sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O NASCIMENTO DO REI JESUS


“Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, e eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim” (Lc 1.30-33).
O nascimento de Jesus foi predito pelos profetas do Antigo Testamento. Ele é o menino que estava para nascer, o filho que seria dado, aquele de quem Isaias falara que seria: “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). O evangelista Lucas registra que nos dias de César Augusto, foi publicado um decreto convocando toda a população do Império para alistar-se (Lc 2.1,2). Maria e José, que viviam em Nazaré (cerca de 160 Km de Belém), subiram juntamente com os demais, para que ali cumprissem o que Deus dissera através do profeta Miquéias. “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Deus através de sua soberana vontade, fez com que Roma baixasse um decreto que obrigou Maria e José irem juntos à Belém exatamente quando o menino estava para nascer. Nesta época o Império Romano estava na sua maior glória, dominando todo o mundo de então, tendo César Augusto como seu Imperador e Herodes como governador da Judéia, que nesta época se encontrava subjugado e dominado por Roma. Em Belém, onde Maria se encontrava com José, deu à luz seu filho primogênito e o deitou numa manjedoura (tabuleiro fixo, usado para dar comida aos animais) tendo ela mesmo envolvido seu filho em panos, porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc 2.7).
É do conhecimento de todos que o nascimento do Rei Jesus foi o maior evento de todos os tempos e de toda a história. Porém, quando Jesus nasceu, registra o texto sagrado, “que não havia lugar para ele”. Era este, o prenúncio da maneira como o mundo o receberia. Nunca em toda a história da humanidade houve um nascimento tão real como o de Jesus. Anjos desceram a terra para proclamarem o nascimento do Rei dos reis, com todo o poder nos céus e na terra. Nos campos estavam os pastores que exaustivamente cuidavam dos seus rebanhos. De repente o anjo do Senhor veio sobre eles. Famintos e sedentos, estes pastores foram os primeiros a receber a Glória que chegava para abençoar a humanidade que jazia assentada nas trevas da indiferença e região da sombra da morte. Os magos que de longe vieram, um grupo de gentios, foram os primeiros a procurar o Messias, recém nascido Rei dos Judeus. Enfatizando aqui que, para os judeus, os gentios não eram dignos de receber as bênçãos do Messias, esquecendo-se totalmente da declaração de Abraão que disse: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).
Naturalmente houve grande comoção entre o povo, ao ouvir a notícia do nascimento de um rei que era esperado por longos tempos. Havia também receio, porque segundo as Escrituras o Messias seria, tanto Juiz como Libertador. O recém-nascido era exatamente o Salvador que os judeus devotos e cheios do Espírito Santo aguardavam para a redenção de Israel, e ele não era um homem qualquer, era um descendente da família real, que nascera para exercer o domínio real em nossas vidas, e o seu reinado nunca teria fim (Lc 1.32,33). A palavra de Deus nos mostra de maneira muita precisa o quanto ele tinha de Rei. Tinha um nome real (Mt 1.23); tinha uma posição real (Mt 2.6); foi anunciado como rei (Mt 3.3); foi coroado como rei (Mt 3.7); foi proclamado como rei (Mt 7.29); tinha lealdade de reis (Mt 12.30); tinha glória real (Mt 25.31,34); tinha amor real (Mt 20.28); realizou sacrifício real (Mt 27.35,37);conquistou vitória de rei (Mt 28.6). Ele foi o Rei profetizado no Antigo Testamento. Dos trinta e nove livros que compõem o Cânon Sagrado do Antigo testamento, dezessete destes são dedicados de forma plena à mensagem profética. As profecias que dizem respeito ao surgimento de um rei que havia de vir, estão consubstanciadas nos livros proféticos, mas também em outros livros. Na verdade estas profecias espalham-se em toda a Escritura. Não tenho como comentar passagens proféticas relacionadas ao assunto, mas me contentarei em apenas citar algumas para consulta (Nm 24.17; Sl 72; Ez 37.24; 1Sm 13.14; Jr 23.5; Dn 7.14; todos os textos acima no Evangelho de Mateus).
O Rei que nasceu em Belém foi sumariamente rejeitado por Herodes (Mt 2.16); por seus próprios irmãos naturais (filhos de Maria); por Jerusalém (Mt 23.37,39; Lc 4.16,29), que não o recebeu nem o aceitou como seu rei. Um dia Ele voltará e assentar-se-á sobre o trono de Davi, nesta cidade; enfim, foi rejeitado por todos (Jo 1.11; 18.33; 19.16). Mesmo tendo sido rejeitado por todos, Ele é Rei eternamente.
Olhando para Belém, cidade natal do nascimento do rei Jesus, e para o Calvário, local onde foi crucificado o Reis Jesus, vemos o quanto distavam um do outro. São dois pólos bastante distantes. O primeiro: a graça divina em que se descobre o infinito amor de Deus para com os homens. O segundo: a culpa humana em que se descobre o negro ódio dos homens para com Deus. A “Luz do Mundo” nasceu de noite. Noite material e espiritual. O mundo estava inteiramente mergulhado em trevas, perdido e sem salvação. Jesus se manifestou para trazer ao mundo perdido a maior de todas as esperanças. Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). Este é o sentido do verdadeiro Natal. UM FELIZ NATAL PARA TODOS!

Pr. Nonato Souza.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

BIBLIOLOGIA - UM ESTUDO SOBRE AS ESCRITURAS


É do conhecimento de grande parte, que a revelação bíblica é a fonte principal da Teologia. Daí a importância de estarmos inteirados sobre o assunto. Bibliologia é o estudo sobre as Escrituras Sagradas. Gabriela Mistral disse: “A Bíblia é para mim o Livro. Não vejo como alguém pode viver sem ela, a não ser que se torne pobre, nem como pode ser forte sem este alimento, nem doce sem este mel”.
O propósito principal da revelação não é apenas tornar o homem conhecedor do poder, atributos e propósitos de Deus, mas acima de tudo estabelecer um contato pessoal entre Deus e o homem, advindo daí a experiência religiosa.
Deus tem o desejo de revelar-se às suas criaturas. Ele é um Deus que fala e se manifesta, isto é revelado na criação e ainda através de toda a história bíblica. O texto sagrado nos diz: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias pelo Filho” (Hb 1.1). Foi pois, do agrado de Deus que toda a revelação de si mesmo fosse trazida ao homem por meio de um livro que se chama Bíblia Sagrada.
Chamada “Escrituras Sagradas”, “Sagradas Escrituras”, simplesmente “Escrituras” ou “Palavra de Deus”, a Bíblia se constitui na única regra de fé e de conduta do crente. Suas doutrinas são santas, seus preceitos são leis, suas histórias são verídicas e suas decisões irrevogáveis.
Deus quis, por sua soberana vontade doar à raça humana a bíblia sagrada, Esse maravilhoso livro tem sido semente, arma, alimento, luz e fonte de consolo e refrigério para todos os momentos. A Bíblia é um livro e ao mesmo tempo uma biblioteca. É composta de 66 livros, escritos em hebraico, aramaico e grego e classificados em dois Testamentos: O Antigo e Novo Testamento. Foi escrita por cerca de 40 escritores de distintas raças, nacionalidades, e culturas, o seu autor principal é o próprio Deus.
Os escritores da Bíblia receberam inspiração de Deus durante um período de aproximadamente 15 séculos. A diversidade de escritores resultou na diversidade de estilos, mas a Bíblia conserva uma impressionante harmonia e uma unidade que comprovam sua autoria divina. A própria Bíblia reclama para si autoria divina e sobrenatural inspiração (2Tm 3.15-17; 2Pe 1.21).
A Bíblia como Palavra de Deus, é um compêndio de revelações e informações absolutamente verídicas. O próprio Jesus deu testemunho destas verdades quando disse: “...; a tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).
Sendo dada à Bíblia a condição de veracidade e inerrância, deve esta ser lida, aceita e crida sem dúvidas ou questionamentos. Sendo ela a Palavra de Deus deve ser digna de toda confiança daqueles que diuturnamente se debruçam sobre ela com o propósito de se alimentarem e fortalecer a sua fé. O tema central da Bíblia é a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias de Israel e Salvador de todo o mundo.
O Antigo Testamento ocupa-se de anunciar o caminho daquele que haveria de vir, a sua primeira vinda. O Novo Testamento, mostra com clareza de detalhes aquele que foi profetizado, que veio para salvar o homem dos seus pecados. A Bíblia aponta para a raça humana o caminho da salvação eterna, como fazer para alcançar uma tão grande salvação. Todo aquele que deseja ter o direito de morar no céu eternamente, deve crê em Jesus Cristo (At 16.31). Graças a Deus, pois, por tão precioso livro!

Pr. Nonato Souza

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

UM CONVITE ESPECIAL. ACEITAR OU REJEITAR?


Introdução: O texto escolhido para nossa meditação desta feita é Mateus 22.2-14 e ainda Lucas 14.15-24, onde está abordado o tema “a parábola das bodas” ou “a parábola da grande ceia”. Embora as referidas parábolas trate originalmente de Israel e de sua rejeição ao Messias e à sua mensagem, sabemos também, que ela trata com cada crente professo e ou igreja, que têm rejeitado ao Senhor. A escatologia bíblica aponta para um período de tempo em que todos os salvos serão chamados à Ceia das Bodas do Cordeiro. A mesa está posta, os céus aguardam àqueles que receberam o convite. Todos estão convidados a entrar. Numa alusão a Israel, o texto lido mostra que houve da parte de Israel rejeição. E nós, o que diremos ao dono da festa. Rejeitaremos ou aceitaremos o convite? A festa está preparada.

1. A preparação da festa ou ceia.
1.1 Era uma grande ceia (v.16);
1.2 Certamente houve um esmero muito grande do anfitrião na preparação desta festa (v.16);
1.3 Houve esforço do anfitrião para convidar a muitos (v.16);
1.4 No momento da festa o anfitrião envia seus servos que comuniquem aos convidados: “Vinde, que já tudo está preparado” (Lc 14.17).

2. A recusa dos convidados.
2.1 Os convidados que antecipadamente, receberam do anfitrião o convite começaram a dar desculpas (v. 18);
2.2 Ao receber o convite do anfitrião, entregue a eles pelos servos e se prepararem, deram desculpas de que estavam muitíssimo ocupados nos seus negócios (Lc 14.18-20);

3. Pretextos apresentados para rejeição do convite.

3.1 A primeira desculpa: “Comprei um campo e preciso ir vê-lo” (v.18). Esse homem que comprou um campo se parece um judeu. Normalmente ninguém compra um campo antes de vê-lo, e principalmente um judeu. Além disso, se ele foi convidado para uma ceia que certamente seria à noite, não haveria nenhuma implicação em olhar o campo, uma vez que normalmente se olha campo à luz do dia. Certamente aquele homem recusou ir à ceia porque estava preocupado com seu investimento, e isso prá ele era mais importante do que ir a uma ceia. Sua atenção para com suas posses e bens materiais era mais importante que as riquezas espirituais. Preferiu se envolver totalmente com os bens matérias que com os bens espirituais.

3.2 A segunda desculpa: “Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los” (v.19). Este foi incisivo em sua resposta. Ele tinha convicção de que esta era a coisa mais certa a fazer. Ele não tinha explicações a dar a ninguém sobre sua decisão. Colocou os seus bois em primeiro lugar, e convenceu-se de que o anfitrião que o convidara não tinha direito algum sobre o seu tempo. Esse cidadão representa aqueles que estão tão ocupados com os seus afazeres, que não tem tempo para cuidar dos interesses do Reino. É uma tragédia quando os afazeres do dia a dia ocupam todo o nosso tempo, e nada deixamos dele para Deus.

3.3 A terceira desculpa: “Casei-me, e por isso não posso ir”. Esse homem foi rápido em sua vil desculpa. Ele colocou suas preocupações e responsabilidades domésticas à frente. Embora tenhamos responsabilidades com nossa união conjugal e familiares, devemos entende que estes não nos separam de Deus e da comunhão com os santos. O relacionamento na família torna-se mais desejável quando o Senhor é a cabeça do lar. Quando analisamos a desculpa deste homem, entendemos que ele não tinha razão para não atender ao convite do seu anfitrião.

4. A indignação do pai de família.

4.1 A recusa dos convidados deixou o pai de família irado (v.21);
4.2 Enviou os servos a convidar outras pessoas, os quais certamente teriam uma atitude de maior aceitação com seu convite (v.21);
4.3 Estes que foram convidados iriam tomar o lugar daqueles que trataram com desprezo o convite do pai de família (v.24);

5. A lição do texto.

5.1 O convite inicial feito pelo anfitrião foi para convidados selecionados, para os mais chegados, os mais próximos. A esses o dono da festa disse apenas “vinde”, eles porém, rejeitaram (v.17);

5.2 A partir da rejeição dos primeiros convidados, o convite já se torna mais agressivo para o segundo grupo, requerendo ajuda, lemos: “traze aqui” (Lc 14.21);

5.3 Pra o terceiro grupo, o convite é ainda mais enfático. O dono da casa diz: “força-os a entrar” (Lc 14.23);

5.4 O primeiro chamado representa a salvação oferecida gratuitamente aos judeus, eles porém, rejeitaram (Jo 1.11);

5.5 O segundo chamado foi feito aos pobres, aleijados, mancos e cegos, representam os gentios, que ao ouvirem o evangelho, acolheram ao Filho de Deus, se esforçando para entrar no Reino de Deus (Lc 16.16);

5.6 O terceiro chamado foi feito a uma classe ainda mais baixa: vagabundos, andarilhos, cujo lar era as estradas e valados, representando as piores classes de gentios existentes, mas que precisavam ser alcançados pela graça e amor de Cristo (2Co 5.14). Mostrando que no Reino há lugar para o pior dentre os homens. Ninguém é tão ruim que não possa assentar-se à mesa real.

5.7 Graças a Deus, pois, por seu dom inefável.

6. Aprofundando ainda mais a lição do texto.

6.1 Deus tem preparado uma grande festa que será realizada no céu. A Palavra de Deus registra a festa das Bodas do Cordeiro. “Regozigemo-nos e alegremo-nos, e demos-lhe glória porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7);

6.2 O convite para participar desta grande festa foi feito a todos. A porta da graça está aberta, Deus, o Pai chama a todos. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2.11);

6.3 Como já dissemos acima, os judeus eram os verdadeiros e primeiros convidados para o plano da salvação. “Veio para o que era seu...” (Jo 1.11);

6.4 A rejeição dos judeus ao Senhor e ao evangelho de Cristo, fez que fossem rejeitados para dar lugar a outros que a principio não eram convidados (judeus e gentios, formando assim a Igreja). “E alguns dos ramos (judeus) foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, (gentio) foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira” (Rm 11.17);

6.5 Observe que a rejeição dos judeus, por sua incredulidade deu lugar à Igreja que deve cumprir sua missão e não se gloriar. “não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti” (Rm 11.17,18);

6.6 Pois se estes que foram enxertados, não produzir os devidos frutos, e não atentarem para o convite do seu Senhor, certamente serão cortados os que rejeitarem o convite, dando lugar a outros. “Está bem! Pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé; então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que te não poupe a ti também. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a benignidade; de outra maneira, tu também serás cortado” (Rm 11.20-22; grifo nosso).

Conclusão: Esta é uma advertência muito séria, por isso deve o crente está atento para o fato de que o Senhor chama a todos: “Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas” (v.4b). Ao soar este convite em nossos ouvidos, devemos está aptos a atender o chamado do Senhor da casa. Se formos desatentos ao convite, certamente outros serão convidados, e ficaremos de fora. Estejamos atentos, aceite o convite, “porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt 22.14).

Bibliografia

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro. CPAD, 2002.
LOCKEY, Herbert. Todas as Parábolas da Bíblia. São Paulo. Editora Vida, 1999.

Pr. Nonato Souza.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O DEUS QUE PROVER (JEOVÁ JIREH)


O texto tomado para basearmos esta palavra é João 5.1-9. Que Deus é provedor das necessidades dos seres humanos, temos conhecimento. Ele é a nossa provisão sempre. No texto em apreço, vemos Deus trabalhando em favor daqueles que buscavam um milagre à beira do tanque chamada Betesda. A Bíblia diz acerca deste acontecimento: “Ora, existe em Jerusalém, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. Neste jazia grande multidão de enfermos, cegos, coxos e paralíticos (esperando o movimento das águas. Um anjo descia em certo tempo, e agitava a água. O primeiro que entrasse no tanque, depois do movimento da água, sarava de qualquer doença que tivesse).”

A provisão de Deus (Jo 5.4).

Um tanque com cinco alpendres, que em hebreu se chama Betesda (Casa de misericórdia) (v.2);
Um tanque que ficava bem próximo à Porta das Ovelhas (esta porta foi edificada Pelo sumo sacerdote Eliasibe e seus irmãos (Ed 3.1) (v.2);
Por ordem divina, um anjo descia em certo tempo e agitava a água do tanque, objetivando a cura de alguém, que porventura, ali descesse (v.3);
O primeiro que ali descesse era curado de qualquer enfermidade (v.4).

A impossibilidade do homem.

Enfermo há 38 anos. Quanto tempo! Dentro de uma visão humana, um homem incapaz (v.5);
Como só era curado o que descia primeiro na água, aquele homem por sua impossibilidade, certamente estava ali há muito tempo (v.5);
Este moço certamente estava fadado a continuar ali por muitos e muitos anos. Ele certamente não tinha perspectiva de receber o milagre algum dia;
A menos que alguém o ajudasse, e essa ajuda chegou (v.6).

A compaixão de Jesus.

Jesus soube em primeiro lugar do estado daquele homem, que há muito tempo estava assim, enfermo e impossibilitado de ser curado, pois não tinha como entrar no tanque (.6);
Faz-lhe uma pergunta que parece ser o obvio no entendimento daquele sofrido homem doente (v.6);
O homem então, lhe mostra sua dificuldade. “Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me coloque no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim” (v.7);
Jesus, então, numa ação misericordiosa dar uma ordem ao homem dizendo: “Levanta-te, toma tua cama e anda” (v. 8);
Imediatamente o homem ficou são, tomou a sua cama e partiu (v.9).

A incapacidade do homem de salvar-se. Só em Jesus há salvação.

É certo que o homem tem caído da graça de Deus (Rm 3.23);
Está totalmente impossibilitado de salvar-se por suas obras ou por seus esforços (Ef 2.8);
Em todo tempo Deus proveu ao homem um escape. Para Adão proveu vestimentas quando estava despido (Gn 2.27); Para Noé escapar das turbulentas águas do dilúvio, proveu uma arca; para Ló um monte onde pudesse escapar da iminente destruição; para a humanidade Deus proveu seu Filho, que deu sua vida no Calvário para nos salvar (Jo 3.16). Aleluia!
Só em Jesus, poderá o homem, alcançar salvação (Is 45.22;At 4.12).

Conclusão: Desde o principio, com a queda do homem, este ficou impossibilitado de alcançar a salvação. Deus em seu Filho proveu para nós o plano da salvação, a qual o homem poderá alcançar crendo no Senhor Jesus e aceitando-o como salvador pessoal (Rm 10.13).

Pr. Nonato Souza

terça-feira, 26 de outubro de 2010

AINDA HÁ LUGAR


O texto base tomado para esta meditação está em Lucas 14.16-23. É claro que o espaço não nos permite meditarmos profundamente sobre o assunto, mas é de bom alvitre que vejamos algumas lições importantes sobre o assunto.
Jesus tinha diversas maneiras de comunicar verdades espirituais àqueles que lhe ouvia. Um dos seus métodos favoritos era através de parábolas. Neste texto, vamos nos ater apenas na expressão de Jesus que diz: “Ainda há lugar”.
A tarefa universal de evangelizar confiada pelo Senhor Jesus à sua Igreja é uma tarefa para hoje, agora. Devemos ser cuidadosos no cumprimento de nossos deveres e tarefas espirituais, não deixando escapar de nossas mãos a oportunidade e responsabilidade que o Senhor nos dar de realizar a sua obra. Muitos estão chorando porque lhes passou a oportunidade de fazer algo para Deus e estão entoando a lúgubre canção de Jeremias 8.20: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos”.
Deixar de fazer hoje o que podemos, para fazer amanhã, é trocar o certo pelo duvidoso e seguir o exemplo de Faraó. Faraó é o exemplo típico do homem que põe a sua confiança no dia de amanhã. Quando Moisés lhe perguntou quando deveria orar afim de que a praga de rãs fosse debelada, a resposta foi imediata e objetiva: “Amanhã” (Ex 8.9,10). A resposta de Deus para aqueles que esperam ou confiam no amanhã é: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã” (Tg 4.14). Portanto não é importante contar com o dia de amanhã.
Certamente ainda há lugar hoje, para os que querem morar no céu. Ao falarmos de céu, estamos falando de um lugar ilimitado. O céu é um lugar perfeito, perfeito em estrutura, propósitos, natureza. Perfeito porque é a morada de Deus, porque nele não entra pecado. Este lugar está reservado para aquele que aceita o plano da salvação na pessoa de Jesus Cristo.
Ainda há lugar hoje na Igreja. Para novos membros que queiram fazer parte deste corpo vivo. Ainda há lugar para novas pedras neste edifício. Neste edifício, somos pedras vivas e Jesus é a pedra principal da esquina. Ainda há lugar para novas ovelhas neste aprisco. Neste aprisco Jesus é o Pastor perfeito. Ainda há lugar para os perdidos. A Bíblia declara que a humanidade está perdida. O homem perdeu a sua identidade original e perdeu também sua comunhão com o Criador (Rm 3.23). A graça infinita de Deus oferece ao homem perdido um plano de redenção afim de que este recupere sua situação original e volte à comunhão com o Pai através de Jesus Cristo.
Certamente ainda há lugar pra você meu irmão, que abandonou seu lugar e deseja voltar à casa paterna. Para você que está desanimado. Para você que deixou de ser uma bênção nas mãos do Senhor. Volte a ser o que você era, fazer o que você fazia de bom, e receber o que recebia de Deus. Seja um vaso nas mãos de Deus, Ele deseja te usar, esteja no lugar da bênção, pois ainda há lugar.

Pr. Raimundo Nonato S. Santos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

VENCENDO OS GIGANTES


O texto de Números 13.33 nos mostra a existência de gigantes à nossa frente sempre com objetivo de nos impedir chegar ao nosso destino. Meditemos sobre o assunto.
Mesmo quando Deus nos faz promessas não estamos isentos de termos problemas. As lutas e dificuldades da vida nos servem para o crescimento e maturidade espiritual. A nossa vida é rodeada de gigantes. Gigantes que nos cercam de todos os lados tentando nos destruir, arrefecer o nosso ânimo ou até mesmo tirar a nossa força. Temos promessa da parte de Deus de uma cidade onde vamos habitar. O escritor bíblico nos diz: “a nossa cidade está nos céus”, e certamente é para lá que vamos. Eu não tenho dúvidas que temos um alvo. Paulo disse: “sigo para o alvo”. Temos a promessa da parte de Deus, o que nos trás convicção. Estamos indo para o céu, porém em nosso caminho, assim como no caminho de Israel surgem obstáculos, muralhas, gigantes. A dureza da vida espiritual muitas vezes nos que levar a pensar em desistir. Há os desanimados, que tentam a todo custo nos desanimar, o que vamos fazer com os gigantes espirituais que surgem em nossa frente? Vamos vencê-los, ou simplesmente entregar-nos e sermos derrotados? Deus que nos salvou espera de nossa parte uma atitude, atitude de fé, coragem, ânimo, determinação, pois tudo o que Deus colocou em nossas mãos, ele espera reavê-los um dia. Em nossa jornada em direção à terra de Canaã, existem gigantes. Esta é uma verdade que devemos está atentos.

1. “Envia homens que espiem a terra” (Nm 13.1).
1.1 Deus dar ordem a Moisés para espiar a terra (v.2a);
1.2 Os espias eram líderes escolhidos de cada tribo (v.2b);
1.3 Objetivava Moisés ver o estado da terra, se era boa ou má, grossa ou magra, se havia árvores ou não (v.18,19,20);
1.4 Ver também o povo que nela habitava; se forte ou fraco, se pouco ou muito (v.18);
1.5 E ainda as cidades em que habitam, se em arraias, se em fortalezas (v.19).

2. Os espias observam a terra.
2.1 Os homens que foram a espiar a terra começaram desde o deserto de Zim até Reobe à entrada de Hamate (v. 21);
2.2 Em Hebron encontraram gigantes filhos de Enaque (v.22);
2.3 Vieram ao vale de Escol, de onde cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas, o qual fora trazido por dois homens (v.23);
2.4 Ao cabo de 40 dias, voltaram de espiar a terra (v. 25).

3. Um relatório negativo de 10 homens sem fé é trazido a Moisés e a toda a congregação de Israel (v. 26).
3.1 Eles disseram: “fomos à terra a que nos enviastes; e, verdadeiramente mana leite e mel, e este é o fruto (v.27);
3.2 “O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades fortes e mui grandes; e também vimos ali os filhos de Enaque (v.28);
3.3 “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós (v.31);
3.4 “a terra, pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que consome os seus moradores; e todo povo que vimos no meio dela são homens de grande estatura” (v. 32);
3.5 Diz o texto bíblico que estes homens infamaram a terra perante os filhos de Israel. E “levantou-se toda congregação, e alçaram a sua voz; e o povo chorou naquela mesma noite. E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão. E diz o texto que desejaram voltar ao Egito (v. 3,4);
3.6 “Então, Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos perante todo o ajuntamento dos filhos de Israel (v. 5).

4. Um relatório positivo de dois homes de fé é trazido a Moisés e a toda congregação de Israel.
4.1 Calebe: “Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos animosamente e possuamo-la em herança; porque,certamente, prevaleceremos contra ela (v.30);
4.2 Josué e Calebe: “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muito boa. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos porá nesta terra, terra que mana leite e mel (vv. 7,8);
4.3 Josué e Calebe: “Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o senhor é conosco; não os temais (v. 9);
4.4 Não tendo a congregação dado ouvidos à voz de Josué Calebe, levantaram pedras para os apedrejarem; porém a glória do Senhor apareceu a todos os filhos de Israel (v.10);
4.5 Deus, então, lhes dar sentença, que nenhum dos que murmuraram entrarão na terra, exceto Josué e Calebe, estes não murmuraram, todos os demais morreriam no deserto (v. 33).

5. Nem sempre as melhores coisas que queremos alcançar são as mais fáceis.
5.1 A terra de Canaã foi dada de forma graciosa a Israel (Ex 3.8);
5.2 Era uma terra boa que mana leite e mel (Ex 3.8);
5.3 Ao espiar a terra viram que a mesma estava cheia de problemas. “O povo poderoso, cidades fortes, terra que consome seus moradores, homens de grande estatura”.
5.4 Havia gigantes na terra, e esta precisava ser conquistada. O que fazer?

6. A vida espiritual é uma conquista tal qual a de Canaã.
6.1 As bênçãos de Deus estão dispensadas à nossa disposição gratuitamente. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1.3);
6.2 Só que descobrimos que em nosso caminho também surgem gigantes espirituais que tentam de todas as formas atrapalhar a nossa caminhada;
6.3 Cada crente deve está preparado, como Josué e Calebe para vencer os gigantes (Nm 13.30; 14.9);

7. Ao espiar a terra descobriram que havia ali 3 gigantes filhos de Enaque.
7.1 Os seus nomes: Aimã, Sesai e Talmai. Esses gigantes assustaram os filhos de Israel (Nm 13.22);
7.2 Sabemos que existe uma família de gigantes que perseguem os crentes diuturnamente, tentando levá-los ao fracasso espiritual. O Diabo, Mundo e a Carne;
7.2.1 Diabo – é o pai dos gigantes. Todo momento ele quer ver o nosso fracasso. Trabalha diuturnamente para nos fazer viver na prática do pecado;
7.2.2 Mundo – Este gigante quer nos proporcionar tudo quando é entretenimento, outras práticas que o sistema pecaminoso chamado kosmos nos oferece para nos distanciarmos de Deus;
7.2.3 Carne – Este gigante nos quer levar a toda sorte de práticas imorais, impurezas, etc., fazendo-nos fracassar totalmente em nossa caminhada cristã.

8. Como podemos vencer esses gigantes?
8.1 Satanás – Vencemos Satanás com o poder da Palavra (Mt 4. “Está escrito....);
8.2 Mundo – Vencemos o mundo com a nossa fé. “... e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5.4);
8.3 Carne - Vencemos a carne com uma vida cheia do Espírito Santo. “andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16).

Conclusão: Gigantes sempre surgirão em nossa carreira cristã. Temos da parte do Senhor a recomendação para sempre olharmos para frente, onde está nossa vitória. Precisamos ser capazes de, no Senhor vencer os gigantes que nos tentam destruir. Podemos dizer como Josué e Calebe: “...são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco; não os temais” (Nm 14.9b).
Pr. Nonato Souza

quarta-feira, 30 de junho de 2010

UMA CAMPANHA PARA MUDAR A IGREJA

Extraído na íntegra do Blog do pastor Geremias do Couto com permissão (geremiasdocouto.blogspot.com).

Por concordar plenamente com a sugestão do nobre companheiro postada no seu blog, estou disponibilizando aqui a postagem, objetivando dar a minha pequena contribuição em tão importante assunto."Uma campanha para mudar a igreja" é um assunto sério e deve ser considerado por cada líder que tem responsabilidade pelo rebanho do Senhor. Pense nisso com seriedade. Obrigado pastor Geremias, mais uma vez Deus está nos falando através desta boa palavra. Pr. Nonato Souza.



Há alguns meses prometi lançar uma campanha nacional neste blog. Reconheço que demorei bastante. São as muitas ocupações. Mas aí está. É uma proposta simples para que as igrejas, independente de sua filiação denominacional ou autonomia, suspendam certas práticas durante pelo menos um ano e depois parem para avaliar em que elas melhoraram, onde progrediram, ou se, ao contrário, houve algum retrocesso. Acho a última hipótese improvável, mas é um direito que cada igreja tem de fazer a própria avaliação. Caso o progresso seja percebido, aconselho que a suspensão seja mantida, pois o Reino de Deus só terá a ganhar.

Se você concordar com os termos abaixo, fique à vontade para reproduzir em seu blog (citada a fonte), afixar no mural de sua igreja, caso seja o pastor, ou encaminhar aos seus líderes para que eles tomem conhecimento e avaliem se vale ou não a pena aderir à campanha.

Às propostas:

1. Deixe de promover eventos festivos um atrás do outro, que acarretam enormes despesas à igreja e pouco resultado trazem à vida espiritual dos crentes e à evangelização, mas não abra mão dos cultos "normais", onde todos podem ser edificados mutuamente. Aqui a comunhão pode ser experimentada em sua dimensão mais profunda.

2. Pare de criar nomenclaturas para definir um culto do outro, como, por exemplo, "culto da vitória", "culto de libertação", "culto de avivamento", "culto da virada" etc., pois culto se presta a Deus de acordo com os elementos descritos no Novo Testamento, e todos eles, quando prestados de fato ao Senhor, cumprem todas as finalidades bíblicas.

3. Reprograme as atividades extra-cultos em sua igreja, entre elas os ensaios dos diferentes departamentos musicais, para não correr o risco de um ativismo improdutivo e ter os horários de tal maneira ocupados com tantas programações que o tempo para o verdadeiro culto a Deus seja escasso, trazendo sérios prejuízos espirituais à vida dos crentes.

4. Tome a decisão radical de não convidar cantores famosos para "abrilhantar" os festejos da igreja (até porque estes em grande parte já não mais farão parte do calendário, pelo menos por um ano) e você descobrirá quantos talentos escondidos na própria igreja poderão ser aproveitados, sem custo algum, nos cultos regulares ou em outro evento extremamente indispensável. Além disso, se não houver demanda, os cantores (sem cair no terreno da generalização) deixarão de cobrar os elevados cachês e, quem sabe, aprendam a ver o que fazem como ministério e não como profissão.

5. Não deixe também de valorizar o cântico congregacional. Uma igreja que adora a Deus unida pode experimentar a vida comunitária com muito maior comunhão e proveito do que aquela em que os membros são meros assistentes de culto. Vêm e vão sem nenhum comprometimento com a vida comunitária.

6. De igual modo, pare de convidar pregadores renomados, os quais seguem a mesma linha dos cantores "profissionais" e chegam nas igrejas com os DVDs (ou CDs) da mensagem ainda a ser pregada já prontos para serem colocados à venda na porta da igreja por um preço bem módico. Quem sabe eles (sem cair também no terreno da generalização) da mesma forma aprendam e passem a servir e não buscar serem servidos.

7. Na ausência dos pregadores que não serão mais convidados, pare de "encher linguiça" durante os cultos, não mais ofereça "capim seco" às suas ovelhas, mas prepare-se para a cada culto ter sempre uma nova mensagem bíblica, cristocêntrica, sem apelar para os conhecidos e já surrados chavões, que alimente o povo e lhe aguce o desejo de voltar nos próximos cultos.

8. Pare de valorizar o formalismo da oração, que envaidece o coração farisaico, mas ensine a sua igreja o que significa orar e torne isso parte do metabolismo espiritual dos crentes de maneira que a oração, a conversa com Deus, profunda, livre e sincera, permeie tudo quanto a igreja faça.

9. Pare de promover eventos evangelísticos, mas faça com que a igreja encarne a paixão pelas almas e passe a empregar o velho (mas sempre novo) evangelismo pessoal como meio de alcançar os perdidos para Cristo. Uma boa maneira maneira é estimular a cada um para que se comprometa a orar, fazer amizade e convidar os seus parentes, amigos e vizinhos com regularidade para que assistam os cultos e ouçam a Palavra de Deus, Não é preciso ir longe. O campo está perto de cada crente. Saiba que 99% das pessoas que frequentam a igreja, hoje, foram trazidas por alguém e não por um "programa".

10. Valorize os cultos nos lares, de maneira sistemática, sem se preocupar com nomenclatura. A igreja primitiva se reunia no templo e nas casas e a maioria absoluta das igrejas existentes tiveram início em reuniões familiares.

11. Pare de fazer conchavos políticos e buscar os favores de candidatos para esta ou aquela atividade. O custo não vale a pena, compromete a voz profética e gera insatisfação entre os crentes. A melhor coisa que uma igreja faz é realizar as suas atividades com a própria receita. Quem quiser contribuir, que o faça em oculto, quando os diáconos passarem com as salvas ou quando os crentes forem chamados ao gazofilácio.

12. Resista a tentação de não cumprir as propostas acima. Sempre haverá os insatisfeitos que forçarão a barra. O risco é grande de você quebrar o compromisso, mas a perseverança é companheira dos que querem alcançar os seus objetivos. Portanto, siga em frente, olhando apenas para Jesus. Você não será decepcionado.

Conclusão

Posso afirmar com segurança, que, com essas decisões, entre tantas outras que podem ser tomadas, sua igreja, ao final de um ano, terá progredido muito mais em todos os sentidos do que se você insistir com esse sistema carcomido que muito aparenta, mas pouca eficácia tem para a igreja como corpo vivo de Cristo na terra.

Experimente e depois nos conte.

Fonte:http://geremiasdocouto.blogspot.com/2010/06/uma-campanha-para-mudar-igreja.html

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ADEB – BRAZLÂNDIA REALIZARÁ PRÉ-CONGRESSO EM AGOSTO DE 2010


A Assembleia de Deus de Brasília em Brazlândia realizará seu pré-congresso anual nos dias 10 a 15 de agosto de 2010 no Templo sede do Setor na cidade de Brazlândia – DF. O referido evento terá o tema: “CONCERTANDO O ALTAR PARA VENCER OS DESAFIOS”, baseado no texto de 1 Reis 18.30. Os preletores que estarão ministrando a Palavra de Deus serão: Pr. Orcival Pereira Xavier, Pr. Ivan Teixeira, Conferencista Eliseu Rodrigues, Pr. Valdênio Carvalho, Pr. Marcos Silva. Os cantores: Marciel e Banda, Mayra Souto, Samuel Sans, Ministério de Louvor de Brazlândia, Grande Conjunto dos Departamentos da UMADEB, UFADEB, UNAADEB, EDVADEB, estarão louvando ao Senhor no referido evento. Serão dias abençoados em que o povo de Deus se reunirá para adorar ao Senhor. A mão de Deus certamente estará estendida sobre nós de maneira poderosa e estaremos desfrutando do seu grande amor. Participe conosco. Até lá.

sábado, 8 de maio de 2010

AS DISPENSAÇÕES DA BÍBLIA



Uma Dispensação é definida como um período de tempo em que o homem é experimentado em relação à sua obediência a uma determinada revelação da vontade de Deus. Na Bíblia podemos encontrar sete Dispensações: 1) Da Inocência; 2) Da Consciência; 3) Do Governo Humano; 4) Da Promessa; 5) Da Lei; 6) Da Graça; 7) Do Reino. Quando fazemos um estudo sistemático das Dispensações, observamos os vários métodos utilizados por Deus em relação a três classes de povos bíblicos (judeus, gregos, igreja de Deus), pelos vários períodos determinados por ele para o cumprimento de seus propósitos. O vocábulo dispensação aparece apenas quatro vezes no original da Bíblia. Destacamos aqui os textos nos quais aparece a expressão: 1Co 9.17; Ef 1.10; 3.2; Cl 1.25. A palavra vem do latim dispenso, que significa “pesar” ou “administração,” como um mordomo, indicando a maneira pela qual Deus administra ou revela seu modo de agir na execução de sua vontade.

Os Grandes Períodos de Tempo na História da Humanidade

Para que possamos entender melhor o assunto, é importante que falemos, ainda que de maneira resumida, sobre os cinco grandes períodos de tempo mencionados pelas Escrituras Sagradas: 1) O primeiro período vai de Adão a Abraão e é caracterizado pela presença de um só povo habitando na terra, os gentios, ou seja, uma nação em geral sem qualquer distinção de povos da parte de Deus. Este período, segundo estudiosos, abrange dois mil anos; 2) O segundo período inicia-se com Abraão e a vai até Cristo. Este período já é marcado na terra pela presença de dois grupos de povos: Judeus e gentios. A revelação de Deus é dada aos judeus, usando-os como bênçãos em benefício dos demais povos. Este período também abrange dois mil anos; 3) Aqui vamos chegar ao terceiro período, este, está relacionado diretamente com a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Esse período começa com o nascimento de Cristo e vai até a sua segunda vinda. Aqui nós vamos encontrar três tipos de povos na terra: os gentios, judeus e um novo grupo denominado de igreja de Deus. Esse período já ultrapassa agora de dois mil anos; 4) O quarto é o período do Milênio, onde será restaurado o trono de Davi, por Jesus Cristo, seu descendente segundo a carne (Mt 1.1;Lc 1.32;Ap 20.1-6). Esse tempo será marcado pelo arrependimento de Israel que aceitará o Messias, após sofrer os dissabores do período tribulacional. A duração deste quarto período será de mil anos; 5) Este quinto período seguir-se-á ao Milênio. Será um período em que o tempo como elemento humano terminará, unindo a eternidade passada com a futura. A Bíblia se refere a esse tempo como o fim (1Co 15.24-28), fim no sentido de última etapa no plano de Deus para com o homem criado por Ele.

As Dispensações da Bíblia

A maioria dos estudiosos apresenta sete dispensações no ciclo da história da humanidade. Em cada uma das dispensações podemos contemplar o grande amor de Deus levando o homem a conhecê-lo por sua misericórdia. A história bíblica revela que dentre todas as provas pelas quais, Deus tem feito passar o homem, este tem falhado, por isso Deus enviou seu próprio Filho objetivando a redenção do homem de todos os seus pecados. As dispensações são na verdade, lições, de como Deus, se relaciona com o homem. Nós precisamos entender o que Deus quer de nós. Aqui neste artigo vamos, ainda que de maneira sucinta, considerar as diversas dispensações.

I – Dispensação da Inocência

Palavra chave aqui é: inocência (Gn 1-3). Deus criou o homem em estado de inocência como coroa e glória de toda a criação. Estava no início num lugar perfeito, sujeito a uma lei simples, tendo sido advertido das conseqüências caso desobedecesse. O homem ao ser criado foi dotado de personalidade. Essa personalidade do homem resulta numa tríplice capacidade: a) capacidade de pensar (intelecto); b)capacidade de sentir (emoção); c) capacidade de escolher (livre arbítrio) Esta dispensação estende-se desde a criação do homem até a expulsão do casal do Jardim do Édem. Nesta dispensação o casal deveria encher a terra, comer do fruto da terra, guardar o jardim e abster-se de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Quando comeram do fruto que Deus lhes tinha determinado não comer, desobedecendo a ordem do Senhor, caíram e foram expulsos do Jardim de Édem (Gn 3.1-6; 3.24), tendo como conseqüência maldição e morte sobre si (Gn 3.7-19).

II – Dispensação da Consciência

Palavra chave é consciência (Gn 3-8). Significa a faculdade de convicção própria, o conhecimento da natureza moral dos atos pessoais. Com a queda, o homem perdeu a sua inocência, passando a ter o conhecimento pessoal e experimental do bem e do mal. Mediante este conhecimento a sua consciência acorda e, expulso do Édem, é responsabilizado por fazer todo o bem que conhecia e abster de todo o mal que lhe cercava. Era também responsabilidade do homem ensinar aos seus descendentes sobre a queda e a necessidade da obediência ao Criador. Este período probatório vai deste a queda de Adão até o dilúvio. Cerca de 1.656 anos (Gn 7.21,22). Neste período em que Deus prova a fidelidade do homem num ambiente de liberdade segundo os ditames de sua própria consciência, dois homens triunfaram: Enoque e Noé (Gn 5.24; 6.9). Os demais falharam (Gn 6.5). A justiça divina veio sobre a terra através do dilúvio (Gn 6.17) salvando-se apenas Noé e sua família (Gn 6.18).

III – Dispensação do Governo Humano

Palavra chave é Governo Humano (Gn 8-11). Nesta dispensação vemos o homem no exercício da tarefa de governar-se a si próprio como sociedade constituída. Era propósito de Deus, provar a capacidade humana de servir a Deus num sistema de consciência coletiva, isto é, como sociedade adotando o governo humano. Noé, sobrevivente do dilúvio, foi o primeiro governador humano. Embora sendo da décima geração depois de Adão, ele nasceu apenas quatorze anos depois da morte de Sete. No período dessas oito gerações e por mais de trezentos e cinqüenta anos ele viveu entre os homens daquela nova geração depois do dilúvio. Vemos portanto, que o novo mundo teve um pai piedoso. Esta dispensação teve um período de 420 anos, desde o dilúvio até a dispersão em Babel. Foi aqui neste período dispensacional que foi estabelecida a pena capital. O homem fracassou em sua missão de povoar a terra, deixando que o orgulho entrasse em seu coração querendo chegar até Deus (Gn 11.1-4). O juízo de Deus foi a confusão das línguas dos povos (Gn 11.5-9), espalhando-os pela face da terra.

IV – Dispensação da Promessa (Patriarcal)

Palavra chave: Promessa (Gn 11 - Ex 19.8). Nesta dispensação ocorre a chamada, organização religiosa e civil de Israel. Abraão é chamado por Deus dentre um povo politeísta para servir ao Deus único e verdadeiro (monoteísmo). Deixa então sua terra e vai para uma terra desconhecida. Nesta dispensação era propósito de Deus levar Abraão e seus descendentes a terem fé em Deus e obedecê-lO, preparando uma nação que se tornaria precursora do Redentor. Teve esta dispensação uma duração de cerca de 430, desde a chamada de Abraão até a escravidão de Israel na terra do Egito. A grande responsabilidade do homem era morar na terra prometida, no entanto, quando a fome chegou na terra de Canaã os descendentes de Abraão foram para o Egito, onde foram escravizados (Ex 1.8-14).

V – Dispensação Da lei

Palavra chave: Lei (Lc 16.16; Jô 1.17; Mt 11.11,12). Nesta dispensação o povo de Israel devia reger sua vida religiosa e política segundo a Lei dada por Deus a Moisés no Monte Sinai e demais regimentos que lhe sucederam. Quando lhes foi dada a Lei, todos disseram que cumpririam tudo o que o Senhor dissera (Ex 19.1-8). Com a Lei, Deus queria testar a obediência de Israel além, de avaliar sua capacidade de tornar-se uma nação líder na comunidade mundial como instrumento e porta voz da revelação de Deus, numa preparação final para a vinda do Messias. A Lei destinava-se especificamente a Israel; as demais nações conservavam-se debaixo do regime anterior de Governo Humano (Dt 4.7,8). O propósito de Deus era a eleição de Israel para ser um reino sacerdotal (Ex 19.6). O período de duração desta dispensação é de 1430 anos. Do êxodo até a crucificação de Cristo. Para uma maior compreensão acerca desta longa dispensação, os estudiosos a divide em 7 épocas a saber:
1. Época da peregrinação;
2. Época das conquistas;
3. Época dos juízes;
4. Época do reino unido;
5. época do reino dividido;
6. Época do cativeiro e dispersão;
7. época interbíblica.
Nesta dispensação o homem deveria como prometeu, guardar a Lei e jamais se desviar dela (Ex 19.3-8), mas como era de se esperar, a violou e tornou-se incapaz de cumpri-la (2Rs 17.7-20), tendo como conseqüência de seus atos a dispersão pelas nações do mundo até 1948, quando voltou a ser uma nação política e geograficamente organizada.

VI – Dispensação da Graça

Palavra chave é Graça. O Novo testamento é agora palco de uma nova fase probatória com o homem recebendo a plenitude da graça divina através do próprio Cristo. A graça não dispensa ordenanças, pois há 1050 mandamentos no Novo Testamento. Porém ao contrário da Lei, a graça dar ao homem poder para cumpri-los. A palavra graça aparece 166 vezes na Bíblia. O principal propósito de Deus nesta dispensação é chamar para fora do mundo um povo seu especial, zeloso e de boas obras. È também conhecida como a dispensação da Igreja, porque nela a Igreja é chamada e formada dentre os gentios e judeus; e do Espírito Santo, quando este passou a viver nos crentes dirigindo-os num plano superior de vida. A duração desta dispensação já decorre quase 2000 anos, desde que Jesus foi crucificado e o véu do templo foi rasgado. Nesta dispensação o homem tinha e tem como responsabilidade aceitar o plano da salvação na pessoa de Jesus Cristo pela fé (Jo 1.12; Rm 8.1-14), desde então, muitos o têm aceitado e muitos o têm rejeitado. Para os que o têm rejeitado, recebem como conseqüência a condenação eterna (Jo 3.17,18).

VI – Dispensação do Reino/ Milênio

Palavra chave: Rei (Is 2.11; 24.23; 43.5-7; Zc 8.3-8; Mq 4.1-8; Jr 33.15,16; Ef 1.9,10; Ap 11.15; 20.1-6). Nesta dispensação nosso Senhor Jesus Cristo descerá pessoalmente a esta terra e como rei sentará no trono de Davi estabelecendo o seu governo Teocrático. Cristo governará pessoalmente sobre a face da terra. Neste período acontecerá o aprisionamento de Satanás no abismo, e o homem estará livre da ação direta do tentador. Israel será a nação líder no mundo e não a cauda (Dt 28.13,44; Is 60.10-15; Zc 8.20-23). Os habitantes da terra neste período probatório consistirão de duas classes de pessoas: os que estarão glorificados (crentes do Velho Testamento, crentes do Novo Testamento, os salvos no período da Grande Tribulação) e os homens naturais (judeus que sobreviveram à Grande Tribulação, gentios justificados no julgamento das nações, e os nascidos no governo milenial). O propósito desta dispensação é: consumar todas as alianças que o Senhor fez com o homem no decorrer dos séculos; estabelecer a justiça e a paz na terra; Exaltar a soberania universal de Cristo; restaurar a posição de Israel como cabeça das nações; exaltar os santos de todos os tempos; e subjugar os inimigos do Senhor. Este período terá a duração de 1000 anos, começando desde a Volta de Jesus em glória até a implantação do Juízo do Grande Trono Branco. O homem (não todos) estará sujeito ao governo de Cristo por obrigação e não por amor, o que se constitui numa falsa obediência. Os nomes de muitos não serão encontrados no Livro da vida e estes serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre, onde se encontram o Diabo, a Besta e o Falso Profeta (Ap 20.9-15). O julgamento será através de fogo, atingindo basicamente os que tomarem parte da última rebelião contra Cristo, instigada por Satanás após a sua soltura, em Jerusalém (Ap 20.3,7,9).

Conclusão: A dispensação milenial será a última das dispensações, vindo a seguir a instituição do Grande Trono Branco onde comparecerão os rebeldes, caídos, perdidos em geral e certamente os anjos caídos (Ap 20.11-15). Livros serão abertos, e cada ser humano será julgado segundo as suas obras. Aqui se findará a obra da redenção. Uma nova ordem estará estabelecida. Novos céus e nova terra. O tempo dará lugar à eternidade e entraremos na presença do Senhor eternamente. Amém!


BIbliografia

OLSON, Nels Laurence, O Plano Divino através dos Séculos. Estudo das Dispensações. CPAD. RJ
SILVA, Severino Pedro da, Escatologia, Doutrina das Últimas Coisas. CPAD. RJ.
SCOFIELD, C.I. Scofield Reference Bíble. SBB. 4° Ed. 1993
PENTECOSTAL, Bíblia de Referência, Tradução de João Ferreira de Almeida. CPAD.RJ

Pr. Nonato Souza

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO MARCA FESTIVIDADES DO JUBILEU DE OURO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS DE BRASÍLIA

A festividade do Jubileu de Ouro da Assembleia de Deus de Brasília foi marcada pela presença do Espírito Santo. Foram dias abençoados, onde Deus esteve com seu braço estendido para operar maravilhosamente. Salvação de almas, curas divinas e batismos com o Espírito Santo marcaram o referido evento, além de poderosas mensagens que edificaram a vida espiritual do povo de Deus. Um ponto marcante do evento foi a pregação cristocêntrica ministrada pelos que tinha a responsabilidade de falar a Palavra de Deus. Todos de forma objetiva transmitiram a mensagem onde Cristo era o centro da mesma. Houve júbilos de alegria pela presença marcante do Espírito. Este fato foi constante em todos os 10 dias do evento. O último dia da festa foi marcante. Com o templo totalmente lotado, vimos o povo de Deus mais uma vez, exaltar o santo nome do Senhor, com glórias e aleluias, um verdadeiro mover de Deus. Depois de ouvirmos belos hinos pelo coral muito bem acompanhado pela orquestra adoração, louvou ao Senhor o pastor Vitorino Silva (Rio de Janeiro), que com seu louvor trouxe alegria aos corações. Falou ainda o irmão Ronaldo Rodrigues, direto executivo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), parabenizando toda igreja pelo jubileu. A mensagem da noite ficou a cargo do pastor José Welington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, que conclamou todos a permanecermos com a chama do pentecostes acesa até a volta de Jesus.
Pelo que vi, posso dizer que foram dias abençoados, o nosso jubileu de ouro, e como enfatizado várias vezes por pastor Orcival Pereira Xavier: “foi o Senhor que fez isto e é coisa maravilhosa aos nossos olhos”, ficamos agora com a recordação de tudo o que fez o Senhor neste dias abençoados e ainda com a responsabilidade de conservamos aquilo que durante estes cinquenta anos alcançamos, sempre nos esforçando para não deixarmos apagar o fogo que foi aceso. Esta é a responsabilidade de cada um de nós. Vamos manter acesa a chama pentecostal! Que o Senhor nos ajude! Veja abaixo as fotos do evento.
Pr. Nonato Souza

Pr. José Welington ministrou a Palavra de Deus no encerramento da festa


Pr. José welington líder da CGADB e irmão Wanda Freire líder da UNEMAD presentes ao avento


Irmão Ronaldo Rodrigues diretor da CPAD se fez presente no evento


Cantor Vitorino Silva (RJ) louvando ao Senhor


O povo se fez presente todos os dias do evento


Pr. Ronaldo Fonseca líder ADET pregando a Palavra de Deus

Mais de 200 novos membros desceram às águas




Pr. Lázaro - São Paulo ministrando a Palavra


Momento em que pastor Lázaro orava pelos enfermos


Pr. Cesar Cardoso líder Assembleia de Deus Madureira em Vila Dimas

sexta-feira, 16 de abril de 2010

RESULTADOS DE UM VERDADEIRO PENTECOSTES


A festa de Pentecostes era uma das três grandes festividades anuais do povo israelita, conforme descreve a lei de Moisés, nesta festa deveriam comparecer à presença de Deus todos os varões (Ex..23:14-19).
Podia ser chamada também de "festa da sega dos primeiros frutos" (Ex.23:16), "festa das semanas", e "festa das primícias" (Ex.34:22), porque, nela, deveriam os israelitas trazer os primeiros frutos colhidos durante o ano.
No Antigo Testamento, a Festa de Pentecostes era uma santa celebração em que o adorador oferecia ao Senhor uma oferta voluntária proporcional às bênçãos recebidas do Senhor (Dt 16.10). No contexto profético, ela é uma referência à efusão do Espírito Santo sobre toda a carne (Jo 2.28; At 2.1-13).
Não é, portanto, coincidência que o derramamento do Espírito Santo tenha se iniciado no dia de Pentecostes. É certo que estamos no "ano aceitável do Senhor" (Lc.4:19), tempo este, em o evangelho está sendo pregado em todas as nações. Estudiosos são de acordo que este ano se iniciou com a morte de Jesus Cristo no Calvário, nos abrindo assim, um novo e vivo caminho para o Pai (Hb.10:20).
“Este episódio que inaugura o ano aceitável do Senhor, nada mais é que a Páscoa (I Co.5:7). Tanto é verdade, que no dia seguinte à páscoa, era oferecido um molho das primícias da colheita ao sacerdote (Lv.23:10), que seria movido perante o Senhor. Esta primícia não é outra senão, o primogênito dentre os mortos, aquele que ressuscitou no primeiro dia da semana, Jesus Cristo (I Co.15:20,23; Cl.1:18).”
“Ato seguinte, cinqüenta dias depois, vinha o Pentecostes, festa que indica o início da colheita no ano, ou seja, o início da salvação de multidões de almas através da pregação do evangelho pela Igreja, o início do movimento do Espírito Santo, baseado no sacrifício de Cristo, algo que perdurará até a festa da colheita final, até o final do ano aceitável do Senhor, que se dará com a terceira festa, a Festa das Trombetas ou Festa dos Tabernáculos, que representa a volta de Cristo, o arrebatamento da Igreja.”
Observe que, após a ressurreição, Jesus esteve 40 dias com os seus discípulos, então, foi assunto ao céu, passaram-se mais 10 dias, estando os discípulos em oração no cenáculo para que recebessem a promessa do Pai que cumpriu-se exatamente na festa de Pentecostes (At 2.33). As verdades bíblicas são maravilhosas e têm significados especiais para a nossa salvação.
A verdade gloriosa do Pentecostes, a respeito do batismo no Espírito Santo, não é menos importante. Esta é uma promessa real para todos. Pra mim e pra você. Somos o movimento do Espírito Santo. E Uma Igreja que se autodenomina de pentecostal, precisa viver na plenitude do Espírito Santo.
De que adianta ser chamado de pentecostal ou de pertencer a uma igreja dita pentecostal, se não temos sobre nós a tocha de fogo pentecostal na vida? O pentecostes é uma festa de poder. Poder para todos. Ninguém precisa ter uma vida sem o poder do alto. Jesus disse: “Recebereis a virtude do Espírito Santo...” (At 1.8). Por isso observemos os resultados do Verdadeiro Pentecostes.

Quais os resultados de um verdadeiro pentecostes?

1. Todos foram cheios do Espírito Santo (At 2.1-4)

1.1. Este fato foi o início do cumprimento da promessa de Jl 2.28,29: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, ...”;
1.2. No dia de Pentecostes, os discípulos foram revestidos do poder do alto, que os capacitou a testemunhar de Jesus e falar das suas grandezas. “... e cretenses e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (At 2.11);
1.3. Quando uma pessoa experimenta o revestimento de poder, ele passa a falar das coisas que são de cima (Cl 3.1-5);
1.4. Começando no dia de Pentecostes e adiante, observamos sempre os crentes cheios:

a) Cheios quando estavam orando. “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam a Palavra de Deus” (At 4.31);
b) Os diáconos deveriam ser cheios. “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio” (At 6.3);
c) Estevão cheio do Espírito, quando pregava aos filhos de Israel viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus” (At 7.55);
d) Aos efésios e aos crentes contemporâneos manda o apóstolo Paulo: “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18); Não ser cheio do Espírito é negligência, e negligência é pecado. Não ser cheio do Espírito é pecado. A ordem é esta: “Enchei-vos do Espírito”.
e) Quando estamos cheios do Espírito Santo, começamos a falar das grandezas de Deus. Pois se cumpre em nós o que disse Jesus: “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mt 12.34).

2. As multidões foram influenciadas pelo poder de Deus (At 2.6)

2.1. Observe que em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. Quando aquela multidão ouviu aquele barulho de línguas, pasmaram e ficaram confusos, pois, os ouviam falar em sua própria língua, e se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns aos outros: Que quer isto dizer? (At 2.5-13);
2.2. Não foi exatamente isso que aconteceu na rua Azuza em Los Angeles? Quando o pastor Seymour se punha a pregar acerca da promessa do batismo no Espírito Santo com a evidência inicial de falar em línguas estranhas e muitas pessoas sinceras vinham a Azuza Stret para observar e testemunhar os fatos, e ali eram batizados no Espírito Santo, levando a mensagem pentecostal a outros países e igrejas?
2.3. Porventura, não foi exatamente isso que aconteceu com os nossos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg? Que cheios do Espírito Santo trouxeram a mensagem pentecostal a Belém do Pará e dali, espalharam estas verdades em todo o solo brasileiro, sendo hoje a Assembléia de Deus o maior movimento pentecostal do mundo?
2.4. Não será este derramamento do Espírito que fará a diferença hoje em nossas igrejas? Quando pregarmos a verdade acerca de tão gloriosa experiência pentecostal e dermos lugar para o Espírito Santo operar com liberdade em nosso meio?
2.5. Será que não estamos precisando ouvir a voz do Espírito nas congregações, para que aquelas que estão vazias, sem freqüência e sem movimento, voltem a sentir o agir do Espírito de Deus?
2.6. Será que não era isso que acontecia com João Batista, ao pregar no deserto da Judéia cheio do Espírito Santo? “Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão” (Mt 3.5);
2.7. E acerca de Jesus, o que está escrito? “..., e soube-se que estava em casa. E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam; e anunciava-lhes a palavra” (Mc 2.1,2);
2.8. Se na igreja tiverem pregadores, cantores, professores de escola dominical e membros em geral, cheios do Espírito Santo, para lá acorrerão as multidões para se encontrarem com Jesus.
2.9. Será que não estamos precisando de um derramamento do Espírito sobre nós agora? Se isto acontece, os resultados serão grandes para o Reino dos céus.

3. Tinham ousadia para prega a Palavra (At 2.14-17)

3.1. Estas são as primeiras palavras de Pedro no dia de Pentecostes. Prova cabal de que este era um Pedro diferente daquele que havia negado Jesus três vezes diante de uma criada;
3.2. Antes do pentecostes, temos um Pedro medroso, tímido, escondido com os discípulos com medo dos judeus;
3.3.Depois do pentecostes, temos um Pedro corajoso, destemido, que se apresenta diante de uma multidão, e com voz forte e penetrante fala aos judeus convencendo-os de pecado;
3.4. Diante da pergunta feita por aqueles que lhe ouvia: “Que faremos varões irmãos?” Pedro corajosamente lhes responde: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38);
3.5. O Espírito Santo nos dar ousadia para anunciarmos a Palavra mesmo em situações complicadas como foi o caso de Estevão diante da ameaça de morte dos seus algozes (At 7.54-60);
3.6. Oh Deus, nos enche do teu Espírito e de ousadia para que possamos testificar com ousadia da tua Palavra (At 4.31).

4. Muitas almas alcançam a salvação (At 2.41)

4.1. Desde o dia em que a igreja recebeu o batismo no Espírito Santo, passou a desfrutar de constante crescimento, senão vejamos:
a) No dia de Pentecostes: quase três mil almas (At 2.41);
b) Todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar (At 2.47);
c) E muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número... a quase 5 mil (At 4.4);
d) E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais (At 5.14);
e) “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos...” (At 6.1);
f) “...e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos...” (At 6.7);
g) “... e eis que encheste Jerusalém dessa vossa doutrina” (At 5.28);
4.2. Este é exatamente o despertamento que precisamos para os dias atuais. O Espírito de Deus fará isto se dermos lugar agora.

Conclusão: A todos que experimentaram o poder do Espírito de Deus em suas vidas, admoesto eu: Não pares não negligencieis o que recebestes do Espírito, não cruzes os braços, pensando que a luta acabou. Ainda existem inimigos que precisam ser vencidos. Precisamos do poder. Porque há muitos crentes que embora batizados com o Espírito Santo, são secos como folha, e vive uma vida pior do que aqueles que não receberam a promessa do alto? O fracasso destes é porque ficam confiando nas promessas já recebidas e não procuram renovação espiritual. Pensam que ainda têm a mesma unção perdida por algum motivo. Esses crentes precisam de renovação espiritual. O batismo no Espírito Santo é uma única vez, mas a renovação deve ser todo dia, diariamente. Estes são os resultados de um Verdadeiro Pentecostes.

Pr. Nonato Souza

Bibliografia
Kastberg, Nils. Sangue e fogo. CPAD. 3ª Edição 1984. Rio de Janeiro
Santos, Nonato Souza. Sementes para o celeiros. Apostila de esboço. 2006

terça-feira, 13 de abril de 2010

JUBILEU DE OURO AD BRASÍLIA NO SETOR VII TEM DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO E MUITA ALEGRIA

Nos dias 12 e 13 de abril de 2010, a Igreja Assembleia de Deus de Brasília em Brazlândia realizou as festividades do Jubileu de Ouro no setor. Os cultos foram realizados em clima festivo de muita alegria e derramamento do Espírito, um verdadeiro pentecostes. No período do referido evento tivemos uma programação muito bonita, relembrando o trabalho pioneiro dos nossos irmãos que batalharam no princípio da obra em Brazlândia. O louvor ficou a cargo dos conjuntos setoriais da cantora Mayra e outros. No primeiro dia do evento, a Palavra foi ministrada pelo pastor Ivan Teixeira, que discorrendo sobre o livro de Atos dos apóstolos, enfatizou veementemente sobre a necessidade de mantermos o fogo do pentecostes aceso. No segundo dia, ministrou a Palavra o pastor Joiade, que deu ênfase a uma vida de oração, meditação na Palavra de Deus e uma vida de santidade, como elementos para mantermos a chama do pentecostes acesa. No domingo, dia 11, à tarde, foi a vez de sairmos às ruas da cidade de Brazlândia para proclamarmos em carreata, que Jesus Cristo Salva, cura, batiza com o Espírito Santo e breve voltará, enfatizando ainda o cinquentenário da AD Brasília. É hora de refletir sobre a nossa história, pois, certamente, queremos manter acesa a chama do pentecostes. Veja as fotos dos cultos e carreata que aconteceram no Setor VII.
Pr. Nonato Souza

Entrada das Bandeiras incluídas na programação






Momento em que o Pr. Ivan Teixeira ministrava a Palavra de Deus


A Igreja se fez presente nos dois dias do Jubileu


Homenagem merecida aos pioneiros da AD Brasília em Brazlândia




Carreata AD Brasília realizada por ocasião do Jubileu de Ouro






JUBILEU DE OURO DA AD BRASÍLIA TEM INÍCIO COM CULTO PENTECOSTAL

Teve início no dia 11 de abril de 2010, à tão esperada festa do Jubileu de Ouro da Assembleia de Deus de Brasília no seu templo sede em Taguatinga. O culto aconteceu debaixo de muita unção e graça de Deus. A presença de Deus fez-se sentir através da manifestação do Espírito contagiando totalmente o ambiente, desde o início ao final do culto. Gratidão a Deus por 50 anos de vitórias, cada momento nos levava a uma explosão de louvores ao santo nome de Jesus. No testemunho de alguns pioneiros, sempre havia a lembrança da mensagem pregada insistentemente por nossos fundadores: “Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e breve voltará”. O pastor Orcival Pereira Xavier (presidente), enfatizava constantemente: “a honra e glória é para Deus”.
O cantor Feliciano Amaral louvou ao Senhor trazendo muita alegria aos corações dos presentes, a Palavra de Deus foi ministrada pelo pastor Antonio dos Santos (Pr. Neco) Maceió - Alagoas. O líder da Assembleia de Deus alagoana enfatizou que assim como nossos pais empregaram esforço objetivando manter acesa a chama pentecostal, também nós devemos mostrar o mesmo empenho. Foi uma bela abertura, e estamos certos que teremos dias abençoados pela frente, enquanto refletimos sobre a necessidade que temos de manter acesa a chama do Pentecostes.Veja fotos do referido evento abaixo.
Pr. Nonato Souza.

O Templo ficou lotado durante o culto de abertura.



Pioneiros das Assembéias de Deus de Brasília


O cantor Feliciano Amaral louvando ao Senhor por ocasião do Jubileu de Ouro da AD Brasília

sexta-feira, 9 de abril de 2010

J.C. RYLE - SANTIDADE: A NECESSIDADE DE SANTIDADE

Esta é uma mensagem para os nossos dias. A necessidade de vivermos em santidade é um clamor desta última hora. "Seguir a pazs com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor", é recomendação bíblica para o tempo presente. Ryle nos chama a uma vida de santidade. Leia a mensagem abaixo extraída de Voltemosao evangelho.blogspot.com


A NECESSIDADE DE SANTIDADE (1/1)

Em último lugar, devemos ser santos porque sem a santidade na terra nunca estaremos preparados para desfrutar do céu. O céu é um lugar santo. O Senhor do céu é um Ser santo. Os anjos são criaturas santas. A santidade está estampada em tudo quanto existe no céu. O livro de Apocalipse expressa: “Nela nunca jamais penetrará cousa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira!” (Ap 21.27).

Apelo solenemente a todos quantos lêem essas páginas: como poderemos nos sentir felizes e à vontade no céu, se morrermos destituídos de santidade? A morte não opera automaticamente alguma transformação. O sepulcro não impõe qualquer alteração. Cada indivíduo haverá de ressuscitar com o mesmo caráter com que deu seu último suspiro. Onde será o nosso lugar, se vivermos hoje estranhos à santidade?

Suponhamos por um momento que você tivesse a permissão de entrar no céu sem santidade. O que você faria? Qual prazer você poderia usufruir ali? A qual dentre todos os santos você se achegaria; ao lado de quem você se sentaria? Os prazeres dele não seriam seus prazeres, os gostos deles não seriam os seus gostos, o caráter deles não corresponderia ao ser caráter. Como você poderia sentir-se feliz, se não tivesse sido santo neste mundo?

Atualmente, talvez você prefira a companhia dos negligentes e dos descuidados, dos dotados de mente mundana e dos cobiçosos, dos farristas e dos que buscam prazeres, dos ímpios e dos profanos. Porém, não haverá tais tipos de pessoas no céu.

Atualmente, talvez você sinta que os santos de Deus são por demais rigorosos, solenes e sérios. Você prefere evitar a companhia deles. Você prefere evitar a companhia deles. Você não se deleita na sua companhia. Porém, não haverá outro tipo de companhia lá no céu.

Atualmente, talvez pense que a oração, a leitura da Bíblia e o cântico de hinos evangélicos seja algo enfadonho e melancólico, uma atividade estúpida, algo que pode ser tolerado vez por outra, mas não usufruído com satisfação. Talvez você considere o descanso dominical um fardo e uma canseira; você não poderia passar senão uma pequena fração deste tempo adorando a Deus. Lembre-se, entretanto, de que o céu será um interminável descanso dominical. Os seus habitantes descansarão ali, noite e dia, entoando hinos de louvor ao Cordeiro e exclamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso”. Como é que um homem profano poderia encontrar prazer numa ocupação como essa?

Você imagina que uma pessoa profana se deleitaria em encontrar-se com Davi, Paulo e João, após uma vida inteira desperdiçada exatamente na prática daquilo contra o que eles falaram? Porventura, ele tomaria um doce conselho com esses personagens e descobriria que tinham muito em comum? Acima de tudo, você imagina que tal pessoa se regozijaria em encontrar-se com Jesus, o Crucificado, face a face, após ter se agarrado aos pecados por causa dos quais Ele morreu; depois de haver amado os seus inimigos e desprezado os seus amigos? Poderia tal pessoa pôr-se de pé diante de Cristo, com toda confiança, unir-se ao coro santo, dizendo: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25.9)? Antes, você não pensa que os lábios de uma pessoa profana se calariam de tanta vergonha, e que o seu único desejo seria ser expulso dali? Tal indivíduo se sentiria um estranho em uma terra desconhecida, uma ovelha negra em meio ao santo rebanho de Cristo. A voz dos querubins e dos serafins comporiam uma linguagem que ele não seria capaz de entender. O próprio ar lhe pareceria uma atmosfera irrespirável.

Não sei dizer o que outros pensariam a esse respeito, mas, para mim, é claro que o céu seria um lugar insuportável para um homem mundano. Não poderia ser de outro modo. As pessoas podem dizer, de maneira vaga: “Eles têm a esperança de chegar ao céu”. Entretanto, eles assim o dizem por não considerarem o que estão dizendo. Deve haver um certo preparo para a “herança dos santos na luz” (Cl 1.12). Nosso coração precisa estar sintonizado com essa herança. Para chegarmos ao descanso da glória, teremos de passar pela escola do treinamento na graça. Teremos de ser dotados de mente celestial, de gostos celestiais na vida que agora é, porquanto, de outro modo, jamais nos encontraremos no céu.




Por J.C. Ryle (1816 - 1900) - primeiro Bispo de Liverpool da Igreja da Inglaterra.

Excerto do excelente livro: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

Disponibilizado pela Editora Fiel e iPródigo

O PECADO (1/2)

Aquele que desejar ter pontos de vista corretos sobre a santidade cristã terá de começar examinando o vasto e solene assunto do pecado. Terá de cavar bem fundo, se quiser construir um edifício bem alto. Um equívoco quanto a esse particular é extremamente prejudicial. Conceitos errôneos sobre a santidade geralmente advêm de idéias distorcidas quanto à corrupção humana. Não me desculpo por começar estes estudos acerca da santidade com algumas firmes declarações a respeito do pecado.


A verdade absoluta é que o correto conhecimento do pecado jaz à raiz de todo o cristianismo salvífico. Sem ele, doutrinas como justificação, conversão e santificação serão apenas “palavras e nomes” que não transmitem qualquer sentido à nossa mente. Portanto, a primeira coisa que Deus faz quando quer tornar alguém em uma nova criatura em Cristo é iluminar-lhe o coração, mostrando-lhe que ele é um pecador culpado. A criação material, segundo o livro de Gênesis, começou com a “luz”; isso também acontece no caso da criação espiritual. Deus mesmo “resplandeceu em nosso coração” mediante a obra do Espírito Santo, e então, a vida espiritual teve seu início (2 Co. 4.6). Pontos de vista mal definidos acerca do pecado são a origem da maioria dos erros, das heresias e das doutrinas falsas de nossos dias. Se um homem não percebe a natureza perigosa da doença de sua alma, ninguém poderá admirar-se de que ele se contente com remédios falsos ou imperfeitos. Acredito que uma das principais necessidades da igreja, neste nosso século, tem sido e continua sendo um ensino mais claro e completo sobre o pecado.

1. Começarei o assunto fornecendo uma definição de pecado. Naturalmente, todos estamos familiarizados com os termos “pecado” e “pecadores”. Com freqüência, dizemos que o “pecado” está no mundo e que os homens cometem “pecados”. Porém, o que queremos dizer com essas palavras e frases? Sabemos realmente? Temo que há muita nebulosidade e confusão mental quanto a esse particular. Permita-me tentar suprir a resposta da forma mais breve possível.

Afirmo, pois, que “pecado”, falando de modo geral, conforme declara o artigo nono da confissão de fé da nossa igreja, é “a falha e a corrupção da natureza de cada ser humano, naturalmente produzidas pela natureza de Adão em nós, pelas quais o homem muito se afasta da retidão original, pois faz parte de sua natureza inclinar-se para o erro, de tal modo que a carne sempre milita contra o espírito; e, assim sendo, o pecado merece a ira e a condenação de Deus em cada pessoa que nasce neste mundo”. Em suma, o pecado é aquela vasta enfermidade moral que afeta a raça humana inteira, em todas as classes e níveis, nas nações, povos e línguas — uma enfermidade da qual apenas um único homem nascido de mulher esteve isento. Preciso dizer que esse único Homem foi o Senhor Jesus Cristo?

Digo, ademais, que “um pecado”, falando mais particularmente, consiste em praticar, dizer, pensar ou imaginar qualquer coisa que não esteja em perfeita conformidade com a mente e a lei de Deus. Em resumo, segundo as Escrituras, “o pecado é a transgressão da lei” (1 Jo 3.4). O menor desvio interno ou externo de um absoluto paralelismo matemático com a vontade e o caráter revelados de Deus constitui um pecado e, imediatamente, nos torna culpados aos olhos de Deus.

Naturalmente, não preciso dizer, a qualquer um que lê a sua Bíblia com atenção, que um homem pode quebrar a lei de Deus em seu coração e em seus pensamentos, mesmo quando não há qualquer ato externo e visível de iniqüidade. Nosso Senhor resolveu a questão sem deixar dúvidas, ao proferir o Sermão do Monte (Mt 5.21-28). Até mesmo um de nossos poetas disse, com toda a verdade: “Um homem pode sorrir, sorrir e ainda ser um vilão”.

Novamente, não preciso dizer a um estudante cuidadoso da Bíblia que há pecados de omissão tanto quanto de comissão, e que pecamos, tal como diz o nosso livro de oração, ao “deixarmos de fazer as coisas que deveríamos fazer” tanto quanto ao “fazermos aquilo que não deveríamos”. As solenes palavras do Mestre, no evangelho de Mateus, também deixam a questão sem sombras de dúvidas. Ali se acha escrito: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber” (Mt 25.41-42). Foi uma declaração profunda e bem pensada do santo arcebispo Usher, pouco antes de sua morte: “Senhor, perdoa-me de todos os meus pecados, sobretudo dos meus pecados de omissão”.

Porém, penso que é necessário relembrar aos leitores que um homem pode cometer um pecado e, no entanto, fazê-lo por ignorância, julgando-se inocente, quando na realidade é culpado. Não consigo perceber qualquer garantia bíblica para a moderna afirmativa de que “o pecado não é pecado, enquanto não o percebermos e tomarmos consciência dele”. Pelo contrário, nos capítulos quarto e quinto daquele livro muito negligenciado, Levítico, bem como em Números 15, vejo Israel sendo distintamente instruído de que havia pecados de ignorância que tornavam as pessoas imundas e que precisavam ser expiados (Lv 4.1-35; 5.14-19; Nm. 15.25-29). E também encontro o Senhor ensinando expressamente que o servo que não soube da vontade do seu senhor, e não agiu conforme essa vontade, não será desculpado pela sua ignorância, mas castigado (Lc 12.48). Faríamos bem em relembrar que, ao fazer de nosso conhecimento e de nossa consciência miseravelmente imperfeitos a medida de nossa pecaminosidade, estamos pisando em terreno perigoso. Um estudo mais profundo do livro de Levítico nos faria muito bem.

2. Concernente à origem e fonte dessa vasta enfermidade moral chamada “pecado” também me sinto na obrigação de dizer algo. Temo que as idéias de muitos crentes professos quanto a esse particular, são tristemente defeituosas e doentias. Não ouso passar adiante sem um comentário a respeito. Portanto, fixemos em nossa mente que a pecaminosidade de um homem não começa pelo lado de fora e sim pelo lado de dentro. Também não resulta de mau treinamento nos primeiros anos de vida. Não se adquire com más companhias e maus exemplos, conforme alguns crentes fracos costumam dizer. Não! Trata-se de uma enfermidade de família, que herdamos dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, e com a qual todos já nascemos. Criados “à imagem de Deus” e inocentes a princípio, nossos pais caíram da justiça original e tornaram-se pecaminosos e corruptos. E, desde aquele dia, homens e mulheres nascem segundo a imagem de Adão e Eva decaídos, herdando um coração e uma natureza inclinados ao pecado – “por um só homem entrou o pecado no mundo”; “o que é nascido da carne é carne”; “éramos, por natureza, filhos da ira”; “o pendor da carne é inimizade contra Deus”; “do coração dos homens é que procedem [naturalmente, como de uma fonte] os maus desígnios, a prostituição, os furtos”. (Rm 5.12; Jo 3.6; Ef 2.3; Rm 8.7; Mc 7.21). O mais lindo bebê do mundo, que se tornou o raio-de-sol de uma família, não é, como sua mãe o chama com muito amor, um “anjinho” ou um “inocentinho”, e sim um “pecadorzinho”. Infelizmente, enquanto jaz sorrindo no seu berço, a criaturinha leva em seu coração as sementes de todo tipo de iniqüidade! Basta que a observemos com cuidado, conforme cresce em estatura e sua mente se desenvolve, e descobriremos nela uma incessante tendência para o que é mau, e uma grande hesitação quanto ao que é bom. Poderemos ver nela os botões e os germens do engano, do mau temperamento, do egoísmo, da voluntariedade, da obstinação, da cobiça, da inveja, do ciúme, da paixão – tudo o que, se alimentado e deixado à vontade, prolifera com dolorosa rapidez. Quem ensinou essas coisas à criança? Onde as aprendeu? Só a Bíblia pode responder a essas perguntas! Dentre todas as coisas tolas que os pais dizem sobre seus filhos nenhuma é pior do que a declaração comum: “No fundo, meu filho tem um bom coração. Ele não é o que deveria ser; apenas caiu em más companhias. As escolas são lugares ruins. Os professores negligenciam as crianças. Contudo, no fundo, ele tem um bom coração”. A verdade, infelizmente, é exatamente o contrário. A primeira causa de todo pecado jaz na corrupção natural do próprio coração da criança e não na escola.



Por J.C. Ryle (1816 - 1900) - primeiro Bispo de Liverpool da Igreja da Inglaterra.

Excerto do excelente livro: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

Disponibilizado pela Editora Fiel

O PECADO 1/3

3. No tocante à extensão dessa vasta enfermidade moral do homem, chamada pecado, cuidemos para não errar. A única base segura é aquela dada pelas Escrituras. “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”; “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Gn 6.5; Jr 17.9). O pecado é um mal que permeia e percorre todas as partes de nossa constituição moral, bem como cada faculdade de nossa mente. A compreensão, os afetos, o poder de raciocínio, a vontade; tudo está, em certa medida, infeccionado pelo pecado. A própria consciência está tão cega que dela não se pode depender como guia seguro. Ela tanto pode conduzir o homem para o erro quanto para o que é certo, a menos que seja iluminada pelo Espírito Santo. Em suma, “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele cousa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas” (Is 1.6). O mal pode ser velado sob uma fina cortina de cortesia, polidez, boas maneiras ou decoro exterior; mas jaz profundamente em nossa constituição.

Admito plenamente que o homem tenha ainda qualidades grandes e nobres e que demonstre imensa capacidade nas artes, ciências e literatura. Porém, permanece o fato de que nas coisas espirituais o homem está totalmente “morto”, destituído de qualquer conhecimento, amor ou temor a Deus. As excelências do homem estão de tal modo entremeadas e mescladas com a corrupção que o contraste somente põe em destaque a verdade e a extensão da queda. Que uma e a mesma criatura seja tão elevada em algumas coisas e tão vil em outras; tão grande, mas tão pequena; tão nobre, mas também tão envilecida; tão notável em sua concepção e execução de coisas materiais, mas tão baixa e rasteira em seus afetos; capaz de planejar e erigir edifícios como aqueles de Carnaque e Luxor, no Egito ou o Partenon de Atenas e, no entanto, adorar deuses e deusas imorais, pássaros, feras e répteis; que possa produzir tragédias como as de Ésquilo e Sófocles e histórias como as de Tucídides, e, no entanto, ser escrava de vícios abomináveis como aqueles descritos no primeiro capítulo da epístola aos Romanos. Tudo isso tem servido de profunda perplexidade para aqueles que zombam da “Palavra escrita de Deus”, escarnecendo de nós como “bibliólatras”. Porém, esse é um nó que podemos desatar com a Bíblia na mão. Podemos reconhecer que o homem tem todos os sinais de um templo majestoso em sua pessoa; um templo no qual Deus antes habitou, mas que agora jaz em completa ruína; um templo no qual uma janela despedaçada aqui ou uma entrada acolá, ou uma coluna derrubada ali adiante ainda nos dá uma pálida idéia da magnificência do plano original, embora, de uma extremidade à outra, tenha perdido a sua glória e decaído de seu exaltado estado anterior. De modo que afirmamos que coisa alguma soluciona o complicado problema da condição humana, senão a doutrina do pecado original ou inato e os esmagadores efeitos da queda.

Ademais, lembremo-nos de que cada parte do mundo dá testemunho do fato que o pecado é a enfermidade universal de toda a humanidade. Pesquisemos o globo de leste a oeste e de um pólo ao outro, rebusquemos todas as nações de todos os climas, nos quatro quadrantes da terra, procuremos em cada classe e nível social de nosso próprio país, do mais elevado ao mais humilde, sob cada circunstância e condição; o relatório será sempre o mesmo. As mais remotas ilhas no oceano Pacífico, completamente separadas da Europa, da Ásia, da África e da América, fora do alcance do luxo oriental e da arte e literatura ocidentais; ilhas habitadas por povos que ignoram livros, dinheiro, vapor e eletricidade; não contaminados pelos vícios da civilização moderna – existentes nestas ilhas remotas, quando descobertas, têm sido encontradas as piores formas de concupiscência, de crueldade, de engodo e de superstição. Se seus habitantes não conhecem outra coisa, pelo menos conhecem o pecado! Por toda a parte, o coração humano é enganoso “mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr 17.9). Da minha parte, desconheço prova mais decisiva da inspiração do livro de Gênesis e do relato mosaico sobre a origem do homem do que o poder, a extensão e a universalidade do pecado. Se admitirmos que a humanidade inteira deriva-se de um único casal e que esse casal caiu no pecado, conforme nos diz Gênesis 3, o estado da natureza humana por toda parte pode ser facilmente explicado. Mas, se negarmos esse fato, conforme muitos o fazem, imediatamente nos veremos envolvidos com dificuldades inexplicáveis. Em suma, a uniformidade e a universalidade da corrupção humana supre uma das mais incontestáveis instâncias das enormes dificuldades que os
incrédulos têm de enfrentar.

Afinal, estou convencido de que a maior prova da extensão e do poder do pecado é a persistência com que ele se apega ao homem, mesmo depois deste ser convertido e tornar-se alvo das operações do Espírito Santo. Usando a linguagem do artigo nono: “Essa infecção da natureza permanece – sim, mesmo nos regenerados”. Tão profundamente implantadas estão as raízes da corrupção humana que, mesmo depois de termos sido regenerados, renovados, lavados, santificados e justificados, feitos membros vivos de Cristo, essas raízes permanecem vivas no fundo de nosso coração. Tal qual o mofo nas paredes de uma casa, nunca nos livraremos delas, enquanto não for dissolvida esta casa terrestre deste nosso tabernáculo. Sem dúvida, o pecado não mais exerce domínio no coração do crente. Está contido, controlado, mortificado e crucificado pelo poder expulsivo do novo princípio da graça divina. A vida do crente é uma vida de vitória e não de fracasso. Mas os próprios conflitos que continuam em seu peito, a luta na qual ele se vê empenhado a cada dia, a vigilância que ele é forçado a exercer sobre seu homem interior, a guerra entre a carne e o espírito, os “gemidos” íntimos que ninguém conhece, senão aquele que os experimenta – tudo isso testifica da mesma grande verdade, tudo mostra o enorme poder e a vitalidade do pecado. Poderoso, de fato, deve ser o adversário que mesmo depois de crucificado, continua vivo! Feliz é o crente que compreende isso e não tem confiança na carne enquanto se regozija em Cristo Jesus; e ao mesmo tempo em que diz: “Graças a Deus que nos dá a vitória”, nunca se esquece de vigiar e ora para não cair em tentação!

4. Acerca da culpa, da vileza e da ofensa do pecado aos olhos de Deus, minhas palavras serão poucas. Digo “poucas” prudentemente. Não penso que, devido à natureza dessas coisas, o homem mortal possa perceber toda a imensa pecaminosidade do pecado aos olhos do Deus santo e perfeito, a quem teremos de prestar contas. Por um lado, Deus é o Ser eterno que “aos seus anjos atribui imperfeições”, em cuja vista “nem os céus são puros”. Ele é Aquele que lê os pensamentos e os motivos, e não só as ações, e que requer “a verdade no íntimo” (Jó 4.18; 15.15; Sl 51.6). Nós, por outro lado – criaturas pobres e cegas, hoje aqui e amanhã acolá, nascidos no pecado, cercados de pecadores, vivendo em uma constante atmosfera de fraqueza, enfermidade e imperfeição – não podemos formar senão os mais inadequados conceitos sobre a hediondez do pecado. Não dispomos de prumo para sondá-lo, e nenhuma medida pela qual possamos aquilatá-lo. Um cego não pode ver a diferença entre uma obra prima de Ticiano ou de Rafael e uma efígie de um presidente no verso de uma moeda. Um surdo não pode distinguir entre um apito soprado por uma criança e um órgão de catedral. Os próprios animais, cujo odor é bastante ofensivo, não têm a menor noção de que são tão mau-cheirosos e nem parecem tais uns para com os outros. E o homem, o homem caído, segundo creio, não tem noção do quão vil é o pecado aos olhos de Deus, cujas obras são absolutamente perfeitas – perfeitas sem importar se as examinamos pelo telescópio ou pelo microscópio; perfeitas tanto na formação de um gigantesco planeta como Júpiter, com seus satélites, que marca o tempo em até milésimos de segundo enquanto gira em torno do sol quanto na formação do mais minúsculo inseto que se arrasta pelo chão. Não obstante, fixemos na mente, com firmeza, que o pecado é aquela “coisa abominável” a qual Deus aborrece e que Deus é “tão puro de olhos que não pode ver o mal”; e que qualquer que tropeçar “em um só ponto” da lei de Deus “se torna culpado de todos”; e que “a alma que pecar, essa morrerá“; e que “o salário do pecado é a morte”; e que Deus julgará “os segredos dos homens”; e que há um lugar onde nunca “morre o verme, nem o fogo se apaga”; e que “os perversos serão lançados no inferno”; e que “irão estes para o castigo eterno”, porquanto nos céus “nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira” (Jr 44.4; Ha 1.13; Tg 2.10; Ez 18.4; Rm 6.23; 2.16; Mc 9.44; Sl 9.17; Mt 25.46 e Ap 21.27). Essas são, realmente, palavras tremendas, quando consideramos que foram escritas no Livro do Deus misericordiosíssimo!

Afinal de contas, nenhuma prova da amplidão do pecado é tão avassaladora e incontestável como a cruz da paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como toda a doutrina de sua substituição e expiação. Terrivelmente grave deve ser a culpa que não pode ser satisfeita por coisa alguma, senão pelo sangue do Filho de Deus. Pesadíssima deve ser a carga do pecado humano que fez Jesus gemer e suar gotas de sangue na agonia do Getsêmani, e clamar no Gólgota: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). Estou convencido de que nada nos espantará tanto, quando despertarmos no dia da ressurreição, quanto a visão que teremos do pecado e o retrospecto que nos será dado de nossos próprios incontáveis defeitos e delitos.





Por J.C. Ryle (1816 - 1900) - primeiro Bispo de Liverpool da Igreja da Inglaterra.

Excerto do excelente livro: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

Disponibilizado pela Editora Fiel