quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

JUBILEU DE OURO - ADEB, HÁ 50 ANOS CONSERVANDO A CHAMA PENTECOSTAL


A Assembleia de Deus de Brasília completa neste ano, mais especificadamente no mês de abril, seu Jubileu de Ouro. A comissão organizadora do referido evento (diga-se de passagem, trabalhando muito) está preparando com muita eficiência uma programação festiva, que me parece, está ficando muito bonita.
Não tem tanto tempo que estou neste arraial de santos, mas, entendo que já posso dizer alguma coisa acerca deste bonito trabalho pentecostal, principalmente no que concerne aos elementos espirituais, unidade, e comunhão, que nos faz tão bem por aqui.
Devo dizer que temos sido grandemente abençoados por Deus, a graça salvadora de Deus continua em ação. Neste tempo presente em que se observa um estado de letargia e mornidão espiritual em muitos lugares, descompromisso com os fundamentos espirituais dos princípios bíblicos, por aqui ainda vivemos, por misericórdia de Deus, um derramar desta graça poderosa com salvação de almas, cura divina, batismos no Espírito Santo e manifestação dos dons espirituais. É claro, e temos convicção disso, temos os nossos problemas, dificuldades, mas a graça do Eterno tem superabundado, e temos experimentado muito da ação de Deus nas coisas que estamos a fazer. Deus é fiel!
São cinquenta anos de vitórias, e queremos comemorar este tempo com muito ânimo, alegria, verdadeiro entusiasmo. Nossa unidade permanece equilibrada, não temos nenhum interesse de ter em nosso meio o espírito de divisão, inquietação, confusão; se já sofremos em algum tempo estes problemas, não me interessa, hoje estamos em paz e não queremos mais ter que passar por estes dissabores. Os companheiros que deste Ministério fazem parte, estão sempre somando para que a paz de Deus que excede todo entendimento continue e estilar o seu aroma, e o cheiro deste perfume exale por onde quer que passemos, sendo assim, glorificado o santo nome do Senhor Jesus.
Um pequeno relato para dizer o que andamos a fazer, não é nada ruim. O trabalho tem avançado muito nestes anos, hoje estamos em vários estados deste nosso querido Brasil, mas também estamos lá fora. Já estamos a estabelecer nossas tendas pela Europa, Estados Unidos, Japão, Perú, Africa, etc,. Deus tem nos dado a oportunidade de realizarmos sua obra fazendo missões, evangelizando. Estamos crescendo e não pretendemos parar. Aquele que em nós começou a boa obra, a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.
Parabenizo o meu pastor presidente, Orcival Pereira Xavier (porque deixaria de fazê-lo), que junto á diretoria, está fazendo um trabalho bonito para o Reino de Deus. Deus levante líderes que estejam preocupados com o bom andamento do trabalho, este (meu presidente), eu sei que é preocupado. Os coordenadores de setores juntos somam para o bom andamento desta obra.
Eu gostaria de poder dizer muito mais, porém, estou vendo que o texto está ficando extenso, o que poderá gerar dificuldades para alguns. Vamos aguardar a festa do JUBILEU DE OURO, participar, está presente, não perder nem um só lance e glorificar a Deus por todas as vitórias, Afinal essa é a nossa festa, a festa do povo de Deus. Depois do evento, se for possível voltaremos a escrever mais algumas linhas, sobre os resultados do mover de Deus neste Cinquentenário. Ei, não se esqueça! Conservemos a chama do Pentecostes! Essa é a nossa obrigação, e é bom que nos esforcemos para assim fazer. Que o Senhor nos ajude!
Pr. Nonato Souza.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

AVIVAMENTO, NECESSIDADE ATUAL (3/3)



Por Nonato Souza

Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc 3.2).

Este é o terceiro ensaio sobre este importante tema "Avivamento, necessidade atual". Pretendo para por aqui.

Estou plenamente consciente que o que se vê no meio cristão evangélico acaba trazendo grande dificuldade quando se quer analisar as implicações de um avivamento em nossos dias. “Primeiro porque não temos uma ‘teologia de avivamento’ que aborde de modo sério nossa realidade. Segundo porque o termo avivamento soa na cabeça de muitos com significados variados e até contraditórios, que chega a obscurecer a nossa visão ao tentarmos enfocar a ação da igreja em meio à sociedade”.

Alguns chegam a firmar que a igreja brasileira vive um avivamento na atualidade. Sabe-se, no entanto, que ainda não estamos experimentando um avivamento, no sentido lato da palavra. Na verdade, o que experimentamos são manifestações esporádicas do Espírito. Temos muito movimento, mas pouco do mover de Deus neste momento. O teólogo Gilberto falando sobre o assunto diz: “O avivamento espiritual, como no princípio, é uma necessidade em nossos dias. Hoje, muitas igrejas pensam está experimentando um reavivamento, quando, na verdade, tudo não passa de inovação, misticismo, falsificação e mudanças injustificáveis na liturgia do culto, etc.” (Verdades Pentecostais, pg. 85).

A Necessidade de um Avivamento Hoje.

Sem dúvida alguma, necessitamos de um avivamento, um avivamento genuíno. O estado espiritual de muitos crentes, e porque não dizer, o estado espiritual da própria igreja hoje, indica que temos razões de sobra para esta necessidade.

Charles Finney, nos indica sete princípios que nos mostram com clareza quando há necessidade de um avivamento:

a) Quando há dissensão, invejas e falsos testemunhos entre os crentes;
b) Quando o Espírito de mundanismo está na igreja;
c) Quando há necessidade de amor fraterno e confiança cristã entre os líderes eclesiásticos;
d) Quando fica patente que os membros da igreja estão caindo em pecados escandalosos e grosseiros;
e) Quando impera o espírito de controvérsia, que inibe a unidade do corpo de Cristo;
f) Quando o ímpio triunfa e escarnece da igreja
g) Quando os pecadores vivem estúpida e abertamente em seus pecados sem serem incomodados pela pregação ardente do evangelho.

Para Finney a Igreja tem que ser reformadora do mundo, antes, porém, ela precisava reformar a si mesma, para que possa impactar o mundo à sua volta.

As necessidades de um avivamento hoje são alarmantes, chega até a causar espanto. A igreja atual tem desafios inimagináveis. Um exemplo claro desta critica situação instalada em nosso meio, é o fato de não conseguirmos cumprir nossa missão integral, o avivamento seria a solução para esta questão.

Um avivamento hoje na igreja brasileira trará sem dúvida, maior crescimento de evangélicos em nosso país. Principalmente evangélicos compromissados com a Palavra de Deus. Uma nação que está moralmente e eticamente apodrecida será tocada profundamente pelo poder da Palavra pregada. A luz do evangelho voltará a brilhar no seu maior fulgor, voltará a resplandecer, e as trevas do desespero, que está por toda parte desaparecerá.

A Igreja voltará a influenciar essa sociedade que se encontra decadente. O testemunho dos cristãos terá maior credibilidade, não são poucos os que não querem fazer negócios com crentes, ressalvados aqui os que zelam pelo bom nome do evangelho.

Doenças e enfermidades que se tem tornado avassaladoras dentro de nossas igrejas, os problemas insolúveis que nos atingem, o número de divórcios que tem aumentado entre os evangélicos, intrigas entre os irmãos, disputas denominacionais, o pecado que tem se tornado um estilo de vida para não poucas pessoas, a diferença entre os que servem a Deus e os que não servem, etc., são motivos que nos impulsionam a clamar por um avivamento urgente. Que Deus tenha misericórdia de nós.

“O avivamento é necessário, os elementos substanciais que podem liberar a ação de Deus estão em primeiro plano na Palavra de Deus. Por ela somos beneficiados à medida que reconhecemos o que ela representa para nós. Quando desprezamos a Palavra de Deus, perdemos a visão dos nossos deveres e responsabilidades para com a causa de Cristo. Perdemos de vista as ricas bênçãos que Deus tem para nós e ficamos sem incentivo para crer e agir em prol do avivamento. Em segundo plano, está a oração que faz parte da normalidade da vida do povo de Deus (2Cr 7.14). O arrependimento sincero, a confissão de pecados, o abandono dos padrões de anti-vida, e compromisso com os elevados padrões de Deus, demonstração de poder pelo Espírito Santo (At 1.8), a operação dos dons de serviço, num maior envolvimento de todo o corpo de Cristo, são fatores importantes e fundamentais para o avivamento que precisamos”.

Conclusão:

Concluo o assunto citando Claudionor de Andrade, no seu livro: Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento, exatamente porque o que é citado retrata o verdadeiro avivamento:

“O verdadeiro avivamento tem a Bíblia sagrada como a inspirada, infalível, inerrante e completa Palavra de Deus. O verdadeiro avivamento não admite qualquer outra revelação que venha contrariar as Sagradas Escrituras, pois estas são soberanas e irrecorríveis. O verdadeiro avivamento prima pela ortodoxia bíblica e pela sã doutrina. O verdadeiro avivamento é espiritual, mas não admite o misticismo herético e apóstata que, sob a capa da humildade, busca desviar os fiéis das recomendações dos profetas do Antigo Testamento e dos apóstolos do Novo testamento. O verdadeiro avivamento prega o Evangelho completo de nosso Senhor Jesus, anunciando que Jesus salva, batiza no Espírito Santo, cura os enfermos, opera maravilhas e que, em breve, haverá de nos buscar, a fim de que estejamos para sempre ao seu lado. O verdadeiro avivamento enfatiza a salvação pela graça através do sacrifício vicário do Filho de Deus. O verdadeiro avivamento é pentecostal; realça a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. O verdadeiro avivamento tem o firme compromisso com o imperioso ide de nosso Senhor Jesus Cristo, por isto não poupa recursos humanos e financeiros na evangelização local, nacional e transcultural. O verdadeiro avivamento acredita na necessidade e na possibilidade de todos os crentes viverem uma vida de santidade e inteira consagração a Deus. O verdadeiro avivamento é intercessor. Leva os crentes a rogar ao Pai Celeste por aqueles que ainda não foram alcançados pelo Evangelho. O verdadeiro avivamento estimula os crentes a viverem como irmãos e a amar uns aos outros como Cristo nos amou e por nós se entregou. Enfim, o verdadeiro avivamento leva os fiéis a devotar um amor incondicional pelo Senhor Jesus Cristo, e ansiar por sua volta gloriosa – nossa bendita esperança".

O verdadeiro avivamento passa por esse caminho.

"Aviva, ó Senhor, a tua obra!


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

AVIVAMENTO, NECESSIDADE ATUAL (2/3)



Por Nonato Souza

Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc 3.2).

Na sequência do tema "Avivamento, necessidade atual", vamos observar alguns pontos que, não sendo observados, poderão trazer sérios prejuízos ao avivamento.

O Abandono da Palavra de Deus.

O ensino sistemático da Palavra de Deus, a pregação Cristocêntrica tem desaparecido dos púlpitos de muitas igrejas. Estamos vivendo dias que em muitas igrejas a Palavra de Deus tem sido relegada a segundo plano o que se constitui num grande prejuízo, pois não havendo Palavra de Deus, não poderá haver avivamento (Ez 37.4,7).

O declínio espiritual de Israel se dava pelo fato de abandonarem a Lei do Senhor. No reinado de Josias o avivamento chegou quando, o Sumo sacerdote Hilquias encontrou o livro da Lei que estava perdido dentro da casa do Senhor (2Rs 22.8), que tristeza! Será que o mesmo ainda acontece nos dias atuais? Será que não é hora de dar o devido lugar e valor à Palavra de Deus nos púlpitos de nossas Igrejas? Porventura não é a falta da boa Palavra que tem causado este estado de letargia, mornidão espiritual e desvio dos bons princípios bíblicos em muitas igrejas? Ouso perguntar: Que lugar tem a Palavra de Deus no púlpito de sua igreja? A base para o avivamento é a palavra de Deus (Sl 119.25,107,149,154,156). Não obstante, a Palavra de Deus, ser a fonte inesgotável capaz de saciar a sede da humanidade e gerar o avivamento que necessitamos, o que temos visto em alguns de nossos cultos senão muito movimento e barulho sem nenhuma unção do Espírito Santo e nada de Bíblia. Lembremo-nos de que o avivamento vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Hc 3.2).

Muitos tem me arguido com perguntas acerca se estamos vivendo um avivamento atualmente. Sempre respondo: Que avivamento? Não há avivamento sem amor e dedicação profundo à Palavra de Deus! Esta geração está enfastiada da Palavra de Deus, salvo, uma pequena exceção. Basta ver as nossas reuniões onde se prioriza o estudo da Palavra. Porventura, elas estão cheias, repleta de pessoas sedentas por aprender a Palavra de Deus?

As paixões carnais e atos pecaminosos.

A vida decadente de Sansão ilustra muito bem os males decorrente desse tipo de atitude. Era um homem dominado por desejos carnais. Sansão julgou Israel durante vinte anos, durante este tempo diz a Palavra de Deus que o Espírito do Senhor começou a movê-lo (Jz 13.25). Acerca dele, lemos em vários trechos expressões tais como: “Então o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou dele” (Jz 14.6,19;15.14). Tais expressões sem dúvida alguma revelam o segredo da força de Sansão. Quando o Espírito Santo vinha sobre ele, o tornava capaz de matar um leão rasgando-o com suas próprias mãos (Jz 14.6). Era Nazireu de Deus, portanto, separado, consagrado e dedicado totalmente ao Senhor.

Pelo Espírito de Deus Sansão encontrou forças para libertar seu povo que gemia sob o jugo da escravidão dos Filisteus. Sem dúvida alguma, foi a concupiscência insaciável de Sansão que o levou à queda. Quando enamorou-se de uma mulher chamada Dalila, que provavelmente era filistéia, os príncipes filisteus ofereceram a ela uma soma para que ela o levasse a descobrir onde estava o segredo de sua força. Com astúcia diabólica, Dalila o dominou pouco a pouco, até que ele revelou o seu segredo.

Foi uma tragédia quando o libertador, dormindo sobre os joelhos da mulher, despertou pensando que escaparia mais uma vez. “Não sabia que o Senhor já se havia retirado dele” (Jz 16.20). O segredo das vitórias de Sansão foi revelado ao inimigo. Foi a sua derrota total. Alguém citando sobre a derrota de Sansão disse: “quando pecou Sansão perdeu três coisas: 1) perdeu a força; 2) perdeu a visão; 3) perdeu a liberdade”.

As paixões carnais e atos pecaminosos levam os homens a um estado de lástima e miséria deixando-os distante de Deus. Vivendo uma vida carnal impedimos o avivamento tão necessário hoje. Enquanto que se dedicarmos nossa vida em consagração a Deus, estaremos abrindo portas para uma ação poderosa do Espírito em nossa vida. Sansão foi o instrumento de Deus para aquele momento histórico de dificuldades em Israel, vindo depois cair por falta de vigilância. O avivamento que Deus está prestes a enviar sobre a igreja no Brasil e, particularmente em cada igreja local, não deve ser impedido por causa de nossa falta de cuidado e vigilância. Coloquemos nossa vida no altar de Deus, reparado, para que o fogo venha do céu e queime todo o holocausto (1Rs 18.38). Tenho visto que os nossos sacrifícios tem muita fumaça e quase nada de fogo. Há muitos movimento e quase nada de ação de Deus em nosso meio. É fácil identificar esta situação. Olhe para os grande eventos promovidos pelas igrejas evangélicas e o fervor que neles acontece. Depois, vá às igrejas locais e analise a situação em que muitas se encontram. Envolvidos no evangelismo local, cultos de estudos da Palavra de Deus repletos, reuniões de orações cheios? Nada. Um avivamento verdadeiro, parece ser a solução.

Apego ao mundo e suas práticas.

Mundo (gr. kosmos), freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e, existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente imorais e pecaminosos do mundo, mas também ao espírito de rebelião contra Deus. São três as palavras gregas que às vezes são traduzidas pela palavra mundo. A primeira palavra grega oikoumene é geralmente usada indicando o mundo habitado ou a terra onde vivemos. A segunda palavra grega é aion, que às vezes é também traduzida por “mundo”, mas geralmente por “século”, dando a entender a era em que vivemos (Rm 12.2; 2Co 4.4; Gl 1.4). Caracterizando também o sistema de idéias deste mundo. Em tais casos, aion é quase intercambiável com a terceira palavra, kosmos, descreve a ordem ou o sistema que governa esta terra habitada. É uma palavra complexa e difícil de definir. Um exemplo claro disto são os textos de Jo 3.16, onde se diz que Deus ama este mundo (gr. kosmos), e o de 1Jo 2.15, onde somos ensinados a não amar o mundo (gr. kosmos). Nesse caso temos de recorrer ao contexto, que vai nos dizer em tais casos, qual o sentido pretendido para a palavra mundo.

Às vezes pode indicar a terra, às vezes todo o mundo dos seres humanos, e às vezes todo o sistema sobre o qual reina Satanás (Jo 12.31; 1Jo 5.19). Bubeck nos diz sobre o mundo: “Sendo nosso inimigo, o mundo é todo um sistema organizado, formado de variadas e mutantes filosofias sociais, econômicas, materialistas e religiosas, que se expressam através das organizações e personalidades dos seres humanos. O sistema do mundo em sua função é uma expressão composta de depravação do homem e das intrigas do governo de Satanás, combinadas em oposição ao governo soberano de Deus” (O Adversário. Bubeck. pg. 47,48).

O mundo é absolutamente hostil a todos nós servos do Senhor Jesus. Devemos investir todos os recursos possíveis para não nos deixarmos dominar por ele. O apego ao mundanismo leva o crente a um esfriamento espiritual, tendo como conseqüência o afastamento de Deus e de sua Palavra. Quando somos admoestados a não amarmos o mundo nem as coisas que no mundo há, estamos sendo advertido que, por trás de todo empreendimento meramente humano, está um espírito, força ou poder maligno agindo contra Deus e sua Palavra. Não tenhamos duvidas, o mundanismo e o apego às suas práticas são um impedimento ao avivamento espiritual que necessitamos.

Continua...


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PASTOR DONNIE SWAGGART DESMASCARA A FARÇA DA DOUTRINA DA PROSPERIDADE

Me causa espanto, a maneira que os adeptos do evangelho positivista se comportam diante da Palavra de Deus, é como se não tivessem de prestar contas ao Senhor da obra, parecem não ter nenhum interesse com o bem espiritual de ninguém. Na verdade, os tais estão interessados apenas em bens materiais e prazeres, estando sempre em busca da satisfação dos seus desejos egoístas (Fp 3.19). Apóstolo Paulo tem razão quando diz: “Os tais, na verdade, embora tenham aparência de piedade, negam-lhe, porém a eficácia” (2Tm 3.5). O pastor Donnie Swaggart tem razão quando prega com muita precisão sobre o assunto. É bom ouvir e ver o que o referido pastor está a dizer sobre os tais. Que Deus levante homens que sejam tementes e prontos a transmitir as verdades bíblicas. É o que estamos precisando no momento (veja o vídeo abaixo). Pr. Nonato Souza.

AVIVAMENTO, NECESSIDADE ATUAL (1/3)



Por Nonato Souza

“Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).

O profeta Habacuque tinha conhecimento de que o povo havia pecado contra Deus e que, segundo a resposta que Deus dera à sua oração no capítulo dois, a conseqüência desse pecado seria o derramamento do juízo de Deus sobre eles.

Ciente de que o juízo de Deus era iminente e que o povo não sobreviveria se não houvesse uma intervenção divina através de um derramamento de sua graça e de seu Espírito, o profeta ora a Deus, pedindo que haja uma manifestação do seu poder e, que se lembre da sua misericórdia em tempos de aflição e angústia.

A oração do profeta Habacuque me faz lembrar dos tempos trabalhosos e difíceis mencionados no texto sagrado. O povo de Deus vive os últimos dias sobre esta terra. São os momentos que precedem o arrebatamento da Igreja de Cristo.

Apóstolo Paulo falou sobre estes dias, quando disse:

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te (2Tm 3.1-5).

Ventos estranho à nossa fé cristã assopram fortemente, tentando abalar os alicerces da Igreja de Cristo. Em tempo de afrouxamento da lei e grandes problema de injustiça no meio do povo de Deus, parece que estamos vendo predominar o que é mal no arraial dos santos. Retorno urgente ao estudo sistemático da Palavra de Deus é a arma poderosa que dispomos para combater tais movimentos e atitudes contrárias ao principio bíblico. Tem havido substituição do estudo sistemático da Palavra, da pregação bíblica expositiva, por uma quantidade inumerável de coisas que no mínimo são estranhas ao nosso comportamento cristão.

Observa-se, que o desvio, na maneira de viver de muitos cristãos, no que concerne à doutrina bíblica, tem minado nossas forças e nos tornado presa fácil para os falsos ensinos que só podem ser refutados com o devido conhecimento bíblico (2Tm 3.14; Ef 4.14). Sem dúvida, o momento requer cuidado e vigilância por parte daqueles que tem a responsabilidade sobre o rebanho. Não será este o tempo de nos voltarmos para Deus e buscá-lo incessantemente? O profeta Oseias admoesta: “é tempo de buscar o Senhor" (Os 10.12). Um clamor urgente se faz necessário, para que o Senhor se manifeste com poder e misericórdia através de um necessário avivamento.

O que é o Avivamento?

Podemos entender avivamento como tempos abençoadas em que o Espírito do Senhor de novo se move sobre a face das águas e a beleza da nova criação torna-se visível. São épocas em que os crentes são despertados para uma vida espiritual mais abundante, uma vida de oração mais constante, dinâmica e fervorosa. São tempos em que flui em nosso coração um desejo mais ardente de promover a causa de Cristo, a salvação dos pecadores. Conversões em grande quantidade são experimentadas, mentes transformadas. São dias abençoados em que a vida da Igreja se torna mais dinâmica, cada crente mais frutífero e mais efetivo na obra de evangelização.

Para que o avivamento venha e permaneça é necessário haver comunhão pessoal e sem interrupção com Cristo. Não compete ao homem organizar um avivamento, não é projeto humano; é uma coisa misteriosa como um vento. Jesus falou sobre isto quando disse: “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo 3.8).

Uma vida na plenitude do Espírito é a vontade de Deus para o crente individualmente, tudo o que é inferior a uma entrega total se constitui em pecado. É pecado ser morno (Ap 3.16). É pecado ser temeroso (Ap 21.8). É pecado ter uma vida centralizada no “eu” (2 Tm 3.2-4). A Bíblia diz sobre o pecado: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.2). Portanto atentemos para o que diz o apóstolo Paulo: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).

Efeitos do Avivamento.

O avivamento traz à Igreja um novo sentido de responsabilidade para com a obra de missões e evangelização. Sua prioridade principal passa a ser novamente a pregação poderosa do Evangelho com a operação de sinais e maravilhas (At 8.4-8). O avanço do Reino de Deus passa a ser a meta princípua de líderes e liderados, pois, passa-se a ver as “terras, que já estão brancas para a ceifa” (Jo 4.35). Com o avivamento, os púlpitos e as igrejas são incendiados pelo fogo do Espírito Santo, podendo assim incendiar o mundo com a Palavra de Deus.

O avivamento que o Espírito Santo trouxe à Igreja primitiva em sua fase inicial, conforme mostra Atos dos apóstolos, fez da Igreja uma comunidade vitoriosa. A Palavra de Deus nos leva a crer, que Deus nos torna mais que vencedores (Rm 8.37). Em Cristo Jesus, somos vitoriosos contra todas as forças do mal, contra todos os poderes de Satanás (Ap 12.10,11), contra todos os inimigos (Sl 44.5) e até sobre a morte, o último inimigo que será vencido ( 1Co 15.52-57). O avivamento gera na Igreja vida. E os que se integram a este avivamento se tornam vitoriosos. Somos destinados por Deus a ter uma vida de vitória em Cristo Jesus.

Continua...