conhecedores que a verdadeira fonte para o estudo a respeito de Deus, é a sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Este Sagrado Livro divinamente inspirado pelo Espírito Santo (2Tm 3.16), é capaz de tornar o homem sábio e conduzi-lo à salvação em Cristo Jesus.

A dedicação ao estudo sistemático, vagaroso, cuidadoso do Santo Livro, se constitui numa necessidade urgente, principalmente na atualidade. Paulo corrobora este pensamente quando escreve acerca desse assunto: “Medita estas coisas ocupa-te nelas” (1Tm 4.15). Só teremos compreensão plena dos mistérios de Deus e entenderemos melhor as doutrinas elementares da fé cristã se mergulharmos profundo no santuário das suas revelações (Ef 3.2-4).

Entende-se doutrina como “ensino normativo”, teologicamente analisado é o “conteúdo da fé cristã”.

Ao dá-nos as Sagradas Escrituras, Deus teve como propósito primário revelar ao homem todo seu plano de salvação, além de dar a este crescimento espiritual. Ora, Deus quer que depois de salvos todos quantos alcancem o plano da salvação cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1Tm 2.4).

O homem natural tem grande dificuldade para compreender as coisas de Deus (1Co 2.14), por isso é imprescindível a ajuda da pessoa do Espírito Santo para poder penetrar nesses mistérios, o mistério do evangelho. Só Deus, o Pai da glória é capaz de dar ao homem em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação. Deus em Jesus Cristo dar ao homem o espírito de sabedoria e de entendimento objetivando iluminar os olhos do seu entendimento, para que saiba qual seja a esperança da vocação e quais as riquezas da sua herança (Ef 1.18).

Há diferenças básicas entre doutrinas e costumes. Por costume, entende-se “a maneira de agir,vestir, ser, etc, próprio de um povo, de uma época, de uma condição social. Legislação não escrita fixada pelo uso”. Os costumes independentes de suas origens variam de povo para povo, de região para região e de época para época.

Teologicamente analisada, entende-se doutrina como o “conteúdo da fé cristã”. A doutrina é uniforme, a mesma em todos os lugares, para todas as pessoas, para todos os tempos. No seu aspecto vivencial e prático, a doutrina ocupa-se da revelação de Deus Pai, do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo; inclusive da exposição da vontade divina para com a vida dos santos. Ela fala da salvação graciosa encontrada em Cristo e da santificação como um estado permanente da vida do crente, e da responsabilidade de testemunhar de Jesus, o Senhor.

Ter um somatório enorme de bons costumes e quase nada de doutrina bíblica poderá levar a congregação a comportamentos estranhos quanto a princípios bíblicos necessários à fé cristã e não ao crescimento espiritual e maturidade, tão necessários hoje (Ef 4.11-14).

Não há nada que impeça andarem juntos doutrinas verdadeiramente bíblicos e bons costumes defendidos pela igreja local, desde que estes não se sobrepujem aos princípios e doutrinas bíblicos, mas façam parte das coisas que, como disse o escritor aos hebreus, “acompanham à salvação” (Hb 6.9).

Desde o principio do Cristianismo a Igreja têm lutado vorazmente contra os falsos ensinos que comumente se manifestam no seio da Igreja (Gl 1.6; 1Tm 1.3,4). O espírito do Anticristo, que já opera nos filhos da desobediência, tem inspirado multidões usando todos os meios possíveis para trazer confusão ao verdadeiro Cristianismo (1Tm 4.1; 2Pe 3.16). Apóstolo Paulo dando ênfase a este tempo diz: “... alguns apostatarão da fé”. O verbo apostatar significa: perder a primeira fé, repelindo-a em favor de outra crença.
Infelizmente, esse é um comportamento que acontece em grande escala em nossos dias.

Precisamos retornar urgentemente ao estudo sistemático e metódico da Palavra de Deus (At 17.11). Muitos têm trocado a Palavra por outras coisas, tornado-se presa fácil para os falsos mestres, heresias, modismo que a grosso modo, tem descaracterizado as igrejas locais. Tais distorções e aberrações só podem ser refutadas com o devido conhecimento bíblico (2Tm 3.14;f 4.14).

Estamos no tempo de pregar a Palavra a tempo e fora de tempo. Apóstolo Paulo diz que “virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; desviarão os ouvidos da verdade, voltando ás fábulas” (2Tm 4.2-4). Não estamos vivendo este tempo? Já não há pessoas que se fazem ou se cercam de mestres segundo os seus desejos? Não estamos, porventura, rodeados de pessoas que já não suportam ouvir acerca da boa doutrina?

Quero concluir o assunto convidando-vos a que retornemos ao estudo da Palavra de Deus, pois é assim que conseguiremos permanecer naquilo que aprendemos e de que fomos inteirados (2Tm 3.14), ainda que muitos não queiram ouvir ou não aceitem, é preciso continuar sofrendo, sendo fiel, como bom soldado de Cristo Jesus (2Tm 2.3) Que o Senhor tenha misericórdia do seu povo e nos ajude a guardar o modelo da sã doutrina.



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vencendo as obras da carne

Por Pr. Nonato Souza
"Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rm 8.8)

Estou convicto não ser fácil lograr êxito sobre as obras da carne. Do grego sarx., o termo significa “tendo a natureza da carne”, o que mostra tratar-se de sensualidade, quando se é controlado pelos apetites animais, governado pela natureza humana, ao invés de ser guiado pelo Espírito de Deus (Gl 5.16-18).

Aconselhamos o leitor a recorrer ao texto de Gálatas 5.19-21, onde consta a lista mencionando as obras da carne, para maior compreensão da matéria.

O texto de Romanos 8.5-14 dá ênfase a um grupo de pessoas que se deixam guiar pela carne, bem como outros que se beneficiam de serem guiados pelo Espírito. Todos quantos se deixam dominar pelos desejos da carne não podem agradar a Deus (Rm 8.8).

Apóstolo Paulo faz um contraste entre os que vivem na carne e os que vivem no Espírito (v. 5). Parece que ele está tratando aqui de duas classes de pessoas, uma antes de viver com Cristo e outra que vive em Cristo. Na verdade, Paulo quer que os cristãos romanos vejam nesses dois quadros o que eles eram antes e no que eles se tornaram. O objetivo é levá-los a adotar estilo de vida diferente do que viviam antes de crê em Cristo (Rm 8. 12,13).

A Bíblia de Estudo Pentecostal [1] descreve o que é um ‘viver segundo a carne’: “É desejar a satisfação dos desejos corrompidos da natureza humana pecaminosa; ter prazer e ocupar-se com eles. Trata-se não somente da fornicação, do adultério, do ódio, da ambição egoísta, das crises de raiva, etc., mas também da obscenidade de ser viciado em pornografia e em drogas, do prazer mental e emocional em cenas de sexo, em peças teatrais, livros, vídeo, cinema e assim por diante”.

No Novo Testamento a palavra “carne” é uma das palavras mais comuns usada para identificar a natureza depravada e caída do homem. Mark I. Bubeck [2] comenta sobre a natureza depravada do homem: “A natureza pecadora do homem resultou do seu afastamento de Deus em um ato de consciência pessoal e violação deliberada e voluntária da santa lei de Deus, o que resultou em uma natureza pecadora, uma disposição íntima da qual brotam as ações do pecado (Mt 15.19; Mc 7.21-23)”.

No texto sagrado, nem sempre significa a natureza decaída do homem, o contexto, no qual a palavra “carne” aparece, geralmente tornará inconfundivelmente claro o seu uso ou significado.
Não tenhamos dúvidas, o conflito com a nossa carne é uma guerra que teremos que travar durante toda a nossa vida. Ao chegarmos a um grau elevado de maturidade eles se tornarão mais definidos e intensos. Todo cristão, ou pelo menos uma grande maioria admitem ter uma batalha travada contra os pecados oriundos da carne. É uma verdadeira batalha.

É certo que uma grande quantidade de crentes tem a carne como seu maior problema. Se isto é fato, não adianta ficar escondendo, o melhor é enfrentar de frente esse gigante. Muitos para desculpar os seus fracassos, jogam a culpa em Satanás, no mundo ou qualquer bode expiatório. Bubeck [3] diz que “se não soubermos a fonte da tentação, não saberemos que remédio espiritual de Deus devemos aplicar”. Nesse caso, é tentarmos identificar as maneiras particulares, pelas quais a nossa carne luta contra nós.

Na Bíblia, vamos sempre encontra listas sobre o tema relacionado à carne que são dignas de um estudo cuidadoso. Havendo um conflito espiritual em andamento, é de bom alvitre que o cristão se familiarize com essas listas com objetivo de identificar a área de sua tentação e, consequentemente aplicar o remédio bíblico prescrito por Deus. Deixo aqui para que meditemos sobre o assunto texto importantes (Gl 5.19-21; Mt 5.19; Mc 7.12-23).

É do conhecimento de muitos que os pecados da carne desonram a Deus e ferem sua santidade, pois, “provém da depravação moral do velho homem corrupto, estando em confronto direto com a conduta do novo homem” [4].

Com relação ao velho homem, somos advertidos pelo apóstolo Paulo a não darmos lugar ao diabo, pois através deste livre exercício de cometer pecados da carne, o cristão dar lugar às atividades de Satanás em sua vida, o que se constitui num grande risco de vir o crente a fracassar espiritualmente. Se o crente viver segundo a carne, certamente colocar-se-á em estado de escravidão, cumprindo em si a vontade de Satanás e não a vontade de Deus que é boa e perfeita.

Mas, como podemos vencer a carne? Temos na Palavra de Deus a resposta para vencermos as investidas deste feroz inimigo. Certamente uma vida na plenitude do Espírito é o caminho para vencermos as obras da carne (Gl 5.16,18).  Vamos recorrer mais uma vez a Bubeck [5] ele citas vários passos, vamos nos ater a apenas três:

1) Busque sempre uma posição de honestidade. Jamais podemos ser desonestos com as nossas fraquezas e pecados; não devemos escondê-los. É importante que estejamos conscientes de que eles existem, e vê-los da maneira que eles são. Deus está consciente das nossas depravações e pecados, Ele conhece todas as coisas;

2) O passo seguinte é a mortificação da carne (Gl 5.24; Rm 6.11). Os textos citados mostram com clareza que a natureza pecaminosa do crente foi crucificada com Cristo, para que o crente não precise mais ficar debaixo do seu controle. Precisamos vencer os pecados da carne, para isso é preciso morrer para o pecado (Gl 2.20);

3) Finalmente abordaremos o terceiro passo; um andar no Espírito (Gl 5.16-25). Não basta morrer para o pecado é preciso viver para Deus. Andar denota sempre uma ação contínua, e requer de nós muita atenção. O termo é usado metaforicamente para descrever todo um modo de viver dos crentes. Sendo o Espírito Santo, o diretor de nossas vidas, não cumpriremos os desejos de nossa natureza pecaminosa. Portanto, não deve o pecado reinar em nosso corpo mortal.

Devemos, portanto, entregar pela fé nossas vidas, completamente e sem reservas ao Espírito Santo, sendo transformados por sua graça para andarmos em novidade de vida (Rm 6.4). Que o Senhor nos ajude a sermos vencedores.

Notas:

[1] Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps, pg. 1.711. CPAD.
[2] O Adversário. Mark I. Bubeck, pg. 27, Edições Vida Nova.
[3] Idem, pg. 29.
[4] Idem,
[5] Idem, 35,6,7,8

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

" Não morrerei antes das promessas de Deus se cumprirem em minha vida" Será mesmo??

Por Felipe Almada

" Não morrerei antes das promessas de Deus se cumprirem em minha vida"

Esta é uma daquelas frases feitas, tipo letra de canção, que não está contida na Bíblia e nem tampouco se encontra base nas escrituras para defender tal idéia. Se morremos ou vivemos é para Deus: Jesus é o centro. (Fp 1.21-23; Rm 8.38,39).

No livro de Hebreus há um rol de heróis da fé que foram verdadeiros exemplos de fidelidade ao Senhor e que, conforme está escrito, morreram sem alcançar a promessa.

"Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas" Hb 11.13
“E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa" Hb 11.39


Biblicamente, portanto, está claro que tal chavão gospel não está correto. É mais uma mentira alimentada pelo egoísmo e a cobiça humanas.

Por isso, querido leitor, creia que as promessas de Deus podem se cumprir em sua vida sim. Mas tem que ser, antes, fruto espontâneo de uma busca em primeiro lugar pelo Reino de Deus. E o cumprimento de tais promessas podem acontecer ou não, isso não é o principal, as promessas não são o principal, você não é o principal. Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas.


Então eu te digo, sem meias palavras, você pode morrer sim antes de receber as promessas!

Jesus Cristo é o Senhor

Fonte: genizahvirtual.com

domingo, 16 de outubro de 2011

“Casados com Graça” e “Aviva Shekinah, realizam encontro inesquecível em Caldas Novas

Nos dias 14 a 16 de outubro do ano corrente, o departamento de casados “Casados com Graça”, Assembleia de Deus de Brasília na QNO 06, Ceilândia – DF, pastoreada pelo pastor Nonato Souza, realizou na cidade de Caldas Novas no “Hotel di Roma” o terceiro encontro de casais.
Foram dias abençoados onde ouvimos belas ministrações da Palavra de Deus e desfrutamos de boa comunhão entre os irmãos. Creio que o alvo de crescer mais na graça e conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, fortalecendo os laços conjugais foi alcançado por cada casal que esteve no referido evento.

A comissão organizadora empenhou-se no sentido de proporcionar a todos os presentes um excelente encontro, o que creio eu, ter sido alcançado.

As ministrações ficaram a cargo do irmão Sebastião Divino que se fez acompanhar de sua esposa, trabalhando o tema ajustamento conjugal com muita maestria, trazendo a todos os presentes muita edificação através de bom ensino fortemente embasado no texto sagrado, a Palavra de Deus.

No mesmo período e no mesmo lugar, aconteceu o encontro “Aviva Shekinah”, organizado pelo grupo de jovens da Assembleia de Deus de Brasília na QNO 06, sob a coordenação do jovem Gaspar Júnior e equipe. O irmão Sebastião Divino mais uma vez foi usado grandemente por Deus, ministrando sobre questões da atualidade que efetivamente têm gerado conflitos na vida de muitos jovens.

As ministrações trataram de temas na área de conflitos de gerações, conflitos no seio da família, homossexualismo, sexualidade, internet e seus riscos e outros importantíssimos assuntos.

Cada momento que os temas eram abordados, e aprofundados se percebia nitidamente o interesse dos jovens pelo assunto. Cremos que nesse evento também, alcançamos o objetivo. Alguns chegaram a reclamar o pequeno período de tempo na abordagem de temas tão importantes para o jovem dos dias atuais, enfatizando que esses assuntos deveriam ser abordados com maior precisão nas igrejas e congressos realizados por nossa juventude bem como em outras áreas e outros departamentos.

Por fim chegamos ao final de mais um “Casados com Graça” e “Aviva Shequinah”, uma verdadeira bênção de Deus. Certificados de participação foram entregues aos participantes. Uma grande colheita realizada neste evento foi orarmos por dois casais que aceitaram a Jesus como salvador, ao ser feito apelo para que aceitassem o plano da salvação. Este acontecimento trouxe muita alegria ao coração de todos os presentes.
Resta-nos agora aguardar o próximo e termos em nossa companhia a presença daqueles, que por algum motivo não puderam participar. Parabenizo a todos que participaram bem como a comissão organizadora do evento, digo-lhes, vocês foram, simplesmente, maravilhosos. Um abraço a todos. Que o Senhor vos abençoe e porque não dizer, até o próximo!

Veja outras fotos do evento.

















quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Santíssima Trindade na Bíblia

Por Pr. Nonato Souza
O estudo sistemático sobre tão importante doutrina é necessário na atualidade. Por se tratar de doutrina fundamental, precisamos ministrar com maior intensidade e mais freqüência, inclusive nos púlpitos de nossas igrejas, esta doutrina, pois se trata de assunto extremamente sério e de grande importância para o cristianismo. Mesmo sendo doutrina de difícil compreensão no que concerne à idéia de três pessoas e somente um Deus, fica fortemente evidenciado que se trata de uma das doutrinas importantes da fé cristã.
Por Trindade de Deus se entende que Deus é um só em seu ser e substância, dotado de três distintas pessoas, que nos são reveladas como Pai, Filho e Espírito Santo.
Reconhecemos que a palavra Trindade não aparece no texto bíblico. Todavia, existem provas abundantes dessa doutrina, quer por referência, quer por inferência, e são suficientes para convencer-nos de sua autenticidade.
A Doutrina da Trindade é um mistério divino que ultrapassa a nossa razão, mas pela fé sincera na Palavra de Deus apreendemos essa doutrina fundamental.
É preciso, entendermos três termos que são sempre mencionados quando nos deparamos com o estudo da Trindade: “Trindade”, “triunidade” e “triteísmo”. Trindade e triunidade dizem respeito ao mesmo assunto. Trindade significa um só Deus em sua tríplice manifestação pessoal, enquanto que triunidade trata do modo tríplice da existência de Deus. Sendo que a idéia básica é a mesma. Triteísmo significa a existência de três deuses, não tendo nada a ver com a Trindade, que afirma a existência de um único Deus.

A doutrina da Trindade no contexto histórico

Antes da Reforma. Como já enfatizamos acima as Escrituras não nos fornece uma doutrina completamente formulada sobre a Tindade, mas contém elementos à base dos quais a teologia tem edificado a doutrina. Há informações de ter sido Tertuliano (c. de 165 -220) o primeiro a utilizar a palavra. Embora tendo sido utilizada por Tertuliano, na ultima década do segundo século de nossa era, não encontrou lugar formal na teologia da Igreja senão já no quarto século. A necessidade de formular a doutrina foi deixada ao encargo da Igreja, e foi especialmente a sua fé na divindade de Cristo, e a necessidade de defendê-la, que pela primeira vez a compeliu a enfrentar o dever de formular uma doutrina completa da Trindade para sua regra de fé. Tertuliano e Orígenes (184 – 254) trabalharam na formulação da doutrina da Trindade, mas ambos subordinaram o Filho ao Pai; e o Espírito subordinado ao Filho.
Os arianos no quarto século negaram a divindade de Cristo e do Espírito Santo. Eles ensinavam que o Filho é a criatura do Pai, e o Espírito Santo é a primeira criatura do Filho. Os arianos diziam encontrar apoio nas Escrituras para seu ponto de vista nas passagens que pareciam apresentar o Filho como alguém inferior ao Pai (Mt 28.18;Mc 13.32; 1Co 15.28).
O monarquianismo dinâmico, foi exposto pela primeira vez por Teodoro de Bizâncio por volta do ano 210, pregava que Jesus era simplesmente homem que recebera poderes especiais do Espírito Santo em seu batismo, e que o Espírito Santo era uma influência divina. O monarquianismo modalista que no oriente tornou-se conhecido como sabelianismo, recebendo este nome por causa de Sabélio, considerava o Pai, o Filho e o Espírito Santo meramente como modos de manifestações assumidos pela Divindade para sua manifestação.
Sob a liderança de Atanásio a doutrina da Trindade foi proclamada como a fé da Igreja no Concílio de Nicéia (325 d. C.). Ali foi proclamado que o Filho é da mesma essência do Pai. Atanásio um dos principais opositores de Ário declarou em seu credo:

“Adoramos um Deus em Trindade e Trindade em unidade. Não confundimos as pessoas nem separamos a substancia. Pois a pessoa do Pai é uma, a do Filho outra e a do Espírito Santo, outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma divindade, glória igual e magestade co-eterna. Tal qual é o Pai, o mesmo são o Filho e o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho incriado, o Espírito incriado. O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito Santo é imensurável. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E, não obstante, não há três eternos, mas sim um eterno. Da mesma forma não há três (seres) incriados, nem três imensuráveis, mas um incriado e um imensurável. Da mesma maneira o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente. No entanto não há três seres onipotentes, mas sim um onipotente. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor, assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado. O Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. Há, portanto, um Pai, não três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta Trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. Mas as três Pessoas co-eternas são iguais entre si mesmas; de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na Trindade como a Trindade na unidade devem ser adoradas.”

A divindade do Espírito Santo foi sustentada no Concílio de Constantinopla (381 d. C.), lá foi oficialmente declarado que o Filho é gerado pelo Pai, e que o Espírito procede do Pai e do Filho. Agostinho de Trindade foi quem melhor elaborou a doutrina no ocidente, eliminando todo elemento de subordinação.

Após a reforma. Após este período não houve maiores desenvolvimentos com relação à doutrina da Trindade. Discutiu-se, ainda bastante, a questão da subordinação do Filho e do Espírito Santo e do significado ou natureza da Trindade, modalista ou ontológica, ou seja se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são apenas modos de uma única realidade divina de se manifestar ou se são três pessoas em Si.

A Doutrina da Trindade no Antigo Testamento

O Antigo Testamento enfatiza com clareza inquestionável, a unidade de Deus. Não contém, porém, plena revelação da existência da doutrina da Trindade. Mas contém indicações desta. Isto se dar pelo fato de Israel está plenamente cercado de tribos e nações que haviam se afastado do conhecimento original do Deus Todo-Poderoso para abraçar o politeísmo. Introduzir a Trindade de modo perceptível nessa conjuntura teria sido prematuro e confuso para o povo de Israel, uma nação incipiente. Como já enfatizamos acima, o Antigo Testamento nos dar indícios da natureza trina de Deus, mas eles são mais claros apenas à luz da revelação mais completa do Novo Testamento e esta revelação vai tendo maior clareza, na medida em que a obra redentora de Deus é revelada mais claramente, como na encarnação do Filho e no derramamento do Espírito.

Palavras plurais. No Antigo Testamento existem nomes plurais para Deus, que são usados para referir-se a Ele. Os nomes Elohim e Adonai são plurais. Elohim (plural) para Deus (Gn 1.1) quando se refere ao Deus verdadeiro, tem uma forma singular do verbo. A pluralidade do nome é justificada por alguns como “um plural de magestade”. Temos também verbos e pronomes no plural relativos à divindade: “façamos”, “nossa” (Gn 1.26); “nós” (Gn 3.22); “desçamos e confundamos” (Gn 11.7); “por nós” (Is 6.8). Esses termos usados no plural dão-nos uma indicação de pluralidade de pessoas na Deidade. Gênesis 1.1, onde o nome hebraico para Deus, Elohin, é plural, já mostra que essa unidade de Deus é composta.

O Anjo do Senhor. Esse anjo aparece inúmeras vezes em todo o Antigo Testamento. Apesar de essa designação poder se referir a qualquer um dos anjos de Deus (1Rs 19.7; cf, v. 5). Algumas vezes esse Anjo é chamado de Deus (Gn 31.11-13; Ex 3.2-6; Jz 13.21,22), embora seja distinto dele (Gn 16.7-13; 18.1-21; 19.1-28; Ml 3.1). Isso certamente aponta para distinções pessoais dentro da Deidade. Estudiosos são da opinião de que o “Anjo do Senhor” no Antigo Testamento é uma representação do Cristo pré-encarnado.

Distinção de pessoas. Algumas passagens do Antigo Testamento fazem distinção entre as pessoas que formam a Deidade. a) O Senhor é distinto do Senhor (Gn 19.24; Os 1.7). b) O Redentor (que deve ser divino) é distinto do Senhor (Is 59.20). c) O Espírito é distinto do Senhor (Is 48.16; 59.21; 63.9,10).

A Trindade no Novo Testamento

O Novo Testamento não contém uma declaração explicita da doutrina da Trindade de Deus, mas contém muitas evidências da mesma. É importante enfatizarmos aqui três pontos importantes com relação à doutrina da Trindade:

As evidências da unicidade na Trindade. Assim como o Antigo Testamento, o Novo Testamento nos revela a existência de apenas um Deus verdadeiro. O Pai o Filho e o Espírito Santo constituem um só Deus. O texto de Deuteronômio 6.4 nos trás essa revelação: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”. O próprio Deus enfatiza que não há outro Deus além dele (Is 45.5).
Em toda a revelação do Novo Testamento, não vemos qualquer idéia de que haja três deuses. Textos bíblicos como 1Coríntios 8.4-6; Efésios 4.3-6; e Tiago 2.19 mostram com clareza de detalhes este assunto.
Sabe-se não ser fácil a compreensão de que há três pessoas distintas na Trindade, “cada uma contendo todo o ser de Deus em si, mesmo havendo somente um Deus e sendo Ele indivisível” (Wayne Grudem – Entenda a fé cristã, pg. 45).
Temos convicção que, enquanto neste mundo, nunca entenderemos plenamente esta tão importante doutrina, pois partes dela estão além da nossa compreensão. É parte das coisas encobertas, pertencentes ao Senhor nosso Seus (Dt 29.29).

Os papeis distinto na Trindade são evidenciados

Cada pessoa da Trindade é plenamente Deus. Vamos observar o assunto com maior evidência abaixo.

O Pai reconhecido como Deus. Essa é uma doutrina bem conhecida em todas as Escrituras. Há um Deus como Pai na revelação bíblica. No Antigo testamento essa revelação de Pai não era muito comum para Deus, principalmente para não confundir o Deus de Israel com os deuses do paganismo. No Novo Testamento o termo é bastante usado. Jesus emprega o termo cerca de 170 vezes. Deus é o “Pai das luzes” (Tg 1.17); o “Pai da glória” (Ef 1.17); o “Pai de todos” (Ef 4.6). O título é uma indicação de que Deus é a fonte de todas as coisas, ocupando por isto o primeiro lugar na Trindade. É importante observamos aqui as seguintes referências (Jo 6.27; 1Pe 1.2).

O Filho reconhecido como Deus. Jesus Cristo detém atributos naturais de divindade tais como: onisciência (Mt 9.4), onipotência (Mt 28.18), onipresença (Mt 28.20), imutabilidade (Hb 13.8), eternidade (Jo 1.1). Durante o seu ministério terreno realizou obras que somente Deus poderia fazer, como perdoar pecados (Mc 2.1-12), além disto, o Novo Testamento mostra ainda obras que somente Deus poderia fazer em Cristo, como ressuscitar os mortos (Jo 12.9), criar e sustentar todas as coisas (Cl 1.17:Jo 1.1,2), o julgamento do mundo (Jo 5.29,30; Mt 25.31,32), etc.

O Espírito Santo reconhecido como Deus. “Então disse Pedro: Ananias, porque encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo? Não mentiste aos homens, mas a Deus (grifo nosso)” (At 5.3,4). Neste relato bíblico vemos que, mesmo que o Espírito Santo tenha impulsionado Ananias e Safira a tomarem a decisão de vender sua propriedade e generosamente depositar aos pés dos discípulos, tal intento foi logo pervertido pela cobiça do casal, que tentou enganar os apóstolos. Quando assim procederam mentiram ao Espírito Santo e não aos homens, conforme o texto acima citado. Alem disso o Espírito Santo possui atributos que somente Deus possui, como onisciência (1Co 2.11), eternidade (Hb 9.14). Obras de Deus também são atribuídas ao Espírito Santo, tais como: a regeneração das pessoas (Jo 3.5,6,8), ressurreição (Rm 8.11). Títulos também são atribuídos ao Espírito Santo. Vejamos alguns: “Espírito do Pai” (Mt 10.20), “Espírito de Deus” (Rm 8.9), “Espírito de Cristo” (Rm 8.9), “Espírito da Glória” (1Pe 4.14), “Paracletos” (Jo 14.16,26; 15.26).

Evidências da Triunidade.

O Novo Testamento mostra com clareza de detalhes a doutrina da Trindade. Vejamos: O batismo de Jesus (Mt 3.16,17) A fórmula batismal (Mt 28.19). O outro Consolador (Jo 14.16). A distribuição dos dons espirituais (1Co 12.4-6). A benção apostólica (2Co 13.13) e a unidade da Igreja em Deus (Ef 4.4-6). São provas bíblicas irrefutáveis da Trindade.

Cada pessoa da Trindade é descrita na Bíblia como tendo os seguintes atributos:

Eternidade (Rm 16.26; Ap 22.13; Hb 9.14);
Santidade (Ap 4.8; At 3.14; 1Jo 2.20);
Onisciência (Jr 23.24; Ef 1.23; Sl 139.7);
Onipotência (Gn 17.1; Ap 1.8; Rm 5.5);
Onipresença (1Rs 8.27; Mt 18.20; 18.19,20; Sl 139.7-10);
Amor (1Jo 4.7-11; Jo 14.21; Rm 5.5);
Poder criador (Gn 1.1; Cl 1.16; Jó 26.13);
Imutabilidade (Sl 33.11;Hb 1.12; 13.8; At 5.3,4);
Bondade (Ex 34.6; At 10.38; Ne 9.20);
Poder de ressuscitar (1Co 6.14; Jo 2.19; 1Pe 3.19);
Poder de enviar (Jr 26.5; Mt 10.5; At 13.2);
Salvador (2Ts 2.13; Tt 3.4-6; 1Pe 1.2).


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Culto em ação de graças pelo aniversário da irmã Elinete Portela dos Santos

No dia 10 de outubro a Igreja Assembleia de Deus de Brasília na QNO 06, realizou culto em ação de graças pelo aniversário da irmã Elinete Portela. Vários irmãos da congregação e igrejas co-irmãs estiveram presentes no referido evento, que se deu em clima festivo.
Foi lembrado pelos irmãos ali presentes, o denodado trabalho prestado por esta abnegada serva de Deus na comunidade onde serve ao Senhor.
Veja algumas fotos do evento, abaixo:











sábado, 8 de outubro de 2011

Minha grande decepção com John Piper

Por Maurício Zágari
Todo cristão que se preza sabe quem é John Piper e já leu alguns de seus livros. Não é seu caso? Então corra e leia! Pois bem, não escrevo para fazer propaganda dos livros de Piper, embora faria com todo prazer. Pois bem, passei a semana inteira na 27a Conferência Teológica da Editora Fiel, na qual ele era o preletor mais esperado. Fui com expectativa. Primeiro porque esse pastor, escritor e conferencista polêmico prega Bíblia. E Bíblia pura, sem firulas ou meias-palavras Para quem está exausto de estar cercado de tanto cristianismo raso, seria a oportunidade de ouvir alguém que tem dito o que realmente importa em se tratando de fé cristã, alguém que não acha que a expressão “ortodoxia bíblica” é palavrão. Que prega o epicentro da fé, o tutano do cristianismo. Já tinha notado isso ao entrevistá-lo para a revista Cristianismo Hoje e ao ouvir muitas de suas pregações. Mas nada substitui o “ao vivo”.

Tive a oportunidade, como editor do programa de rádio Mosaico Cristão e do APENAS, de participar de uma entrevista coletiva para um grupo selecionado de poucas pessoas. Não vou dizer tudo o que ele falou, você poderá ouvir a entrevista na íntegra, com 30 minutos de duração, no dia 16/10, no Mosaico Cristão (horários e link para ouvir via web estão no twitter, pelo @Mosaico_Cristao), com perguntas minhas, do Pr. Renato Vargens (@Renatovargens), Vinicius (do blog Voltemos ao Evangelho – @voltemos), a turma do blog iPródigo (@iprodigo) e outros blogueiros e repórteres amigos.

Mas, no pouco tempo em que estivemos na mesma sala pude ver um homem pequeno, de baixa estatura, que fala como um gigante. Afinal, um cara que tem coragem de peitar as heresias e pôr o dedo na cara delas deveria ser um sujeito parrudão. Não foi o que vi. Conheci um baixinho mirradinho mas que, quando abre a boca, o que saem são pérolas e mais pérolas bíblicas. Tudo coerente. Numa época em que Missão Integral está na crista da onda, ele tem o peito de dizer que temos de ajudar sim o pobre, mas que de nada adianta ajudá-lo se depois ele vai passar a eternidade no inferno. Que diz que Teologia da Prosperidade é antibíblica e cruel. Que Teologia Relacional é fazer Deus deixar de ser Deus. Na linguagem do Nordeste, Piper se mostrou ser um “sujeito-homem”. Pois diz o que tem de ser dito. Ele não é arrogante: é bíblico e faz isso de forma incisiva.

Certa vez vi uma twitcam em que um grupo de jovens cristãos emergentes (que recentemente racharam com sua igreja original e agora convregam num local onde até cesta de basquete no salão tem) o acusavam de “não ter amor”, pela forma como fala. Nada mais distante da realidade. Vi ali puro amor… pela santidade e a soberania de Deus.

O que ouvi sair daqueles lábios foi Evangelho puro. Foi “você é pecador, arrependa-se e entregue-se a Cristo, para a glória dEle”. A mensagem de Jesus. Não ouvi projetos sociais que não ecoarão pela eternidade. Não ouvi bobagens sobre o amor de Deus ditas em frases poéticas. Não ouvi nenhuma vontade de agradar quem quer que seja exceto Jesus. Saí de meu encontro com Piper com a certeza de que ainda há os que percebem que cristianismo é sobre a eternidade ao lado de Cristo. Tem pouco ou quase nada a ver com esta vida, que a Biblia diz que é “como um sopro” ou “como uma neblina”.

Não o idolatro. Não o tenho como quarto membro da Trindade. Vejo nele um homem falho como eu e você. Mas meu encontro com John Piper confirmou uma certeza que eu já tinha: o Evangelho e Jesus não precisam de mais pregadores da prosperidade, de marxismo cristão, de ativismos em nome de Cristo, de universalistas, de poetas que dizem que Deus não está no controle, de gente que ataca a igreja institucional achando que esta fazendo uma grande coisa. Tudo isso, como disse Paulo, “considero como esterco”. Basta de igrejas e pastores moderninhos que querem “ganhar” a juventude usando roupa da moda, cabelo estiloso e indo a shows de Ozzy Osbourne.

Imagino Cristo olhando isso tudo e dizendo “não entenderam nada”.

Sai do encontro com John Piper com a certeza de que Jesus quer mais Johns Pipers. Homens e mulheres que não têm vergonha de proclamar as Escrituras, doa a quem doer. Homens como Augustus Nicodemos Lopes, Walter McAlister, Franklin Ferreira, Paul Washer. Pois são esses que vão pregar o que Cristo pregou, que vão pôr Jesus e não o homem no centro de tudo e, acima de qualquer coisa cumprirão a missão de Deus e a razão da criação do homem: a GLÓRIA DE DEUS.

Ah sim, já ia me esquecendo de dizer qual foi a minha grande decepção. A grande decepção sou eu. Foi perceber o quanto estou longe do que deveria ser. Meu conhecimento teológico é pequeno. Minha ousadia ao proclamar o Evangelho é pífia. O que tenho feito para glorificar Deus tem sido muito pouco. Meu encontro com John Piper foi um despertamento: está na hora de começar a fazer alguma coisa. Fazer mais. É o mínimo que posso fazer por Aquele que me chamou das trevas para sua maravilhosa luz. E você? O que tem feito para a glória de Deus além de gritar “glória a Deus!” durante cultos dominicais? Acho que Piper tem feito mais que issso. Que eu possa fazer também, com cada inpiração de meus pulmões, cada palavra que saia de meus lábios e cada ação que minhas mãos executem.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: apenas1.wordpress.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um clamor para que os céus se fendam

Por Hernandes Dias Lopes
O profeta Isaías, num profundo clamor pela intervenção sobrenatural de Deus na vida do seu povo, clamou: “Oh! Se fendesses os céus e descesses!” (Is 64.1). Isaías está sedento pela presença manifesta de Deus. Isaías estava plenamente consciente de que nenhum poder da terra e nenhum recurso dos homens poderia trazer alento para o seu povo a não ser a presença de Deus. Essa é também a necessidade da igreja hoje. Não nos contentamos com templos bonitos. Não nos satisfaz termos um bom orçamento financeiro. Não é suficiente termos pessoas influentes na sociedade frequentando a igreja. Somente a presença manifesta de Deus pode levantar-nos para uma vida maiúscula e superlativa. Somente a presença de Deus pode encher-nos de entusiasmo espiritual. Precisamos desesperadamente de uma visitação extraordinária de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja. Destacaremos, aqui, três verdades importantes:

1. o clamor pela presença de Deus só pode partir de corações sedentos por Deus. A igreja contemporânea tem sede de muitas coisas, mas está apática pelas coisas de Deus. Substituímos o Deus das bênçãos pelas bênçãos de Deus; o criador pela criatura; o doador pela dádiva. Construímos nossa própria torre de Babel. Celebramos o nosso próprio nome e contentamo-nos com as glórias da terra em vez de buscarmos com sofreguidão a glória do Deus eterno. O avivamento da igreja é a nossa maior e mais urgente necessidade. O avivamento, porém, acontece quando os céus se fendem e Deus desce com sua presença manifesta. O avivamento acontece quando a igreja anseia por Deus como um sedento clama por água e como a terra seca anseia pelas chuvas torrenciais. Ah, que Deus desperte nosso coração dessa letargia espiritual! Que Deus nos acorde desse sono da morte! É tempo de buscarmos o Senhor! É tempo de voltarmo-nos para Deus de todo o nosso coração!

2. o clamor pela presença de Deus tem o propósito de sermos inflamados pelo fogo divino. O profeta Isaías clama pela presença de Deus porque tem consciência da necessidade de ser aquecido pela presença manifesta de Deus como os gravetos são inflamados pelo fogo. Quando o Espírito Santo desceu no Pentecoste pousou sobre cada um deles como línguas de fogo. O fogo ilumina, aquece, purifica e alastra. Precisamos urgentemente rogar a Deus para que ele fenda os céus e venha sobre nós nos inflamar, aquecer e despertar para uma vida de entusiasmo espiritual. Não basta fazer a obra de Deus; é preciso fazê-la com entusiasmo. Não basta frequentar a casa de Deus; é preciso ter o coração aquecido. Não basta honrar a Deus com os lábios; é preciso ter o coração derramado na presença de Deus. Ah, falta vitalidade espiritual em nossa vida; falta vida em nossos cultos; falta aquela alegria indizível e cheia de glória em nossa adoração; falta calor espiritual em nossas orações. Que Deus tenha misericórdia de nós e fenda os céus e desça para nos despertar!

3. o clamor pela presença de Deus tem como propósito a vindicação da própria glória de Deus. Isaías ora para que os céus se fendam e clama pela presença manifesta de Deus não apenas para que o povo de Deus seja despertado, mas também, para que as nações reconheçam a glória de Deus e temam o seu nome. O avivamento é uma vindicação pela glória de Deus. Quando Deus fende os céus e desce para inflamar a igreja, a glória de Deus se manifesta entre as nações e os inimigos de Deus temem o seu glorioso nome. Quando a igreja perde seu vigor espiritual, quando seus cultos se tornam apáticos e cheios de formalidade; quando as brasas vivas se cobrem de cinzas e os crentes se tornam apáticos, abandonando o seu primeiro amor, o mundo se insurge contra Deus para zombar de seu santo nome. Ah, é tempo de clamar pela visitação extraordinária de Deus, para que ele fenda os céus e desça a fim de que os inimigos de Deus temam o seu santo nome. O avivamento acontece na igreja, mas transborda para o mundo. Quando Deus inflama o seu povo, o mundo reconhece que o nosso Deus é o único Senhor e teme o seu nome.

Fonte: Palavra da Verdade